R$300 bilhões: Governo anuncia nova política para desenvolvimento da indústria

22/01/24

Agência Brasil

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O Nova Indústria Brasil busca estimular o desenvolvimento do país

 

O governo federal aprovou um plano de ações para estimular o desenvolvimento do setor industrial brasileiro. Chamado Nova Indústria Brasil (NIB), o plano tem, como centro, metas e ações que, até 2033, pretendem estimular o desenvolvimento do país por meio de estímulos à inovação e à sustentabilidade em áreas estratégicas para investimento. Ao todo, serão investidos R$ 300 bilhões.

Tudo a partir, segundo o Planalto, de um “amplo diálogo entre o governo e o setor produtivo”, em direção à chamada neoindustrialização – modernização e evolução da indústria -. O texto da NIB foi oficialmente apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (22) pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).

Lula compara CNDI com CDESS

Lula iniciou sua fala comparando o CNDI ao Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), mais conhecido como Conselhão. Segundo ele, ambos têm ajudado significativamente o governo na formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento econômico, social e sustentável do país.

“Tenho dito que a capacidade de trabalhos apresentados pelo Conselhão foi tão extraordinária que o que me preocupa é saber como conseguir implementar aquilo tudo que foi, ali, produzido intelectualmente. Agora, fico também surpreso com a participação do CNDI. Um país com essa quantidade de gente tão inteligente não precisa de inteligência artificial”, discursou o presidente.

Lula, no entanto acrescentou que as propostas apresentadas são apenas o começo de um desafio ainda maior. “O problema não termina aqui. Ele começa aqui. Temos agora 3 anos pela frente, para termos uma coisa concreta”, disse.

“Para se tornar mais competitivo, o Brasil tem de financiar algumas das coisas que ele quer exportar. Essa reunião mostra que finalmente o Brasil juntou um grupo de pessoas que vai fazer com que aconteça uma política industrial. E que muito dela virá por meio de parcerias entre a iniciativa privada e o poder público. Que a gente possa cumprir isso que a gente escreveu no papel”, acrescentou.

A nova política industrial

A nova política prevê o uso de recursos públicos para atrair investimentos privados. Entre as medidas, a criação de linhas de crédito especiais; subvenções; ações regulatórias e de propriedade intelectual, bem como uma política de obras e compras públicas, com incentivos ao conteúdo local, para estimular o setor produtivo em favor do desenvolvimento do país.

“A política também lança mão de novos instrumentos de captação, como a linha de crédito de desenvolvimento (LCD), e um arcabouço de novas políticas – como o mercado regulado de carbono e a taxonomia verde – para responder ao novo cenário mundial em que a corrida pela transformação ecológica e o domínio tecnológico se impõem”, detalhou, em nota, o Planalto.

Melhorias para o dia a dia

A expectativa é de que, colocadas em prática, essas medidas resultem na melhoria do cotidiano das pessoas, no estímulo ao desenvolvimento produtivo e tecnológico; e na ampliação da competitividade da indústria brasileira, além de nortear o investimento, promover melhores empregos e impulsionar a presença qualificada do país no mercado internacional.

Nesse sentido, destinará R$ 300 bilhões em financiamentos para a nova política industrial até 2026. “Além dos R$ 106 bilhões anunciados na primeira reunião do CNDI, em julho, outros R$ 194 bilhões foram incorporados, provenientes de diferentes fontes de recursos redirecionados para dar suporte ao financiamento das prioridades da Nova Indústria Brasil”, informou a Presidência da República.

Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckimin, disse que a nova política posiciona a inovação e a sustentabilidade no centro do desenvolvimento econômico, “estimulando a pesquisa e a tecnologia nos mais diversos segmentos, com responsabilidade social e ambiental.”

Segurança alimentar, saúde e bem-estar

As metas estão agrupadas em seis missões, cada qual com suas metas. A primeira – cadeias agroindustriais – pretende garantir segurança alimentar e nutricional da população brasileira. A meta é chegar à próxima década com 70% dos estabelecimentos de agricultura familiar mecanizados. Atualmente, este percentual está em 18%, segundo o governo.

Além disso, 95% dessas máquinas devem ser produzidas nacionalmente, o que envolverá a fabricação de equipamentos para agricultura de precisão, máquinas agrícolas para a grande produção, ampliação e otimização da capacidade produtiva da agricultura familiar “para a produção de alimentos saudáveis”, explicou o Planalto.

