Responsabilidade: Bispo de Floresta é solidário ao movimento Todos por Itaparica

12/04/26   – http://blogfolhadosertao.com.br  –     Por Machado Freire – Editor do Blog

Movimento denuncia problemas que se arrastam ao longo de 40 anos e prejudica  os trabalhadores rurais  e o desenvolvimento regional ao longo da região do São Francisco

 

 

Ontem (12) , durante  a abertura do Seminário Todo por Itaparica, que está sendo realizado na cidade de Petrolândia,  o  bispo diocesano  de Floresta, dom Gabriel Marchesi  (FOTO)   fez  uma importante declaração de apoio aos  trabalhadores  dos perímetros de irrigação  localizados em municípios de Pernambuco e da Bahia,  deixando bem claro que o poder público deve ter responsabilidade nas ações que envolvem  milhares de famílias de produtores rurais  na região do São Francisco.

O seminário  Todos Por Itaparica, coordenado pelo padre Luciano Aguiar – pároco de Floresta,  conta com  o apoio da sociedade civil, políticos e empresários comprometidos com o desenvolvimento regional,  e representa a extensão de uma luta  que começou há 40 anos,   quando a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco-Chesf,  assumiu o programa de reassentamento  de milhares de famílias que tiveram suas  terras ocupadas  pelas barragens  que inundaram   as  áreas localizadas entre Pernambuco e a Bahia,  resultado, inclusive, na inundação  das cidades de Itacuruba e Petrolândia.

Ao longo de quatro décadas,  a população   sanfranciscana  se envolveu numa série de problemas que poderiam ter sido evitados se o governo federal não tivesse faltado com a sua responsabilidade – como deixa bem claro o bispo de Floresta:   cuidar bem das pessoas que vivem da agricultura.

A Chesf e a Codevasf  ao longo de algumas décadas deixaram de cumprir  metas indispensáveis para que os produtores pudessem implantar seus projetos na pequena agricultura irrigada,  em condições de criar sua famílias e abastecer o mercado regional de frutas e hortaliças. Aliás, historicamente, Petrolândia é conhecida como  a terra do coco,  e a região como um todo produz muita banana e  manga.

Para produzir  frutas e os alimentos em geral  para garantir a sua sobrevivência , e abastecer o mercado regional, os irrigantes precisam de água e eletricidade  em quantidade sufientes para movimentar as  bombas.  Mas é água e energia  que tem faltado constantemente,  coisa que tem tirado a paciência dos produtores que  fazem vigília para  impedir que a Celpe (e agora a Neoenergia) não cortem a luz por falta de pagamento.

Problems para atormentar a vida dos irrigantes  é o que não falta.   Estradas e acessos mal conservados prejudicam o escoamento da produção, enquanto os equipamentos necessários para a irrigação como canos e  canos  p.recissam ser substituídos, para evitar o esperdício de água e não comprometer o sistema como um todo, evitando prejuizos que comprometem o orçamento do produtor rural e sua família.

 

 

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