Justiça decreta prisão de deputado eleito Emerson Freitas por suspeita de extorsão

30/10/26  – http://blogfolhadosertao.com.br –   Por JC

O influenciador se elegeu pelo MDB com 49.254 votos e deve assumir mandato na Alepe em fevereiro de 2027

Justiça decreta prisão de deputado eleito Emerson Freitas por suspeita de extorsão
Deputado estadual eleito Emerson Freitas – Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça de Pernambuco decretou, nesta quinta-feira (29), a prisão preventiva do deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB), investigado por suspeita de extorsão contra presos e familiares de presidiários. A decisão foi assinada pelo juiz Abérides Nicéas de Albuquerque Filho, da 15ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

A decisão prevê ainda a revisão da necessidade de manutenção da prisão cautelar em 90 dias, conforme estabelece o Código de Processo Penal.

No registro da candidatura de Emerson à Justiça Eleitoral, consta uma ação penal sob segredo de Justiça que envolve suspeitas de falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato e crimes previstos no Sistema Nacional de Armas.

Em nota, o MDB de Pernambuco disse ter tomado conhecimento da decisão envolvendo Emerson, por meio da imprensa.

O partido disse que irá acompanhar o caso e aguardar “os esclarecimentos das autoridades competentes, reafirmando seu respeito ao devido processo legal, ao amplo direito de defesa e à presunção de inocência”.

O espaço permanece aberto para manifestações da defesa de Emerson Freitas.

Quem é Rizelly

Além de Emerson, Rizelly da Silva Santos também é citada na denúncia recebida pela Justiça. Ela atuou como secretária parlamentar no gabinete do deputado estadual Alberto Feitosa (PL), de onde foi exonerada em 2021.

Rizelly também exerceu a função de assistente parlamentar na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Em 2023, foi formalizada sua exoneração definitiva, por determinação da presidência da Casa.

Mandato na Alepe

Emerson Freitas disputou uma eleição pela primeira vez em 2026. Filiado ao MDB, foi eleito deputado estadual com 49.254 votos, o equivalente a 0,94% dos votos válidos em Pernambuco.

A posse dos novos deputados estaduais está prevista para 1º de fevereiro de 2027, durante sessão solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

Carlos Veras comemora vitória de Lula e afirma que missão agora é “isolar o fascismo”

30/10/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana

Deputado aposta na frente democrática formada na Câmara por 366 parlamentares
Com o “coração aliviado” após o desfecho das urnas, o deputado federal e presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras, não esconde o fôlego renovado pela vitória dele e do presidente Lula, ambos reeleitos para mais quatro anos.

O sentimento de dever cumprido deu lugar imediato à preparação para o combate na arena legislativa. Diante da maior bancada da direita na história recente, impulsionada por 121 parlamentares do PL, a base governista já selou na Câmara dos Deputados uma frente de 366 parlamentares para assegurar a governabilidade do presidente Lula. No Senado, a articulação está sendo desenhada.

A travessia governista ganhou impulso com a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos. Ao deixar o país, o candidato derrotado a presidente desidratou a oposição, já que liderar a distância é mais difícil. O movimento encorajou as forças progressistas.

Sem amenizar o tom, Veras rotulou o adversário de “fujão”, “bandidinho” e “ladrãozinho desqualificado”, sublinhando que quem não deve à Justiça não foge. Com a oposição desarticulada e sem comando presencial, o governo ganha margem para impor seu ritmo nas comissões e consolidar a pauta social nos próximos quatro anos.

“A disputa é psicológica. Quem tiver mais energia leva. E entenda energia como quiser.” A declaração é do primeiro-secretário da Alepe, deputado Francismar Pontes (PSB), ao ser questionado se vai disputar a vaga na Mesa Diretora na próxima legislatura. Nos bastidores, comenta-se ser nome forte e agregador.

Mão dupla
Presidente da Comissão de Educação da Alepe, Renato Antunes espera aval do Palácio para renovar o cargo. “Eu vou se me enxergarem como aliado. Se não, é porque não sou confiável. Política se faz com parceria”, arrematou o deputado que se diz independente.

Provocação
O deputado estadual Cayo Albino (PSB)  desafiou os eleitos que colocam em xeque a vitória do presidente Lula a questionarem o próprio mandato. “Não dá para aceitar que a mesma urna que elegeu deputados, governadores e senadores seja suspeita para o presidente da República.”

Trump afirma que não vai se envolver no caso de Flávio Bolsonaro e descarta apoio ao senador

30/10/26  – http://blogfolhadosertao.com.br  –   Por Izabel Alvarez

Presidente norte-americano afirmou que se dá bem com Lula e evitou apoiar a contestação jurídica do senador brasileiro; bastidores indicam atuação de Washington para suavizar carta do parlamentar

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca/Divulgação/Casa Branca

O candidato Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca (Divulgação/Casa Branca)

O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que não vai se envolver na situação do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que viajou para os Estados Unidos após ter a prisão preventiva evitada e o passaporte retido por determinação judicial. Flávio chegou a se declarar o “verdadeiro presidente do Brasil” em uma carta divulgada nas redes sociais, para depois corrigir o termo e intitular-se “líder do Brasil”.

“Não vou me envolver”, declarou Trump, descartando endossar formalmente os planos de contestação jurídica ou o teor do manifesto publicado pelo parlamentar.