O segundo grupo de missões é o da área da saúde, e tem como meta ampliar de 42% para 70% a participação da produção no país, no âmbito das aquisições de medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, entre outros. A expectativa é de o Sistema Único de Saúde (SUS) seja fortalecido.

Brasília, 26/09/2023 A ministra da Saúde, Nisia Trindade, apresenta as estratégias para fortalecimento do Complexo Econômico e Industrial da Saúde. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A ministra da Saúde, Nisia Trindade, destacou o poder de compra do SUS – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministra da saúde fala sobre o poder de compra do SUS

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou, durante a cerimônia de lançamento da NIB, o poder de compra do SUS, enquanto “grande indutor” da política industrial na área de saúde. “O cuidar das pessoas é forma de gerar emprego, renda e desenvolvimento”, disse ela em meio a elogios à estratégia de se criar um complexo econômico industrial da saúde no país.

O terceiro grupo de missões – bem-estar das pessoas nas cidades – envolve as áreas de infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade sustentáveis. Ele tem como metas reduzir em 20% o tempo de deslocamento das pessoas de casa para o trabalho. Atualmente esse tempo é, em média, de 4,8 horas semanais no país, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do IBGE.

Além disso, pretende ampliar em 25 pontos percentuais a participação da produção brasileira na cadeia da indústria do transporte público sustentável. Atualmente, essa participação está em 59% da cadeia de ônibus elétricos, por exemplo.

“O foco, nesta missão, será principalmente em eletromobilidade, na cadeia produtiva da bateria e na indústria metroferroviária, além do investimento em construção civil digital e de baixo carbono”, informou o Planalto.

Transformação digital, bioeconomia e defesa

A transformação digital é o foco do quarto grupo de missões, e tem como meta tornar a indústria mais moderna e disruptiva. Atualmente, 23,5% das empresas industriais estão digitalizadas. A meta é ampliar para 90%, e triplicar a participação da produção nacional nos segmentos de novas tecnologias.

Serão priorizados investimentos na indústria 4.0 [quarta revolução industrial, que abrange inteligência artificial, robótica, internet das coisas e computação em nuvem] e no desenvolvimento de produtos digitais e na produção nacional de semicondutores, entre outros.

O quinto grupo de missões será focado na bioeconomia, descarbonização e transição e segurança energéticas.  A meta é ampliar em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes. Atualmente os combustíveis verdes representam 21,4% dessa matriz.

Redução de carbono industrial

O governo pretende reduzir em 30% a emissão de carbono da indústria nacional, que está em 107 milhões de toneladas de CO2 por trilhão de dólares produzido.

Já o sexto grupo de missões abrange a área da defesa. O plano pretende “alcançar autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas de maneira a fortalecer a soberania nacional”. Para tanto, priorizará “ações voltadas ao desenvolvimento de energia nuclear, sistemas de comunicação e sensoriamento, de propulsão e veículos autônomos e remotamente controlados.”

R$ 300 bilhões para financiamentos

Caberá ao BNDES, à Finep e à Embrapii a gestão dos R$ 300 bilhões em financiamentos previstos até 2026. Esses valores serão disponibilizados por meio de “linhas específicas, não reembolsáveis ou reembolsáveis, e recursos por meio de mercado de capitais, em alinhamento aos objetivos e prioridades das missões para promover a neoindustrialização nacional.”

O Planalto enumerou os eixos de ações previstos no plano. O eixo Mais Produtividade ampliará a capacidade industrial, com aquisição de máquinas e equipamentos; o Mais Inovação e Digitalização, projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação; o Mais Verde terá projetos de sustentabilidade da indústria; e o Mais Exportação prevê incentivos para o acesso ao mercado internacional.

Chamadas públicas

O governo explica que, do total de recursos, R$ 20 bilhões serão não-reembolsáveis (com o governo compartilhando com empresas custos e riscos de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação), e que caberá à Finep lançar 11 chamadas públicas, no valor total de R$ 2,1 bilhões.

Serão 10 chamadas de fluxo contínuo para empresas e um edital voltado especificamente à Saúde em Institutos de Ciência e Tecnologia.

