Em Salgueiro: Nota de Pesar e o adeus ao amigo Seu Aluísio

21/08/24

|Por Chico Gomes

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O Blog Alvinho Patriota, em nome de seu mantenedor, Alvinho Patriota, lamenta profundamente a morte do amigo Aluísio Carlos dos Santos , ou simplesmente Seu Aluísio, como era popularmente conhecido. Ele faleceu nesta quarta-feira, 21, por conta de problemas de saúde.

Aluísio foi colaborador de Alvinho durante muitos anos e também eram compadres, dada a força da amizade entre os dois. Morador da Bananeira, ele deixa legado de um bom amigo, bom companheiro e pai exemplar. Um ser humano ímpar, de uma personalidade agradável.

O corpo está sendo velado em sua residência, na mencionada localidade, e o horário do sepultamento ainda será informado pela família.

Com a solidariedade deste Blog Folha do Sertão

PT lança nota de repúdio contra Fredson Brito, candidato a prefeito de São José do Egito

21/08/24

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Nota de Repúdio

O Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras de Pernambuco, por meio do seu presidente e deputado estadual Doriel Barros, expressa sua total solidariedade ao Diretório Municipal de São José do Egito e à candidata a vice-prefeita, companheira Roseane Borja, do PT, que compõe a chapa junto a George Borja de Freitas, do PSB.

Repudiamos as agressões verbais feitas pelo candidato a prefeito Fredson Brito, do Partido Republicanos, que, no último fim de semana, em uma atividade na zona rural do município, atacou violentamente o partido e seus representantes, utilizando indevidamente a imagem do presidente Lula.

O PT, desde sua fundação, constrói uma política baseada no diálogo, e no contraponto de ideias, e não em agressões e xingamentos. O presidente Lula vem construindo, no Brasil, uma aliança com diversos partidos em sua base governamental, por compreender que é preciso reconstruir o país com respeito, diálogo e união.

O PT de Pernambuco reafirma a posição do Diretório Municipal de São José do Egito, com a aliança construída junto ao PSB, concorrendo na chapa majoritária, e não aceitará o uso indevido da imagem do presidente Lula na prática de violências políticas.

Por fim, reafirmo que, enquanto for presidente do PT Pernambuco, permanecerei atento e vigilante contra qualquer ataque à democracia e ao Partido.

Doriel Barros
Presidente do PT Pernambuco

 

 

Transição para fim da desoneração da folha de pagamento segue para a Câmara

21/08/24

Agência Senado

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O Plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (20), o substitutivo do senador Jaques Wagner (PT-BA) ao projeto que trata do regime de transição para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia. O PL 1.847/2024, do senador licenciado Efraim Filho (PB), atende a acordo firmado entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional sobre a Lei 14.784, de 2023, que prorrogou a desoneração até o final de 2027. A matéria segue agora para a análise da Câmara dos Deputados.

Conforme o projeto, a reoneração gradual da folha de pagamento terá duração de três anos (2025 a 2027). O gradualismo da transição proposto por Efraim é uma tentativa de reduzir o impacto tanto no mercado de trabalho quanto na arrecadação de tributos. O projeto mantém a desoneração integral em 2024 e estabelece a retomada gradual da tributação a partir de 2025, com alíquota de 5% sobre a folha de pagamento. Em 2026 serão cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desoneração. Durante toda a transição, a folha de pagamento do 13º salário continuará integralmente desonerada.

O projeto também reduz, gradualmente, durante o período de transição, o adicional de 1% sobre a Cofins-Importação instituído em função da desoneração da folha de pagamento. Ele será reduzido para 0,8% em 2025 e para 0,6% no ano seguinte. Já em 2027, ele será de 0,4%.

Para Jaques Wagner, relator da matéria, o projeto é importante para o equilíbrio fiscal do país. O senador elogiou os esforços na busca de um consenso em torno das regras de transição. Também disse que o projeto concretiza o acordo alcançado entre os Poderes Executivo e Legislativo para a instituição de um regime de transição com as devidas medidas compensatórias.

Na visão do relator, “é fato notório que tal política de desoneração não atingiu de forma satisfatória os efeitos sobre o mercado de trabalho que dela eram esperados”. Além disso, Jaques Wagner registrou em seu relatório que o governo federal está realizando um substancial esforço para a preservação do equilíbrio fiscal, o que demanda uma racionalização dos benefícios tributários concedidos.

— Não há estudos que comprovem que a desoneração gere emprego. O que gera emprego é o crescimento da economia e dinheiro na mão do povo — declarou ele no Plenário do Senado.

