Ivete Sangalo tem “trio torto” e explosão de tubo de gás em Salvador

13/02/24

Correio Braziliense

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Acidente ocorreu durante apresentação em Salvador nesta segunda-feira (12); trio da cantora quase tombou por excesso de peso minutos depois
Trio de Ivete Sangalo ficou torto por excesso de peso (foto: Reprodução/X)
Trio de Ivete Sangalo ficou torto por excesso de peso (foto: Reprodução/X)

A passagem do trio elétrico de Ivete Sangalo pelo Circuito Barra Ondina 2024 (Circuito do Dodô), em Salvador (BA), trouxe uma série de emoções, na noite desta segunda-feira (12). Para começar, a explosão de um tubo de gás carbônico no trio causou um susto e deixou dois feridos. Em imagens que viralizaram na internet, é possível ver o momento em que o gás começa a vazar e Ivete para o show para explicar o ocorrido ao público. “Susto da p****. Já pensei que era a caverna do dragão”, brincou.

Após o susto, Ivete pediu que a equipe deixasse todo o gás sair da mangueira e voltou a cantar. Segundo informações dadas ao G1, duas pessoas tiveram ferimentos leves, foram atendidas no local e passam bem. Correio entrou em contato com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) para saber mais informações e aguarda resposta.

A apresentação, no entanto, teve que ser interrompida minutos depois, quando o trio começou a inclinar para o lado devido ao excesso de peso. O carro voltou a ficar equilibrado após as pessoas que estavam em cima irem para o outro lado. Por razões de segurança, a equipe optou por evacuar o trio e apenas Ivete seguiu até o final do percurso.

 

 

 

No comando do Bloco Coruja, o show contou com a presença de Gloria Groove, Juliette e Priscilla.

Procurado, o Detran afirmou que, mesmo com a vistoria prévia “incidentes com a mecânica e a estrutura de trios ou carros alegóricos podem ocorrer de forma inesperada”. Órgão ainda afirmou que deve ocorrer uma reunião na terça-feira (13), com os responsáveis pela segurança dos veículos de desfile.

Apesar do Detran e outros órgãos que compõem a comissão do Carnaval cuidarem da vistoria prévia e fiscalização antes e durante os circuitos, incidentes com a mecânica e a estrutura de trios ou carros alegóricos podem ocorrer de forma inesperada, mesmo com todos os itens de segurança vistoriados.

A responsabilidade da liberação da via é da Transalvador, Saltur e Polícia Militar, enfatizando que os proprietários do trio devem ser acionados para solucionar o problema.

Uma reunião devera acontecer nesta terça (13) com os entes envolvidos na segurança dos veículos de desfile, visando a solução rápida e com menor impacto para o público e todos que trabalham no trio elétrico puxado pela artista.

Morre Luiza Trajano Donao, fundadora do Magazine Luiza, aos 97 anos

13/02/24

O Globo

Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza: ela morreu aos 97 anos, de causas naturais

A fundadora do grupo Magazine Luiza, Luiza Trajano Donato, morreu na madrugada desta segunda-feira, em Franca (SP). Ela tinha 97 anos e morreu em casa por causas naturais. O velório ocorreu nesta manhã no Velório São Vicente e o enterro está previsto para as 16h no Cemitério da Saudade.

Nascida em Cristais Paulista (SP), Luiza Donato é tia da empresária Luiza Helena Trajano, atual presidente do Conselho de Administração do grupo. Ela nasceu em 20 de setembro de 1926, no seio de uma família de comerciantes.

Casou-se com Pelegrino José Donato e, aos 31 anos, comprou seu próprio negócio com o marido, em uma época em que as mulheres eram criadas para se dedicarem, exclusivamente, à casa e à família.

A loja, adquirida em 16 de novembro de 1957, chamava-se Cristaleira e era localizada no centro de Franca (SP). Foi o primeiro passo para a construção de uma das maiores redes de varejo do país. Hoje, o grupo tem 1.481 lojas em 21 estados, além de seis marcas on-line: Netshoes, Zattini, Shoestock, Época Cosméticos, Estante Virtual e KaBuM!.

