Especial de domingo: Protetos por Moïse, congolês assassinado no Rio, acontecem em pelo menos 12 capitais

06/02/22

Midias Sociais

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Caso Moïse: manifestantes pedem a punição dos assassinos do jovem congolês

Caso Moïse: manifestantes pedem a punição dos assassinos do jovem congolês

 

Os atos contra o racismo e a xenofobia se deram de forma pacífica e reuniram centenas de pessoas. Em Redenção (CE), primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos, estudantes também lembraram Moïse e pediram respeito à população negra.

Em Berlim, na Alemanha, manifestantes também se reuniram em frente à embaixada do Brasil.

Veja abaixo mais detalhes sobre as manifestações.

No Rio de Janeiro

Manifestantes protestam por justiça pela morte de Moïse Kabagambe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. — Foto: Carl de Souza/AFP

Manifestantes protestam por justiça pela morte de Moïse Kabagambe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. — Foto: Carl de Souza/AFP

O ato começou em frente ao quiosque Tropicália, onde Moïse foi morto a pauladas por vários homens, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. As duas pistas das Avenida Lúcio Costa chegaram a ser interditadas, e centenas de pessoas participaram de uma caminha pela orla do bairro.

Durante ato em homenegem a Moïse Kabagambe no Rio, manifestantes tentam tirar letreiro do quiosque onde o congolês foi assassinado. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Durante ato em homenegem a Moïse Kabagambe no Rio, manifestantes tentam tirar letreiro do quiosque onde o congolês foi assassinado. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Houve um princípio de tumulto, quando manifestantes atacaram o quiosque e chegaram a tentar retirar o letreiro, segundo informações da GloboNews. Em um carro de som, onde estavam parentes de Moïse, organizadores pediram que o ato seguisse de forma pacífica, e os ânimos se acalmaram.
Manifestantes protestam contra o assassinato de Moïse Kabagambe, na Barra da Tijuca, no Rio. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Manifestantes protestam contra o assassinato de Moïse Kabagambe, na Barra da Tijuca, no Rio. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Moïse trabalhava por comissões nos quiosques do local – no Tropicália e no Biruta, que a prefeitura do Rio anunciou que vão virar um memorial à cultura africana e serão administrados pela família do congolês. O objetivo, segundo a prefeitura, é promover a integração social e econômica de refugiados africanos.

Manifestante carrega cartaz com os dizeres "justiça por Moïse" em ato no Rio em frente ao local onde o congolês foi brutalmente morto a pauladas. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Manifestante carrega cartaz com os dizeres “justiça por Moïse” em ato no Rio em frente ao local onde o congolês foi brutalmente morto a pauladas. — Foto: Lucas Landau/Reuters

Em São Paulo

Manifestantes seguram cartazes com pedidos de justiça pela morte de Moïse Kabagambe durante manifestação em São Paulo neste sábado — Foto: Carla Carniel/Reuters

Manifestantes seguram cartazes com pedidos de justiça pela morte de Moïse Kabagambe durante manifestação em São Paulo neste sábado — Foto: Carla Carniel/Reuters

O protesto, convocado por ativistas e integrantes de movimentos negros, começou na manhã deste sábado (5) no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo(Masp), localizado na Avenida Paulista, centro financeiro da capital.

Manifestante fala durante ato em homenagem a Moïse Kabagambe no vão do MASP em São Paulo. — Foto: Carla Carniel/Reuters

Manifestante fala durante ato em homenagem a Moïse Kabagambe no vão do MASP em São Paulo. — Foto: Carla Carniel/Reuters

Os manifestantes, entre eles vários imigrantes, pediram “justiça” pela morte de Moïse, recitaram poesias africanas e conversaram sobre as dificuldades que imigrantes e refugiados enfrentam ao chegar no Brasil, pedindo mais apoio do governo. Por volta das 12, o ato chegou a ocupar uma via da Avenida Paulista, que foi bloqueada para carros.

Em São Paulo, manifestante passa em meio a cartazes com os nomes de Moïse, Kathlen e Durval: três pessoas negras que foram recentemente assassinadas no Brasil. — Foto: Carla Carniel

Em São Paulo, manifestante passa em meio a cartazes com os nomes de Moïse, Kathlen e Durval: três pessoas negras que foram recentemente assassinadas no Brasil. — Foto: Carla Carniel

Em Salvador

Representantes do Olodum participaram do ato no Pelourinho — Foto: Maíra Reis

Representantes do Olodum participaram do ato no Pelourinho — Foto: Maíra Reis

Na capital baiana, o ato foi organizado pela “Coalizão Negra por Direitos” e outras 19 entidades. Os participantes se reuniram no Largo do Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, por volta das 10h, e dispersaram às 12h30.

Entre os grupos que marcaram presença do protesto estão o Olodum, a banda Didá e o Ilê Aiyê Músicos rufaram tambores e usaram a música de origem africana para prestar homenagem a Moïse, em sinal de luto.

Protesto contra morte de congolês em Salvador, Bahia — Foto: Maíra Reis

Protesto contra morte de congolês em Salvador, Bahia — Foto: Maíra Reis

Manifestação em Brasília pede justiça por congolês Moïse — Foto: Por Todas Vidas Negras/DF/Reprodução

A manifestação, organizada pelo movimento “Pelas Vidas Negras DF”, reuniu dezenas de pessoas em frente ao Palácio do Itamaraty, na Esplanada dos Ministérios, para pedir justiça para os responsáveis pelo assassinato de Moïse.

Durante o protesto, os participantes fizeram um ato simbólico lavando líquido vermelho que representava o sangue das vítimas de crimes com teor racial.

Manifestação em Brasília pede justiça por congolês Moïse — Foto: TV Globo/Reprodução

Os cartazes reforçavam a luta contra o racismo e a xenofobia, e também lembravam a morte de Durval Teófilo Filho, homem negro assassinado por um vizinho que disse tê-lo confundido com um “bandido”, também no Rio.

No Recife

[Recife, sábado (5), 16h40] Protesto na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, pede justiça para congalês morto no Rio de Janeiro — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

[Recife, sábado (5), 16h40] Protesto na Avenida Conde da Boa Vista, no Recife, pede justiça para congalês morto no Rio de Janeiro — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

[Recife, sábado (5), 16h30] Manifestantes se reúnem em calçada da Avenida Conde da Boa Vista, na região central do Recife, em protesto por congalês morto no Rio de Janeiro — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

[Recife, sábado (5), 16h30] Manifestantes se reúnem em calçada da Avenida Conde da Boa Vista, na região central do Recife, em protesto por congalês morto no Rio de Janeiro — Foto: Mhatteus Sampaio/TV Globo

Os manifestantes levaram faixa, bandeiras e cartazes. Algumas pessoas utilizavam roupas típicas de outros países. Com tambores de maracatu, os manifestantes pediam “o fim do extermínio dos pretos” (veja vídeo abaixo).

