Aneel admite que a conta de luz deve subir, em média, 5,6% neste ano de 2024

24/01/24
Estadão Conteúdo
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No ano passado, as contas de luz subiram, em média, 5,9% – abaixo da previsão inicial

A conta de luz deve subir, em média, 5,6% em 2024, segundo estimativas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A projeção está acima do IPCA (principal índice brasileiro de inflação) projetado pelo mercado para o período, de 3,86%, de acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central.

FATORES PARA AUMENTO

Segundo o diretor-geral da agência reguladora, três fatores influenciam para a projeção de aumento na conta de luz. A primeira delas é a expansão da rede de transmissão, já que os consumidores remuneram as transmissoras de energia via tarifas.

“Essa expansão é necessária para integrar as fontes renováveis, é necessária também para trazer confiabilidade para o atendimento, mais segurança para o atendimento do SIN Sistema Interligado Nacional e ligar áreas que ainda estão isoladas”, explicou Feitosa.

O segundo fator que implica a alta neste ano é o aumento de subsídios embutidos na conta de luz via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que é rateada entre todos os consumidores. Segundo proposta da Aneel submetida a consulta pública, o orçamento da CDE deste ano deve alcançar R$ 37 bilhões, o que representa um aumento de 6,2% em relação a 2023.

Também pesará para o aumento das contas neste ano o fim da devolução de créditos tributários oriundos da exclusão do ICMS da base de cálculo de PIS/Cofins. Conforme previsto em lei, os recursos cobrados indevidamente estão sendo devolvidos aos consumidores no momento dos reajustes e revisões tarifárias.

“Não teremos os recursos do PIS/Cofins, que foi utilizado muito no ano passado e em 2022 também. Então, esse recurso, em torno de R$ 50 a R$ 60 bilhões, já foi utilizado e temos pouco a ser utilizado ao longo deste ano.”

BANDEIRA TARIFÁRIA

No ano passado, as contas de luz subiram, em média, 5,9% – abaixo da previsão inicial feita pela agência reguladora, que era de alta de 6,8% em média.

Feitosa disse ainda que ao longo de 2023 não houve o acionamento das bandeiras tarifárias – taxa adicional que é cobrada dos consumidores quando há um cenário desfavorável para geração de energia elétrica no Brasil. “Para 2024 ainda não temos como prever, pois precisamos aguardar o fim do período úmido, que vai até abril.”

Imposto de Renda: Elevação da faixa de isenção para R$ 2.824 livrará 2 milhões do tributo.

24/01/24

Agência O Globo

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Lula confirma que vai garantir isenção do IR para até dois salários mínimos, adiantada por Haddad. Novo piso será de R$ 1.412 a partir de fevereiro, forçando correção da tabela
Receita Federal
presidente Lula confirmou ontem que o governo fará um reajuste na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para manter a isenção do tributo em rendimentos de até dois salários mínimos (o equivalente a R$ 2.824) mensais.A medida havia sido antecipada na véspera pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, como uma possibilidade que seria levada ao presidente.Isso significa que, se o trabalhador ganha até esse valor por mês, não pagará IR. Se o vencimento mensal for superior a R$ 2.824, o imposto incide sobre o que exceder esse valor.

Em maio do ano passado, o governo havia aumentado a faixa de isenção do IR de R$ 1.903,98 para R$ 2.112. E estabeleceu um desconto de R$ 528 por mês no valor tributável de todos os salários, de forma a subir a isenção para R$ 2.640, equivalente a dois salários mínimos pelo valor de 2023.

Durante todo o ano de 2023, a soma do desconto com a faixa isenta de RS 2.112 garantiu a não tributação de quem ganhava até dois salários mínimos. Sem correção, quem ganha pouco menos de dois salários mínimos (no valor estabelecido para 2024) seria tributado.

O novo piso será de R$ 1.412 a partir de fevereiro. A tabela do IR não tem ajuste automático e, portanto, não acompanhou esse aumento.

Impacto fiscal de R$ 344 milhões
A Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) calcula que o ajuste vai evitar que mais 2 milhões de pessoas paguem IR neste ano. O custo para a União será de R$ 344,8 milhões, de acordo com a entidade.

As contas da Unafisco partem do pressuposto que, caso a faixa de isenção não seja atualizada, o contribuinte que recebe dois salários mínimos — um contingente de 2 milhões de trabalhadores — teria de pagar R$ 13,80 por mês (R$ 165,60 por ano) de Imposto de Renda.

O valor corresponde à tributação de 7,5% (segunda faixa da tabela de IR, veja ao lado) sobre R$ 184, que é a diferença entre R$ 2.640 (faixa isenta no ano passado) e R$ 2.824 (soma de dois salários mínimos em 2024).

