Frente Popular anuncia medidas contra suposto gabinete do ódio ligado ao Governo de Pernambuco

28/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –  Por JC

De acordo com a denúncia, uma rede coordenada de ataques seria operada por páginas financiadas com recursos do Governo do Estado. Secom nega

A Frente Popular de Pernambuco, coligação que tem João Campos (PSB) como candidato ao governo, anuncia nesta quinta-feira (27), a partir das 10h30, medidas que serão adotadas contra um suposto “gabinete do ódio”, que segundo denúncias, estaria coordenando ataques contra João e aliados.

O anúncio será feito pelo departamento jurídico da Frente Popular. O caso em questão foi divulgado na terça-feira (25) em uma reportagem da TV Record.

Acompanhe ao vivo o anúncio:

De acordo com a denúncia, a suposta rede coordenada de ataques contra João Campos e aliados seria operada por páginas nas redes sociais financiadas com recursos do Governo do Estado.

Nesta quarta (26), o governo exonerou o servidor citado na reportagem, Amisadai Andrade da Silva, do cargo em comissão de superintendente de Operações da Arena de Pernambuco, vinculada à Secretaria de Turismo e Lazer, conforme publicação no Diário Oficial.

Em nota, a Secretaria de Comunicação do Estado afirmou que a publicidade do Governo de Pernambuco é executada exclusivamente por agências contratadas por licitação, responsáveis pela elaboração dos planos de mídia e pela escolha dos veículos segundo critérios técnicos de audiência, alcance e custo.

Segundo o Governo, os valores destinados em 2026 ao veículo citado pela Record representam cerca de 0,3% do investimento permitido ao Estado em publicidade no período. A gestão acrescentou que os recursos são distribuídos entre dezenas de veículos e que os pagamentos são realizados mediante comprovação da veiculação e estão disponíveis no Portal da Transparência.

Investigação sobre supostos “gabinetes do ódio” deve ser rápida para não afastar o eleitorado

28/08/26  – http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Betânia Santana

Raquel Lyra e João Campos se colocam como vítimas e viram também algozes de ataques virtuais
O programa eleitoral começa hoje – para candidatos à Presidência da República e à Câmara dos Deputados – e Pernambuco já assiste a denúncias dos principais candidatos ao governo.

A existência de supostos “gabinetes do ódio” transformou em vítima e algoz os principais postulantes – a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB).

A acusação é grave, trazida a público por reportagem da TV Record. Aponta um possível uso da máquina estadual para desidratar o adversário com ataques virtuais.

A resposta de Raquel Lyra veio no mesmo tom: negou a prática, demitiu o envolvido, apontou velhas táticas do PSB e rebateu alegando ser ela própria alvo de uma rede difamatória patrocinada pelo rival. Afirmou ser resultado do avanço dela nas pesquisas.

Do outro lado, João Campos aponta o contrário. Os golpes sofridos viraram justificativa para sua queda nas pesquisas. Ambos vestem a carapuça de vítima num enredo opaco, confuso e mal explicado.

Enquanto trocam acusações, os candidatos desinformam.  Eleitores desorientados afastam-se ainda mais da política.  Denúncia exige apuração rápida. Justiça Eleitoral, Ministério Público e Polícia precisam agir com celeridade

É preciso passar a limpo a interferência de estruturas clandestinas na eleição. Sem investigação profunda, a disputa no estado corre o risco de afundar na narrativa fácil.

E Pernambuco pode perder a chance de escolher seu futuro com base em propostas, não em possíveis fake news financiadas com dinheiro público.

Afinidade na oposição
Se havia alguma dúvida sobre o alinhamento da governadora Raquel Lyra (PSD) com o senador Humberto Costa (PT), ela se desfez ontem. A líder do governo na Alepe, deputada Socorro Pimentel, e o marido, Raimundo Pimentel, ambos do PSD, anunciaram apoio à reeleição do petista, candidato na chapa de João Campos (PSB).

Defesa
O juiz aposentado Luiz Rocha, que não respondeu mensagem nem atendeu ligações, será o advogado de Amisadai Andrade, funcionário da Caixa que estava à disposição do estado. Foi exonerado após reportagem mostrá-lo explicando como desidratar João Campos nas pesquisas.