Justiça por Moïse: protesto no Recife pede justiça para congolês morto no Rio

Justiça por Moïse: protesto no Recife pede justiça para congolês morto no Rio

 

Manifestantes pedem justiça por Moïse Kabagambe, em Belo Horizonte — Foto: Flávia Ayer/ TV Globo

O ato na capital mineira contou com o apoio de 37 grupos da sociedade civil e partidos políticos e foi realizado na manhã deste sábado (5). A concentração começou às 10h, na Praça Sete, no Centro da capital, e seguiu até a Praça Raul Soares.

Em cartazes contra o racismo e a xenofobia, manifestantes pediram justiça. Uma das manifestantes, Mariana Fernandes, integrante do Movimento de Mulheres Olga Benário, cobrou respostas para que outros jovens negros não sejam assassinados.

“A maior parte dos jovens mortos no nosso país são negros. Há uma falta de políticas públicas para o enfrentamento dessa realidade”, disse.

Em Natal

Manifestação aconteceu no centro de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Manifestação aconteceu no centro de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Representantes de movimentos sociais e do movimento negro se reuniram na esquina da Avenida Rio Branco com a Avenida João Pessoa , um dos trechos mais movimentados no centro comercial de Natal, por volta das 9h.

Manifestação aconteceu na manhã deste sábado (5) no centro de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Manifestação aconteceu na manhã deste sábado (5) no centro de Natal — Foto: Reprodução/Inter TV Cabugi

Os manifestantes usavam máscaras e fizeram discursos contra o racismo e a xenofobia. Muitos vestiam camisa antirracistas.

Em Porto Alegre

Ato contra morte de congolês em Porto Alegre — Foto: Reprodução / RBS TV

Ato contra morte de congolês em Porto Alegre — Foto: Reprodução / RBS TV

A manifestação foi organizado pelo Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão sobre Migrações da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Nepemigra, e realizada no Parque da Redenção

No local, pessoas empunhavam faixas e cartazes pedindo justiça pelo assassinato de Moïse, que foi espancado e morto com mais de 30 pauladas.

Em São Luís

Manifestantes fazem ato em São Luís contra morte do imigrante congolês Moïse — Foto: Rafaela Braga/TV Mirante

Manifestantes fazem ato em São Luís contra morte do imigrante congolês Moïse — Foto: Rafaela Braga/TV Mirante

O ato, que começou por volta das 9h e se dispersou às 12h, reuniu dezenas de pessoas e foi organizado pelo Comitê Maranhense de Combate ao Racismo e Xenofobia com o apoio do Centro de Cultura Negra, Coalização Negra por Direitos e estudantes africanos.

Com discursos, os participantes se manifestaram contra o assassinato do congolês e também contra o racismo em um ato na Praça Deodoro, na área central de São Luís. A manifestação contou com apresentação cultural de grupos.

Em Curitiba

Manifestação Justiça por Moise, em Curitiba — Foto: Victor Hugo/RPC

Manifestação Justiça por Moise, em Curitiba — Foto: Victor Hugo/RPC

Moradores de Curitiba se reuniram no Centro histórico da cidade, em frente à Igreja Nossa Senhora do Rosário construída e destinada a negros escravizados.

Nos cartazes, os manifestantes pediam justiça por Moïse, para que se pare de matar homens e mulheres pretos, alertavam para a normalização da barbárie e que vidas negras importam.

Manifestação Justiça por Moise, em Curitiba — Foto: Elcio Branco/RPC

Manifestação Justiça por Moise, em Curitiba — Foto: Elcio Branco/RPC

“Nós migramos com os nossos direitos aqui para o Brasil, então, tudo isso tem que ser respeitado. Moïses morreu hoje por desrespeito por ser imigrante, por ser congolês. Mas, amanhã, pode ser eu”, disse Gloire Nkialulendo, presidente da Associação de Africanos de Curitiba (Bomoko).

Em Cuiabá

Os manifestantes se reuniram com faixas cobrando justiça pela morte do congolês na praça da Mandioca, no centro de Goiânia, neste sábado.

No palanque, participantes se revezaram nos discursos e falaram sobre os casos de racismo no Brasil.

Ato em Cuiabá em homenagem a Moïse — Foto: Reprodução

Ato em Cuiabá em homenagem a Moïse — Foto: Reprodução

“O racismo é a interdição cotidiana que as pessoas negras têm de ocupar espaços de poder. O racismo é a compreensão da branquitude que chegou primeiro controlando o estado e não abre espaço para nenhum negro entrar”, discursou a vereadora Edna Sampaio (PT).

Em Palmas

Ato acontece na capital tocantinense — Foto: Divulgação

Ato acontece na capital tocantinense — Foto: Divulgação

Representantes da Associação Dos Filhos e Amigos da África (AFAA) fizeram um ato no início da noite deste sábado (5) na praça dos Girassóis, no início da noite deste sábado. Os participantes utilizaram camisetas com a frase: “ Tocantins está com Moïse Kabagambe. Justiça, Justiça, Justiça”.

“Esse ato para nós é uma reflexão. É um ato para abrir o diálogo contra o racismo, e para nos unir. Não podemos nos manter calados, precisamos estar juntos” disse Aires Panda, um dos membros da associação.

No Ceará

Estudantes homenagearam o congolês Moïse em frente ao monumento “Negra Nua”, em Redencão (CE) — Foto: Walbert Costa/SVM

Estudantes homenagearam o congolês Moïse em frente ao monumento “Negra Nua”, em Redencão (CE) — Foto: Walbert Costa/SVM

Participantes de movimentos sociais e alunos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) realizaram, na tarde deste sábado (5), um protesto pela morte de Moïse Kabagambe, em Redenção, no Ceará.

O ato ocorreu nas proximidades do monumento Negra Nua em frente ao campus da Liberdade, da Unilab e foi convocado pelo coletivo das Associações de Estudantes Africanos da instituição.

Redenção foi a primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos, em 1883, cinco anos antes da abolição da escravatura em todo o Brasil, com a assinatura da Lei Áurea em 1888. A cidade sedia a universidade, que é destinada a alunos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) como Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Timor Leste.

