O desafio da leveza: por que a adultização precoce é o risco do século? Ações do TJPE são fundamentais nesse contexto

11/10/25

Texto: Ana Paula Santos – Ivone Veloso | CIJ – Ascom TJPE
Arte: Núcleo de Publicidade e Design | Ascom TJPE

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Neste 12 de outubro, enquanto o país celebra a criança, vale fazer uma pausa. Parar mesmo. Olhar para a infância não como uma etapa que precisa ser vencida às pressas, mas como o tempo mais importante da vida. A Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), por meio do núcleo de assessoramento em gestão e planejamento, escolheu um tema urgente para sua campanha do Dia das Crianças: o brincar versus a adultização precoce. A gente não percebe, mas é na brincadeira que a vida inteira se constrói.

O que é, afinal, o brincar? Não é um mero passatempo para preencher a agenda. O brincar é a mais alta corte de uma mente em formação, o laboratório onde se testa a realidade e se constrói o futuro. O parquinho é o primeiro palco, e a fantasia é a matéria-prima de uma mente criativa e capaz. É lá, no chão, entre super-heróis e panelinhas, que se forja a inteligência, a resiliência e a capacidade de ser um adulto inteiro no amanhã.

Adultizar é interromper – O grande perigo, hoje, não está apenas nas ameaças visíveis, mas na adultização precoce – um roubo sutil e socialmente aceito do tempo de ser criança. Transformar precocemente nossos filhos em pequenos adultos, sobrecarregados de responsabilidades, agendas lotadas e preocupações que ainda não lhes cabem, é gerar uma geração que carrega a ansiedade na mochila e que terá lacunas emocionais difíceis de preencher depois.

A CIJ é categórica: adultizar é roubar o tempo de ser criança. E as consequências são palpáveis: baixa criatividade, dificuldade em lidar com frustrações e o risco de um desenvolvimento socioemocional incompleto.

Essa discussão, aliás, ganha um olhar contemporâneo quando observamos os alertas trazidos por figuras como o influenciador Felca. Ao questionar a superexposição e o desempenho infantil nas plataformas digitais, ele acende uma luz sobre como a busca incessante por engajamento pode, de forma sutil, empurrar a criança para um papel performático. Exige-se dela uma maturidade emocional e uma consciência de imagem que, pela lei da vida, ela simplesmente ainda não possui. É um convite à reflexão: onde termina o lúdico e começa a exploração da infância?

A pedagoga da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Priscila Barcellos, sabe bem a importância do brincar e os perigos iminentes com a adultização. “O brincar é fundamental para o desenvolvimento infantil. Por meio da brincadeira a criança desenvolve habilidades motoras, cognitivas, afetivas, além de aprender a conviver, dividir e socializar. A visão da criança como adulto em miniatura, já superada pela ciência, tem retornado de maneira perigosa sob a forma da adultização precoce e com o risco ainda mais grave em nosso tempo, pois ignoramos o vasto conhecimento sobre desenvolvimento infantil e os sérios prejuízos psíquicos e emocionais que trazem para a criança”.

O Brincar é lei, não um favor. Nosso Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a prova de que o brincar é um direito fundamental. O Artigo 16 não trata o lazer como um bônus. Ele garante a liberdade, a dignidade e, primordialmente, o lazer e o brincar (Inciso IV).

Primeira Infância

O TJPE desenvolve diversas iniciativas para a proteção das crianças para que elas vivam esse período com todos os direitos que lhe são fundamentais. Dentre os quais,  um marco para a proteção de crianças de 0 a seis anos de idade foi o lançamento do Plano de Ação Estadual da Política Judiciária para a Primeira Infância 2024 – 2030 pelo Judiciário estadual pernambucano, por meio da CIJ, no dia 5 de agosto de 2024. O documento, que é uma das prioridades do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em todo o país, tem como objetivo investir no desenvolvimento de capacidades institucionais para a garantia integral e integrada dos direitos atinentes à Primeira Infância, direcionada a crianças de 0 a seis anos de idade.

Por meio da iniciativa são envidados esforços institucionais e coletivos para assegurar, com absoluta prioridade, a implementação dos direitos das crianças nessa faixa etária; intensificar a atuação ativa com esse objetivo mediante a integração operacional entre os segmentos do TJPE e os demais órgãos do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente para o pleno cumprimento das ações estabelecidas no Plano.

“Com esse registro histórico, o Tribunal de Justiça de Pernambuco consolidou o compromisso e a responsabilidade social de avançar com a efetivação do Marco Legal da Primeira Infância, seja na condição de parceiro – somando esforços junto a outros órgãos e instituições – seja na de protagonista em diversas frentes de atuação, voltadas à concretização de mudanças necessárias ao aperfeiçoamento do atendimento destinado à primeira infância, no âmbito da justiça estadual”, pontuou o coordenador da Infância e Juventude do TJPE, desembargador Élio Braz.

Declare Proteção à Infância

A campanha “Declare Proteção à Infância”, promovida pelo TJPE, impulsionou um crescimento expressivo nas doações ao Fundo da Criança e do Adolescente (FIA) via Imposto de Renda. Em 2025, o estado arrecadou R$ 8,49 milhões em destinações, o que representa um aumento de 33% em relação a 2024, quando foram registrados R$ 6,37 milhões.

Do total destinado, R$ 7,07 milhões foram efetivamente pagos por meio do Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF), valor superior aos R$ 6,32 milhões arrecadados no ano anterior. Isso representa um crescimento de 12%. A taxa de conversão do potencial de arrecadação para valores pagos também avançou, subindo de 3,40% para 3,52%.

Iniciada em 17 de março e encerrada no prazo final da entrega do IR, em 30 de maio, a campanha mobilizou diversas instituições públicas e privadas com o objetivo de conscientizar os contribuintes sobre a possibilidade de destinar até 3% do imposto devido a projetos sociais voltados à infância e adolescência. O engajamento de profissionais da contabilidade e de entidades da sociedade civil foi decisivo para o alcance dos resultados.

Os recursos captados pelo FIA  são aplicados no financiamento de políticas públicas voltadas à proteção, educação e inclusão social de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. As verbas fortalecem programas estratégicos, viabilizam projetos de impacto direto nas comunidades e contribuem para a garantia de direitos fundamentais da infância no estado.

Pernambuco lidera número de adoções no Nordeste

Na área de adoção, Pernambuco também permanece em destaque, buscando viabilizar uma infância digna a milhares de crianças que são inseridas numa família. No Nordeste, Pernambuco está em primeiro lugar em número de adoções. Em 2024, foram realizadas pelo Sistema Nacional de Adoção (SNA), 230 adoções no estado das 5.381 promovidas no Brasil. No país, Pernambuco continua entre os estados que mais realizam adoções. Dentro do contexto dos 26 estados e do Distrito Federal, ocupa a sétima posição geral.

Para tentar tornar visível a história de crianças e adolescentes numa faixa etária mais elevada, buscando essa ponte entre pretendentes e crianças e adolescentes aptos à adoção, programas foram desenvolvidos no TJPE para dar voz e imagem para esses meninos e meninas que vivem em instituições de acolhimento.

Um dos projetos pioneiros, desenvolvido pelo coordenador da Infância e Juventude do TJPE, desembargador Élio Braz, quando era juiz titular da 2ª Vara da Infância e Juventude da Capital, foi a campanha “Adote um Pequeno Torcedor”, iniciada em 2015, desenvolvida em parceria com o Sport Club do Recife. Vídeos e desenhos das crianças eram veiculados no site do time, do TJPE, e nas partidas de futebol. A iniciativa inspirou vários clubes no país, que adotaram a mesma metodologia.

Hoje, em Pernambuco, a campanha “Adote um Pequeno Torcedor” não atua mais, mas a ação permanece ampliada com a prática da ferramenta Busca Ativa, reformulada em novembro de 2016 – por meio da veiculação de posts humanizados com perfis de cada menino e menina que vive em instituição de acolhimento – no Instagram e Facebook, promovendo, desde que foi criada, 400 adoções. Confira o perfil das crianças e adolescentes inseridos na busca ativa em nossas redes sociais: Instagram: @ceja_pe e Facebook: Ceja-PE.

Pela Busca Ativa, desenvolvida pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), o Senado Federal concedeu ao TJPE, em 20 de junho de 2023, o Prêmio Adoção Tardia – Gesto Redobrado de Cidadania. A proposta partiu da senadora Teresa Leitão. A juíza da Infância e Juventude Hélia Viegas, hoje também assessora especial da Corregedoria Geral da Justiça do TJPE, foi receber o prêmio em Brasília.