Mainha
Aliados de João Campos têm estranhado o fato de Raquel Lyra ter parado de usar o apelido “Racreche” nos eventos de campanha e optado pelo “Mainha”, de quando foi candidata a prefeita de Caruaru. A governadora prometeu 250 creches e entregou 14 até agora.

Vereadores
Candidato ao governo do estado, Ivan Moraes participou de sabatina ontem no Congresso da União de Vereadores de Pernambuco, em Gravatá. Hoje será a vez de Raquel Lyra. João Campos não estava até ontem na programação. O encontro termina amanhã.

Suspeito de liderar esquema de corrupção no Presídio de Vitória de Santo Antão, segue foragido

28/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Raphael Guerra

Polícia diz que ex-chaveiro Alexandre Saturnino de Paula negociava privilégios e proteção para presos, alugava camas e vendia produtos em cantina

O ex-presidiário Alexandre Saturnino de Paula, apontado pela Polícia Civil como o chaveiro que liderava um esquema de extorsão e corrupção no Presídio de Vitória de Santo Antão, localizado na Mata Sul de Pernambuco, permanece foragido. Ele é um dos seis alvos da operação Controle Paralelo, deflagrada na última terça-feira (25).

De acordo com a decisão judicial que autorizou as prisões temporárias de parte dos investigados, obtida pelo Jornal do Commercio, Alexandre é descrito como o líder da organização criminosa e responsável por negociar privilégios e proteção aos presos da unidade, mediante pagamentos em dinheiro, além de “alugar espaços com camas e comercializar produtos da cantina”.

De acordo com a investigação, presos sofriam violências físicas caso não pagassem os valores determinados por Alexandre e os parentes dele recebiam ameaças. “Os familiares eram constrangidos a pagar”, disse o delegado Jorge Pinto, do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Alexandre está solto desde 2024. No dia da operação, ele não foi encontrado, mas três armas de fogo foram apreendidas na casa dele.

O ex-chaveiro teria relação direta com o ex-diretor do presídio, Emanuel Roberto Franca de Lima, preso na operação e encaminhado para o Presídio de Itaquitinga II.

Em meio a denúncias, o policial penal deixou de exercer cargo de confiança em 2023, mas permanecia trabalhando no Presídio Rorinildo da Rocha Leão, localizado em Palmares, também na Mata Sul, com salário superior a R$ 10 mil, conforme consta no Portal da Transparência.

A investigação policial indicou que familiares de ambos teriam recebido depósitos em dinheiro obtido ilegalmente no esquema.

Outros dois policiais penais são apontados como integrantes da organização: Mário Alves Batista, que atualmente está aposentado e foi preso na operação, e Paulo Henrique da Silva, que ainda está foragido.

Também foram presos na operação Robson Saturnino de Paula Júnior e Aluisio José Gomes Júnior, apontados como pessoas de confiança de Alexandre e que teriam participação na lavagem de capitais.

A polícia descobriu que parte do dinheiro arrecadado na unidade prisional também destinada a uma empresa de venda de camarões localizada na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. O estabelecimento pertence ao ex-chaveiro.

O grupo, formado por pelo menos dez pessoas, é investigado por crimes de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro no presídio. A Justiça só autorizou a prisão temporária de seis, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e do bloqueio de bens, que totalizam mais de R$ 3,6 milhões.

As defesas dos investigados não foram encontradas para comentar o caso.

MPPE denuncia mãe e dono de parque aquático por morte de menino afogado em Olinda

28/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –   Por Nicolle Gomes

Foram formalmente acusadas pelo MPPE a mãe do menino, o dono do Via Park, em Olinda, e duas salva-vidas que trabalhavam no dia do afogamento

Ministério Público de Pernambuco (MPPE)/Foto: Marina Torres/Acervo DP Foto

Ministério Público de Pernambuco (MPPE) (Foto: Marina Torres/Acervo DP Foto)

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou, na quarta-feira (25), a mãe do menino de sete anos que se afogou no Parque Aquático Via Park, em Olinda, no Grande Recife, por abandono de incapaz que resultou em morte. O caso aconteceu no dia 25 de julho.

A promotoria também acusou formalmente o dono do estabelecimento por homicídio com dolo eventual – quando alguém assume o risco de matar. Já duas salva-vidas, que estavam de serviço no dia do afogamento, devem responder por homicídio culposo. A denúncia ainda não foi analisada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e os acusados devem responder em liberdade.