Usando máscaras de proteção contra a Covid-19, os estudantes exibiam faixas que pediam Justiça e respeito pela população negra. Os cartazes traziam mensagens como “justiça por Moïse”, “a carne mais barata do mercado é a carne negra” e ainda “nós somos humanos”.

Estudantes fazem homenagem a Moïse Kabagambe em Redenção, no Ceará — Foto: Walbert Costa/SVM

Estudantes fazem homenagem a Moïse Kabagambe em Redenção, no Ceará — Foto: Walbert Costa/SVM

Para o professor moçambicano do Instituto de Humanidades, Segone Ndangalila Cossa, além de prestar uma homenagem a Moïse, os participantes celebram a comunhão da nação africana.

“Será também um momento de celebração de comunhão e de organização negra africana para homenagear Moïse Kabagambe, que foi um imigrante congolês brutalmente assassinado no Rio de Janeiro. E o nosso coro junta-se ao coro nacional”, explicou.

Em Berlim

Dezenas de manifestantes se reuniram, em Berlim, para pedir justiça e se solidarizar com os atos de protesto no Brasil pela morte de Moïse. Segundo a DW, o protesto aconteceu em frente à embaixada do Brasil.

Ainda de acordo com informações da agência, manifestantes se revezaram ao microfone para pedir que o caso não fique impune. Eles lembraram que Moïse foi para o Brasil em busca de segurança, mas acabou morto de forma brutal. Também foram cantadas músicas brasileiras que fazem referência ao sofrimento dos negros na história do país.

Univasf apresenta, com atraso, projeto urbanístico e arquitetônico do Campus de Salgueiro

05/02/22

AscomUnivasf

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Depois de um ano (2021) perdido,  por causa do desentendimento entre o prefeito de Salgueiro Marcones Sá,  e a Câmara de Vereadores, a Univasf apresentou o projeto urbabanístico e arquitetônico do Campus de Salgueiro, sem previsão do custo orçamentário da “obra do fim do mundo”.


Maquete do projeto: bloco acadêmico no centro, com calçadões e estrutura viária circundante, e interligado ao bloco de biblioteca, auditório e refeitório, com detalhes em azul, e sua praça descoberta.

Um campus com edificações com linguagem arquitetônica contemporânea, em harmonia com os valores ambientais e os aspectos históricos do terreno, que já abrigou o pátio da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA), tombado pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e com espaços para uso de toda a comunidade. Esta é a proposta do projeto urbanístico e arquitetônico para o campus definitivo da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) na cidade de Salgueiro (PE). O projeto foi concluído recentemente e será apresentado à Prefeitura de Salgueiro, para fortalecer as negociações com o poder público municipal em prol da confirmação da doação do terreno.

O projeto executivo do Campus Salgueiro foi elaborado pela MF&L Construtora, de Brasília (DF), a partir de proposta e estudo preliminar realizados pelo arquiteto e professor do Colegiado de Engenharia Civil (CCivil) Sérgio Motta e pelo arquiteto da Univasf Fernando Kursancew, que também coordenaram o trabalho. No terreno doado à Univasf para construção do novo campus, que possui área total de mais de 88 mil metros quadrados, já existem algumas edificações, que serão totalmente incorporadas à estrutura do novo campus, com algumas adequações. Uma delas é o armazém de carga da RFFSA, onde inicialmente funcionarão biblioteca e auditório. Este último utilizará a estrutura do Teatro Alaíde Conserva, que continuará com seu uso cultural original e aberto à comunidade. No prédio da estação ferroviária, funcionará a administração do Campus.

O Campus Salgueiro contará ainda com dois blocos acadêmicos a serem construídos.  O primeiro bloco terá três pavimentos e será composto por praça coberta, salas de aula, laboratórios, salas de apoio e áreas de estar com jardins. O segundo bloco irá sediar de forma permanente a biblioteca, o refeitório, o auditório, áreas de apoio e terraço. Também haverá um castelo d’água, com um mirante para contemplação, um anfiteatro aberto, uma quadra poliesportiva coberta e praças, além de uma pista de caminhada percorrendo toda a extensão do campus ao longo dos antigos trilhos. O investimento em projetos totaliza R$ 270.173,03, financiados por termo de execução descentralizada firmado com o Ministério da Educação (MEC).

Vista de cima mostra maquete inteira do projeto do Campus Salgueiro.

De acordo com o professor Sérgio Motta, que também é presidente da Comissão de Espaços Físicos (Coef) da Univasf, o urbanismo do projeto deixa em evidência os elementos patrimoniais — estação, armazém e trilhos — e os afloramentos de rochas e prevê a recuperação da vegetação e o saneamento do córrego, que já teve uma primeira etapa executada em parceria com a Prefeitura de Salgueiro e a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). “O projeto insere as novas edificações de forma que haja o mínimo de movimentação de terra e interferências visuais nas edificações, além de criar espaços de convivência, como praças e o anfiteatro. A intervenção prevê ainda a manutenção da área como articulação viária consolidada na cidade e a incorporação do Teatro Alaíde”, destaca.

O arquiteto Fernando Kursancew ressalta que os elementos urbanísticos e arquitetônicos do Campus Salgueiro foram planejados para permitir uma infraestrutura adequada ao funcionamento das atividades acadêmicas assim como para proporcionar novos espaços públicos de lazer à população da cidade. “Há espaços de convivência, pista de caminhada e corrida, anfiteatro. É um grande projeto de muita relevância para a Univasf e a cidade de Salgueiro”, afirma.

Para o professor Sérgio Motta, o projeto urbanístico e arquitetônicocom os elementos propostos para o Campus Salgueiro evidencia a importância para toda a cidade da implantação do novo campus da Univasf no terreno doado pela Prefeitura Municipal. “Considerando o impacto positivo que o Campus, neste local, trará para toda a comunidade, estamos certos de que qualquer dúvida que ainda possa restar no Executivo Municipal será extinta. A finalização do projeto executivo deixou isto ainda mais claro para nós”, avalia o docente.

Raquel Lyra defende que federação entre PSDB e MDB seja de oposição no Estado

05/02/22

Por Renata Monteiro

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No Estado, o PSDB está na oposição, enquanto o MDB integra a base do governo

CARUARU
Raquel Lyra, prefeita de Caruaru – Foto: Caruaru

Prefeita de Caruaru e pré-candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB) comentou nesta sexta-feira (4) as negociações entre PSDB e MDB sobre a formação de uma possível federação visando as eleições deste ano. No Estado, o PSDB está na oposição, enquanto o MDB integra a base do governo, mas a gestora foi taxativa ao afirmar que, se a aliança for oficializada, o grupo não fará parte da Frente Popular. Presidente estadual do MDB, o deputado federal Raul Henry diz ser contra o desembarque da sigla da coligação.