Acordo

A questão da reoneração da folha de pagamento chegou a ser judicializada pelo governo. O Supremo Tribunal Federal (STF) deu prazo até 11 de setembro para que o Congresso Nacional e o Executivo buscassem um acordo sobre a desoneração. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, acompanhou a votação da matéria no Plenário da Casa.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, elogiou o acordo em torno do projeto. Ele disse que, se o conjunto de medidas de compensação não for suficiente, o Senado não se furtará a rever sua posição, de modo a favorecer outras medidas que colaborem para o equilíbrio fiscal. Para Pacheco, a desoneração tem um viés social, já que, ressaltou ele, os 17 setores beneficiados são os que mais geram empregos no país. Ele parabenizou o relator e o autor da matéria.

— Agradeço a todos pela dedicação a essa matéria ao longo destes meses — registrou o presidente.

Na justificativa do projeto, Efraim Filho afirma que o diálogo entre os Poderes permitiu alcançar um denominador comum que confere previsibilidade e segurança ao setor privado neste ano de 2024 e, ao mesmo tempo, ajusta a transição de acordo com as expectativas financeiro-orçamentárias do Poder Executivo.

O suplente de Efraim, senador André Amaral (União-PB), elogiou o autor da matéria. Segundo Amaral, a desoneração é importante para a geração de emprego e para o desenvolvimento do país. Ele defendeu a aprovação da matéria, destacando o que considera uma transição suave, prevista na proposta, entre os anos de 2025 e 2027.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) disse que a desoneração não garantiu emprego para ninguém. Segundo ele, se a economia está bem, há geração de emprego. Omar afirmou que a maioria das grandes indústrias beneficiadas não são brasileiras; são multinacionais que vêm ao país visando aos mais de 200 milhões de consumidores.

— É a economia que gera emprego. [A desoneração] foi um acordo que foi feito. Não dá para vir com esse discursinho de que se vai gerar emprego por conta da desoneração. O que gera emprego é a economia, que graças a Deus está indo bem — argumentou ele.

Dois senadores da oposição manifestaram voto contrário à matéria. O senador Magno Malta (PL-ES) fez várias críticas ao governo e defendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Paulo Guedes. Ele declarou que durante a pandemia “ninguém passou fome”. Na mesma linha, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o governo por ter recorrido ao STF — o que seria, em sua visão, um desrespeito ao Parlamento.

— Aprovar esse projeto hoje é transformar o Congresso em um subpoder — declarou o senador.

Emendas e destaques

Jaques Wagner rejeitou 12 das 13 emendas apresentadas em Plenário. As sugestões dos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Angelo Coronel (PSD-BA), por exemplo, pretendiam fixar em 8% a contribuição previdenciária dos municípios até o fim deste ano, prevendo um novo projeto para tratar da reoneração a partir de 2025.

O relator argumentou que seu substitutivo já traz uma solução dialogada para a desoneração da folha dos municípios. Pelo projeto, a retomada da contribuição previdenciária dos municípios com população inferior a 156 mil habitantes também será escalonada. Até o fim deste ano, será de 8%. No ano que vem, o percentual será de 12%. Em 2026 será de 16%, chegando aos 20% em 2027, no fim do período de transição.

O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) apresentou emendas para alterar as regras sobre acordos para cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) e também para a cobrança de multas. Apesar de elogiar a iniciativa do colega, Jaques Wagner não acabou as emendas e manteve o texto do seu substitutivo.

Por outro lado, o relator acatou parcialmente a sugestão do senador Laércio Oliveira (PP-SE) sobre a negociação de créditos com autarquias e fundações públicas.

O líder da oposição no Senado, Marcos Rogério (PL-RO), declarou que o projeto tem muitos pontos controversos. Ele criticou, por exemplo, a previsão do aumento do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) nos juros sobre capital próprio, que subiria de 15% para 20%. Marcos Rogério lembrou que a medida só vai entrar em vigor no ano que vem, caso o Congresso aprove o texto, quando outro Orçamento estará em vigor.

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) sugeriu que o texto deixe claro que a majoração será feita apenas no período de transição. Na negociação em Plenário, Jaques Wagner acatou o destaque pela retirada desse item.

Compensação

A demora na votação da matéria ocorreu devido ao impasse entre governo e Congresso para encontrar medidas de compensação pela desoneração da folha de pagamento até 2026. O relator informou que, depois de muitas reuniões, foi possível chegar a um conjunto de medidas para compensação da renúncia. Essas medidas foram incorporadas ao projeto — razão pela qual Jaques Wagner apresentou um substitutivo.