Diario de Pernambuco teve acesso à acusação do MPPE. No documento, o promotor João Paulo Pedrosa Barbosa relata que Emylly Vitória de Souza Pereira, a mãe do garoto, estava no parque com amigos e ingeriu bebida alcoólica. Segundo o MPPE, a criança não sabia nadar e tinha medo de ambientes aquáticos.

Emylly teria permitido a entrada da criança na piscina infantil, sem nenhuma boia ou equipamento de flutuação, de acordo com a acusação. A criança teria se afogado no momento em que ela se ausentou, por cerca de seis minutos, para ir ao banheiro.

“A denunciada deixou o menor completamente sozinho e sem vigilância na água, sem pedir a terceiros que o acompanhassem e sem determinar que a criança saísse da piscina, abandonando-o em situação de concreto e severo perigo que resultou em seu afogamento fatal”, descreveu o promotor. O Diario procurou a defesa, mas não obteve retorno.

Dono do parque

MPPE também denunciou o administrador Tony Hsu Chun Cki, dono do Via Park, por homicídio qualificado pela asfixia, com dolo eventual. De acordo com a promotoria, o estabelecimento não tinha projeto aprovado de segurança contra incêndio e pânico nem autorização de órgãos competentes, como alvará de funcionamento municipal, licença do Corpo de Bombeiros (AVCB).

Para o promotor, Tony construiu e disponibilizou ao público uma piscina infantil com uma mudança brusca de profundidade e sem nenhuma sinalização ou marcação de profundidade. Além disso, de acordo com o documento, um quase afogamento aconteceu na mesma piscina, naquele mesmo dia, por volta de 9h55. Mesmo assim, o parque seguiu funcionando.

“O denunciado manteve o local aberto e lotado comercialmente, sem equipe médica, ambulatório ou equipamentos essenciais de suporte à vida, assumindo plenamente o risco de morte dos frequentadores”, disse o promotor.

Em nota, a defesa do acusado diz que a denúncia “é totalmente inconsistente, o que será oportunamente demonstrado no decorrer da instrução processual”. “Tony Hsu Chuncki é empresário conhecido por sua conduta ilibada, jamais tendo figurado, em toda a sua trajetória pessoal e profissional, em qualquer investigação ou questionamento de natureza semelhante”, afirmou.

Ainda segundo a defesa, ele “colaborou integralmente com as autoridades”, desde o início da investigação, “prestando todas as informações solicitadas e adotando, por iniciativa própria, as providências ao seu alcance para amparar a família enlutada”.

Salva-vidas

Já as duas salva-vidas que estavam trabalhando no dia, Chaiane Kelli Gomes da Silva e Clarice Daniely Alves da Silva, são acusadas por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), por omissão imprópria.

Elas estavam em um banco na borda da piscina, a cerca de 11 metros de onde o garoto se afogou, segundo o MPPE. De acordo com a acusação, elas teriam “descuidado” da vigilância do tanque e não prestaram “socorro adequado” à criança, que passou mais de cinco minutos debaixo d’água.

“Somente após a entrega do corpo inerte da criança na borda da piscina é que as guarda-vidas iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar, socorrendo-a tardiamente em veículo particular à UPA da Tabajara, em Olinda/PE, onde foi atestado o óbito do menor”, diz a denúncia.

A defesa de Chaiane e Daniely afirmou, em nota, que “tomou conhecimento do oferecimento da denúncia pelo Ministério Público e reafirma a inexistência de qualquer conduta que consista na culpabilidade das salva-vidas”.

Além disso, a representação das duas alegou que “todas as ações de vigilância e socorro foram prestadas em estrita observância aos protocolos de segurança. A inocência de ambas e a ausência de responsabilidade penal serão plenamente demonstradas nos autos do processo, no âmbito do devido processo legal e da ampla defesa”.

Em nota divulgada na época dos fatos, o Olinda Via Park informou que prestou os primeiros socorros ainda no local, disse estar prestando assistência à família e afirmou que está colaborando com as investigações. O parque permanece fechado por tempo indeterminado.