“O PSDB e o MDB compreenderam a importância de partidos que têm história enraizada pela luta democrática, pela construção do nosso País, se unirem para a construção dessa aliança, e essa discussão pode culminar em uma federação. Nós temos capacidade de diálogo, tenho respeito pelo senador Jarbas Vasconcelos, pelo deputado federal Raul Henry, as principais lideranças do MDB em Pernambuco, e se esse for o caminho vamos sentar à mesa, mas sempre considerando que o debate sobre o projeto de Pernambuco está de pé. O PSDB é de oposição, e havendo federação com o MDB, ela será de oposição ao Governo do Estado”, declarou Raquel, em entrevista à Rádio Pajeú pela manhã.

Nesta semana, os presidentes nacionais do PSDB, Bruno Araújo, e do MDB, Baleia Rossi, anunciaram que têm conversado sobre a federação, mas ambos os partidos vêm paralelamente negociando alianças com outras agremiações, como o Cidadania e o União Brasil, por exemplo. Em Pernambuco, contudo, lideranças emedebistas demonstram resistência em acatar o acerto.

“O MDB é um partido muito heterogêneo, nasceu como frente democrática e hoje tem a característica de uma frente de partidos estaduais. Há uma propensão maior de aliança com Lula no Nordeste e com Bolsonaro no Sul, para você ter ideia do nível de complexidade. Eu ainda não conversei com o presidente Baleia Rossi sobre o assunto, então não sei qual o ambiente, qual a tendência dentro do partido”, declarou Raul Henry.

O deputado federal afirmou, ainda, que o diretório pernambucano não tem intenção de deixar a base do governo e que defenderá essa posição junto à nacional. “A nossa posição em Pernambuco sobre isso é de quem faz parte da Frente Popular e de quem apoia a candidatura da senadora Simone Tebet no plano nacional. Essa é a posição que vamos defender nesse debate. Quando formos convidados a debater essa questão, vamos dizer que a nossa posição é consolidada, que vem de 2012 para cá, que estamos há dez anos dentro de uma aliança ampla na qual nós temos participação, na qual Jarbas foi eleito senador’, disse.

De acordo com a legislação eleitoral, caso dois ou mais partidos decidam formar uma federação, eles precisam manter-se juntos nacionalmente, ou seja, no âmbito federal, estadual e municipal, como uma única legenda. A aliança deve durar pelo menos quatro anos.

O deputado estadual Tony Gel (MDB) reforçou as diferenças regionais percebidas dentro do MDB e disse acreditar que dificilmente o partido conseguiria consenso para o estabelecimento de uma federação. “Há muitos interesses regionais em jogo. O MDB de Alagoas é completamente diferente do de Pernambuco. O de São Paulo é diferente dos dois. O do Rio de Janeiro é diferente. São muitos pensamentos. Em muitos Estados o MDB tem candidatos a governador e ninguém quer abrir mão disso. A federação poderia ser feita mais facilmente com um partido que não tivesse tantas candidaturas estaduais, mas esse não é o caso do PSDB”, avaliou.

Sobre o argumento usado por Bruno Araújo para defender a federação, de que ela poderia fortalecer as duas siglas no Congresso Nacional, o parlamentar afirmou que há alternativas que causariam menos impactos para resolver essa questão. “Eu não subestimo o pensamento de Bruno Araújo, tem muito de experiência e inteligência no que ele fala. Mas se o MDB não formar uma federação com o PSDB, nada impede que os eleitos pelos dois partidos formem um bloco partidário a partir de 2023”, pontuou Tony Gel.

Os partidos brasileiros têm até o dia 1º de março de 2022 para formalizar federações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além das citadas anteriormente, estão em curso negociações de alianças também entre PT, PSB, PV e PCdoB, entre o PSOL e a Rede, entre o Cidadania e o Podemos, e entre o Cidadania e o PDT, por exemplo.

Mais:
PSDB aprova avanço no entendimento com Cidadania para federação partidária
>>  Eleições de 2024 podem ser obstáculo para federação entre PT e PSB
>> Bruno Araújo enxerga que PSDB e MDB perderam força política e defende federação

Prejuízo : Desinformação e estoque baixo atrapalham vacinação de crianças contra covid-19 no Brasil

05/02/22

ConteúdoEstadão/JC

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Até a última segunda-feira (31), cerca de 1,9 milhão de crianças tinham sido vacinadas no Brasil, o que equivale a apenas 10% do público-alvo.

 

MYKE SENA/MS
ANTICOVID Cerca de 130 mil de doses por dia estão sendo aplicadas no público infantil, mas número poderia ser maior se houvesse mais vacinas e menos desinformação – FOTO: MYKE SENA/MS

aplicação de vacinas contra a covid-19 em crianças de 5 a 11 anos avança em ritmo lento no Brasil. Desinformação, planejamento ruim e escassez de imunizantes dificultam o avanço da campanha, iniciada só um mês depois da aprovação das autoridades sanitárias. Levantamento feito pelo Estadão junto aos governos estaduais mostra que, até a última segunda-feira (31), cerca de 1,9 milhão de crianças tinham sido vacinadas no Brasil – o que equivale a 10% do público-alvo.

Em Pernambuco, desde o dia 14 de janeiro, 99.860 meninos e meninas receberam a primeira dose de vacina contra a doença. Isso corresponde a apenas 8,4% da população estimada desse grupo, formado por 1.182.444 de crianças. No Estado, o problema pode ser explicado por falta de estratégias para alcançar as famílias e pelas polêmicas e fake news que infelizmente se disseminaram ao longo de toda a pandemia.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em mais de uma oportunidade que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem capacidade para vacinar 2,4 milhões de pessoas por dia. Há salas e profissionais suficientes para isso e o número já foi batido diversas vezes durante a campanha de imunização contra a covid-19. Considerando que o Brasil vem aplicando metade disso, cerca de 1,2 milhão de doses por dia, há espaço para vacinar mais de um milhão de crianças diariamente.

No entanto, a média dessas primeiras duas semanas de campanha é de 130 mil vacinas aplicadas por dia no público infantil. Os números foram informados pelos Estados – pode haver defasagem por causa da demora entre a aplicação da vacina e o registro no sistema.

