Juntos pela Segurança: com melhores resultados da série histórica, Pernambuco tem redução de 11% nos crimes violentos e 6% nos roubos no primeiro semestre de 2025

06/07/25

Imprensa PE

http://blogfolhaosertao.com.br

 

Juntos pela Segurança: com melhores resultados da série histórica, Pernambuco  tem redução de 11% nos crimes violentos e 6% nos roubos no primeiro semestre  de 2025 - Blog Edmar Lyra

Durante o primeiro semestre de 2025, Pernambuco teve uma queda de 11% nas Mortes Violentas Intencionais (MVIs). Este é o segundo menor resultado deste tipo de crime de toda a série histórica, quando comparado com os primeiros seis meses dos anos anteriores. O registro de roubos apresentou redução de 6,3%, sendo o menor resultado do primeiro semestre em toda a série histórica. Os dados demonstram o avanço do planejamento das forças operacionais por meio do Juntos pela Segurança.

“O Governo de Pernambuco tem priorizado a segurança pública desde o primeiro momento. As reduções consecutivas na violência no Estado demonstram a capacidade de trabalho das nossas polícias. Através do Juntos pela Segurança, estamos fazendo investimentos para equipar nossas polícias e, muito em breve, teremos mais de 7 mil novos profissionais da segurança pública nas ruas”, destacou a governadora Raquel Lyra.

De acordo com dados da Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística (GGace) da Secretaria de Defesa Social (SDS), os primeiros seis meses deste ano registraram 16.102 Crimes Violentos Patrimoniais (CVPs), sendo a menor quantidade de toda a série histórica. Desde 2023, os números estão abaixo das 20 mil ocorrências. Foram 17.187 em 2024 e 18.548 em 2023. Quando comparados os períodos de 2024 e 2025, a redução é de 6,3%.

Da mesma forma, este semestre apresentou o segundo menor resultado nas Mortes Violentas Intencionais (MVIs) com 1.619 registros, perdendo apenas para o ano de 2013 (1.599). Quando comparado com 2024, que contabilizou 1.837 mortes violentas, a redução é de 11,8% nesse tipo de crime.

“Os resultados refletem uma política pública consistente, implementada com o programa Juntos pela Segurança. Estamos colhendo os frutos de um planejamento estratégico que prioriza integração, inteligência e ações focadas na preservação de vidas”, declarou o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho.

As regiões Metropolitana, Agreste e Zona da Mata também apresentaram os menores números de MVIs de toda a série histórica, com 473, 344 e 250 registros, respectivamente. Ainda no recorte de mortes violentas, vale destacar que o segundo trimestre deste ano foi o melhor de toda a série histórica, com o menor número de registros, 763.

A produtividade das forças de segurança do Estado também merece destaque no primeiro semestre de 2025. Foram presos em flagrante 15.175 suspeitos; cumpridos 4.900 mandados de prisão; e apreendidas 2.559 armas. “Além dos avanços nos indicadores, nosso foco permanece no fortalecimento do planejamento operacional. Reunimos todas as regiões para avaliar os dados do semestre e alinhar as ações que vão guiar o trabalho no segundo semestre de 2025”, explicou a secretária executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti.

Os indicadores foram apresentados durante a reunião de monitoramento dos dados criminais, realizada no Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE), com a presença de representantes das polícias Civil e Militar de todas as regiões. A reunião marcou a consolidação do balanço do semestre e definiu as prioridades operacionais para o segundo semestre de 2025.

Fotos Divulgação/SDS/ Miva Filho/Secom/ Hesíodo Góes/Secom

 

Desamparo: 1 em cada 3 municípios de Pernambuco não tem órgão destinado à mulher

06/07/25

Raphael Guerra

http://blogfolhadosertao.com.br

Levantamento do TCE-PE identificou ainda que mais de 93% das 184 cidades não contam com casa-abrigo para as vítimas de violência doméstica

Apesar do aumento das campanhas de conscientização e prevenção sobre a violência contra a mulher, muitas vítimas ainda se sentem inseguras em procurar a polícia para denunciar seus agressores. E um dos principais motivos é a falta de uma rede de proteção para acolhê-las e garantir a proteção mais adequada.

levantamento do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) sobre as políticas adotadas pelos municípios na área da segurança pública revelou um dado alarmante. Uma em cada três cidades pernambucanas ainda não tem um órgão voltado à defesa dos direitos da mulher.