 

João Campos relaciona queda nas pesquisas à ação do suposto gabinete do ódio

28/08/26 –  http://blogfolhdosertao.com.br – Por Betânia Santana

À SBT News, candidato ao governo disse não ter dúvida de ser alvo de ataques há mais de um ano
O candidato ao governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, atribuiu a queda nas pesquisas de intenção de voto – que passaram a apontar a liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) – a um suposto gabinete do ódio, ofensiva sistemática de desinformação orquestrada contra a sua candidatura.

O debate ganhou força após a veiculação de uma reportagem da TV Record que revelou gravações atribuídas ao servidor público Amisadai Andrade da Silva. Nas gravações, ele detalhou que sua atuação visava à “desidratação política” de João Campos.

Ele citou o impacto das publicações no eleitorado ao pontuar que a popularidade do ex-prefeito teria caído de cerca de 78% (patamar atingido em sua reeleição na capital) para a casa dos 52%.

Para João Campos, as revelações trazidas pela reportagem comprovam que a queda nos levantamentos eleitorais foi o objetivo deliberado de uma estrutura financiada e alimentada a partir da máquina pública. Em entrevista ao SBT News, o candidato reforçou o diagnóstico:

“Não tenho dúvida de que também sofri uma consequência de ataques violentos e reiterados há mais de um ano e meio. Essa estrutura foi montada e organizada exatamente como foi dito pelo próprio servidor, que era do governo do estado e coordenava esse gabinete cujo objetivo era a desidratação. Centenas de páginas com milhares de ataques financiados manhã, tarde, noite e madrugada nas redes sociais à luz do dia. Claro que isso tem uma consequência eleitoral”, declarou.

Bolsonarismo
No segundo ponto central da entrevista, João Campos vinculou a conduta e a composição eleitoral de Raquel Lyra aos métodos e ao campo da extrema-direita. Para o candidato, a tática de promover o desgaste moral de adversários e o uso de perfis digitais de ataque espelham um viés autoritário típico do bolsonarismo, enquanto a chapa adversária funciona como ponto de convergência dessas forças políticas no estado.

“Toda a direita pernambucana e o bolsonarismo estão reunidos no palanque da nossa adversária. Isso é nítido, tanto na montagem da chapa quanto no comportamento e nas práticas cometidas. Essa prática de desconstrução e ataque à honra das pessoas é típica da extrema-direita, típica de movimentos com viés autoritário. É uma prática do bolsonarismo e de quem quer atacar a reputação dos outros. Mas Pernambuco é uma terra irreverente, revolucionária e generosa, que não aceita esse tipo de comportamento”, afirmou.

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Justiça mantém Deolane presa por ligação com o PCC

28/08;26  – http://blogfolhadosertao.com.br –    Por CNN

Juiz do caso reavaliou necessidade de preventiva após 90 dias de detenção

Justiça de São Paulo decidiu manter a prisão preventiva da advogada, influenciadora e empresária Deolane Bezerra e de outros cinco réus da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

O documento ainda aponta que a decisão ocorre para “garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.

A denúncia do MP e a divisão em núcleos do PCC

De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo,  o esquema de lavagem de dinheiro do PCC seria dividido em três núcleos. O primeiro foi chamado de “decisório”, em que Marco Willians Herbas Camacho (Marcola) e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior seriam responsáveis. O segundo seria o operacional. Já o terceiro, o financeiro.

Além de Deolane, a decisão da Justiça também determinou que as autoridades continuam as buscas e ações de captura contra Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. Ambos são sobrinhos de Marcola e estão foragidos. 

O que diz a defesa de Deolane

“A defesa de Deolane Bezerra, patrocinada pelos advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes, recebe a decisão de manutenção da prisão preventiva com surpresa, já que a prisão é manifestamente desnecessária, ilegal e desproporcional.

Informa que sua cliente é inocente, não possuindo vínculo nenhum com organização criminosa, e que sua movimentação financeira é decorrente de atividades empresariais lícitas e de honorários advocatícios, conforme será devidamente comprovado durante a instrução probatória.

O que diz a defesa de Marco Willians Herbas Camacho; Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior; Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho

Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, vem a público informar que a 3ª Vara Criminal da Comarca de Presidente Venceslau/SP, no âmbito da revisão periódica das prisões preventivas, decidiu, na data de hoje, pela manutenção das custódias cautelares, indeferindo o pedido de revogação ou substituição formulado pela defesa.