A falta de vacinas é um dos principais motivos para a lentidão na campanha – até a última terça-feira, o governo federal tinha distribuído 8 milhões de doses para imunizar as 20 milhões de crianças brasileiras. Esse foi o fator que fez a campanha infantil começar atrasada no País: as primeiras doses só chegaram na maioria das cidades em 17 de janeiro, um mês após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso da vacina pediátrica da Pfizer.

O contrato do governo com a farmacêutica americana, assinado no fim de novembro, prevê a entrega de 20 milhões de doses da vacina entre os meses de janeiro e março. Isso é suficiente para aplicar as duas doses em apenas metade do público-alvo. No cenário de falta de imunizantes, algumas cidades têm adotado critérios específicos e priorizado crianças mais velhas ou com comorbidades.

Já a Coronavac, vacina contra a covid fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan, foi aprovada pela Anvisa para uso em crianças de seis a 11 anos em 20 de janeiro. Isso não transformou o cenário nos Estados, já que a maioria tem baixo estoque do imunizante. As exceções são o Distrito Federal e São Paulo, locais onde há doses suficientes para vacinar todo o público infantil – e que lideram o ranking. O Ministério da Saúde afirmou ter seis milhões de doses em estoque e estima haver mais três milhões com os Estados. Se as projeções estiverem corretas, o total é suficiente para imunizar cerca de 4,5 milhões de crianças. Outras 5,5 milhões ainda não têm vacina garantida.

Nesta semana, o Ministério da Saúde consultou o Butantan sobre a possibilidade de encomendar mais dez milhões de doses da vacina. O instituto diz ter o quantitativo à pronta entrega e afirmou que pode fornecer outras 20 milhões de doses em um prazo de até 25 dias após a assinatura do contrato. O último contrato entre as duas partes encerrou em setembro e não foi renovado pela gestão Bolsonaro. A última grande remessa de Coronavac foi enviada aos Estados e ao Distrito Federal em 16 de setembro.

Além da falta de doses, que já paralisou a vacinação em cidades como o Rio de Janeiro, a desinformação trava a campanha de imunização infantil. A divulgadora científica Ana Arnt, professora do instituto de biologia da Unicamp e coordenadora do Blog de Ciência da universidade, acompanha a disseminação de informações falsas nas redes sociais e diz que a situação tem piorado. “A quantidade de informações erradas e a crueldade delas (fake news) estão muito maiores do que no ano passado”, afirma.

Ela diz que a desinformação gerada pelos movimentos antivacina estão muito mais sofisticadas e as reações adversas – raríssimas – são um dos principais focos. Se no ano passado notícias falsas diziam que o imunizante injetaria um chip em você, hoje elas falam que a vacina pode causar miocardite ou mal súbito nas crianças. “O movimento antivacina se alimenta dessa hesitação com crianças desde os anos 2000”, afirma.

Arnt também culpa o governo federal pela baixa adesão à campanha de vacinação. Ela afirma que as propagandas do Ministério da Saúde direcionadas ao público infantil colocam um “ponto de interrogação” e “incentivam a hesitação vacinal”. As publicações da pasta nas redes sociais dizem que a vacinação de crianças “é uma escolha dos pais e responsáveis” e precisa de autorização.

O órgão não incentiva a vacinação das crianças de maneira direta em seus canais. “É o que a gente chama de incentivar a hesitação vacinal, o que é muito sério e inédito em nosso País”, diz a professora.

O médico Guilherme Werneck, doutor em Saúde Pública e Epidemiologia pela Universidade de Harvard (EUA), afirma que tanto a Coronavac quanto a Pfizer foram aplicadas em milhões de crianças de vários países e os efeitos colaterais são raríssimos “O risco que a criança tem de desenvolver um problema pela vacinação é ínfimo em relação ao risco de ser hospitalizada pela covid. O custo benefício é excelente. Não tem nenhum motivo para não vacinar as crianças”, diz.

Últimas a serem incluídas no plano de vacinação, as internações e mortes de crianças de cinco a 11 anos vêm crescendo no Brasil. Entre adolescentes e adultos, esses índices estão em queda. Desde o início da pandemia, mais de 11 mil crianças de cinco a 11 anos já foram internadas em razão da covid. O País já soma 591 mortes pela doença nessa faixa etária.

O índice de mortes por covid-19 entre crianças é baixo se comparado ao observado em adultos, mas Werneck ressalta que isso é esperado. “Morrem sempre menos crianças do que adultos. Criança é para estar viva mesmo”, pondera.

O epidemiologista critica a desorganização do governo federal em relação à vacinação infantil e diz que estamos tendo problemas parecidos com aqueles enfrentados no início da campanha de imunização, em janeiro de 2021, como falta de preparo e até de vacinas. “Isso reflete o desmantelamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI)”, afirma.

O PNI teve a nova coordenadora – Samara Carneiro – nomeada após seis meses com o cargo vago. Procurado, o ministério não comentou as críticas sobre a falta de incentivo ou a compra de imunizantes.

PAÍSES VIZINHOS

Em comparação aos países vizinhos que aprovaram o uso de vacinas infantis, o Brasil está atrasado. Até a última sexta-feira, o Chile já tinha vacinado 76,9% das crianças de três a 11 anos. Foram justamente os dados da vacinação no país andino, onde a aplicação da Coronavac em crianças começou em setembro, que embasaram a decisão da Anvisa para liberar o produto na faixa entre cinco e 11 anos no Brasil. Os estudos mostraram a eficácia e a segurança da vacina na campanha chilena.

Na Argentina, 72,3% da população entre cinco e 11 anos de idade tomaram a primeira dose. Uruguai e Colômbia também vacinaram mais que o Brasil.

