LEVANTAMENTO : Taxa de desocupação no Brasil sobe para 14,3%, segundo o IBGE

29/12/20

Por: Correio Braziliense/blogfolhadosertao.com.br

 (Foto: Agência Brasil)
Foto: Agência Brasil

 

A taxa de desocupação chegou a 14,3% no trimestre de agosto a outubro de 2020, com um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre de maio a julho (13,8%) e 2,7 ponto percentual frente ao mesmo trimestre de 2019 (11,6%). De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística ( IBGE). Com isso, o número de pessoas desempregadas chegou a 14,1 milhões no trimestre encerrado em outubro. É um aumento de 7,1% em relação ao trimestre terminado em julho, o que representa 931 mil pessoas a mais à procura de emprego no país. Menos da metade das pessoas em idade de trabalhar estava empregada no trimestre de agosto a outubro.
Segundo o IBGE, aumentou o número de pessoas à procura de emprego (2.8%), e esse movimento de busca fez com que a população ocupada subisse para 84,3 milhões de pessoas. “Esse cenário pode estar relacionado a uma recomposição, ao retorno das pessoas que estavam em afastamento. Nesse trimestre, percebemos uma redução da população fora da força de trabalho e isso pode ter refletido no aumento de pessoas sendo absorvidas pelo mercado de trabalho e também no crescimento da procura por trabalho”, explica a analista da pesquisa Adriana Beringuy.
Apesar do aumento no número de pessoas ocupadas frente ao trimestre anterior, ainda há queda na ocupação e aumento na população fora da força de trabalho, em comparação com o mesmo período de 2019. “Se compararmos com o mesmo trimestre do ano anterior, temos uma população ocupada que é menor em quase 10 milhões de pessoas e um aumento de 12 milhões na população fora da força. Então esse pode ser um início de uma recomposição, mas as perdas acumuladas na ocupação durante o ano ainda são muito significativas”, afirma Beringuy.
O maior responsável por esses resultados foi o aumento do trabalho informal, sem carteira assinada (no setor privado e trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores e por conta própria) ou sem remuneração (auxiliam em trabalhos para a família). A taxa de informalidade chegou a 38,8% da população ocupada, o que representa 32,7 milhões de trabalhadores informais no país. No trimestre anterior, essa taxa foi de 37,4%. Já o nível da ocupação ficou em 48%, ou seja, apesar do aumento de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre anterior (47,1%), menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada.
O número de empregados sem carteira assinada no setor privado aumentou 9% em relação ao trimestre anterior e chegou a 9,5 milhões. Já o contingente dos trabalhadores por conta própria sem CNPJ cresceu em 918 mil no trimestre encerrado em outubro. “Esses dois contingentes são importantes no trabalho informal. Dessa expansão da população ocupada de 2,3 milhões no total, 89% são de trabalhadores informais. Isso mostra que essa retomada da ocupação está sendo puxada pelo trabalhador informal, principalmente o trabalhador sem carteira do setor privado e o conta própria sem CNPJ”, diz a especialista do IBGE.
A pesquisa do IBGE também aponta estabilidade do rendimento médio real habitual (R$ 2.529 no trimestre terminado em outubro frente ao trimestre anterior (R$ 2.568), e alta de 5,8% no confronto com o mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.391). A massa de rendimento real habitual (R$ 207,9 bilhões) também ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 5,3% (menos R$ 11,7 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.
Setores
O crescimento do emprego ocorreu em quatro dos dez grupos de atividades pesquisados pelo IBGE: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%), Indústria (3%), Construção (10,7%) e Comércio e reparação de veículos automotores (4,4%). Nos demais, o cenário foi de estabilidade. Já em relação ao mesmo trimestre de 2019, a ocupação recuou em oito das 10 atividades: Indústria (-10,6%), Construção (-13,7%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,2%), Transporte, armazenagem e correio (-13,4%), Alojamento e alimentação (-28,5%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-4,0%), Outros serviços (-20,4%) e Serviços domésticos (-25,4%). Houve estabilidade na ocupação da agricultura e da administração pública nessa comparação.
A força de trabalho potencial, que inclui pessoas que não estavam nem ocupadas nem desocupadas, mas com potencial para se transformarem em força de trabalho, caiu 14% (ou 2 milhões de pessoas). Já em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 54,9% (4,3 milhões de pessoas). Os desalentados, que são um subgrupo de pessoas da força de trabalho potencial, foram estimados em 5,8 milhões, estável em relação ao último trimestre. No entanto, ao ser comparado com o mesmo trimestre do ano anterior, o aumento é de 25%.