A defesa respeita a decisão proferida, mas mantém o entendimento de que a prisão preventiva não se mostra necessária no caso e adotará as medidas recursais cabíveis para buscar a reforma da decisão.

 

Victor Marques: um cabo eleitoral já em teste para 2028

28/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Betânia Santana

Prefeito administra maior colégio eleitoral do estado e vai às ruas pedir votos para João Campos

 

Ao assumir a Prefeitura do Recife em abril com a saída de João Campos (PSB) para disputar o governo de Pernambuco, Victor Marques (PCdoB) não herdou apenas a caneta. Tem a missão de manter aquecida a base do maior colégio eleitoral do estado.

Após o expediente, sinaliza outro movimento: a construção do próprio ativo político de olho nas eleições de 2028. A atuação extrapola o papel clássico de um aliado que acompanha o candidato de agendas institucionais a inauguração de comitês.

Passou a fazer caminhadas e panfletagens, pedindo votos para João Campos, mesmo sem ele. O roteiro não é aleatório, cobre todas as regiões. Semana passada, percorreu Jordão (Zona Sul), Areias (Zona Oeste) e Alto Santa Terezinha (Zona Norte).

Na terça à noite, esteve no Sítio do Cardoso, na Madalena, Zona Oeste, com o vereador Aderaldo Pinto e o deputado Eriberto Filho, em uma visita organizada pelo secretário de Habitação, Felipe Cury.

Lidou com a expectativa de quem aguardava João Campos. Assumiu o protagonismo, abordou moradores, explicou a ausência do ex-prefeito e garantiu que ele “aparecerá em breve” . Há tempos não tem rotina só de bastidores.

Vem intensificando o contato direto: abraça, beija, tira foto, conversa, brinca, acena para quem está nas janelas. Ouve elogios, reclamações e pedidos. No teste de receptividade, o eleitorado feminino ganha disparadamente.

O dia da caminhada foi também de pesquisa apontando João Campos em segundo lugar: “Oxi. Tá vendo a animação do povo nas ruas?”, minimizou, apontando para a alegria dos apoiadores, no percurso que durou mais de duas horas.

Federação no guia
Candidata à reeleição, a governadora Raquel Lyra (PSD) conseguiu uma vitória junto ao Tribunal Regional Eleitoral. OPleno do TRE-PE manteve a Federação PSDB-Cidadania na coligação Pernambuco de Coração. O tempo no programa eleitoral, que começa amanhã será mantido: quatro minutos e três segundos.

Projeção
Após panfletagem com Raquel Lyra, na Praça do Derby, Recife, o candidato ao Senado Túlio Gadêlha fez um cálculo rápido e apelo aos apoiadores. Quer a governadora com 70% dos votos. “Eles (os oponentes) ficam com 30%, porque não podem passar disso.”

Extrema direita
Mendonça Filho decidiu colar nos bolsonaristas. Depois do presidenciável Flávio Bolsonaro pedir votos para o deputado, candidato à Casa Alta, ontem foi a vez de Michelle Bolsonaro: “Em Pernambuco, temos um nome que vai fazer a diferença no Senado”.

Prefeitos
Na Frente Popular, os candidatos ao Senado Humberto Costa e Marília Arraes receberam adesão de prefeitos. Kelvin Cavalcanti, de Venturosa, e Thallita Fonseca, de Camutanga, estão com o petista. Júnior Vaz, de Pedra, fechou com a pedetista.

Delegacia Digital da Mulher permite que vítima denuncie mais rápido

27/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –    Por Agência Brasil

Unidade virtual oferece suporte 24 horas por dia

Denúncias de violência doméstica podem ser feitas de forma remota, com rapidez e segurança, na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam Digital) do Rio de Janeiro. O serviço especializado permite que a vítima formalize a denúncia online, sem a necessidade de deslocamento inicial até uma unidade física.

A unidade virtual integra a rede estadual de atendimento especializado da Polícia Civil, que conta com 16 delegacias dedicadas ao público feminino, oferecendo suporte contínuo 24 horas por dia, sete dias por semana.