Segundo o presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, as medidas anunciadas e as parcerias com o setor industrial ajudarão o país a avançar ainda mais economicamente.

“O Brasil é a 9ª economia do mundo, vai virar a 8ª e pode ser ainda mais do que isso. Mas sem a indústria nós não chegaremos lá. Então para sermos um país menos desigual, mais moderno e mais dinâmico, precisamos colocar a indústria no coração da estratégia. É o que estamos fazendo”, disse Mercadante.

Compras públicas

Durante a cerimônia, o presidente Lula assinou dois decretos visando o uso de compras públicas para estimular os setores considerados estratégicos para a indústria do país.

De acordo com o Planalto, o primeiro define as áreas que poderão ficar sujeitas a exigência de aquisição ou ter margem de preferência para produtos nacionais nas licitações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

É o caso, por exemplo, das cadeias produtivas relacionadas a transição energética, economia de baixo carbono e mobilidade urbana. Ainda está para ser definido os produtos manufaturados e os serviços que ficarão sujeitos a este decreto. Essa definição será feita pela Comissão Interministerial de Inovações e Aquisições do PAC.

O segundo decreto assinado pelo presidente cria a Comissão Interministerial de Compras Públicas para o Desenvolvimento Sustentável e define os “critérios para a aplicação de margem de preferência” para produtos manufaturados e serviços nacionais e para bens reciclados, recicláveis ou biodegradáveis.

Luciana Santos afirma que países desenvolvidos só chegam à esse patamar por meio de investimentos em pesquisas

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, lembrou que os países mais desenvolvidos só chegaram no atual patamar graças a investimentos pesados em pesquisas e inovação.

“Precisamos fazer contraponto a esse debate. O debate não é mais sobre tamanho do Estado, mas sobre o Estado necessário para induzir o desenvolvimento nacional. Esta é uma premissa que cada vez mais a história e o mundo revelam ser verdadeira. E precisamos garantir isso, porque inovação é risco, e risco tecnológico pressupõe papel decisivo do Estado enquanto indutor”, argumentou a ministra.

CNI

Vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria e presidente do Conselho de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico, Leonardo de Castro disse que o dia de hoje, com o anúncio do plano de ações, “pode entrar para a história, com uma política moderna que redefine escolhas para um desenvolvimento sustentável”.

Segundo Castro, “há sinais claros de mudanças” positivas para o país. “O cenário é positivo, com a retomada da política industrial e com várias medidas tomadas para o fortalecimento da indústria nacional”, disse.

“Sabemos que este é um plano em construção, e que ele só terá sucesso quando construído com intensa participação dos setores envolvidos. O setor empresarial precisa contribuir, e a CNI reafirma seu compromisso com a retomada da política industrial do país”, acrescentou.

Economia: Lula avalia valor de emendas e fundo eleitoral para sancionar hoje o Orçamento de 2024

22/01/24

Agência O Globo

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Presidente terá reunião com ministros pela manhã e, à tarde, assinará a Lei Anual Orçamentária

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá sancionar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024 nesta segunda-feira, em cerimônia no Palácio do Planalto. Um veto parcial, até então dado como certo por interlocutores do governo, será nas emendas de comissão, turbinadas pelo Congresso no fim do ano passado. Do total de R$ 16,6 bilhões destinados para essa modalidade, o Executivo pode tirar até R$ 5,5 bilhões.

Além do valor das emendas, o petista terá que decidir sobre o montante previsto para o fundo eleitoral, que passou de R$ 900 milhões (proposta do governo) para R$ 4,9 bilhões (mudanças no Congresso). Esse valor foi criticado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Antes da cerimônia, Lula tem agenda com a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. O titular da Casa Civil, Rui Costa, também participa.

Tebet sinalizou nesta última semana sobre possíveis vetos, sem entrar em detalhes. É a pasta dela que faz as reestimativas de valores e as sugestões de mudanças na peça que trata das receitas e despesas do governo federal para o ano.

Procurado, o relator da LOA de 2024, o deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), disse que não tratou de possíveis vetos com o governo.

O corte de até R$ 5,5 bilhões nas emendas de comissão pode ser menor para evitar um acirramento na relação com o Legislativo. O presidente já vetou no começo de janeiro o calendário para o pagamento das emendas criado pelo Congresso, por exemplo.