Para evitar que esses 2 millhões de trabalhadores passem a pagar IR, o governo precisará elevar a faixa de isenção, o que deve ser feito por medida provisória (MP) ainda neste mês. Como o imposto é retido na fonte de pagamento, o trabalhador sente a diferença de forma automática.

Veja abaixo a tabela do IR que está em vigor atualmente:

Promessa de campanha era isentar até R$ 5 mil
Lula também reforçou ontem a promessa de campanha de isentar de Imposto de Renda salários até R$ 5 mil. Mas ainda não há data estimada para estender a alíquota zero até esse valor.

— Tenho compromisso de chegar até o final do meu mandato isentando pessoas que ganham até R$ 5 mil do IR — declarou.

Haddad busca compensação fiscal
Perguntado sobre o tema, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a revisão da isenção de Imposto de Renda para acomodar o novo salário mínimo será definida até o fim deste mês. No momento, a Fazenda estuda compensações para ampliar o benefício.

Ainda não foi divulgado pelo governo se o desconto automático de R$ 528 sobre o salário será mantido. A Fazenda não pretende, porém, alterar as demais faixas do Imposto de Renda. Permanece, por exemplo, a alíquota de 27,5% para rendimentos acima de R$ 4.664,68 ao mês.

Segundo o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), hoje a defasagem da tabela do Imposto de Renda, acumulada desde 1996, está em 149,56%.

O que preocupa analistas é estender a isenção até R$ 5 mil sem indicação de novas fontes de receita. A professora Bianca Xavier, da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembra que o governo adotou uma série de medidas para aumentar a arrecadação, na tentativa de cumprir as metas do novo marco fiscal:

— Não sei se o governo deve cumprir a promessa de ampliar a isenção para R$ 5 mil até o fim do mandato.

O ideal, complementa ela, seria que o governo aumentasse as receitas e mantivesse o mesmo nível de despesas ou reduzisse:

— Ampliar a isenção não me parece um problema, mas me parece uma sinalização ruim não ter um direcionamento de corte de gastos.

Falta ‘escadinha melhor distribuída’
Para o advogado Roberto Duque Estrada, sócio do Brigagão, Duque Estrada Advogados, o governo deveria adotar medidas para redistribuir os impostos sobre a renda de forma mais justa, o que não considera um grande desafio para a Fazenda:

— É um absurdo não ter progressividade. É preciso ter uma escadinha melhor distribuída de tributação da renda entre as faixas. Basta fazer uma nova tabela.

Mozar Carvalho, advogado tributário e sócio no Machado de Carvalho Advocacia, acrescenta que o aumento na faixa de isenção poderia marcar o início de uma segunda etapa na Reforma Tributária.

No entanto, o governo deveria propor mudanças mais estruturais, como ajustes nas demais faixas de renda para assegurar equidade, revisão das alíquotas e possíveis mudanças nas deduções permitidas, para melhorar a progressividade do sistema.

Segunda correção após hiato de 8 anos
Antes de 2023, a última correção da tabela havia ocorrido em abril de 2015, no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Com as mudanças do ano passado, cerca de 13,7 milhões de brasileiros deixariam de pagar o imposto, segundo a estimativa da Receita Federal na época.

A redução de receitas foi estimada pela Fazenda, naquele momento, em R$ 3,2 bilhões para 2023, R$ 5,88 bilhões para 2024, e R$ 6,27 bilhões em 2025.

Embora a medida anunciada por Lula acenda um alerta amarelo em relação ao cumprimento das metas fiscais, ela foi recebida como “dentro do esperado” pelo mercado. O Ibovespa encerrou com alta de 1,31%, a 128.262 pontos, e o dólar caiu 0,66%, a R$ 4,9551.

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Oportunidades: Prefeitura do Recife abre chamamento público para a construção de 912 moradias

24/01/24

Imprensa PCR
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Edital contempla quatro habitacionais para famílias em situação de vulnerabilidade social, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida FAR
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A Prefeitura do Recife publicou, no Diário Oficial desta terça-feira (23), o chamamento público para a seleção de empresas do ramo da construção civil para a construção dos habitacionais Aeronáutica I, Aeronáutica II, Caiara II e Caranguejo Tabaiares. Os quatro residenciais fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida FAR e somam um total de 912 moradias dignas destinadas a famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social nos territórios dos empreendimentos.