Segundo revelaram fontes sob condição de anonimato à imprensa internacional, houve atuação nos bastidores diplomáticos dos Estados Unidos após a publicação da primeira versão do texto. O objetivo foi fazer com que Flávio retirasse a expressão “presidente eleito” e a substituísse por “líder do Brasil”.

A diplomacia norte-americana agiu rápido para evitar que o tratamento formal ao senador inviabilizasse as relações institucionais de Washington com o governo oficial do Brasil, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva. Por outro lado, aliados próximos da família Bolsonaro, como o jornalista Paulo Figueiredo, negaram que tenha havido exigência formal por parte das autoridades norte-americanas.

A primeira versão do texto gerou forte repercussão negativa e foi rejeitada por importantes lideranças da oposição e pelo próprio Partido Liberal, sigla do senador, que já havia reconhecido o resultado das urnas.

Trump se limitou a declarar que o pleito brasileiro teria sido “uma eleição estranha e vergonhosa”. Em manifestações anteriores, sem apresentar provas, o presidente norte-americano mencionou de modo ambíguo que o processo de apuração teria deixado uma “impressão terrível”, sugerindo falhas no pleito. Paralelamente, ressaltou manter uma boa relação com o presidente eleito do Brasil: “Eu não governo o Brasil, eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula, me dou muito bem com ele”.

Entrada nos Estados Unidos e investigações no Brasil

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou que Flávio Bolsonaro e sua família foram submetidos ao controle migratório de praxe e admitidos no país em conformidade com as leis em vigor. Flávio obteve visto durante a administração de Trump, aliado político de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No Brasil, o parlamentar é investigado em diferentes frentes por suspeitas de corrupção, evasão de divisas, lavagem de capitais e ocultação de patrimônio. Após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a Polícia Federal solicitou a apreensão do passaporte do senador ao Tribunal Superior Eleitoral, argumentando risco de fuga. A determinação foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Contudo, o parlamentar descumpriu a ordem e deixou o país. A Polícia Federal instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da saída de Flávio do território nacional.

Posição da comunidade e das missões internacionais

A auditoria e o acompanhamento do pleito contaram com a presença oficial de missões internacionais autorizadas pela Justiça Eleitoral, incluindo a Organização dos Estados Americanos, o Observatório da Democracia do Parlamento do Mercosul e a União Europeia.

As missões de observação que acompanharam o segundo turno da eleição presidencial, no domingo (25), avaliaram que a votação e a apuração transcorreram com normalidade, elogiando a capacidade técnica e a transparência da Justiça Eleitoral brasileira. A comissão da Organização dos Estados Americanos, entidade que reúne 35 países do continente, foi a maior e mais abrangente entre as que atuaram no país.

A entidade ressalvou apenas ter recebido denúncias sobre dificuldades no transporte gratuito de eleitores em diversos estados, como atrasos e restrições na frota de ônibus.

Durante a votação, o pedido de prorrogação do horário de encerramento foi apresentado à Justiça Eleitoral por ambas as coligações concorrentes, por motivos distintos. O Partido dos Trabalhadores solicitou a extensão devido a gargalos no transporte público em diversas regiões. Já os advogados do Partido Liberal pediram a ampliação do horário em razão das fortes chuvas que atingiram estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Ao final, a prorrogação contabilizou cerca de 35 mil votos.

De acordo com os dados oficiais consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia 28 de outubro, Lula venceu a disputa com 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro, que obteve 48,21%. O presidente da corte eleitoral, ministro Kássio Nunes Marques, afirmou que a instituição entregou o pleito com total segurança e integridade.

O prestigiado Carter Center, organização sem fins lucrativos sediada em Atlanta, nos Estados Unidos, que atua na observação eleitoral desde 1989, também enviou uma missão de especialistas ao Brasil. A entidade elogiou a eficiência e a rapidez na apuração de mais de 499 mil seções eleitorais. Em declaração oficial em 27 de outubro de 2026, a instituição defendeu o respeito soberano ao resultado das urnas e parabenizou o compromisso do povo brasileiro com a democracia.

“Respeitar a vontade dos eleitores é fundamental para a democracia. Candidatos e seus apoiadores devem respeitar os resultados anunciados. Quaisquer alegações fundamentadas em evidências devem ser encaminhadas pelas vias legais estabelecidas”, declarou Jennie Lincoln, assessora sênior do Carter Center para a América Latina e o Caribe e chefe da missão.

A Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa também enviou missão chefiada pela Comissão Nacional de Eleições de Portugal, reunindo representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A Organização das Nações Unidas parabenizou o Brasil pelo processo eleitoral participativo e pacífico, com o secretário-geral António Guterres enviando felicitações oficiais ao presidente eleito. Chefes de Estado de diversos espectros políticos em todo o mundo reconheceram prontamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

No cenário nacional, 21 partidos políticos já reconheceram oficialmente o resultado das urnas, incluindo o próprio Partido Liberal, além do União Brasil, Movimento Democrático Brasileiro, Partido Social Democrático, Republicanos, Partido da Social Democracia Brasileira, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido Socialista Brasileiro, Podemos, Avante, Partido Socialismo e Liberdade, Unidade Popular e Partido Causa Operária.

Veja também: