18/06/26- http://blogfolhdoeertao.com.br – Por RamiloBrites

O objetivo é garantir o pagamento de indenização à sociedade e a famílias em uma ação movida contra a exposição de crianças e adolescentes a jogos de azar, mesmo após a casa de apostas ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).
Além do sacerdote, a ação é assinada pelas entidades Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) Padre Ezequiel Ramin e Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes (Educafro).
Desde 2024, o grupo move um processo na Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Campina Grande, na Paraíba, contra a Pixbet, a Flabet e a Bet da Sorte para proteger os direitos difusos e coletivos de crianças e adolescentes que teriam, segundo a ação, acesso facilitado a plataformas de jogos de azar.
“Entendemos que o possível envolvimento da empresa Pixbet Soluções Tecnológicas Ltda. e de seu advogado, Nelson Wilians Fratoni Rodrigues, há o aumento do risco de a empresa não ter patrimônio suficiente para pagar uma eventual indenização”, explica o advogado Márlon Reis.
A ação original pede R$ 500 milhões por dano moral coletivo, a adoção de mecanismos rigorosos de verificação de idade e reconhecimento facial, além da suspensão das plataformas de apostas em todo o território nacional.
Operação da PF
- A Operação Arena, deflagrada na terça-feira (15/8) pela Polícia Federal (PF), mirou 7 pessoas e 12 empresas, que faziam parte do ecossistema da casa de apostas Pixbet.
- Os investigadores afirmaram que, em meio a operações de câmbio feitas por apostadores, o grupo enviou US$ 271,5 mil para o exterior, o que, segundo a decisão judicial, equivale a quase R$ 1,5 bilhão.
- O dinheiro retornava para o Brasil por meio de notas de serviços simulados prestados para offshores.
- Apenas o advogado Nelson Wilians teria emitido mais de R$ 37 milhões de serviços prestados a uma empresa de Curação.
- Como mostrou a coluna, além de Curação, o esquema contou com estruturas empresariais em outros quatro países.