“No final do ano, entregamos 600 unidades habitacionais no Encanta Moça 1 e 2 e 220 unidades no Conjunto Sérgio Loreto. Agora, a gente dá um novo passo, com 912 unidades habitacionais no lançamento dos editais de quatro empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. São quatro áreas diferentes da cidade onde a Prefeitura tinha o terreno, ou fez a compra do terreno. O passo seguinte é declarar as empresas vencedoras e elas já começam de imediato a construção desses empreendimentos. Serão 912 famílias que terão o sonho da casa própria realizado com muito trabalho e parceria da Prefeitura do Recife com o Governo Federal”, ressaltou o prefeito João Campos.

As construtoras interessadas poderão consultar e retirar o Edital no endereço eletrônico http://www.recife.pe.gov.br/portalcompras/ ou na sala da Comissão Permanente de Licitação de Obras e Serviços de Engenharia – CPLOSE, no 2º andar da Sede da Prefeitura. Os envelopes com as propostas serão abertos no dia 20 de fevereiro, às 10h30, no 11º andar da Sede da Prefeitura, Sala 23.

O secretário de Habitação, Ermes Costa, comemorou o anúncio do chamamento. “A satisfação de todos nós, aqui da Secretaria, é enorme. Estamos avançando na luta por moradia digna a quem tanto precisa no Recife. O prefeito João Campos nos deu essa missão e estamos conseguindo cumprí-la”, destacou.

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Habitação, aprovou um total de 1.432 unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida FAR, onde serão edificados seis novos habitacionais: Vila Aeronáutica I e II, em Boa Viagem; Caiara, I e II, no Cordeiro; Caranguejo Tabaiares, em Afogados; e Antero Mota, no Cordeiro. Além disso, já foram iniciadas as obras de novas unidades no Pilar e no Monteiro.

Além do chamamento público para o início das obras destes imóveis, a gestão do prefeito João Campos fará a entrega de 448 unidades habitacionais dos conjuntos Vila Brasil I e  II no primeiro semestre deste ano. No fim de 2023, os conjuntos Encanta Moça I e II, com 600 unidades, e Sérgio Loreto, com 224, foram inaugurados.

A Prefeitura do Recife também está estruturando a primeira Parceria Público-Privada (PPP) do Brasil voltada à Locação Social, o programa Morar no Centro, que vai ofertar cerca de 1.128 unidades habitacionais na área central da cidade, localizadas nos bairros de Santo Antônio, São José, Boa Vista e Cabanga. A iniciativa será voltada para famílias cuja renda seja a partir de um salário mínimo (R$ 1.320,00) até o teto de três e meio salários mínimos e busca ampliar as políticas públicas de habitação, além da promoção e ocupação do centro da cidade através da moradia.

Já o Programa Moradia Primeiro vai atender pessoas em situação de rua com alto grau de vulnerabilidade. O programa vai oferecer unidades habitacionais locadas, acompanhadas de suporte para promover a independência e autocuidado dos beneficiários. O objetivo principal é contribuir para o restabelecimento de vínculos familiares e comunitários, buscando a superação permanente da situação de rua e a redução do número de pessoas nessa condição no Recife. Para ser elegível, a pessoa em situação de rua deve atender a requisitos básicos, incluindo cadastro na Secretaria de Desenvolvimento Social e inscrição no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Programa Municipal de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PMSHIS) vai destinar recursos para construção e aquisição de novas unidades habitacionais para famílias de baixa renda do Recife. Entre os vários benefícios deste programa, famílias com renda de até R$ 2.640,00 poderão receber até R$ 40 mil para dar de entrada na aquisição de novas moradias. Por meio do PMSHIS, a Prefeitura também apoiará financeiramente a construção de unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida. O PMSHIS vai priorizar famílias em situação de vulnerabilidade social, desabrigados por situações de emergência ou calamidade pública, residentes em áreas de risco sem moradia própria, ou em moradia inadequada.

Fotos: Rodolfo Loepert

Polícia Civil de Pernambuco fará paralisação de advertência hoje (24)

24/01/24

Ana Beatriz Venceslau

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Nova passeata foi marcada para o próximo dia 6 de fevereiro, quando se decidirá por trabalho no Carnaval
Trabalho da Polícia Civil de Pernambuco durante Carnaval ainda é marcado por incertezas
Sem chegar a um acordo na noite desta terça-feira (23) com o Governo de Pernambuco, em reunião no Palácio do Campo das Princesas, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) decidiu iniciar uma paralisação de advertência a partir das 7h desta quarta-feira (24), com duração de 24h. Passado o período, terá início a operação-padrão, com validade até o próximo dia 6 de fevereiro, quando uma passeata está sendo arquitetada pela categoria.

Nessa passeata, será decidida pela manutenção do trabalho da Polícia Civil durante o Carnaval ou não. Hoje a corporação conta com 5.300 agentes.

