Parceria prevê investimentos mais de R$ 213 milhões ao longo de 25 anos e visa estimular retrofit e construção de novas edificações
A iniciativa, segundo a gestão municipal, é para criar mais de 1 mil habitações na área central da capital pernambucana, com obras de retrofit e de construção de novas edificações nos bairros de São José, Santo Antônio, Boa Vista e Cabanga.
O investimento, ao longo de 25 anos de concessão, é de mais de R$ 213 milhões, ainda segundo a prefeitura do Recife.
A proposta, tocada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Recife, está alinhada com os objetivos do programa Recentro, voltado a criar articulações para promover a revitalização do Centro do Recife, seja por meio do incentivo à moradia ou pela retomada das atividades econômicas características da região.
“A volta da dinamicidade do Centro da cidade encontra reforço na PPP Morar no Centro. O nosso olhar para o Centro da cidade é estratégico a partir de edificações já identificadas, assim como localidades com potencial construtivo. A PPP soma-se a outras frentes, como o projeto Distrito Guararapes e as legislações urbanísticas, como é o caso da revisão da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo e a Desapropriação por Hasta Pública”, explica o secretário de desenvolvimento Urbano e Licenciamento do Recife, Felipe Matos.
A PPP Morar no Centro tem como parte da proposta seis empreendimentos, sendo quatro destinados a edificações para locação social e outros dois para habitação popular de baixa renda e mercado popular.
O projeto, de acordo com a prefeitura, já passou pela fase de escuta pública, realizada em 2023, e foi aprovado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) no final de 2025.
Todo o processo de licitação ocorrerá por meio da B3, com entrega dos envelopes e o leilão previsto para abril deste ano.
O secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury, destaca que esta será a primeira vez na história do Recife que se implanta uma PPP de locação social, considerado um novo eixo da política habitacional municipal.
“Vamos priorizar a população que se encaixa até a faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, que já trabalha no Centro e sofre com o ônus excessivo com aluguel. Os empreendimentos ficam em áreas regularizadas, com boa infraestrutura urbana e acesso ao transporte público”, acrescenta Felipe Cury.
Leia também
• Com investimento de R$ 100 milhões, obra de dragagem no Porto do Recife inicia até março
• Carroceiros protestam por adiamento da lei que proíbe transporte por tração animal
• Em 2025, Recife criou um em cada três empregos formais de Pernambuco, segundo Caged
a Felipe Cury.