“O TJPE sempre se destacou no país pelas iniciativas de trabalhar com adoção de jovens com idade mais avançada, o que comumente se chama adoção tardia, um termo não muito próprio, mas que reflete a dificuldade das famílias em querer adotar crianças maiores. Quebramos o estigma e o preconceito de mostrar essas crianças mais velhas e jovens. Esses adolescentes têm personalidade, podem exercer o seu protagonismo, não precisam ficar escondidos. Hoje, eles podem falar, dizer o que querem, falar do desejo de encontrar uma família e ser feliz. Esse é o papel do Poder Judiciário, de colaborar no sentido de garantir uma família para todas as crianças e adolescentes que se encontram acolhidos e impossibilitados de voltar para sua família natural porque já passaram pelo processo de destituição familiar”, pontuou o desembargador Élio Braz.

Atualmente, a ferramenta está inserida no Programa Ciranda Conviver, que tem por principal objetivo assegurar o direito à convivência familiar e comunitária às crianças e aos adolescentes que vivem sob acolhimento institucional, partindo da premissa de que todos darão as mãos em favor dessas crianças “invisíveis” aos olhos de muitos. O Eixo Familiar, na “roda” Buscando Famílias, desenvolve a busca ativa de pretendentes à adoção para as crianças / adolescentes que não foram vinculados a alguma família pelo Sistema Nacional de Adoção, seja em razão da idade ou por questões de saúde.

 

Estado de Pernambuco é condenado a indenizar mulher que levou soco de policial militar

11/10/25
Jorge Cosme
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Vítima sofreu uma fratura mandibular; filha dela também foi empurrada ao chão pelo oficial

Fórum de Caruaru, no Agreste./Foto: Divulgação/TJPE

Fórum de Caruaru, no Agreste. (Foto: Divulgação/TJPE)

A 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Caruaru, no Agreste, condenou o Estado de Pernambuco a indenizar uma mulher que levou um soco de um policial militar, sofrendo uma fratura mandibular. O policial também é acusado de ter empurrado a filha da vítima. A sentença foi publicada nesta sexta-feira (10).

Segundo a autora da ação, ela estava trabalhando em sua residência como cabeleireira no dia 15 de dezembro de 2021. Ao sair da casa com sua filha, teria se deparado com um corpo no chão e uma pequena aglomeração ao redor.

“A Demandante avistou a viúva e prometeu ficar com ela até a chegada de seus familiares e permaneceu ao lado da mesma até a chegada da viatura policial”, diz a ação.

De acordo com o documento, um policial identificado como Williams teria ordenado a saída da mulher. “Ao informar que não iria sair de perto da viúva até que os familiares chegassem, foi surpreendida com um soco no queixo deixando-a tonta”, acrescenta.

“A sua filha menor [nome da adolescente] ao questionar o policial tamanha truculência com a sua amada mãe foi surpreendida com um empurrão deixando-a caída no chão”.

A cabeleireira sofreu fratura na mandíbula e precisou de cirurgia, conforme documento apresentado em juízo. Ela ficou sem condições de trabalhar por mais de 30 dias. O caso também foi denunciado na 89ª Delegacia de Polícia de Caruaru.

Em sua defesa, o Estado de Pernambuco alega exercício regular do direito, concretizando a inexistência de ato ilícito.

Segundo a sentença da juíza Milena Martins Bronzeado, a vítima não ofereceu resistência ou perigo algum, estava desarmada e apenas informou que iria aguardar a chegada dos policiais.

“Uma mulher de compleição física frágil e ainda desarmada não oferece resistência alguma para resultar tamanha agressão”, escreve a juíza.

“As provas acima analisadas são contundentes quanto a certeza da autoria, materialidade, intensidade do dolo e indicação de tratar-se de um policial militar de personalidade e equilíbrio emocional de alta periculosidade, tornando-o incompatíveis com a função pública militar que exerce”, completa a magistrada, que menciona que a cabeleireira e sua filha estavam em um “ato de solidariedade humana prestando assistência à esposa da pessoa morta, cujo corpo estava no chão à espera da polícia”.

O Estado de Pernambuco foi condenado a indenizar a vítima em R$ 25 mil. Cabe recurso à decisão. A reportagem procurou a Procuradoria-Geral do Estado e aguarda posicionamento.

