Carlos Veras comemora vitória de Lula e afirma que missão agora é “isolar o fascismo”

30/10/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana

Deputado aposta na frente democrática formada na Câmara por 366 parlamentares
Com o “coração aliviado” após o desfecho das urnas, o deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, não esconde o fôlego renovado pela vitória dele e do presidente Lula, ambos reeleitos para mais quatro anos.

O sentimento de dever cumprido deu lugar imediato à preparação para o combate na arena legislativa. Diante da maior bancada da direita na história recente, impulsionada por 121 parlamentares do PL, a base governista já selou na Câmara dos Deputados uma frente de 366 parlamentares para assegurar a governabilidade do presidente Lula. No Senado, a articulação está sendo desenhada.

A travessia governista ganhou impulso com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Ao deixar o país, o candidato derrotado a presidente desidratou a oposição, já que liderar a distância é mais difícil. O movimento encorajou as forças progressistas.

Sem amenizar o tom, Veras rotulou o adversário de “fujão”, “bandidinho” e “ladrãozinho desqualificado”, sublinhando que quem não deve à Justiça não foge. Com a oposição desarticulada e sem comando presencial, o governo ganha margem para impor seu ritmo nas comissões e consolidar a pauta social nos próximos quatro anos.

“A disputa é psicológica. Quem tiver mais energia leva. E entenda energia como quiser.” A declaração é do primeiro-secretário da Alepe, deputado Francismar Pontes (PSB), ao ser questionado se vai disputar a vaga na Mesa Diretora na próxima legislatura. Nos bastidores, comenta-se ser nome forte e agregador.

Mão dupla
Presidente da Comissão de Educação da Alepe, Renato Antunes espera aval do Palácio para renovar o cargo. “Eu vou se me enxergarem como aliado. Se não, é porque não sou confiável. Política se faz com parceria”, arrematou o deputado que se diz independente.

Provocação
O deputado estadual Cayo Albino (PSB)  desafiou os eleitos que colocam em xeque a vitória do presidente Lula a questionarem o próprio mandato. “Não dá para aceitar que a mesma urna que elegeu deputados, governadores e senadores seja suspeita para o presidente da República.”

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