Em eleição polarizada, deputados brigam, enquanto população espera

01/04/26 –  http://blogfolhdosertao.com.br  – Betânia Santana

Clima fica mais acirrado na Assembleia Legislativa de Pernambuco
Com ânimos acirrados e a polarização eleitoral em evidência, parlamentares na Assembleia Legislativa de Pernambuco têm recorrido a ataques pessoais, seja para atestar o que consideram agressão ao regimento interno, seja para desqualificar o trabalho dos pares.

O estopim veio na reunião de ontem, quando mantiveram os vetos da governadora à Lei Orçamentária Anual (LOA); rejeitaram ajuste que permitiria remanejamento de 10% para 20% no orçamento; e expuseram divergências até em projeto que era consenso: o reajuste de 5,4% para os professores, aprovado por 41 votos.

“Sua gestão tem-se tornado uma ficção, uma farsa… Qualquer recurso feito é negado sem mesmo ser levado ao crivo da comissão da mesa diretora ou a plenário… Vossa Excelência hoje é o presidente da minoria”, disparou Antônio Coelho.

Em plenário, Álvaro Porto conduziu a sessão sem revidar os insultos, mas sem ceder à pressão. Após a reunião, não poupou críticas.

Enquanto  deputados brigam, o setor produtivo espera uma saída para a crise e a população segue contabilizando necessidades nas áreas de infraestrutura, saúde, educação, segurança.

Regimento ignorado
O deputado Antônio Moraes (PSD) criticou a postura do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto. Apontou falhas na condução dos trabalhos e desrespeito ao regimento interno da Casa durante a reunião plenária de ontem. “Temos visto é uma condução que gera insegurança e prejudica o andamento das pautas.”

Ausentes
Em um dia de derrota na Assembleia, a governadora Raquel Lyra não compareceu à sessão solene dos 191 anos da Casa Legislativa. Nem mandou representante. O deputado Cleiton Collins (PP) era o único governista no auditório e leu a mensagem do Executivo.

Pacheco
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos,  filia ao partido hoje, em Brasília, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco. Ele sai do PSD de Gilberto Kassab e será pré-candidato ao governo de Minas Gerais, reforçando o palanque do presidente Lula.

Alckmin
Para João Campos, a decisão do presidente Lula de ter Geraldo Alckmin como candidato a vice reafirma a aliança entre PT e PSB, em níveis nacional e local. “Não se trata de aliança circunstancial, mas de um projeto político com objetivos em comum para o país.”

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