Na avaliação de Izabel Santos, coordenadora geral do Centro das Mulheres do Cabo, organização feminina com mais de 40 anos de luta, a pesquisa demonstra que muitos gestores públicos não dão a devida atenção às políticas de prevenção à violência contra a mulher.

Ao todo, no Estado, 62 municípios declararam ao TCE-PE não contarem com órgão ou secretaria voltada à proteção das mulheres.

Izabel também é gestora do Comitê de Monitoramento da Violência e Feminicídio no Território de Suape, que atua em 11 municípios da Mata Sul do Estado com foco na prevenção à violência de gênero.

“A gente vem cobrando do poder público a efetivação dessas políticas. Muitas vezes, as gestoras desses órgãos ficam solitárias para tentar implementar uma política por causa da falta de investimentos. É uma questão de falta de prioridade dos municípios”, disse.

De acordo com estatísticas da Secretaria de Defesa Social (SDS), 23.328 queixas de violência doméstica/familiar foram registradas por mulheres em delegacias de Pernambuco somente entre janeiro e maio deste ano. A média diária é de 155 casos.

Divulgação
“Cidades da Região Metropolitana têm bom desempenho com relação a equipamentos voltados para a política da mulher. Mas quando a gente adentra no interior, é muito pouco o que é investido”, diz Izabel Santos, coordenadora do Centro das Mulheres do Cabo – Divulgação

 

Ex-gestora do Departamento de Polícia da Mulher em Pernambuco e presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Gleide Ângelo classificou os dados do levantamento do TCE-PE como “graves”.

“Se tem no relatório que um terço dos municípios não possui nenhum organismo de mulher, nenhuma diretoria, nenhuma coordenadoria, isso demonstra que a violência contra a mulher e que a vida da mulher não têm importância. Somente em 2024, tivemos mais de 53 mil boletins de ocorrência de vítimas pedindo ajuda nas delegacias. Isso significa que o problema é real e grave”, declarou.

“A partir do momento que o gestor ou uma gestora municipal fecha os olhos para isso, a partir do momento que não coloca isso como prioridade, você está dizendo o quê? Que você simplesmente acha normal e não se importa com a vida das mulheres no teu município”, complementou.

Gleide reforçou que é preciso cobrar dos prefeitos a implementação dos organismos voltados à proteção da mulher.

“O que a gente vê hoje, infelizmente, e isso nos envergonha como pernambucanos e pernambucanas, é que a mulher tem somente duas opções: ou ficar numa relação abusiva, apanhando até morrer, ou sair de uma relação abusiva e ser assassinada porque o agressor não aceita. Ela precisa ter o direito de escolher, sair a hora que quiser [da relação] e o Estado e o município têm a obrigação de proteger e acolher essa mulher”, pontuou.

SÓ 12 CIDADES TÊM ABRIGO PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA

Apesar de 67% dos municípios pernambucanos contarem com algum órgão voltado às mulheres, a rede de proteção em muitos deles é precária. A pesquisa do TCE-PE indicou que apenas 12 cidades têm casa-abrigo para receber as vítimas de violência doméstica, ou seja, 93% não contam com esse equipamento tão necessário.

“A Lei Maria da Penha está completando 19 anos. E ela propõe a criação desses equipamentos, mas as cidades ainda deixam muito a desejar. Precisamos de um maior investimento, mais orçamentos para essa política no âmbito municipal, estadual e também nacional. É preciso mais apoio para que as mulheres possam denunciar e evitar o feminicídio, que a gente vem acompanhando o crescimento”, enfatizou Izabel Santos.

Em Pernambuco, 41 casos de feminicídio foram registrados oficialmente somente entre janeiro e maio deste ano. Foram sete óbitos a mais em comparação com o mesmo período de 2024.

Gleide Ângelo destacou a importância da casa-abrigo após o registro da denúncia de violência.

“É aquele lugar que a mulher vai ser retirada do risco. Ela vai permanecer lá até que o agressor seja preso, até ter uma solução para ela. O que não pode é a mulher ir na delegacia, registrar o boletim de ocorrência e voltar para casa para correr risco real de morte. Tudo isso precisa ser urgentemente modificado.”

ESTADO DIZ QUE ESTÁ AJUDANDO MUNICÍPIOS

Questionada pelo JC, a secretária da Mulher de Pernambuco, Juliana Gouveia, declarou que o Estado tem ajudado os municípios com capacitações e entrega de materiais para campanhas e melhoria das estruturas.