RACISMO: Brasil acordou para crimes raciais em 2020

29/12/20

Por Folhape/blogfolhadosertao.com.br

O movimento negro agora briga para que a matança de negros seja classificada como genocídio

Manifestantes protestam contra o racismo em loja do Carrefour no Rio de Janeiro

Quanto mais forte é a opressão, maior é a reação. Essa teoria talvez explique as respostas aos atos de racismo em 2020 no Brasil.

Mas, no ano em que parece que o país acordou para a desigualdade racial, em protestos, nas urnas, na imprensa e nas redes sociais, os negros seguiram, mesmo em meio a pandemia, como os maiores alvos dos assassinatos, da letalidade policial, do encarceramento, do desemprego, da pobreza e do coronavírus.

Dessa vez, no entanto, as imagens de brutalidade parecem ter causado maior impacto, como o espancamento de Beto Freitas no Carrefour em Porto Alegre na véspera do Dia da Consciência Negra.

A cidade elegia pela primeira vez na história cinco vereadores negros. A ideia era comemorar o feito no 20 de novembro. Mas acabou por ser uma data de dor e protesto.

Um mês depois da morte, no entanto, um ato esvaziado lembrava o crime. Tinha umas 50 pessoas, entre familiares, amigos próximos, vizinhos e ativistas. O supermercado seguia aberto, cheio de clientes –alguns chegaram a xingar o grupo, com gritos de “vão trabalhar, vagabundos”.

“Quando acontece, todo mundo se manifesta. Depois, voltam ao mesmo estabelecimento. A gente dizia: ‘Você sabe que está indo comprar sua ceia de Natal onde há 30 dias uma pessoa foi espancada até a morte, né?'”, diz a ativista gaúcha Winnie Bueno.

Se o assassinato de George Floyd, nos EUA, fez muitos despertarem para o debate racial em 2020, o movimento negro nunca dormiu, diz.

“Desde os meus 16 anos acompanho os esforços para denunciar violência e desigualdade. Isso nunca esteve silenciado para parte significativa da população negra”, afirma ela, aos 32.

“É inegável que neste ano houve lampejos de empatia, com famosos se colocando no debate antirracista. Mas foram ações pontuais e episódicas, não estruturais.”

E o racismo é mais do que uma ofensa ou um crime, afirma Amanda Pimentel, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “É a distribuição desigual de bens materiais, da educação, das oportunidades de trabalho entre negros e brancos até classificar determinados comportamentos como indicativos de criminalidade, colocando toda uma raça como suspeita.”

É que preto parado é suspeito, correndo é culpado.

Foi o que aconteceu com Igor Rocha Ramos, 16, em abril. O adolescente ia à padaria quando foi abordado por policiais perto de onde morava, no Jardim São Savério, zona sul da capital paulista. Assustado, ele correu e levou um único tiro, na nuca.

O policial, branco, argumentou que Igor estava armado, mas ele tinha só o celular.

O adolescente era ameaçado pelo agente, desde que cumpriu medida socioeducativa por roubo e foi liberado, conta a mãe, Ana Paula Rocha, 45.

“Ele começou a fazer curso e a trabalhar como aprendiz. Tava ganhando o dinheirinho dele, mudou. Mas quando viu que era aquele policial, se desesperou e saiu correndo”, diz a cobradora de ônibus que criava quatro filhos com o salário de R$ 1.600. O agente não foi preso e segue patrulhando.

Igor sonhava em trabalhar num banco. “Ele achava o máximo aquelas roupas engravatadas, blazer”, lembra a mãe, que vê racismo no episódio.

“Eles [os policiais] só chamavam meu filho de ‘neguinho’ nas abordagens, sempre violentas. Nunca era rapaz, moleque, menino”, diz.

“O perfil das vítimas de violência não muda, continua sendo o jovem, negro e pobre”, afirma Pimentel. Entre as crianças e adolescentes mortos pela polícia no país, 69% são negras.