Entre as principais queixas dos policiais, estão: melhorias nos salários e nas estruturas de trabalho nas delegacias, além da abertura de uma mesa de negociação com o governo.

Enquanto cerca de 300 policiais civis esperavam do lado de fora do Palácio do Campo das Princesas, a reunião acontecia com cinco representantes: o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros; o presidente da Associação dos Delegados e Delegadas de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Diogo Melo Victor; a presidente da Associação de Polícia Científica do Estado de Pernambuco (Apoc-PE), Camila Reis; além de representantes da União dos Escrivães de Polícia de Pernambuco (Uneppe) e da Associação dos Peritos Papiloscopistas Policiais Civis do Estado de Pernambuco (Asppape).

A comitiva foi recebida pelos secretários Rubens Rodrigues da Silva Júnior e Igor Fontes Cadena.

Presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros conversou com a reportagem da Folha de Pernambuco após a reunião, e deu detalhes de como será o serviço da corporação ao longo da data em que haverá paralisação por advertência.

“Vamos atender os casos urgentíssimos. Somos sensíveis e seres humanos. No IML, por exemplo, vamos ver os corpos mais urgentes para serem liberados, os que estiveram esperando por mais tempo. Os médicos legistas também vão fazer parte da operação-padrão. A Polícia Civil de todo o Pernambuco está nessa paralisação de advertência. A gente não quer estragar o Carnaval, estamos procurando negociação”, diz o presidente.

A reportagem procurou a Secretaria de Defesa Social, que ainda irá se pronunciar sobre o assunto.

 

Partidos de Bolsonaro e de Lula terão as maiores parcelas do fundo eleitoral bilionário de 2024

24/01/24

Thiago Resende – Folhapress

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Presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (22) o valor de R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas da eleição municipal deste ano

 

Fundão de R$ 5 bi reacende debate sobre financiamento para campanhasl

Fundão é repartido de acordo com regras previstas na legislação eleitoral / Marcello Casal JrAgência Brasil

O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira (22) o valor de R$ 4,9 bilhões para financiar as campanhas da eleição municipal deste ano. A cifra havia sido aprovada pelo Congresso Nacional e representa um recorde para os pleitos nas cidades.

O fundão é repartido de acordo com regras previstas na legislação eleitoral. Entre os critérios estão os tamanhos das bancadas na Câmara e no Senado.

Bolsonaro foi derrotado na corrida presidencial de 2022, mas o PL conseguiu eleger a maior bancada de deputados. O PT ficou em segundo lugar.

O PL deverá receber R$ 863 milhões para bancar as atividades dos candidatos do partido neste ano. A previsão para o PT é de R$ 604 milhões.

Em seguida estão União Brasil (R$ 517 milhões), PSD (R$ 427 milhões), MDB (R$ 410 milhões) e PP (R$ 406 milhões).

O cálculo foi feito por Henrique Cardoso Oliveira e Jaime Matos, cientistas políticos da Fundação 1º de Maio, ligada ao partido Solidariedade.

Republicanos (R$ 332 milhões), Podemos (R$ 249 milhões), PDT (R$ 171 milhões) e PSDB (R$ 156 milhões) completam a lista dos dez partidos que mais receberão recursos.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deverá divulgar uma tabela oficial com a divisão da verba até o fim de junho. No entanto, os valores poderão sofrer ajustes.

Os cálculos da Fundação 1º de Maio consideram o partido Novo, que costuma abrir mão do fundo eleitoral em suas campanhas.

O fundão turbinado significa uma expansão do poder dos dirigentes partidários na eleição, já que o patamar é praticamente o dobro do distribuído aos partidos em 2020, última disputa para os cargos de prefeito e vereador.

Até 2015, as grandes empresas, como bancos e empreiteiras, eram as principais responsáveis pelo financiamento dos candidatos. Naquele ano, o STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu a doação empresarial sob o argumento de que o poder econômico desequilibrava o jogo democrático.

A partir das eleições de 2018, foi então criado o fundo eleitoral, que usa dinheiro público para bancar as atividades de campanha dos candidatos.

O fundão da última eleição municipal, em 2020, ficou estabelecido em R$ 2 bilhões (quantia que, com correção da inflação, seria agora de aproximadamente R$ 2,5 bilhões).

Dirigentes partidários argumentaram que não seria possível fazer uma campanha eleitoral com menos dinheiro do que em 2022, cujo fundo foi de R$ 4,9 bilhões. Só que aquele foi um ano de eleições gerais, com disputa para presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.

Leia mais em: https://www.gazetasp.com.br/brasil/pl-e-pt-terao-as-maiores-parcelas-do-fundo-eleitoral-bilionario-de/1133712/