“Além das formações continuadas para todas as gestoras de Pernambuco, há o fortalecimento das campanhas de prevenção à violência contra a mulher, através de material gráfico entregue aos municípios. No mês de março e abril, realizamos campanhas de forma presencial em todas as cidades”, disse.

Segundo ela, recentemente 182 municípios receberam kits de mobiliário para fortalecimento dos organismos de política para a mulher.

“Mesas, cadeiras, armários e computadores foram entregues. A gente também está efetivando a compra de automóveis que vão ser entregues no segundo semestre para todos os organismos de políticas públicas para mulher no Estado”, afirmou.

Mais de 100 municípios pernambucanos aprovam concessão da Compesa; veja próximos passos

06/07/25

Por Laís Nascimento

http://blogfolhdosertao.com.br

Projeto prevê a transferência das atividades de distribuição de água e esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela estatal

Mais de 100 municípios pernambucanos aprovaram, na última terça-feira (1º), os planos e a estruturação da concessão dos serviços de água e esgoto da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) à iniciativa privada.

Os gestores e representantes dos 184 municípios se reuniram para discutir o relatório de consulta pública e o projeto de concessão. A maioria se manifestou favorável à aprovação e, de acordo com a gestão estadual, apesar de abstenções, nenhum se manifestou contra o plano.

O projeto prevê a transferência das atividades de distribuição de água e esgotamento sanitário nos municípios atendidos pela estatal, mas ainda caberá ao Estado a responsabilidade de construir barragens, adutoras ou estação de tratamento de água, por exemplo.

De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento de Pernambuco, Almir Cirilo, o investimento necessário para Pernambuco é de R$ 35 bilhões. O setor privado deve movimentar cerca de R$ 19 bilhões.

“Ainda vai caber ao Estado ir atrás de recursos da União e de empréstimos para complementar essa porção, ou seja, temos que ir atrás de R$ 16 bilhões”, pontuou.

Quais são os próximos passos?

De acordo com o secretário Geral das Microrregiões de Água e Esgoto do Estado, Artur Coutinho, após consulta pública e aprovação das microrregiões do estado, o projeto será avaliado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE).

Em seguida, o processo segue com abertura de licitação, que deve durar cerca de 3 meses até a data do leilão.

Linha do tempo da concessão da Compesa – Artes JC

Plano Regional de Saneamento

Durante as reuniões com os representantes das microrregiões também foi aprovado o primeiro Plano Regional de Saneamento Básico de Pernambuco.

Com o objetivo de garantir a universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário no estado, o documento foi elaborado com base em uma análise detalhada das condições hídricas, sociais e econômicas das regiões.

O plano é estruturado em cinco eixos principais:

  • Diagnóstico da Situação Atual: Análise detalhada das condições atuais dos serviços de saneamento básico, incluindo a infraestrutura existente, a qualidade dos serviços prestados e os principais desafios.
  • Projeções e Cenários Futuros: Estimativas das demandas futuras e dos possíveis cenários de evolução dos serviços de saneamento, considerando fatores como crescimento populacional e desenvolvimento econômico.
  • Diretrizes e Metas: Definição de diretrizes para a atuação dos diferentes agentes envolvidos no saneamento básico, bem como metas específicas a serem alcançadas em curto, médio e longo prazo.
  • Plano de Ações: Elaboração de um conjunto de ações concretas que devem ser implementadas para atingir as metas estabelecidas, incluindo cronogramas, responsáveis e recursos necessários.
  • Monitoramento e Avaliação: Estabelecimento de um sistema de monitoramento e avaliação contínua das ações implementadas, permitindo ajustes ao longo do tempo.

“É a primeira vez que Pernambuco tem um plano, construído para nortear novos investimentos não só para a universalização, mas também para segurança hídrica. Ele versa sobre esgotamento e abastecimento”, destacou Artur Coutinho.

Quando os primeiros resultados serão sentidos?

Após a concessão dos serviços da Compesa, a previsão é que cerca de 80% do valor arrecadado será investido nos cinco primeiros anos para garantir que o Marco Legal do Saneamento seja cumprido.

O valor deve ser dividido proporcionalmente ao peso do voto do município na Microrregião Sertão ou na Microrregião RMR-Pajeú.