DIFICULDADES

Em Roraima, menos de 2% das crianças foram vacinadas. A falta de vacinas não é exatamente um problema por lá: há cem mil doses de Coronavac em estoque, o suficiente para começar o esquema vacinal de todas as crianças de seis a 11 anos. O que trava a campanha são as informações falsas, segundo as autoridades. “Tem muita desinformação envolvendo a vacinação infantil. Até os pais que tomaram as três doses estão com medo de vacinar seus filhos”, conta Valdirene Oliveira, coordenadora geral de Vigilância em Saúde do Estado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governador Paulo Câmara pede que Bolsonaro respeite o povo nordestino

05/02/22

blogfolhape

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O presidente  não sabe onde fica Pernambuco, desconhece a existência do Ceará e jamais ouviu falar  no Padre Cicero de Juazeiro (CE)

O governador Paulo Câmara (PSB) pediu ao presidente Jair Bolsonaro (PL) respeito ao povo nordestino. Em live, na noite desta quinta-feira (3), o presidente usou uma expressão empregada para se referir a nordestinos de forma depreciativa. Ao comentar a revogação de mais de duas dezenas de decretos de luto oficial, Bolsonaro errou o estado de nascimento do líder religioso Padre Cícero (1844-1934) e chamou assessores de pau de arara. A fala teve forte repercussão nas redes sociaiais

“O presidente Bolsonaro já se referiu aos brasileiros do Nordeste como Paraíbas, cabeçudos e, agora, Paus-de-arara. Essa reiterada prática de repetir estigmas e preconceitos só contribui para manter o país dividido e ampliar a cortina de fumaça em torno de um governo que desmontou políticas públicas, desdenhou de milhares de mortes pela covid-19 e trouxe de volta a inflação, aumentando as desigualdades. Respeite o povo do Nordeste”, criticou Paulo Câmara.

O termo pau de arara é usado para se referir de forma depreciativa a nordestinos. A expressão refere-se aos caminhões usados na migração, em décadas passadas, de pessoas pobres do Nordeste para outras regiões do país.

Governo de Pernambuco libera primeiros recursos do Fundo Inovar: R$ 622 mil para novos negócios de base tecnológica C

04/02/22

AscomSCTI

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Miniatura do anexo
 Márcio Stefanni  e Lucas Ramos

O Governo de Pernambuco autorizou as primeiras liberações financeiras do Fundo Inovar: R$ 622 mil para 25 novas empresas credenciadas no programa PróStartups, ação conjunta da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe) e Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE). Os recursos estão sendo aplicados como subvenção econômica, isto é, sem necessidade de reembolso aos cofres públicos.

Os negócios contemplados foram os que apresentaram melhores planos de trabalho nas primeiras rodadas do PróStartups Operação, uma das três linhas de ação do programa. No final do ciclo, a startup vencedora pode receber até R$ 95 mil e o Ambiente de Inovação (alianças estratégicas de apoio à Inovação, Parques Tecnológicos, Centros de Inovação, Pré-incubadoras, Incubadoras e Aceleradoras) até R$ 90 mil, caso emplaque três startups vencedoras.

“Estamos muito felizes com essas primeiras liberações do Fundo Inovar, pois uma das finalidades da AGE é justamente administrar fundos públicos e fomentar o desenvolvimento sustentável no nosso Estado”, comemora o diretor-presidente da AGE, Márcio Stefanni. Ele explica que o Fundo Inovar existe desde 2013, mas somente no ano passado, com a Lei nº 17.156/2021, ganhou natureza financeira e passou a ser movimentado a partir de uma conta específica de recursos orçamentários, com o objetivo de apoiar diretamente iniciativas de Ciência, Tecnologia e Inovação. Também em 2021, o Governo do Estado aportou R$ 12,2 milhões no fundo.

“O ecossistema de CTI pernambucano conta agora com um fundo financeiro, aprimorado e específico para catalisar iniciativas de desenvolvimento de novas tecnologias e soluções inovadoras. O Fundo Inovar é formado por recursos repassados por empresas com operações no Estado que confiam na capacidade do Governo de Pernambuco de apoiar a Inovação por meio de suas políticas públicas de vanguarda e, com isso, gerar novas oportunidades de trabalho, renda e empreendedorismo”, complementou o secretário de CTI, Lucas Ramos.

O PróStartups é pioneiro, estruturado para apoiar as empresas de base tecnológica pernambucanas em todas as etapas dos seus ciclos de vida. O programa conta com aportes totais do Fundo Inovar de R$ 5,1 milhões em investimentos, dentro do Plano Retomada. E foi estruturado para preencher diferentes lacunas e contribuir para solucionar as principais dificuldades vivenciadas pelas startups pernambucanas, garantindo ampla conexão com as instituições produtoras de ciência, tecnologia e inovação e os ambientes de inovação.

COMO FUNCIONA O PRÓSTARTUPS?

A primeira iniciativa, de Operação, funciona como um campeonato com fases eliminatórias: a cada rodada, as melhores empresas de determinado eixo temático passam de fase e recebem os recursos do Governo do Estado. Os eixos são Agritech, Govtech, Indústria e Saúde. Os melhores projetos são contemplados com recursos por cada etapa vencida. No final, a startup vencedora pode receber até R$ 95 mil e o ambiente de inovação até R$ 90 mil, caso emplaque três startups vencedoras. Um investimento total de R$ 2 milhões.

Já o PróStartups Aceleração, segunda ação do programa, é uma modalidade de crédito com prazo de pagamento de 60 meses, sendo 12 meses de carência. É voltada para startups que estão buscando tracionar seu negócio, ou seja, aumentar a oferta de produto e serviço tecnológico para abocanhar uma fatia maior do mercado através de um portfólio mais amplo que permite maior faturamento e lucro. Novamente, são quatro eixos estratégicos (Agritech, Govtech, Indústria e Saúde) e cada startup poderá captar até R$ 200 mil, em um valor global disponibilizado de R$ 1 milhão.

Por fim, o PróStartups Bônus Tecnológico, que já destinou R$ 600 mil em 2021, tem previsão de aportar mais R$ 1,5 milhão para apoiar as startups a ganharem novos clientes micro, pequenas e médias empresas, que estão conduzindo Inovação e Transformação Digital em seus negócios. Poderão ser alcançadas até 60 startups. Os projetos podem receber entre R$ 20 mil e R$ 50 mil, de acordo com o eixo temático. Assim, o Governo incorpora o risco da contratação de inovação, permitindo que as micro, pequenas e médias empresas inovem, ao passo que as startups captem clientes que terão a contratação subsidiada.