É a mesma cor de 74% do total de vítimas de crimes letais. Estatística que tende a se agravar com a flexibilização da posse e porte de arma de fogo, segundo a pesquisadora. “A maioria dos homicídios usa esse instrumento”, diz.

O movimento negro agora briga para que a matança de negros seja classificada como genocídio. “Temos que chamar pelo que é. Não dá pra fingir que não há uma morte sistemática da população negra”, diz Pablo Nunes, do Cesec (Centro de Estudos de Segurança e Cidadania).

Já a Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio tem feito campanha pelo afastamento de policiais acusados de assassinatos em São Paulo.

“Os policiais continuam onde cometeram o crime e ameaçam os familiares e amigos da vítima. Só são afastados se tiver denúncia e for condenado. Mas como vai ter denúncia se não pode falar? As pessoa vivem sob o medo”, diz a psicóloga Marisa Feffermann, que acompanha casos de letalidade policial pela Rede.

Também são pretos e pardos os policiais que mais morrem. “O Brasil é um dos países onde mais se mata policiais, e 65% dos praças [soldados, cabos, sargentos e subtenentes] são negros. A questão racial afeta internamente”, afirma.

No Congresso, estão em jogo projetos de lei que podem aprofundar esse fosso, como a redução da maioridade penal e o excludente de ilicitude.

Na política de drogas, mudanças legislativas têm “precarizado a vida dos usuários, na maioria negros”, diz Dudu Ribeiro, da Iniciativa Negra Por uma Nova Política de Drogas.

O governo federal tem incentivado a abstinência, e neste ano inflou em 95% o repasse de verbas para comunidades terapêuticas, controladas por entidades católicas e evangélicas em detrimento de uma política de redução de danos e do sistema público de saúde.

A pandemia também evidenciou o abismo racial. Em São Paulo, por exemplo, a mortalidade do coronavírus é 60% maior entre negros.

Embora o mito da democracia racial tenha começado a ser derrubado, todos os ouvidos pela reportagem consideram que os avanços são tímidos.

“É fundamental que a onda se materialize em estratégias mais perenes, como a aplicação de leis”, diz Nunes.

Nas eleições municipais, mais negros e negras foram eleitos, mas eles ainda correspondem a um número pequeno de vereadores e prefeitos

Houve reação também em campo. No futebol, jogadores que nunca apontaram situações de preconceito resolveram se posicionar.

“O racismo sempre existiu, mas velado, em forma de brincadeira, e foi naturalizado. Esse ano, com o protagonismo do movimento negro, jogadores tiveram a compreensão do problema”, afirma Danilo Pássaro, integrante da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians.

Para Pássaro, no entanto, os tribunais desportivos ainda não estão agindo de forma contundente. “Tinha que ter punição firme para servir de exemplo. Os atletas têm medo de prejudicar suas carreiras.””

Pássaro organizou os protestos em São Paulo contra o racismo em junho. “Enquanto houver racismo estrutural não há democracia de fato, social, participativa, financeira, econômica”, diz ele.

Para Winnie, não dá para falar em avanço enquanto o país vê aumentar o número de pessoas sem ter o que comer.

“Queria dizer que a gente avançou no numero de crianças negras que sobreviveram à desnutrição, ampliou o número de negros que saíram da miséria e da pobreza, que temos menos gente em condição de trabalho precário”, diz.

“Mas só vimos aumentar. Quanto mais acirrada for a violência, maior será a luta.”

CHINA: Jornalista chinesa que cobriu a epidemia em Wuhan é condenada a prisão

29/12/20

Por AFP/blogfolhadosertao.com.br

 (Foto: Handout / YOUTUBE / AFP)
Foto: Handout / YOUTUBE / AFP

 