Prefeitos adversários traçam destino de emendas e levam deputados a mudar caminhos

 

Prefeitos adversários traçam destino de emendas e levam deputados a mudar caminhos
Parlamentares questionam prioridades de gestores, fazem denúncias e remanejam recursos

Por Betânia Santana

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Deputada Débora Almeida (PSDB) questiona aplicação das emendas parlamentares

 

Deputada Débora Almeida (PSDB) questiona aplicação das emendas parlamentares – Foto: Jarbas Araújo/Alepe

 

Uma ambulância-UTI, entregue no fim de junho, sendo usada para transporte fora do domicílio (TFD), e R$ 400 mil disponíveis para compra de um veículo TFD, mas não utilizados pela Prefeitura de São Bento do Una, no Agreste.

A informação é da deputada Débora Almeida (PSDB) que ocupou a tribuna na Assembleia Legislativa para cobrar responsabilidade e avisar que vai formalizar ao Ministério Público denúncia por uso indevido de recursos.

Não é a primeira vez que parlamentares reclamam do destino dado às emendas por prefeitos adversários. O deputado Luciano Duque (Solidariedade) encaminhou R$ 360 mil para perfuração de poços em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú

Mas a prefeitura construiu uma praça e não fez sequer referência à origem da verba. O deputado decidiu mudar de estratégia. Agora só manda recursos para as instituições, como a Apae e a Fundação Altino Ventura.

Com o deputado Júnior Matuto (PRD), para citar outro exemplo, não foi diferente. Destinou R$ 500 mil à saúde de Paulista, no Grande Recife, mas a prefeitura não se mobilizou para receber a verba.

Como o prazo da emenda se esgotaria no dia 31 deste mês, o parlamentar remanejou o valor para uma instituição que faz atendimento filantrópico no município.

APrefeitura de São Bento informou já ter adquirido e está aguardando o veículo. Sobre a ambulância, foi usada para transferir pacientes acamados, seguindo protocolos e normas.

A Prefeitura de Serra alegou ter autonomia para definir o destino da verba e sustentou não ter havido desvio de finalidade dos recursos.

Pressão por mais verba
“Tem mais uma operação de crédito de R$ 1,7 bilhão que eu quero ver aprovada este mês na Assembleia Legislativa. Porque é esse dinheiro que vai asfaltar Pernambuco, levar água, fazer as nossas maternidades”, discursou Raquel Lyra, em Caruaru, no Agreste, onde anunciou a construção da nova Feira de Gado. Segundo ela, o governo tem na Alepe uma bancada firme e forte.

De olho na creche
Depois de visitar uma creche em obras, em Caruaru, a governadora Raquel Lyra vistoria hoje uma unidade em Timbaúba, na Mata Norte. Ao lado do deputado Antônio Moraes (PP) assina ordem de serviço das rodovias PE-082 e PE-089 e entrega cozinhas comunitárias também em Itambé, cidade vizinha.

Sem burocracia
Enfrentar a burocracia, um dos entraves à pesquisa no Brasil, é o desafio da Subcomissão Especial da Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação. Os deputados Lucas Ramos e Rodrigo Rollemberg, do PSB, assumem a presidência e a vice com essa missão.

Guerreiro da saúde
O coordenador do Samu, o baiano Leonardo Gomes, recebeu ontem o título de Cidadão Pernambucano. Iniciativa do deputado Rodrigo Farias: “Na Covid, Léo deixou de ser chefe do Samu para ser um soldado nos hospitais de campanha, referência no Recife.”10/25

 

 

Prefeitura de Lagoa Grande realiza evento do Outubro Rosa para servidoras

11/10/25

Ascom PMLG

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A Prefeitura de Lagoa Grande, através do Setor de Recursos Humanos, e com apoio da Secretaria de Saúde (Sesau), realiza na próxima quarta-feira (15) uma programação especial em alusão ao Outubro Rosa, campanha voltada à prevenção do câncer de mama. O evento será realizado no Centro de Treinamento e Aprendizagem (CTA) e é direcionado às servidoras municipais.

O encontro também integrará a programação do evento “Professor em Movimento”, organizado pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Turismo e Esportes (Seduc), em comemoração ao Dia do Professor. Após a palestra no CTA, que ocorre entre 8h e 9h, as participantes seguirão para a Fazenda Garibaldina, local de largada da corrida especial alusiva à data.