Primeira loja do Magazine Luiza, em Franca — Foto: Acervo Magalu
Primeira loja do Magazine Luiza, em Franca — Foto: Acervo Magalu
Concurso para escolha do nome da loja

O sonho do casal de vendedores Luiza e Pelegrino Donato era constituir um comércio que gerasse emprego para toda a família na cidade. Para escolher um novo nome para o negócio, os fundadores criaram um concurso numa rádio local, convidando os clientes a participarem com sugestões.

Como Luiza era uma vendedora muito popular na cidade, os ouvintes escolheram o seu nome. Assim, surgia o Magazine Luiza.

Em 1976, com a aquisição das Lojas Mercantil, o Magazine Luiza abriu as primeiras filiais em cidades do interior de São Paulo. Sete anos depois, em 1983, o grupo iniciou sua expansão para cidades do Triângulo Mineiro.

Novo comando e digitalização

Em 1991, o grupo iniciou um novo ciclo, com Luiza Helena Trajano , sobrinha da fundadora, assumindo o comando da empresa. Um ano depois, as primeiras lojas virtuais da varejista foram inauguradas. O site www.magazineluiza.com.br foi criado em 2000.

Houve um intenso processo de digitalização e, hoje, o marketplace do grupo soma 230 000 sellers. Há ainda a plataforma de delivery AiQFome. O aplicativo do Magalu é acessado por mais de 45 milhões de usuários ativos mensais.

Bilhete na passagem de bastão

A passagem de bastão para a sobrinha começou com um bilhete escrito à mão. “Logo vou completar 62 anos. Estou ficando velha. Acho melhor você assumir o Magazine”, escreveu ela no papel repassado, em 1991, à Luiza Helena Trajano.

As duas eram muito próximas. Até mesmo o nome de Luiza Trajano teve a mão de Luiza Donato. O ano era 1948, e já estava decidido que Luiza Helena se chamaria Sonia. O pai de Luiza esteve prestes a ir ao cartório, mas a tia sugeriu ao cunhado que ela se chamasse Heloisa Helena, nome de uma cliente da tia, que na época já trabalhava no comércio.

Quando retornou do cartório, o pai de Luiza comunicou que havia decidido fazer uma homenagem a Luiza Donato, registrando a filha de Luiza Helena.

Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza, quando jovem — Foto: Acervo Magalu
Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza, quando jovem — Foto: Acervo Magalu

“Parecia que eu era a sequência dela, a única pessoa que ela ouvia” , disse a sobrinha Luiza Helena, ao comentar sobre a tia para Pedro Bial, que escreveu o livro ‘Luiza Helena, Mulher do Brasil’.

“Ela sabia manejar a família para não brigar, e na empresa, já tinha o vendedor como estrela da loja”, disse ao jornalista a atual presidente do conselho do grupo.

Valores que pavimentaram a cultura da empresa

Muitos dos valores que hoje regem os mais de 30.000 colaboradores do Magalu são reflexo do jeito de pensar e de agir de sua fundadora. Reza a lenda que Luiza Donato contava elásticos, grampos, cuidava até do papel e fitas adesivas das embalagens. Quando se gastava demais, dava bronca.

 

Foi assim que ela deu as boas-vindas aos funcionários das primeiras 50 lojas abertas simultaneamente na cidade de São Paulo, em 2008:

“Quero pedir a vocês, como boa vendedora que fui, para sempre atender o freguês da melhor maneira possível, sem olhar se ele é branco, preto, pobre, rico, bonito ou feio. Atender com todo carinho, não importa se um esteja usando salto e outro chinelo de dedo. Atender com educação, não tapear o cliente, não mentir de jeito nenhum. Se vocês quiserem crescer na vida, sejam sempre sinceros e honestos.”

Fachada de loja da Magazine Luiza — Foto: Divulgação
Fachada de loja da Magazine Luiza — Foto: Divulgação

O episódio é lembrado em nota divulgada nesta segunda-feira pelo Magalu.

“Tia Luiza tinha uma energia quase inesgotável para o trabalho. Não importava se a tarefa a ser feita era empacotar um produto ou descarregar um caminhão de mercadorias. Era uma vendedora apaixonada, que conhecia as necessidades, os gostos e as possibilidades de seus clientes. Cada um deles era e deveria ser tratado como alguém especial, como a razão de ser do negócio”, diz a nota.