Pela plataforma, é possível registrar o boletim de ocorrência, solicitar medidas protetivas de urgência e receber a guia de encaminhamento para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Após o envio das informações pelo portal, o registro é analisado e validado pela equipe de plantão da Deam Digital que, desde março de 2026, já registou 1.040 casos. Na sequência, a delegada titular encaminha o procedimento para a delegacia da região onde o fato ocorreu, que fica encarregada de conduzir as investigações.

aEm casos de emergência ou flagrante delito, a orientação permanece sendo o acionamento da Polícia Militar pelo telefone 190 ou o comparecimento direto à delegacia presencial mais próxima.

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Estudo mostra estrago que bets causam às famílias a partir da visão das mulheres que são mais impactadas e também estão se viciando

27/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –  Por Fernando Cstilho

Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzido pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Idéia.

Ficou pronto um dos mais completos e complexos estudos já feitos no Brasil sobre o impacto das bets, desta vez focando especificamente nas mulheres que vêm sendo impactadas não apenas pelo que os seus maridos e companheiros jogam, mas pelo que elas também jogam, o que potencializa a perda de renda familiar e danos emocionais na estrutura dessas donas de casa.

O estudo Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias, conduzido pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Idéia, é diferente (e mais assustador) de tudo o que foi publicado sobre o desvio de recursos das bets na renda das famílias porque analisa não apenas quantitativamente, mas qualitativamente o efeito da chamada ludopatia.

Destruindo as famílias

E os números são assustadores. 67% das mulheres alertam que apostas online estão destruindo as famílias (número que é de 59% na percepção dos homens). E porque denuncia que as apostas online entraram no cotidiano, nas relações, nos afetos e na saúde mental das famílias brasileiras. Porque a crise das bets não é só financeira. É uma crise das famílias.

O estudo avaliou o impacto do jogo sob duas óticas: as que apostam e as impactadas por um familiar apostador. As entrevistas qualitativas, realizadas em junho e agosto, ouviram 60 pessoas, sobretudo mulheres de 18 a 58 anos, das classes C, D e E, no Sudeste e Nordeste. Na enquete quantitativa, foram ouvidas 2.008 mulheres e homens em todo o Brasil, entre 8 e 9 de julho último, de acordo com a distribuição da população conforme o Censo 2022, PNAD 2025.

Veja o estudo do Instituto Clarisse sobre as bets

Violência nas famílias

Nas entrevistas, as mulheres impactadas são as que mais percebem a violência. Falam de comportamentos agressivos, xingamentos e perda de controle quando os companheiros perdem. E relatam também filhos endividados com agiotas e a sensação de insegurança que passa a acompanhar a família. É um dado perturbador: 7% das mulheres apostadoras declaram ter pegado dinheiro emprestado com agiotas.

O Instituto Clarisse é liderado por Beatriz Della Costa e Mariana Ribeiro, cientistas sociais com mais de 20 anos de pesquisas em vários institutos internacionais, que conseguiram identificar o comportamento das mulheres vítimas das bets.

Perda de confiança

“As apostas abalam profundamente a confiança dentro da família. A quebra é descrita como irreparável: as impactadas não se sentem mais capazes de acreditar quando o familiar diz que parou de jogar, quando pede cinco reais ou manda um PIX”, diz o relatório.

Mas os efeitos dentro das famílias são mais graves com a quebra de confiança entre mulheres e parceiros; 15% dos brasileiros acreditam que alguém que mora com eles faz apostas online e não conta a ninguém. Na análise dos dados, 21% relataram desgaste emocional e 24% afirmaram que as apostas potencializaram os conflitos familiares.

Divulgação

Estudo O Custo das Apostas Online para as Brasileiras – Divulgação

Amparo e proteção

O estudo afirma que os vínculos pessoais, antes mecanismos de amparo e proteção, são captados pelo sistema das apostas online. Primeiro, levam o jogo para dentro de casa. Depois, com o jogo já instalado no lar, esses mesmos vínculos viram o campo da batalha.

A constatação de que o vício dos homens causa prejuízo já foi estudada, mas a novidade é que a pesquisa foi feita apenas com mais de 2008 mulheres de todas as regiões do Brasil. Sentimentos como sofrimento, culpa e vergonha apareceram entre as entrevistas.