Para 2024, o governo já está com um orçamento carimbado e com risco de não atingir o compromisso de zerar o rombo nas contas públicas até o fim do ano. Qualquer corte, seja nas emendas ou fundo eleitoral, pode ser remanejado para áreas de interesse do Executivo.

O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou relatório nesta semana alegando que as receitas previstas para 2024 estão superestimadas, com possibilidade de déficit primário de até R$ 55,3 bilhões.

Prevenção: Brasil recebe remessa de 750 mil doses da vacina contra a dengue

22/01/24

Estadão Conteúdo

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Lista de municípios e estratégia de vacinação ainda serão divulgadas, mas a previsão é de que as primeiras doses sejam aplicadas em fevereiro

A primeira remessa da vacina contra a dengue, com cerca de 750 mil doses que serão disponibilizadas pelo SUS, chegou ao Brasil no sábado, 20, informou o Ministério da Saúde. Uma segunda remessa, com 570 mil doses, tem previsão de entrega em fevereiro. A lista de municípios e estratégia de vacinação ainda serão divulgadas, mas a previsão é de que as primeiras doses sejam aplicadas em fevereiro.

Esses imunizantes fazem parte de um lote de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica Takeda ao Ministério da Saúde. A Pasta ainda informou que adquiriu outras 5,2 milhões de doses, o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024, que serão entregues ao longo do ano, até novembro.

Como a capacidade de fabricação da vacina é limitada, a Saúde estima que cerca de 3,2 milhões de pessoas receberão o imunizante neste ano, já que a vacina exige aplicação de duas doses, com intervalo mínimo de três meses.

Esta remessa ainda passará por processo de liberação de alfândega e Anvisa e será enviada ao Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). “O Ministério da Saúde solicitou prioridade nestas etapas e a previsão é que todo o desembaraço seja concluído ao longo da próxima semana”, informou a pasta.

Distribuição

Os critérios para distribuição das doses foram definidos pelo Ministério da Saúde em conjunto com o Conass e o Conasems – órgãos que representam as secretarias de Saúde estaduais e municipais. As vacinas serão encaminhadas a regiões de saúde com municípios de grande porte onde há alta transmissão da dengue nos últimos dez anos – o foco são as localidades com população residente igual ou maior a 100 mil habitantes.

Para 2024, o público-alvo serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue. A vacina não foi liberada para idosos. O Brasil é o primeiro País a oferecer essa vacina no sistema público universal. A incorporação da vacina da dengue no calendário do SUS foi decidida em dezembro de 2023.

Há 25 anos: Projeto Praia Limpa leva conscientização ambiental para os frequentadores da orla do Recife

Até o mês de abril, 50 monitores vão circular pelas praias orientando o público sobre a importância de recolher o lixo e cuidar do meio ambiente. Ao todo, mais de 200 mil sacolas serão distribuídas, numa parceria entre a Prefeitura do Recife e a Globo em Pernambuco

A partir deste domingo (21), os frequentadores das praias recifenses passaram a  contar com a volta do projeto Praia Limpa nas areias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa. Há 25 anos, a iniciativa da Globo em Pernambuco, em parceria com a Prefeitura do Recife, leva conscientização ambiental com ações práticas para milhares de pessoas ao longo do verão. O projeto será realizado até o dia 7 de abril e nesse período serão distribuídas 200 mil sacolas de papel. O prefeito João Campos participou, hoje, do lançamento da iniciativa e conversou com banhistas e trabalhadores.

“O Praia Limpa é uma campanha muito importante, uma parceria entre a Rede Globo e a Prefeitura do Recife, onde trazemos uma ação educativa para o nosso grande patrimônio, que é a praia, o nosso litoral. Nossa praia é o espaço de lazer mais democrático que temos, não só para os recifenses, mas para turistas, que vêm com a família. Colocar o lixo no local certo preserva o meio ambiente, cuida da cidade e ensina que no momento de lazer também temos essa responsabilidade”, afirmou o prefeito.

Os 50 monitores que irão circular pela orla aos domingos vão orientar os frequentadores sobre a importância de não deixar seu lixo na praia e entregar uma sacola de papel para que possam colocar o resíduo gerado na areia. Cada pessoa será orientada para, ao sair da praia, deixar sua sacola com o lixo em um dos contêineres da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) espalhados ao longo do calçadão.