Rumo à Bolsa

Em 2010, a varejista chegou ao Nordeste, com a aquisição da rede Lojas Maia, com 136 unidades. No ano seguinte, a companhia passou a ser listada na B3. No mesmo ano, adquiriu a rede Baú da Felicidade, do apresentador e empresário Sílvio Santos.

O Magalu também fez parceria com o Itaú Unibanco, com a criação do Luizacred. Em nota, o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, lamentou a morte da fundadora do grupo:

“Recebemos com profundo pesar a triste notícia do falecimento de Luiza Trajano Donato. Mulher visionária e à frente do seu tempo, Luiza deixa como legado o exemplo de empreendedorismo e competência de quem criou e liderou uma das principais empresas de varejo do país. Em nome de todos os colegas do Itaú Unibanco, expresso nossos sentimentos aos familiares e amigos da Luiza.”

Luiza Donato não deixa filhos.

Homenagem

Em seu perfil na rede social X, Luiza Helena Trajano, sobrinha da fundadora, lamentou a morte. “Gente, hoje, com muita tristeza, nos despedimos da Tia Luiza, uma das maiores referências na minha vida, pelo seu exemplo de força, trabalho e determinação! Obrigada por tudo! Te amo, Tia!”.

Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, também comentou a morte da fundadora do Magazine Luiza em nota. “Recebemos com profundo pesar a triste notícia do falecimento de Luiza Trajano Donato. Mulher visionária e à frente do seu tempo, a Luiza deixa como legado o exemplo de empreendedorismo e competência de quem criou e liderou uma das principais empresas de varejo do país. Em nome de todos os colegas do Itaú Unibanco, expresso nossos sentimentos aos familiares e amigos da Luiza.”

A ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy prestou homenagem à família da fundadora do Magazine Luiza. “Magazine Luiza emprega pessoas e, mais do que isso, apoia a sociedade brasileira com ações pela equidade de gênero, o não ao racismo estrutural e mais causas sociais. Tudo isso começou a partir da jornada de Luiza Trajano Donato!”.

Confira a íntegra da nota do Magalu:

“Morreu hoje, aos 97 anos, em Franca, no interior de São Paulo, Luiza Trajano Donato, fundadora do Magazine Luiza, uma das maiores plataformas de varejo do Brasil. Tia Luiza, como era mais conhecida, nasceu em 20 de setembro de 1926, no seio de uma família de comerciantes. Em uma época em que as mulheres eram criadas para se dedicarem, exclusivamente, à casa e à família, ela ousou ao batalhar para realizar o sonho de empreender.

Aos 31 anos, recém-casada com Pelegrino José Donato, seu companheiro de toda a vida, investiu a economia feita ao longo de anos de trabalho no varejo para comprar seu próprio negócio. A Cristaleira, uma loja de presentes localizada no centro de Franca, logo seria rebatizada pelos fregueses de Magazine Luiza, em homenagem àquela que era considerada a melhor vendedora da cidade. Nascia, assim, o Magalu, o grande legado deixado por Luiza Trajano Donato.

Muitos dos valores que hoje regem os mais de 30 000 colaboradores do Magalu são reflexo do jeito de pensar e de agir de sua fundadora. Tia Luiza tinha uma energia quase inesgotável para o trabalho. Não importava se a tarefa a ser feita era empacotar um produto ou descarregar um caminhão de mercadorias.

Era uma vendedora apaixonada, que conhecia as necessidades, os gostos e as possibilidades de seus clientes. Cada um deles era e deveria ser tratado como alguém especial, como a razão de ser do negócio.

Foi assim que Luiza deu as boas-vindas aos funcionários das primeiras 50 lojas abertas simultaneamente na cidade de São Paulo, em 2008: “Quero pedir a vocês, como boa vendedora que fui, para sempre atender o freguês da melhor maneira possível, sem olhar se ele é branco, preto, pobre, rico, bonito ou feio. Atender com todo carinho, não importa se um esteja usando salto e outro chinelo de dedo. Atender com educação, não tapear o cliente, não mentir de jeito nenhum. Se vocês quiserem crescer na vida, sejam sempre sinceros e honestos.”

 

Com sua narrativa simples, ela sintetizou a missão daquela que é hoje uma das maiores empresas do país: incluir, ao trabalhar para que o maior número possível de brasileiros tenham acesso a produtos e serviços que melhorem suas vidas.