Uma jornalista cidadã que cobriu a epidemia de Covid-19 em Wuhan foi condenada  a quatro anos de prisão, enquanto o governo chinês insiste no sucesso de sua gestão para combater a doença que em um ano se propagou por todo planeta.
Zhang Zhan “parecia muito abatida quando a sentença foi anunciada”, declarou à AFP um de seus advogados, Ren Quanniu, que expressou “muita preocupação” com o estado psicológico da cliente.
Os jornalistas e diplomatas estrangeiros que compareceram ao tribunal de Xangai em que a ex-advogada de 37 anos foi julgada foram impedidos de entrar na sala de audiências.
Alguns simpatizantes de Zhan foram afastados pelas forças de segurança.
Zhang Zhan poderia ser condenada a até cinco anos de prisão.
Natural de Xangai, ela viajou em fevereiro a Wuhan, na época o epicentro da epidemia, e divulgou reportagens nas redes sociais, a maioria delas sobre a caótica situação nos hospitais.
De acordo com o balanço oficial, a metrópole de 11 milhões de habitantes registrou quase 4.000 mortes por Covid-19, ou seja, a maior parte dos 4.634 óbitos contabilizados em toda China entre janeiro e maio.
A resposta inicial da China à epidemia foi muito criticada. Pequim só decretou a quarentena em Wuhan e sua região em 23 de janeiro, apesar da detecção de casos desde o início de dezembro de 2019.
Há praticamente um ano, em 31 de dezembro de 2019, o primeiro caso foi comunicado à Organização Mundial da Saúde (OMS).
Porém, ao mesmo tempo, os médicos que mencionaram o surgimento de um misterioso vírus foram interrogados pela polícia e acusados de “propagar boatos”.
Um deles, o médico Li Wenliang, morreu vítima da Covid-19 no início de fevereiro, o que provocou indignação nas redes sociais.
Êxito “extraordinário”
Zhang foi detida em maio e acusa de “provocar distúrbios”, uma terminologia frequentemente utilizada contra os opositores do regime do presidente Xi Jinping.
O tribunal a acusou de ter divulgado informações falsas pela internet, informou à AFP outro advogado de defesa, Zhang Keke.
Zhang iniciou uma greve de fome em junho para protestar contra sua detenção, mas foi alimentada à força por uma sonda, segundo os advogados.
“Quando a vi na semana passada, ela afirmou: ‘Se receber uma sentença pesada, vou recusar qualquer alimento até o fim’. Ela acredita que vai morrer na prisão”, explicou Zhang Keke.
Nos textos que divulgava na internet, Zhang denunciava o confinamento imposto em Wuhan e mencionou uma “grave violação dos direitos humanos”.
Outros três jornalistas cidadãos, Chen Qiushi, Fang Bin e Li Zehua, também foram detidos após a cobertura dos eventos. A AFP não conseguiu entrar em contato com seus advogados.
O processo de Zhang aconteceu um pouco antes da chegada de uma missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) a China, em janeiro, para investigar as origens da epidemia.
Os dirigentes do Partido Comunista Chinês (PCC) elogiaram, após uma reunião do gabinete político, o que chamaram de êxito “extremamente extraordinário” no combate à pandemia, informou na sexta-feira a agência estatal Xinhua.
O governo chinês frequentemente condena os opositores durante as festas de fim de ano, quando diminui a atenção do resto do mundo.
Nesta segunda-feira também estava prevista a abertura em Shenzhen (sul) do processo de um grupo de ativistas de Hong Kong que foram detidos em agosto, quando tentavam fugir de barco da ex-colônia britânica, rumo a Taiwan.

Podcast do jornalista Ivan Maurício com as informações mais importantes do dia

29/12/20

blogfolhadosertao.com.br

 

Nunca (jamais) desistas do teu sonho porque a esperança   é   importante na nossa caminhada …

 

1 – Recife e Jaboatão proíbem toldos, mesas e comércio na orla da praia na noite do Réveillon. Olinda se pronuncia hoje.

2 – Tribunal Regional do Trabalho – TRT – declara abusiva greve dos rodoviários e determina multa diária de R$ 100 mil em caso de paralisação. Decisão foi por oito votos a favor e sete contra. Prevalecendo o voto do relator, Justiça também determinou fim imediato da greve no Grande Recife, decretada no dia 22 de dezembro. Além de declarar a greve como abusiva, o TRT apontou que os empregadores ficaram “desobrigados de pagar os salários dos trabalhadores que não compareceram ao serviço, a título de suspensão de contrato”.

3 – Saque de R$ 1.045 do FGTS pode ser solicitado até quinta-feira (31). Valor do saque considera a soma dos saldos de todas as contas inativas e ativas no FGTS.

4 – Fernando Bezerra – líder do governo Bolsonaro no Senado – anuncia a liberação de R$ 8,5 milhões para universidades federais de Pernambuco.