Governadores apoiam mudança no ICMS de combustíveis

04/02/22

Por: Gabriela Bernades/ Correio Braziliense

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 (Foto: Renato Alves/ Agência Brasília)
Foto: Renato Alves/ Agência Brasília
Governadores se reuniram, nesta quinta-feira (3), para discutir a tributação de combustíveis e a proposta da criação de um fundo de estabilização de preços durante o Fórum Nacional dos Governadores, no Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal (GDF). No evento, os chefes do Executivo estaduais decidiram, por unanimidade, apoiar um projeto de lei para amortização do valor na bomba.
No fim do ano passado, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que muda o cálculo do ICMS sobre a gasolina e o álcool. Relatada pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN), a proposta muda a taxação para um valor fixo em reais por unidade, em vez de um percentual sobre o preço. Na prática, os estados perderiam com a arrecadação. Por isso, os governadores estavam trabalhando para modificar a proposta, que se encontra em análise no Senado.
Jean Prates participou da reunião de hoje do Fórum Nacional de Governadores. No encontro, o senador explicou como funciona o pacote legislativo que ele está relatando no Congresso. “No preço de referência, nós estamos instituindo a conta de compensação que garante ao produtor, ao originador de produtos — seja ele uma refinaria, ou um importador — um preço de mercado internacional, preço que tá sendo praticado para eles hoje no Brasil, da mesma forma que, para o consumidor final, esse preço não chegaria com o impacto que tá chegando hoje, que é o que tá doendo. Então, no meio fica um ‘colchão de amortecimento’ alimentado por receitas excepcionalmente auferidas pelo Governo Federal durante exatamente esse período de alta e justamente em função do preço alto do petróleo e do dólar”, explicou Prates.
Na prática, o projeto cria um fundo — que o senador apelidou de ‘colchão de amortecimento’— para amortizar o preço do insumo, alimentado pelo excedente dos royalties gerados na venda do produto.
O petista afirmou que sua proposta também trabalha na inserção da componente de custos nacionais de produção de petróleo, dentro da política de preços. “E com os governadores, nós estamos trabalhando a questão do ICMS, o imposto principal para arrecadação dos estados, mas que pode ser trabalhado na forma de alíquota, na forma de aplicação e na convergência para uma Reforma Tributária que está em curso também no Congresso”, afirmou Prates. Segundo ele, os governadores sinalizaram positivamente para discutir a proposta na Reforma Tributária.
“Esse projeto tem a vantagem de garantir uma fonte que não desequilibra receitas da União, de estados e municípios, visto que os recursos nascem do próprio problema: o lucro extraordinário decorrente da alta do preço dos combustíveis”, destacou Wellington Dias, após a reunião.
A cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis está congelada desde outubro, medida que deve ser mantida até 31 de março. O preço da gasolina registrou alta de 47,49% em 2021, e do etanol teve um aumento ainda maior no ano passado, de 62,23%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao todo, 21 governadores assinaram uma carta defendendo o congelamento do imposto sobre os combustíveis. No documento, os políticos também pedem a revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, já que os reajustes frequentes ultrapassaram a inflação.
“Nós, governadores do Brasil, temos uma responsabilidade tanto com o social, quanto com o econômico. Sabemos o impacto que tem a subida do preço dos combustíveis. Quando sobe o preço da gasolina e do óleo diesel, não só impacta na inflação, mas mexe diretamente no bolso das pessoas, de quem vai ter que colocar a gasolina na sua motocicleta, no ônibus ou no caminhão”, disse Wellington Dias, governador do Piauí.
Salário dos professores
Além do valor da gasolina, os mandatários conversaram sobre a pandemia do novo coronavírus e o reajuste do piso salarial nacional dos profissionais da rede pública da educação básica.
Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro (PL) anunciou o reajuste de 33,23% no piso nacional do magistério. Com isso, o valor mínimo para pagamento salarial para uma jornada de 40 horas dos professores passa de R$ 2.886 para R$ 3.845. O reajuste anunciado pelo governo federal é o maior desde a criação do piso da categoria, em 2008, e impacta mais de 1,7 milhão de profissionais em todo o país, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).
Segundo Wellington Dias, os estados seguirão o piso, mas a preocupação está na receita dos municípios. “Isso na reorganização das receitas e das despesas de cada estado gera dificuldade, mas compreendemos que nesse instante a maior parte dos estados tem condições de implantação. A preocupação mesmo é com os municípios, com desmantelamento dos municípios. Há uma tese com base, na própria Constituição, de que sempre que a União ou um outro nível de Governo cria uma despesa e impõe para um nível abaixo, ele tem que fazer a compensação”, explica o governador.

Walter dá um show e o Santinha goleira o Afogados na festa do dia do aniversário de108 anos.

04/02/22

Davi Saboya

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O duelo entre Santa Cruz x Afogados aconteceu de portões fechados no Arruda

CHARLES JOHNSON/JC IMAGEM
GIGANTE No dia do aniversário do clube, Walter sobrou em campo, com direito a gol e participação decisiva – Foto: Charles Johson/JC Imagem

O atacante Walter presenteou o torcedor do Santa Cruz com uma atuação de gala na noite desta quinta-feira (3). A Cobra Coral goleou por 5×2 o Afogados, no Arruda, em partida válida pela primeira rodada do Pernambucano.

Os gols do Santa Cruz foram marcados por Walter, João Henrique, Matheuzinho e Tarcísio (2x). Thauã e Lucas Vinícius descontaram para o frágil Afogados.

Com o resultado, o Santa Cruz mantém os 100% de aproveitamento do Campeonato Pernambucano. No primeiro jogo, venceu o Caruaru City, fora de casa, pelo placar de 2×1.

No dia do aniversário de 108 anos do Santa Cruz, só faltou a torcida tricolor no Arruda para a festa ficar completa. O jogo contra o Afogados, atrasado da primeira rodada, aconteceu de portões fechados por causa do novo veto da Polícia Militar (PM).

A ausência do laudo foi o motivo que fez a partida não ser realizada na data marcada, o dia 23 de janeiro. Mesmo o Santa Cruz tendo tendo dito que atendeu as exigências da PM, a presença do público não foi liberada.

CHARLES JOHNSON/JC IMAGEMWalter foi decisivo para o Santa Cruz diante do Afogados pelo Estadual – Charles Johnson/JC Imagem

 

Em campo, Walter deu um verdadeiro show com a camisa do Santa Cruz balançando a rede e dando assistência. Marcou o primeiro gol e foi fundamental nas jogadas de três dos outros quatro tentos marcados pelos corais.

O próximo jogo do Tricolor do Arruda acontece de novo em casa pelo Pernambucano. O Santa Cruz recebe o Íbis, às 16h, em jogo válido pela terceira rodada do Estadual. Além da competição local, a Cobra Coral só disputa a Série D do Campeonato Brasileiro em 2022.

FICHA DO JOGO – SANTA CRUZ 5X2 AFOGADOS

Santa Cruz – Jefferson; Ítalo Melo (Matheus Lira), Alex Alves, Lucão e Ítalo Silva; Gilberto, Rodrigo Yuri (João Erick) e Tarcísio; Matheuzinho (Arian), João Henrique (Esquerdinha) e Walter (Rafael Furtado). Técnico: Leston Júnior.