Luiza Trajano Donato não teve filhos. Durante quase toda a vida dividiu amor, atenção e energia entre o Magazine Luiza e sua família. No início da década de 90, escolheu uma sobrinha – Luiza Helena Trajano – como sucessora à frente dos negócios. Na época, o Magalu era uma típica rede de varejo de eletroeletrônicos e móveis familiar, com lojas localizadas, principalmente, em cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Sob o comando de Luiza Helena, hoje presidente do Conselho de Administração, o Magazine Luiza tornou-se uma varejista nacional, de capital aberto e dona de uma das culturas corporativas mais admiradas do país. A empresa criada por Tia Luiza demonstrou, ao longo de seus mais de 65 anos, uma incrível capacidade de se transformar, se renovar sem abrir mão de seus valores. E, assim, perenizar o sonho e cumprir a missão de sua fundadora.”

Hoje é dia dos Bonecos Gigantes se encontrarem nas ladeiras do Carnaval de Olinda

13/02/24
Katarina Moraes
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Encontro deste ano vai comemorar os 50 anos do primeiro boneco de Silvio Botelho

Os Bonecos Gigantes de Olinda se encontram na manhã desta terça-feira (13) para o seu 35º ano de história. Para embalar o momento, seis orquestras de frevo estão confirmadas, além de um show do cantor Geraldinho Lins.

As primeiras alas vão contar com os seguintes bonecos: Homem da Meia Noite, Mulher do Dia, Menino da Tarde, Garoto de Vassoura, Reginaldo Rossi, Luana, Maluquete, Dono do Mundo, Trinca de Ás e John Travolta.

Em seguida, virão os Papangus,Caretas, La Ursas, Fafá de Belém, Marcos Taramps, Mega Construções, Malu, Juliette, Menino Rosado, Gil do Vigor, Magdala, Raparigueiro de Olinda, Virgem de Olinda, Devasso de Olinda, Miro, Miquinha, Dom Juan, João Andrade, Invejado de Olinda e Zé Puluca, Catarina, Milena, Barão de Água Preta, Tony Garrido, Filho do Menino da Tarde, Cabaçuda, Barriga de Fora, entre outros.

Este ano o desfile celebra os 50 anos do primeiro boneco de Silvio Botelho – o Menino da Tarde, o próprio Silvio e Ernani Lopes, que o encomendou o boneco. Além disso, será homenageado também o Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda.

“A terça-feira gorda é a hora dos bonecos gigantes se reunirem, fazerem sua festa e se despedirem do carnaval”, disse Silvio.

PROGRAMAÇÃO
  • 8h – Concentração – Largo do Guadalupe, Olinda-PE
  • 9h30 às 10h30 – Show de palco com Geraldinho Lins e Gilka Brechó
  • 10h30 às 11hs – Entrega de homenagens no palco
  • 11hs – Saída do desfile
ITINERÁRIO
  • Largo do Guadalupe
  • Rua Nossa Senhora de Guadalupe
  • Largo do Amparo
  • Rua do Amparo
  • Quatro Cantos
  • Rua Prudente de Morais (trecho)
  • Rua Bernardo Vieira de Melo
  • Rua de São Bento
  • Em frente a Prefeitura
  • Rua Quinze de Novembro
HISTÓRIA DO ENCONTRO DOS BONECOS GIGANTES

Em 1974, Silvio Botelho foi procurado por Ernani Lopes para que fizesse um boneco que seria filho do Homem da Meia Noite, e se chamaria Menino da Tarde saindo no dia seguinte ao do seu pai. Foi o grande artista popular chamado Rocky Fogueteiro que indicou Silvio e disse que ele seria a única pessoa que, na época, poderia fazer esse trabalho. Rocky já conhecia o trabalho de Silvio com barro, argila, papel e massa. E assim surgiu ele e o início da carreira de um dos mais renomados bonequeiros de Olinda.

No carnaval de 1978 ficou pronta a “Menina da Tarde”, e na década de 80, Sílvio Botelho já havia confeccionado 100 bonecos. As agremiações foram se formando com seus bonecos gigantes. Nessa época, teve que criar diversas oficinas para preparar as pessoas que passaram a trabalhar com ele. Em 1987 surgiu a ideia de se fazer um encontro dos bonecos, e hoje o desfile dos bonecos, um evento que é realizado durante o carnaval, nas ruas de Olinda