Radmila Arantes, 26, é uma das monitoras da ação e contou que se aproximou da ação através da sua família. “Comecei a trabalhar no Praia Limpa ano passado porque minha tia tem uma barraca na praia e aí fui chamada para o trabalho. Gosto que só porque acho um projeto importante, que traz benefício pra sociedade. A pessoa vem na praia, se diverte, faz seu lixo, então ela precisar deixar no local correto. Acho que o projeto vem pra somar, as pessoas são receptivas e alegres, algumas cantam até a musiquinha do projeto, porque fica na cabeça do povo, né”, brincou ela.

O Praia Limpa também vai colaborar para que as crianças sejam identificadas com uma pulseira com o nome e contato do responsável. A identificação vai facilitar a localização de sua família e parentes, caso elas se percam. Cada pulseira terá uma cor diferente. Ao longo da orla, são fincadas mastros com bandeiras com diferentes cores para sinalizar onde a família da criança se encontra.

Jerônimo Figueroa de Albuquerque, 43, curtiu a manhã de domingo com o seu filho Rafael, 9, e ressaltou a importância do projeto. “Muitas pessoas vêm para a praia, consomem, e não tem uma responsabilidade em cuidar, deixam o lixo pra trás e não pensam no próximo. Quando eu sair daqui, outra pessoa vai querer usar a praia, ela não pode encontrar o resto do lixo que eu deixei, né? E nós já usamos a pulseira de identificação outra vez e é bem importante porque é muito fácil você se distrair e acabar perdendo o filho de vista. A pulseirinha vai fazer com que outra pessoa encontre e ligue pra gente ou mande uma mensagem. É bom para que a gente consiga ter uma segurança maior sobre ele”, disse.

O Praia Limpa é uma iniciativa da Globo em Pernambuco e tem o apoio da Prefeitura de Recife por meio do projeto Recife Limpa. “Durante esses 25 anos do Praia Limpa temos o lado da sustentabilidade e o lado social, com a relação com a associação de barraqueiros, que é muito importante. Fazemos esse trabalho educativo onde todos temos que fazer a nossa parte, os banhistas, a prefeitura e os barraqueiros. O conjunto faz com que a gente preserve a praia e incentive a educação ambiental”, disse Iuri Leite, Diretor de Negócios da Globo Norte e Nordeste.

LIMPEZA NA ORLA – O trabalho de limpeza da orla do Recife conta diariamente com uma equipe com cerca de 70 profissionais que cuidam das áreas de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa, realizando os serviços de varrição, fiscalização e limpeza, tanto no calçadão quanto na faixa de areia. Além disso, os trabalhadores contam com o apoio de três caminhões para a coleta do lixo. Aos finais de semana, o efetivo chega a 100 trabalhadores.

A coleta regular, que remove o lixo recolhido pelos garis e também o produzido pelos quiosques, ocorre duas vezes por dia. Já a varrição é realizada três vezes por dia. Quando anoitece e o movimento de pessoas na faixa de areia diminui, entram em cena os equipamentos responsáveis por remover os detritos localizados nesta área. As máquinas têm a capacidade de remover resíduos que estejam até 20 centímetros de profundidade.

A área da orla conta com 154 lixeiras, distribuídas por toda a extensão da avenida e mais 65 contenedores com capacidade para 240 litros, dispostos entre os quiosques. Em época normal, por dia, as equipes de limpeza da Prefeitura retiram uma média de 10 mil toneladas de resíduos, o que equivale a quase 600 sacos de cem litros. Aos finais de semana, esse número chega a 24 mil toneladas, somando o sábado e o domingo, correspondendo a 1.724 sacos de cem litros.

Fotos: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

Homem que matou apoiadores de Lula é condenado a 51 anos de prisão

22/01/24

Agência Brasil

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Durante o julgamento, o acusado confessou os crimes e pediu perdão aos familiares das vítimas

O Tribunal do Júri de Iporã, no Paraná, condenou um homem acusado de matar duas pessoas durante uma discussão provocada pelo anúncio do resultado das eleições presidenciais de 2022. Erick Hiromi Dias foi condenado a 51 anos e sete meses de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado na terça-feira (16).