A atividade contará com a presença de profissionais do Hospital de Amor de Juazeiro (BA), mantido pelo Instituto Ivete Sangalo, que ministrarão uma palestra sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama. O encontro faz parte das ações de integração, valorização e bem-estar promovidas pela gestão municipal.

A integrante do Setor Municipal de Recursos Humanos e coordenadora do evento, Deborah Brito de Souza, reforçou a importância da iniciativa. “Queremos promover um momento de conscientização e troca de informações, mas também de acolhimento, valorizando quem faz a administração acontecer todos os dias”, salientou.

Para a secretária de Educação, Joseilde Paulino, a união das ações mostra o olhar atento da gestão como um todo, inserindo todos os profissionais da rede nessa atividade. “O cuidado e a valorização estão presentes em cada detalhe dessa programação”, destacou a titular da Seduc.

A secretária de Saúde, Ana Araújo, endossou a fala de Joseilde Paulino e ressaltou o trabalho integrado da Sesau nas ações propostas pela gestão municipal.

“Nosso time é parceiro e chega junto sempre. Pensar em um Outubro Rosa envolvendo todas nós, servidoras, é exemplo do cuidado e da atenção deste governo, com total anuência da prefeita Catharina Garziera”, frisou.

Cuidar, acolher e garantir as melhorias necessárias para o bom andamento da máquina administrativa têm sido o foco da atual gestão.

“Nosso compromisso é cuidar das pessoas. E o Outubro Rosa é uma oportunidade de reforçar o quanto a prevenção e o autocuidado são importantes, especialmente entre nossas servidoras”, destacou a prefeita Catharina Garziera.

Ascom PMLG Lagoa Grande PMLG

 

 

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Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial da Univasf tem 110 trabalhos aprovados no 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA)

11/10/25

Ascom Univasf

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Atividade desenvolvida no âmbito do PPGADT.

Os doutorandos do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) têm cerca de 110 trabalhos, entre autoria e coautoria, aprovados para apresentação na programação do 13º Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), que será realizado no Campus Juazeiro entre os dias 15 e 18 de outubro. O CBA é o maior encontro latino-americano dedicado à agroecologia e, nesta edição, tem como lema “Agroecologia, Convivência com os Territórios Brasileiros e Justiça Climática”.

Um levantamento realizado por discentes do PPGADT, contemplando as turmas de 2021 a 2025, evidencia a amplitude temática e o alcance territorial das pesquisas e relatos que serão apresentados no congresso. Os trabalhos abordam temas como transição agroecológica, segurança alimentar e nutricional, gestão das águas, educação do campo, economia solidária e tecnologias sociais. As apresentações estão distribuídas entre Resumos Técnico-Científicos e Relatos de Experiência Técnica, em consonância com o caráter interdisciplinar do programa e sua inserção nos Tapiris de Saberes do evento.

“Os números confirmam a consistência acadêmica e o compromisso social do PPGADT/Univasf”, destaca o professor Denes Vieira, coordenador do programa, ao avaliar o engajamento discente em mesas, rodas de conversa e mostras de experiências. Segundo ele, a forte presença dos doutorandos no evento fortalece parcerias interinstitucionais, amplia a visibilidade da produção científica no Semiárido e consolida a Univasf como referência nacional na construção de alternativas sustentáveis para os territórios do Nordeste.

Uma boa notícia: Lula anuncia programa de habitação para classe média

11/10/25

Agência Brasil

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Lula anunciou o novo modelo de crédito imobiliário, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito

São Paulo (SP), 10/10/2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (d) conversa com vice presidnte, Gerlado Alckim (e) participa da cerimônia de anúncio do novo modelo de crédito imobiliário, no Centro de Convenções Rebouças.
/Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP), 10/10/2025 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (d) conversa com vice presidnte, Gerlado Alckim (e) participa da cerimônia de anúncio do novo modelo de crédito imobiliário, no Centro de Convenções Rebouças. (Paulo Pinto/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (10), que, a partir de agora, a classe média também passa a ser assistida pelos programas de habitação do país. Lula anunciou o novo modelo de crédito imobiliário, que reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito, especialmente para essa parte da população que ganha mais de R$ 12 mil.