Bets que adoecem

O impacto das apostas não é vivido apenas nas relações; as bets também adoecem o indivíduo. Na pesquisa, 56% das pessoas que quiseram pedir ajuda para parar de apostar, mas não pediram, apontam a vergonha como motivo.

Elas também relataram mais doenças depois que passaram a jogar nas bets. Esses sentimentos já eram conhecidos tanto em mulheres quanto em homens, e no caso da pesquisa do Instituto Clarisse ficou detectado que 20% delas passaram a se queixar de ansiedade,11% de depressão, 9% de “crises de pânico, insônia ou coração disparado”, 115 de perda de controle e 12% admitem ter dependência das apostas.

Divulgação

O Custo das Apostas Online para as Famílias. – Divulgação 

Forte dano social.

A pesquisa evidencia que as mulheres são mais críticas quanto ao dano social. 63% concordam que as casas de apostas devem ser proibidas, 72% concordam que as pessoas tendem a perder qualidade de vida por causa das apostas, 67% concordam que contribuem para o endividamento das famílias e 73% concordam que as casas de apostas estão “viciando os brasileiros”.

O estudo conclui que a crise das bets é resultado de um sistema que operou e opera com muito pouco freio: legalização inicial sem salvaguardas, omissão regulatória nos primeiros anos, plataformas que retêm o usuário, publicidade irrestrita, influenciadores remunerados, comissões pagas sobre a perda de quem é recrutado.

Sem perspectivas

E adverte que qualquer resposta que ignore as mulheres será insuficiente. São elas que ocupam todas as posições da crise e que já contêm o estrago, sozinhas, muitas vezes sem informação, sem apoio e sob julgamento.

Caminho que, ao menos até agora, o governo não tem se mostrado interessado em enfrentar.

 

 

MP Eleitoral pede impugnação da candidatura de 8 ex-prefeitos em Pernambuco

27/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Amauri Lins

Ao todo, MP Eleitoral questionou dez candidaturas em Pernambuco; casos ainda não foram julgados

Prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE)
/Foto: Reprodução/Google Street View

Prédio do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) (Foto: Reprodução/Google Street View )

O Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) pediu, nesta quarta-feira (26), a impugnação de dez candidaturas, por supostas irregularidades, para as eleições deste ano em Pernambuco. Do total, oito são referentes a ex-prefeitos que teriam falhas no processo de prestação de contas do período em que atuavam como gestores municipais.

As Ações de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), movidas pela Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-PE), envolvem oito postulantes ao cargo de deputado federal e outros dois para estadual. Os pedidos ainda não foram julgados.

A lista inclui os nomes de Keko do Armazém (PSDB), ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho); Izaias Regis (PSD), ex-prefeito de Garanhuns; Yves Ribeiro (MDB), ex-prefeito de Paulista, e Luciano Duque (Podemos), ex-prefeito de Serra Talhada.

Também foram alvo de pedido de impugnação as candidaturas de Judite Botafogo (PSD), ex-prefeita de Lagoa do Carro; Humberto Mendes, (Republicanos), ex-prefeito de Santa Maria da Boa Vista; Joamy Alves, (PSD), ex-prefeito de Araçoiaba.

Entre os gestores, apenas Luciano Duque tenta uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), enquanto os demais concorrem a federal.

Impugnação

O MP Eleitoral também solicita a impugnação da candidatura de Betinho Gomes (Republicanos), que não pagou a multa estabelecida pela Justiça Eleitoral após ser condenado por propaganda eleitoral ilícita, e de Sargento Nadelson (Republicanos), demitido da Polícia Militar após processo administrativo disciplinar.

Ambos buscam uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília. A candidata a deputada estadual Jacy Modas (Avante) também teve o registro questionado, mas renunciou ao pleito antes do julgamento.

De acordo com o calendário eleitoral deste ano, o resultado dos julgamentos deve ser anunciado até 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. O prazo limite é estabelecido em função da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais pelo TSE, quando não é possível realizar alterações posteriores nas candidaturas registradas.

A análise sobre as impugnações ficará a cargo do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que também ouvirá os argumentos apresentados pelas defesas.

Além de deferir ou indeferir a candidatura, o tribunal também pode classificar o registro como “sub judice”, quando os prazos iniciais são ultrapassados. Neste caso, o candidato participa do pleito, mas o julgamento permanece em andamento na corte.