O crime ocorreu no município paranaense de Cafezal do Sul, na noite de 30 de outubro de 2022, após a Justiça Eleitoral anunciar a vitória do então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.  

Apoiadoras de Lula, as duas vítimas foram atingidas por tiros disparados por Eric, que estava descontente com a derrota de Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição. Segundo o Ministério Público, o crime teve motivação política. O acusado tinha certificado de colecionador, atiradores e caçadores (CAC).

Eric Hiromi foi condenado por dois crimes de homicídio qualificado. Ele já está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade.

Pedido de perdão
REPRODUÇÃO / TJPRO crime ocorreu no município paranaense de Cafezal do Sul, na noite de 30 de outubro de 2022, após a Justiça Eleitoral anunciar a vitória de Lula à presidência da República – REPRODUÇÃO / TJPR

Durante o julgamento, o acusado confessou os crimes e pediu perdão aos familiares das vítimas.

“Eu sei que errei e que mereço ser condenado. Me lembro de pouquíssimas coisas daquele dia. Há um tempo atrás, eu me arrependi de não ter conseguido tirar minha vida naquele dia. Eu aceito, por conta de todo o meu arrependimento, passar por toda cadeia que tenho que passar”, afirmou.

Região Norte registra maior tremor de terra da história do Brasil

22/01/24
Agência Brasil
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Abalo ocorreu a 614,5 quilômetros de profundidade, sem registro de danos

Embora o Serviço Geológico dos Estados Unidos informe que o terremoto tenha ocorrido em Tarauacá, no Acre, as coordenadas exatas do tremor apontam para uma área isolada em Ipixuna, no Amazonas.

Até agora, não há registro de danos. Isso porque o abalo ocorreu a 614,5 quilômetros de profundidade, o que permite a dissipação da energia. Segundo os geólogos, um tremor nessa profundidade dificilmente é sentido pela população.

Em 7 de junho de 2022, Tarauacá, no noroeste do Acre, tinha registrado um abalo de 6,5 graus, o segundo maior tremor da história do país. Na ocasião, o terremoto não deixou vítimas, nem danos materiais.

Por que ocorrem os tremores?

Os tremores ocorrem porque a região está próxima da Cordilheira dos Andes, uma das zonas com maior atividade sísmica do planeta. Nos últimos 45 anos, houve cerca de 96 abalos sísmicos em um raio de 250 quilômetros de Tarauacá, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, nenhum com consequências graves.

Até agora, nem o governo do Acre, nem a prefeitura de Tarauacá se manifestaram. Antes das ocorrências no município acriano, o maior abalo sísmico da história do Brasil tinha sido registrado na região da Serra do Tombador, em Mato Grosso, em 31 de janeiro de 1955, com 6,2 graus na Escala Richter.

 

Nos Aflitos:    Náutico e  Maguary ficam no empate sem gol 

22/01/24
Ana Beatriz Vasconcelos
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Clube alvirrubro perdeu chance de conquistar sua terceira vitória seguida na disputa estadual
Apesar de superioridade em campo, Timbu não conseguiu sair do 0 a 0 contra o Maguary, neste domingo (21); jogo aconteceu no Recife
Desperdiçando uma sequência de chances, o Náutico empatou sem gols com o Maguary neste domingo (21), no Estádio dos Aflitos, na Zona Norte do Recife. A partida aconteceu pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano. Com esse resultado, o clube alvirrubro também “abriu mão” da sua terceira vitória seguida no na disputa, tendo vencido o Afogados por 1 a 0 na rodada passada e, antes, o Flamengo de Arcoverde pelo placar de 2 a 0.
Agora, o próximo compromisso do Alvirrubro será diante do Central, às 16h30 da próxima quarta-feira (24), em Caruaru; já o Maguary, receberá o Sport, um dia depois, às 20h.

Com superioridade em campo nos primeiros minutos do jogo, a primeira chance de abrir o placar foi por uma cobrança perigosa de falta no lado direito, com Patrick Allan. Mas a oportunidade foi afastada pela zaga adversária, que logo mandou para escanteio.

Pouco depois, o jovem Fernandinho, de 20 anos, foi quem tentou fazer o dele. Apesar dos companheiros melhores posicionados, ele chutou ousado de fora da área, e acabou mandando para longe do goleiro Juliano.