Afogados – Jonathan; Airton Júnior, Allefe, Matheus Silva (Jânio) e Rômulo; Cris (Wilian Gaúcho), Nunes (Erivan) e Lucas Vinícius (Weverton); Felipe Eduardo, Thauã e Breninho. Técnico: Sérgio China.

Local: Arruda, Recife-PE. Árbitro: Gilberto Rodrigues Castro Júnior. Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Humberto Martins Dias Silva. Gols: João Henrique (7′ do 1ºT), Thauã (36′ do 1ºT), Matheuzinho (40′ do 1ºT), Tarcísio (43′ do 1ºT e 11′ do 2ºT), Walter (44′ do 1ºT), Lucas Vinícius (10′ do 2ºT). Cartões amarelos: Italo Silva (Santa Cruz). Allefe (Afogados).

Cobertura vacinal está baixíssima em Pernambuco: só 8,4% tomaram a primeira dose

04/02/22
JC
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O Estado já recebeu 557.180 doses de Pfizer pediátrica e CoronaVac para o grupo de 5 a 11 anos. E infelizmente somente 18% dessas doses foram aplicadas
DANIEL TAVARES/PCR
Vacinação de crianças entre 5 e 11 anos começou, em Pernambuco, no dia 14 de janeiro – Foto: Daniel Tavares/PCR

Já se passaram 20 dias desde o início da vacinação das crianças contra a covid-19 em Pernambuco, mas a adesão à imunização desse público, formado pela faixa etária de 5 a 11 anos, está baixíssima. Desde o dia 14 de janeiro, 99.860 meninos e meninas receberam a primeira dose de vacina contra a doença no Estado. Isso corresponde a apenas 8,4% da população estimada desse grupo, formado por 1.182.444 de crianças. O problema não é falta de vacinas, mas pode ser explicado por falta de estratégias para alcançar as famílias, pelas polêmicas e fake news que infelizmente se disseminaram ao longo de toda a pandemia. Até o momento, o Estado já recebeu 557.180 doses de Pfizer pediátrica e CoronaVac para esse grupo etário, de 5 a 11 anos. E infelizmente somente 18% dessas doses foram aplicadas.

“Realmente temos um volume de importante de doses distribuídas. Teoricamente grande parte dessas doses já deveria ter sido administrada”, reconheceu a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (3). Para ela, o fato de a vacinação para as crianças exigir recomendações, como local específico para a aplicação, pode retardar a velocidade de se alcançar esse público.

“Mas, desde dezembro do ano passado, havíamos pactuado em comitê que seria feita a vacinação das crianças em creches e escolas. Quando fazemos isso, conseguimos acelerar, pois ganhamos capacidade para atingir maior volume de pessoas num curto espaço de tempo”, disse Ana Catarina. Ela informa que alguns municípios estão fazendo com ações desse tipo, como Camaragibe e Jaboatão dos Guararapes.

“Precisamos vacinar as crianças o quanto antes. Devemos lembrar que o imunizante tem um tempo para produzir anticorpos, e ainda há o tempo de espera para a segunda dose. A vacina é segura e eficaz. Das doses que já administramos nesse público pediátrico (99.860 no total), temos praticamente nenhum evento adverso.” Ainda segundo Ana Catarina, é fundamental reforçar que a CoronaVac é feita por uma tecnologia que se usa atualmente para outras vacinas do calendário básico. “E nós já administramos um volume gigantesco de Pfizer, que usa a tecnologia de RNA mensageiro. Se analisarmos os eventos adversos por fabricante na vacinação a partir dos 12 anos, a Pfizer tem um número de eventos infinitamente menor do que qualquer outro fabricante que já administramos no Estado”, complementou.

Também durante a coletiva de imprensa, o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, informou que a expectativa é de que haja a aceleração da vacinação das crianças com o retorno às aulas presenciais. “É preciso aproveitar a volta às escolas, que devem ser um grande ambiente de estímulo à vacinação, de convencimento dos pais mais reativos às questões da vacina. As escolas devem trabalhar o ambiente como decisivo para acelerar o processo de vacinação no Estado. Assim tem sido a história natural dessas vacinas permeadas por polêmicas, como a do HPV”, frisou Longo.

Mais

Estado estuda adotar novas medidas restritivas diante do avanço da ômicron

04/02/22
Por Artur Ferraz
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Comitê Técnico estadual vai se reunir na próxima segunda-feira (7). Secretário de Saúde, André Longo, atualizou dados sobre a pandemia em coletiva de imprensa.
André Longo

Diante do aumento do número de casos de Covid-19, que já traz reflexos nos registros de mortes e na ocupação dos leitos nos hospitais, o Governo de Pernambuco estuda adotar novas medidas restritivas para conter o avanço da doença, especialmente da variante Ômicron. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (3), o secretário estadual de Saúde, André Longo, disse que o Comitê Técnico de Acompanhamento da pandemia vai se reunir na próxima segunda (7) para reavaliar a atual fase do Plano de Convivência com o coronavírus.

“Nós temos um decreto que está em vigor desde o dia 1º e vigora até o dia 15 deste mês. Vamos fazer uma análise de adoção de novas medidas. Reforço que Pernambuco está entre os cinco estados com medidas de restrição mais intensas no Brasil. Somos um dos poucos, ao lado da Paraíba, que exigem, além do passaporte vacinal, o exame negativo para entrada em eventos”, afirmou o gestor.

“No entanto, é fato inegável a aceleração da Ômicron e vamos aguardar a conclusão desta semana epidemiológica para analisar os dados de forma pormenorizada para tomar as decisões que se façam necessárias. Como sempre ressaltei, o Governo do Estado não vai hesitar em ampliar as medidas, caso os indicadores se imponham”.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), o índice de positividade para Covid-19, que indica a confirmação de casos da doença em relação ao total de diagnósticos de infecção respiratória, subiu de 37% para 51%. Já o percentual de infectados pela Influenza, que chegou a 60% no fim do ano passado, caiu para 2,6%.

Longo informou ainda que, na última semana, houve um aumento de 18% nas solicitações por vagas nas UTIs. “Também já começamos a notar, especialmente nestes últimos três dias, um aumento nos registros de óbitos“, afirmou.

Em reunião esta semana, o Ministério Público de Pernambuco havia também recomendado ao Governo de Pernambuco aumentar a rigidez das medidas de combate à Covid-19.

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