AUXÍLIO EMERGENCIAL: Paulo Câmara sanciona lei que institui auxílio financeiro para artistas e grupos carnavalescos

27/02/21

Folhape/blogfolhadosertao.com.br

Para ter direito ao auxílio, os interessados deverão comprovar domicílio no Estado e ter participado, pelo menos uma única vez, da programação do Carnaval de Pernambuco dos últimos três anos (2018, 2019 e 2020)
Paulo Câmara sanciona lei que institui auxílio emergencial para artistas e grupos carnavalescos do Estado

Artistas que foram impedidos de promover suas funções por conta da pandemia da Covid-19 durante o Carnaval de 2021 em Pernambuco poderão receber o Auxílio Emergencial Ciclo Carnavalesco do Estado. O governador Paulo Câmara sancionou lei que institui o auxílio nesta sexta-feira (26).

Criado com recursos do Tesouro Estadual, o auxílio destina aos trabalhadores da cultura R$ 3 milhões, distribuídos entre um mínimo de R$ 3 mil e um máximo de R$ 15 mil, pagos em parcela única. O edital para incrições estará disponível a partir da próxima semana.

“Essa contribuição foi concebida para ajudar as pessoas responsáveis pela tradição cultural do nosso Carnaval e que não puderam trabalhar este ano. Quero aproveitar para, mais uma vez, agradecer o empenho dos deputados e deputadas, por terem discutido e votado em regime de urgência o projeto, cientes na sua imensa importância”, afirmou Paulo Câmara.

O secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, informou que, na próxima semana, o edital para inscrição de candidatos ao auxílio emergencial já estará disponível.

“Provavelmente, na próxima sexta-feira (5), teremos o regramento estabelecido, a partir do lançamento de um edital, para que esses grupos culturais possam se cadastrar e efetivamente participar da distribuição desses recursos”, ressaltou.

Para ter direito ao auxílio, os interessados deverão comprovar domicílio no Estado e ter participado, pelo menos uma única vez, da programação do Carnaval de Pernambuco dos últimos três anos (2018, 2019 e 2020).

Além disso, a solicitação também deverá se enquadrar nas categorias Cultura Popular, Dança ou Música. O solicitante, seja grupo ou artista solo, deve desenvolver seu trabalho artístico incorporando elementos das tradições carnavalescas.

As solicitações serão analisadas por uma comissão de avaliação formada por representantes da sociedade civil – por meio do Conselho Estadual de Política Cultura – e por integrantes das secretarias estaduais de Cultura e de Turismo, da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).

A lei vai contemplar pelo menos 450 artistas e grupos ligados estritamente ao ciclo carnavalesco, entre pessoas físicas (cantores e cantoras), orquestras, blocos, troças, maracatus, tribos, caboclinhos, clubes de máscaras, cirandas, afoxés, ursos, escolas de samba, blocos líricos, clube de alegorias, clube de bonecos e outras manifestações ligadas à tradição do Carnaval.

 

 

Ameaça de Bolsonaro: Lockdown é ‘politicalha’ e quem adotar terá que bancar auxílio

27/02/21

 (Foto: Evaristo Sá/AFP )
Foto: Evaristo Sá/AFP
O presidente Jair Bolsonaro reclamou nesta sexta-feira (26) dos estados que aderiram ao lockdown. Ele repetiu críticas, caracterizando a medida contra a Covid-19 como “politicalha”. O mandatário disse ainda que o estado que aderir ao fechamento da economia após os novos quatro meses de auxílio emergencial, deverá “bancar” a ajuda. O chefe do Executivo voltou a dizer que o povo quer trabalhar e não aguenta mais ficar em casa. Vários estados estão adotando o lockdown, incluindo o DF por conta do aumento de casos do contágio pelo novo coronavírus e da lotação nas UTIs.
“A pandemia nos atrapalhou bastante, mas nós venceremos esse mal. Pode ter certeza. Agora, o que o povo mais pede e eu tenho visto, em especial no Ceará, é trabalhar. Essa politicalha do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, não deu certo e não vai dar certo, Não podemos dissociar a questão do vírus do desemprego. São dois problemas que devemos tratar de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. E o povo assim o quer. O auxílio emergencial vem por mais alguns meses e, daqui para frente, o governador que fechar seu estado, o governador que destrói emprego, ele é quem deve bancar o auxilio emergencial”, afirmou, sendo ovacionado por apoiadores.
Bolsonaro disse ainda que os governadores “não podem continuar fazendo política e jogando no colo do presidente da República essas responsabilidades”.
O presidente relatou satisfação em voltar ao Ceará, onde iniciou a corrida presidencial. Ele bradou também que “não se entregará aos inimigos”.
“É sempre uma satisfação voltar aqui para o nosso Ceará. A campanha de 18 de eleição começou aqui no Ceará. Nós sabíamos que não seria fácil, mas os inimigos podem ter certeza de uma coisa: nós não nos entregaremos. Estamos aqui hoje apresentando uma parte do serviço feito pelo ministro Tarcísio, da Infraestrutura. Como podem notar, um serviço de qualidade. Coisa que nunca teve aqui no Ceará”, disparou.
Por fim, Bolsonaro disse que, em governos anteriores, havia desvio de dinheiro público em obras, mas que em seu mandato, isso “acabou”.
“Aqui, de governos anteriores, tínhamos sim, desvio de dinheiro publico e obras mal feitas. Essa época acabou. Agradeço a todos vocês pelo apoio, pela consideração e pela confiança que depositam em nós, acreditando que nós podemos mudar o destino do Brasil. Estamos certos disso”, concluiu.
Auxílio emergencial
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em live ontem (25), que o auxílio emergencial deverá voltar a partir de março, com quatro parcelas de R$ 250.
“Eu estive hoje com o Paulo Guedes. A princípio, né, o que deve ser feito. A partir de março por quatro meses, R$ 250 de auxílio emergencial. Está sendo conversado ainda, em especial com os presidente da Câmara e do Senado, porque a gente tem que ter certeza de que o que nós acertamos que vai ser em conjunto, não vai ser só eu ou a equipe econômica, vai ser junto com o Legislativo também, que na ponta da linha aquilo seja honrado por todos nós”, apontou.
O presidente disse ainda que o país está altamente endividado, mas que a extensão das parcelas servirá para ver se a economia “pega de vez”. Ao final do período, Bolsonaro anunciou ainda que aguarda ter uma nova proposta para o Bolsa Família.