Do lado adversário, a primeira investida aconteceu somente pouco antes dos 20 minutos de jogo, em descida pela esquerda, mas só assustou. Em rápida “resposta”, o atacante Ray Vanegas assumiu a bola e mandou para Fernandinho, que transferiu a responsabilidade para Evandro, mas não teve efeito.

Em mais uma tentativa de fazer valer a superioridade e a posse de bola dentro de casa, o alvirrubro  seguiu buscando marcar vantagem no placar. Agora, com passe de Vanegas para Igor Pereira. Novamente, em vão.

Também correndo contra o tempo, o Maguary ressurge com um breve protagonismo no jogo pela segunda vez. De cabeça, Sandoval manda a bola em direção ao goleiro Vagner, mas não dá sorte.

Nem mesmo os três minutos de acréscimos concedidos pela árbitra Deborah Cecília modificaram o placar, que foi sem gols ao intervalo

Retorno dos vestiários
Para o segundo tempo do jogo nos Aflitos, a missão prioritária do treinador Allan Aal era converter a posse de bola em resultados. Foi o que tentou ao substituir Ray Vanegas por Leandro Barcia, e Fernandinho por Júlio César.

E ele estava na direção certa. Nos dez primeiros minutos da etapa complementar, Barcia, por detalhes, não marcou em duas ocasições.

Marcos Júnior se inspira e também aparece mais no campo. Aos sete minutos, finaliza bem próximo ao goleiro Juliano.

Cinco minutos depois, o Maguary “aparece” pela primeira vez após o intervalo. Foi a vez de Ruan chutar e assustar Vagner.

Ainda insatisfeito com o placar zerado e buscando mais ritmo, Aal novamente mexe no elenco. Kauan entra na vaga de Marcos Júnior, enquanto Maranhão substitui Evandro. Para “corresponder” à confiança, já perto da marca dos 30 minutos, Kauan se esforça para receber o cruzamento do companheiro Júlio César, mas não atinge o objetivo.

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À essa altura, a torcida do Náutico, que preenche 9.431 dos lugares nas arquibancadas do estádio, já se divide entre aplausos e vaias ao campo.

O cronômetro corre e pouco muda, com as chances construídas sendo desperdiçadas por ambos os times.

Sem conseguir acertar a finalização, o Timbu investe em “cercar” o adversário, minimizando seu espaço de jogo. E consegue, para alívio de Aal, que assiste o último lance de perigo do Maguary acontecer aos 38 minutos, com Wandrew, que chuta de longe e perde a mira.

Tendo equilibrado o setor defensivo, o Alvirrubro volta às suas atenções para “livrar” o placar zerado. Aos 44, Barcia cobra o escanteio e, de cabeça, manda “de raspão” na barra de Juliano.

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Já dentro dos cinco minutos de acréscimos, Júlio César cruza a bola com força e Maranhão tenta, por cabeceio, balançar as redes. Mas não consegue e o apito final sela o fim do jogo, e também da chance do Alvirrubro em comemorar a sua terceira vitória seguida neste início de temporada.

Ficha técnica

Náutico
Vagner; Danilo Belão, Guilherme Matos, Rafael Vaz e Luiz Paulo; Marcos Júnior (Kauan), Igor Pereira (Marcos Antônio) e Patrick Allan; Fernandinho (Júlio César), Ray Vanegas (Leandro Barcia) e Evandro (Kauan Maranhão) | Técnico: Allan Aal

Maguary
Juliano; Marcelo Ajul (Adson), Mateus Henrique, Sandoval e Rychelmy; Ratinho, J. Luís e Esquerdinha (Wandrew); Felipe Sales, Ruan (Sandro Manoel) e Ejaita Ifoni (Héricles) | Técnico: Sued Lima

Local: Estádio dos Aflitos, no Recife (PE)
Arbitragem: Deborah Cecília Cruz Correia (FIFA)
Assistentes: Victor Matheus de Lavor Paes Barreto e Humberto Martins Dias Silva
Quarto árbitro: César Pereira Leite
Cartões amarelos: Ray Vanegas (Náutico, aos 32 minutos do 1ºT), Mateus Henrique (Maguary, aos 36 minutos do 2ºT), Luiz Paulo (Náutico, aos 23 minutos do 2ºT)
Renda: R$ 157.902,50
Público: 9.431 torcedores

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