Durante participação no evento Incorpora 2025, em São Paulo (SP), um dos maiores do setor habitacional, Lula disse que sempre teve “uma inquietação” para atender à necessidade de moradias da classe média.

“Um trabalhador metalúrgico, um bancário, um químico, um gráfico, um trabalhador da Caixa Econômica, um professor […] Essas pessoas não têm direito a comprar casa, porque elas nem são pobres, não estão na faixa 1, nem na faixa 2 [do Minha Casa, Minha Vida]”, disse.

“Esse programa foi feito pensando nessa gente, pensando em dar àqueles que ainda não têm direito, o direito de ter a sua casinha um pouco melhor”, afirmou.

Para o presidente, a classe média pode escolher onde morar.

“Ele não quer uma casa de 40 metros quadrados, ele quer uma casa de 80 metros quadrados. Ele não quer morar no Cafundó do Judas, ele quer morar no lugar mais próximo onde ele está habituado a morar. O que nós vamos tentar fazer é adequar as dificuldades econômicas das pessoas levando em conta o respeito à dignidade humana de morar no lugar aonde pensa que é bom morar”, disse.

O novo modelo de crédito imobiliário do país reestrutura o uso da poupança para ampliar a oferta de crédito.

Fim do compulsório

Após um período de transição, o total dos recursos depositados na caderneta de poupança será referência para uso no setor habitacional, com o fim dos depósitos compulsórios no Banco Central (BC). Além disso, o valor máximo do imóvel financiado no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) passará de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões.

Hoje, famílias com renda até R$ 12 mil são atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida, com juros menores, e, desde o início do seu terceiro mandato, Lula defende alternativa de financiamento para a classe média.

A previsão é que, com essa mudança, a Caixa Econômica Federal financie mais 80 mil novas moradias até 2026.

Atualmente, 65% dos recursos captados pelos bancos da poupança precisam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estão livres para operações mais rentáveis e 20% ficam com o Banco Central na forma de depósito compulsório.

Os financiamentos via SFH vinham perdendo espaço no mercado em meio a saques da caderneta de poupança, principal fonte de recursos para crédito habitacional no país

Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas da poupança foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. Em 2025, caderneta já tem resgate líquido de R$ 78,5 bilhões. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

Transição até 2027

A reforma anunciada hoje “moderniza as regras” de direcionamento do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com o objetivo de maximizar a poupança como fonte de financiamento.

“Na medida em que mais valores são depositados em poupança, mais crédito será disponibilizado para financiamento imobiliário, o que tende a ampliar a oferta de crédito, considerando ainda as captações de mercado, por exemplo, via LCIs (Letras de crédito imobiliário) e CRIs (Certificados de recebíveis imobiliários)”, explicou o governo, em comunicado.

Após um período de transição, o direcionamento obrigatório de 65% dos depósitos da poupança acabará e os depósitos compulsórios no Banco Central referentes a esse tipo de aplicação também. O total dos recursos depositados na caderneta de poupança passará a ser referência para o volume de dinheiro que os bancos devem destinar ao crédito habitacional, incluindo as modalidades do SFH e do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Quando estiver plenamente implementado o novo modelo, se uma instituição captar no mercado, por exemplo, R$ 1 milhão e direcionar integralmente esse montante para financiamento imobiliário, ela poderá usar a mesma quantia captada na poupança, que tem custo mais baixo, para aplicações livres por um período predeterminado.

Para isso, 80% dos financiamentos habitacionais deverão ser feitos pelas regras do SFH, que têm juros limitados a 12% ao ano.

“O novo modelo aumenta a competição, pois incorpora os depósitos interfinanceiros imobiliários ao direcionamento, o que permite que instituições que não captam poupança também concedam crédito habitacional em condições equivalentes às demais”, argumenta o governo.

A transição será gradual, iniciando ainda este ano. O novo modelo deverá ter plena vigência a partir de janeiro de 2027. Até lá, fica valendo o direcionamento obrigatório de 65% dos recursos captados na poupança para operações de crédito habitacional.

Dos 35% restantes, pelas regras atuais, 20% são recolhidos ao Banco Central a título de depósito compulsório e 15% vão para operações livres. Durante a transição, o volume dos compulsórios será reduzido para 15% e os 5% serão aplicados no novo regime.