Segundo o secretário Almir Cirilo, os recursos de responsabilidade do Estado de Pernambuco vão ser integralmente depositados em uma conta para investimento em armazenamento, melhoria dos mananciais e construção de mais barragens e adutoras.

A drenagem e o manejo de resíduos sólidos do estado não são objetos da concessão.

Para arrecadar mais, governo mudou decreto que isentava IOF para moto, taxi, PCD, ABL, casa própria, seguro rural e fundos constitucionais

"Temos que ir atrás de R$ 16 bilhões", diz secretário de Recursos Hídricos sobre investimentos em saneamento

COMPESA

“Temos que ir atrás de R$ 16 bilhões”, diz secretário de Recursos Hídricos sobre investimentos em saneamento

 

Haddad defende reglobalização sustentável e taxação de super-ricos

06/07/25

Agência Brasil

http://blogfolhadosertao.com.br

Ministro participa hoje de reunião com ministros de Finanças do Brics
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu, neste sábado (5), o que chamou de reglobalização sustentável, “uma nova aposta na globalização, dessa vez baseada no desenvolvimento social, econômico e ambiental da humanidade como um todo”, disse no discurso de abertura da Reunião de Ministros de Finanças e Presidentes de Banco Centrais do Brics.

O ministro também manifestou apoio ao estabelecimento de uma Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Cooperação Internacional em Matéria Tributária, ou seja, um acordo tributário global mais justo.

“Trata-se de um passo decisivo rumo a um sistema tributário global mais inclusivo, justo, eficaz e representativo – uma condição para que os super-ricos do mundo todo finalmente paguem sua justa contribuição em impostos”, afirmou.

Segundo o ministro, o Brics, tem origem no pleito dos países membros por maior peso no sistema financeiro internacional. Países que, juntos, representam quase a metade de toda a humanidade. “Nenhum outro foro possui hoje maior legitimidade para defender uma nova forma de globalização”, disse Haddad.

Haddad também relembrou o papel do Brasil à frente do G20, quando encabeçou o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, e, desde então, manifestou-se “em defesa da tributação progressiva dos super-ricos.

Já naquele momento, fizemos da defesa do multilateralismo uma marca da presidência brasileira. De lá para cá, essa defesa se tornou urgente. Não há solução individual para os desafios do mundo contemporâneo”.

De acordo com o ministro, nenhum país isoladamente, por mais poderoso que seja, “pode dar uma resposta efetiva ao aquecimento global, ou atender as legítimas aspirações da maior parte da humanidade por uma vida digna.

A perspectiva de criar ilhas excludentes de prosperidade em meio à policrise contemporânea é moralmente inaceitável. Em vez disso, temos que encontrar soluções cooperativas para os nossos desafios comuns”, destacou.

Em relação a crise climática, Haddad ressaltou que os países do Brics estão “desenvolvendo instrumentos inovadores para acelerar a transformação ecológica”.

Ele também destacou as discussões sobre a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês), com objetivo de movimentar economias de baixo carbono.

Países ricos, com histórico poluente muito superior aos demais, teriam de se comprometer a investir mais recursos na manutenção do fundo.

“Nos últimos dias, conversamos muito sobre o Tropical Forest Forever Facility. Estou convencido de que o Brics pode desempenhar um papel decisivo em sua criação, com um anúncio de grande impacto durante a COP 30 [30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima]”, disse.

“Em parceria com o Brics, almejamos consolidar-nos como um porto seguro em um mundo cada vez mais instável. Serenidade e ambição, são, portanto, as marcas da nossa presidência”, acrescentou.

BRIC
O Brics é um bloco que reúne representantes de 11 países membros permanentes: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Irã, Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.

Também participam os países parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Tailândia, Cuba, Uganda, Malásia, Nigéria, Vietnã e Uzbequistão. Sob a presidência do Brasil, a 17ª Reunião de Cúpula do Brics ocorre no Rio de Janeiro nos dias 6 e 7 de julho.

Os 11 países representam 39% da economia mundial, 48,5% da população do planeta e 23% do comércio global. Em 2024, países do Brics receberam 36% de tudo que foi exportado pelo Brasil, enquanto nós compramos desses países 34% do total do que importamos.
Leia também
• Lula critica ‘machismo empresarial’ em fórum do Brics com países que restringem mulheres
• Lula diz que Brics é fiador de um futuro promissor
• Brics terá declarações de IA, doenças socialmente determinadas e clima