22/09/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana
Candidato ao Senado exaltou a gestão estadual no último dia de sabatina na Rádio Folha
Desprezou uma reeleição quase garantida à Câmara dos Deputados para estruturar sua candidatura à Casa Alta baseada na defesa da governadora e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em quinto lugar na maioria das pesquisas de intenção de voto, o parlamentar atua como fiador da aliança entre o Palácio das Princesas e o Planalto. Prioriza o grupo político em detrimento da consolidação de um projeto individual.
Dedicou maior parte do tempo para exaltar a gestão estadual na segurança, habitação, infraestrutura e considerou a governadora mais progressista que o principal adversário, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), a quem direcionou críticas.
Essa escolha por atuar como escudo governista e ponte com Brasília ajuda a blindar a gestão estadual e afastar nomes adversários do debate, mas cobra o preço de eclipsar sua própria marca na corrida majoritária.
A 13 dias da eleição, admite que muitos ainda desconhecem sua presença na disputa para a Casa Alta. Aposta no contingente de indecisos e no recall do seu mandato na Câmara para tentar uma reação de última hora.
Com o tempo afunilando, a tática de posicionar-se como o elo entre o estado e a União passa por um teste para provar se consegue converter simpatia política em intenção real de voto.
Guerra de aditivos
No debate com candidatos ao governo, promovido pela TV Guararapes, Raquel Lyra cobrou a João Campos explicações sobre a orla de Boa Viagem. Apontou que a obra saiu de R$ 100 mi para R$ 207 mi e ainda não foi entregue. Ele disse haver vários projetos, assegurou estar na lei e rebateu querendo saber sobre o salário dela.
Supersalário
João Campos sustentou ser inconstitucional Raquel Lyra escolher o maior salário com benefícios, e sugeriu a devolução. Raquel Lyra ironizou ao afirmar que ele não é do STF e só o ministro poderia considerar ilegal. O assunto gerou direito de resposta aos dois. Ela disse ser honesta e ele, que o princípio da moralidade foi quebrado.
Obstetrícia
No debate, Ivan Moraes cobrou a Raquel Lyra relatórios sobre violência obstétrica. Ela passou metade do tempo pedindo desculpas pelo vídeo em que sugere fazer laqueadura em uma mulher sem consultá-la. “Não é sobre desculpas, mas sobre políticas públicas para evitar que a violência obstétrica aconteça”, enfatizou o candidato.
Ítalo-pernambucano
O padre italiano Vito Miracapillo, expulso do Brasil na ditadura militar, é agora cidadão pernambucano. O título foi iniciativa do deputado João Paulo Lima (PT). “Isso significou uma leitura crítica do passado, de maneira compartilhada”, agradeceu o religioso, ao saber que a proposta foi aprovada na Alepe por unanimidade.