Jornalisa Ivan Maurício

Nos últimos cinco dias, mais 25 mulheres entraram em contato com os advogados que representam outras 14 depoentes em ação do Ministério Público contra o empresário Saul Klein – filho do fundador das Casas Bahia. A entrada dessas mulheres levaria a 39 o total de pessoas que afirmam terem sido vítimas de um suposto esquema de aliciamento, prostituição e abusos sexuais.

OS SUPREMOS DA CORTE

Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski permitiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha acesso a mensagens de autoridades hackeadas apreendidas pela Operação Spoofing, como integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. A decisão atende a um pedido de acesso feito pela defesa de Lula. Mensagem hackeada significa mensagem obtida por meio ilegal, portanto é prova nula de Direito.

Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, exonerou do cargo o secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte, Marco Polo Dias Freitas, servidor que teria sido responsável pelo pedido feito à Fundação Oswaldo Cruz de ‘reserva’ de vacinas contra a covid-19 para 7 mil funcionários da Corte. Fux diz que Freitas enviou o documento à Fiocruz sem seu conhecimento. Até a semana passada, o presidente do STF defendia o pedido feito à Fiocruz. Fux se diz chocado com privilégio que defendeu. O mordomo é sempre o culpado.

Juiz Bruno Aielo Macacari, de Brasília, atendeu a um pedido da defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio e autorizou que ele seja tratado no presídio da Papuda pela médica Nise Yamaguchi, que, junto com a médica Maria Emília Gadelha Serra, vai poder tratar o jornalista com ozonioterapia, tratamento alternativo para aumentar a quantidade de oxigênio no corpo. Jornalista Oswaldo Eustáquio se encontra preso por decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal – STF.

Esposa do Ministro Alexandre de Moraes é a advogada mais requisita por políticos do PSDB no estado de São Paulo. Recentemente, Viviane Barci de Moraes, que é casada com o Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que já foi filiado ao PSDB, assumiu uma causa que está prestes a subir aos tribunais superiores em nome do prefeito José Auricchio Júnior (PSDB-SP), coondenado em segunda instância por crimes de corrupção. Vivi, como é conhecida pelos colegas do Direito, gosta das causas que já estão nos tribunais superiores, onde seu marido Alexandre de Moraes trabalha.

ECONOMIA

Ibovespa – Índice da Bolsa de Valores de São Paulo – retoma os 119 mil pontos e se aproxima de máxima histórica. Movimento refletiu otimismo dos investidores globais após sanção de pacote nos Estados Unidos.

Auxílio-emergencial no Brasil puxou alta do faturamento do setor da Construção Civil neste ano.

Consórcios voltam a atrair e venda de cotas bate recorde.

Petrobras reajusta diesel em 4% e gasolina em 5% a partir de hoje.

POLÍTICA

Reforma administrativa da Prefeitura do Recife vai economizar apenas R$ 78,71 com a extinção de mais de 200 cargos comissionados. A proposta elaborada pela equipe de transição do prefeito eleito João Campos (PSB) foi aprovada ontem pelos vereadores recifenses em primeira votação.

Economista Felipe Matos assumirá planejamento na gestão de João Campos. Engenheira Marília Dantas deixa Emlurb e será a secretária de Infraestrutura do Recife. Assistente social Ana Rita Suassuna vai continuar no comando da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos da Prefeitura do Recife. João Campos anuncia jornalista e publicitário Ricardo Mello na Cultura.

Antônio Figueira deixa o palácio do Campo das Princesas após 10 anos. Médico Antônio Carlos Figueira entregou, uma carta ao governador Paulo Câmara pedindo, em caráter irrevogável, seu afastamento das funções de chefe da Assessoria Especial. Reassume no Imip a presidência da Fundação Pernambucana de Saúde, a faculdade da instituição. Figueira foi mencionado pelo Ministério Público em casos de desvios de recursos da Saúde durante a pandemia. Imip também é investigado pelo Ministério Público por conta da gestão dos hospitais na Região Metropolitana desde o tempo em que Figueira foi secretário de Saúde de Pernambuco.

Prefeito eleito da cidade de Palmares, Júnior de Beto (PP), recebeu, ontem. a diplomação como gestor municipal. Sua posse estava sub judice.

CORRUPÇÃO

Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro suspendeu ontem os prazos do processo de impeachment de Wilson Witzel, governador afastado do Rio de Janeiro acusado de corrupção. Com isso, não há data para que o julgamento seja encerrado.

Autoridades colombianas anunciaram, ontem, que a Odebrecht terá de pagar multa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 263 milhões) por corrupção na construção de uma rodovia. Segundo investigação, a empreiteira e suas empresas parceiras pagaram US$ 6,5 milhões de propina para Gabriel García, funcionário do governo colombiano, que facilitou a vitória da empresa na licitação.

COVID EM PERNAMBUCO

Pernambuco registra mais 442 casos e 17 mortes por Covid-19 e chega a 215.994 confirmações e 9.588 óbitos. Com relação às 17 mortes, elas ocorreram entre os dias 2 de dezembro e 27 de dezembro – um intervalo de 25 dias. 184.966 pacientes recuperados da Covid-19 em Pernambuco.

Prefeitura do Recife anuncia medidas de restrição na orla para o Réveillon. O comércio na praia, seja dos quiosques, barracas ou ambulantes, poderá acontecer apenas até 17h da quinta-feira (31). Também não poderão ser instaladas mesas, cadeiras, bancos, toldos coolers ou qualquer outro objeto ao longo de toda a praia.

Jaboatão proíbe comércio e manifestações no Réveillon. Em Jaboatão está proibida a comercialização de bebidas e comidas em toda orla do município, no período das 18h do dia 31 de dezembro até as 6h do dia 1º de janeiro de 2021. Também não será permitida a instalação de toldos, tendas, mesas, cadeiras e guarda-sol, nem uso de caixas térmicas e similares na faixa de areia e calçadão durante o mesmo período.

Vereador por 5 mandatos na Câmara Municipal do Recife, Marcos Menezes (PDT), luta contra a morte no Real Hospital Português. Com Covid-19, ele já perdeu um pulmão e está entubado.

COVID NO BRASIL

Ministério da Saúde confirmou mais 20.548 infecções e 431 casos fatais da doença. Desde o início da pandemia, 7.504.833 pessoas já foram infectadas e 191.570 perderam a vida. 87,5% dos infectados se recuperaram da doença. Média móvel de casos e mortes continua caindo de acordo com análise do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde.

Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu estender para toda a orla da cidade os bloqueios na noite do réveillon, de quinta (31) para sexta-feira (1º). As medidas já previstas para Copacabana agora valerão para as praias da Zona Sul (a partir do Flamengo) e até o Recreio.

Manaus volta a ter filas para enterro de vítimas da Covid.

Cidades do litoral de São Paulo vão ignorar bloqueio e manter praias abertas.

Juiz de Fora (Minas Gerais) entrou para a lista de cidades brasileiras onde profissionais do comércio não aguentam mais passivamente regras que tentam limitar a atividade do setor. Ontem, comerciantes protestaram pelas ruas do centro do município mineiro contra o decreto proibindo o funcionamento do comércio local.

Justiça reverte justa causa aplicada a funcionários flagrados sem máscara. Para juízes, trabalhador não pode, por um ato isolado, receber punição tão grave.

General Hamilton Mourão tem bom estado de saúde após diagnóstico de covid-19, diz assessoria. Vice-presidente teve dores no corpo e febre de até 38 graus antes do diagnóstico.

Paulo Godoi (MDB), prefeito eleito de cidade no Rio Grande do Sul morreu, ontem, de Covid-19 a quatro dias de tomar posse.

COVID NO MUNDO

Pfizer adia entrega da vacina anticovid a oito países europeus. Atraso se deve a problema logístico no transporte.

Por noticiar surto de coronavírus em Wuhan, jornalista chinesa Zhang Zhan, de 37 anos, é condenada a 4 anos de prisão. Condenada por dizer a verdade.

Câmara dos Estados Unidos aprova aumento de auxílio individual de US$ 600 para US$ 2.000 dólares. A nova legislação de estímulo aos afetados pela pandemia agora segue para o Senado.

Com alta mortalidade, Suécia muda estratégia e decide impor restrições.

Armando Manzanero (FOTO), ícone mexicano do bolero, morre de Covid-19 aos 85 anos. Notícia foi divulgada pelo presidente do país, Andrés Manuel López Obrador: ‘Um grande compositor, do melhor do país, além de um homem sensível também no social’. Manzanero teve seus grandes sucessos gravados no Brasil como “Esta tarde vi chover” (Roberto Carlos e Nelson Gonçalves), “Contigo aprendi” (Trio Irakitan, Lindomar Castilho e Altemar Dutra), “Todavia” (Alcione), “Me Deixas Louca” (Elis Regina).

AGORA AS BOAS NOTÍCIAS SOBRE
O COMBATE AOS CORONAVÍRUS

Vermífugo Annita reduz em 55% carga viral de paciente com covid-19. Revista científica European Respiratory Journal publicou artigo científico com os resultados do estudo financiado pelo governo brasileiro sobre o uso do vermífugo nitazoxanida – conhecido como Annita – no combate ao coronavírus.

Quase 5 milhões em 43 países já foram vacinados contra covid-19. Monitoramento é feito pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Em números absolutos, o país com mais pessoas vacinadas são os EUA, com 1,9 milhão de pessoas imunizadas, ou 0,59% de sua população de quase 330 milhões de habitantes. Em segundo lugar, aparece a China, com 1 milhão de imunizados. Isso representa, no entanto, cerca de 0,07% de sua população, que beira os 1,4 bilhão de habitantes.

Fiocruz quer pedir registro de vacina de Oxford contra Covid à Anvisa – Agência de Vigilância Sanitária do Brasil – até 15 de janeiro.

Dias melhores virão.
Até manhã bem cedinho.

Para receber no seu celular o áudio do Podcast é só mandar o número do seu Zap e um “oi” para o meu Zap (81) 999601162 e salve na memória do seu celular.

VACINAÇÃO Covid-19: Pazuello diz que estados receberão vacina simultaneamente

28/12/20

Ministro deu entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Ministro deu entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, durante entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, que todos os estados receberão a vacina simultaneamente. “Independentemente da quantidade da vacina, ela será distribuída igualitariamente dentro da proporcionalidade dos estados”. A entrevista com Pazuello vai ao ar neste domingo (27), às 19h30.

A previsão do Ministério da Saúde é que 24,7 milhões de doses de vacinas estejam disponíveis em janeiro. “O cronograma de distribuição e imunização é um anexo do nosso plano de imunização”, disse Pazuello, ao acrescentar que o cronograma pode sofrer mudanças. “Você faz a previsão quando contrata, mas às vezes adianta, às vezes atrasa, e a gente vai atualizando esse cronograma.” A expectativa de Pazuello é que alguns grupos prioritários comecem a receber a primeira dose da vacina contra a covid-19 no final de janeiro.

A vacinação em massa deve começar a partir de fevereiro. Segundo o ministro, a vacinação da população em geral deve começar cerca de quatro meses após o término da imunização dos grupos prioritários. “São quatro grandes grupos prioritários e, após esses grupos prioritários, que a gente visualiza 30 dias para cada grupo prioritário, a gente começa a vacinar a população dentro das faixas etárias”, disse Pazzuelo.

Segundo o ministro, esses 30 dias seriam suficientes para aplicar as duas doses da vacina. Segundo o Plano Nacional de Imunização, nas primeiras fases serão vacinados grupos específicos, como trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de segurança, indígenas e quilombolas.

 

“Nós temos contratos firmados com quatro a cinco laboratórios, e eles vão nos dando toda essa cronologia, atualizando nosso cronograma, mas o principal número, a principal data é que até o final de janeiro nós teremos vacinas iniciais, algumas em caráter emergencial, e a vacinação em massa, já com registro, a partir de fevereiro”, disse o ministro.

Pazuello explicou que o ministério provavelmente vai receber mais de um tipo de imunizante, mas as pessoas receberão as duas doses da vacina de um mesmo laboratório, até porque são de tecnologias diferentes. “Nós vamos monitorar todas essas aplicações para que a segunda dose seja dada efetivamente de um mesmo laboratório que aquela pessoa tomou. Isso é um grande processo de controle e monitoramento.”

O ministro garantiu que a vacina será voluntária e disponibilizada, de forma gratuita, nas salas de vacinação em cada município. “Nós vacinaremos todos os brasileiros de forma igualitária, de forma proporcional ao número de pessoas por estado e de graça. Confiem nisso, confiem na estrutura do SUS [Sistema Único de Saúde], confiem de que aqui existem pessoas que estão realmente trabalhando diuturnamente para que a gente tenha a vacina distribuída o mais rápido possível e a todos os brasileiros.”