21/07/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana
Da bancada petista de cinco deputados, dois seguem irredutíveis: João Paulo Lima e Doriel Barros deixaram o evento antes da chegada do pré-candidato, gesto repetido pelo presidente municipal da legenda. O vereador Osmar Ricardo se licencia hoje para dedicar-se abertamente à campanha da governadora.
No PV, o ruído foi semelhante. O presidente estadual, Clodoaldo Magalhães, abriu o ato político, mas se retirou com os três estaduais antes da entrada da chapa majoritária. João Campos minimizou as baixas: “Não notei as ausências, mas vi a presença de muita gente querida que fará um grande trabalho”.
Do outro lado, o Podemos demonstrou coesão ao ratificar a aliança com Raquel Lyra, mas a grande estrela não compareceu à convenção do primeiro partido de sua base a oficializar candidaturas. A vice Priscila Krause (PSD), que representou a governadora, alegou o prolongamento de uma reunião com o secretariado.
O pano de fundo seria a disputa pelas vagas ao Senado. Raquel Lyra prefere Miguel Coelho e Túlio Gadêlha, mas o PP e o União Brasil travam uma queda de braço e ninguém cede. Para piorar o imbróglio, o Podemos chancelou o nome de Miguel e titubeou sobre a segunda vaga, citando Gadêlha só quando provocado.
Até outubro, a costura política exigirá habilidade cirúrgica para desfazer esses nós.
Marília, o PDT e Lula
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes teve um bom motivo para não ir à convenção do PT, PV e PCdoB. Estava em Brasília para a convenção nacional do PDT. Assumiu o comando da sigla em Pernambuco e passou a fazer parte do diretório nacional. Mais que isso: garantiu imagem ao lado do presidente Lula, que prestigiou o evento.
Racha exposto
O presidente estadual não ficou, mas o presidente do PV no Recife e secretário de Direitos Humanos da cidade, Marco Aurélio Filho, compôs a mesa ao lado de João Campos e escancarou o racha no partido. “Quem está mudando de lado é quem não tem um trabalho de grupo feito esse aqui… Este é o time certo, o time do presidente Lula.”
Sem neutralidade
O deputado Gilmar Júnior (PV) tinha reunião com mães atípicas e não esperou João Campos, mas garantiu apoio. “Ele dialoga. Me chamou para contribuir com o plano de governo e vai assinar carta-compromisso com a enfermagem. Se não fosse isso, continuaria neutro.”
Convicção
O deputado Luciano Bivar (MDB), que será o 1º suplente do senador Humberto Costa (PT), declarou-se “radical democrata”, na convenção do PT, PV e PCdoB. “Tenho convicção de que a gente resistirá a qualquer coisa porque nossas opções são as melhores para o país.”
