22/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Estadão Conteúdo
Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010

A Polícia Federal (PF) concluiu o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e decidiu pela demissão dele por abandono de cargo. Agora, o ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, deve assinar o ato para a expulsão do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da corporação.
Sem mandato, Eduardo deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, no qual ele ingressou por meio de concurso público em 2010. Como ele não se reapresentou ao serviço, um PAD foi aberto para analisar o caso em fevereiro deste ano. Desde então, o ex-deputado está afastado do cargo.
Na instrução do processo, a Corregedoria da PF no Rio determinou que ele entregasse a sua carteira funcional e arma de fogo.
Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de reclusão por coação, devido à sua atuação nos EUA para intimidar o Judiciário e impedir a análise da tentativa de golpe.
CRÍTICAS A MICHELLE
O ex-deputado federal criticou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) por causa de um vídeo publicado por ela nas redes sociais no fim de junho, no qual afirmou ter sido desrespeitada, humilhada e maltratada pelo enteado, o senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
“Foi uma imaturidade da Michelle. Ela jamais poderia ter feito aquele vídeo”, afirmou o ex-parlamentar, em entrevista ao portal Metrópoles. Eduardo ainda classificou como “natural” que haja disputa por um “espaço tão cobiçado” quanto a Presidência da República. Isso teria feito com que divergências internas do clã Bolsonaro viessem a público, ele disse.
Sobre o tarifaço dos EUA, Eduardo afirmou que o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, comprometeu-se, durante audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, a negociar um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos caso vença a eleição presidencial. O tarifaço americano, com alíquota de 25%, entra em vigor nesta quarta-feira, 22.
“Ele disse o seguinte: ‘Por favor, não tarifem o Brasil. Eu vou ser presidente e, quando for presidente, vamos negociar um acordo de livre-comércio que seja bom para os dois lados e não será mais preciso tarifar os produtos brasileiros'”, disse