Estas são, entre outras, algumas das medidas do projeto para compensar a renúncia com a desoneração:

  • atualização do valor de bens imóveis junto à Receita Federal;
  • aperfeiçoamento dos mecanismos de transação de dívidas com as autarquias e fundações públicas federais;
  • medidas de combate à fraude e a abusos no gasto público, como medidas cautelares e mais rígidas nos benefícios do INSS;
  • instituição do Regime Especial de Regularização Geral de Bens Cambial e Tributária, para declaração voluntária de recursos, bens ou direitos de origem lícita, não declarados ou declarados com omissão ou incorreção em relação a dados essenciais, mantidos no Brasil ou no exterior, ou repatriados por residentes ou domiciliados no país.
  • O projeto ainda estabelece que, durante o período de transição, a empresa que optar por recolher pelo Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) deverá se comprometer a manter em seus quadros funcionais, ao longo de cada ano-calendário, quantitativo médio de empregados igual ou superior a 75% do verificado na média do ano-calendário imediatamente anterior. O percentual foi alcançado em uma negociação entre o senador Castellar Neto (PP-MG) e o relator.

Doação

O projeto aprovado nesta terça-feira no Senado tramitava em conjunto com o PL 4.719/2020, que estabelece a isenção de tributos federais para a doação de medicamentos à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, às Santas Casas de Misericórdia, à Cruz Vermelha Brasileira e a entidades beneficentes certificadas. Para Jaques Wagner, porém, a matéria será mais bem instruída e apreciada se sua tramitação ocorra de forma autônoma. Com a separação, o PL 4.719/2020 irá iniciar sua tramitação pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

Oportunidades: STJ lança concurso com salários de R$12 mil

21/08/24

Ascom STJ

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O Superior Tribunal de Justiça -STJ, publicou  nesta segunda-feira (19/8) o edital do concurso público. O certame formará cadastro reserva para os cargos de analista judiciário para áreas administrativa, judiciária e de apoio especializado, cujo salário é de R$ 12.455,30. De acordo com o edital, haverá reserva de vagas observando as cotas obrigatórias previstas em lei. Acesse aqui o edital.

Organizada pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), a seleção será composta por provas objetivas e prova discursiva. A aplicação das provas do concurso está marcada para o dia 1º de dezembro. Os candidatos ao cargo de  analista judiciário — área administrativa — especialidade: inspetor da polícia judicial também farão teste de aptidão física.

Todas as fases do certame, para todos os candidatos, bem como as etapas comprobatórias para os candidatos que solicitarem concorrer às vagas reservadas às pessoas com deficiência ou a candidatos negros e dos candidatos indígenas, serão realizadas em Brasília (DF).

O período de inscrições e de solicitação da isenção da taxa de inscrição será de 30 de agosto a 20 de setembro. Interessados poderão se inscrever por meio do site do Cebraspe. O valor da taxa é de R$ 120.

Fonte: Correio Braziliense

Lagoa Grande: Catharina Garziera é mais uma força feminina a disputar eleição para prefeita no Sertão

21/08/24

Por Cinara Marques

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Atual vice-prefeita de Lagoa Grande,  e candidata à prefeita, Catharina Garziera, do PSB, é mais uma força feminina nas chapas majoritárias que concorrem ao  pleito de 2024 no estado.

Vice-prefeita Catharina Garziera ao lado do prefeito ValmirCappellaro

 

Filha dos ex-prefeitos, Jorge e Rose Garziera, Catharina tem o DNA político no sangue, principalmente de promover ações mais próximas  das comunidades menos assistidas na região do São Francisco.

Substituindo o pai na disputa eleitoral deste ano, (  por motivo de saúde de Jorge afastou-se do processo),  Catharina vem na cabeça de chapa apoiada incondicionalmente ao lado do candidato a vice, Olavo Marques, PSD,  pelo time do prefeito reeleito, Vilmar Cappellaro, MDB, condutor oficial do processo eleitoral da disputa da chapa governista em Lagoa Grande.

“Cresci com meus pais, especialmente meu pai, trabalhando pelo nosso povo. Em 2020 assumi a missão ao lado do prefeito Vilmar Cappellaro, como vice-prefeita eleita, unindo ainda mais esse time que mais fez por nossa Lagoa Grande. Agora não poderia deixar de conduzir esse processo a pedido de uma das pessoas que mais amo nesse mundo que é meu pai, e de todo nosso grupo político que sabe fazer e fará muito mais por nossa cidade. Conto com todo o povo lagoagrandense para caminharmos mais uma vez, juntos”, relatou Catharina Garziera

Foto: Isael Dias Cordeiro, divulgação 

Supremo  faz acordo com governo e Congresso para manter emendas, mas cobra ajustes

21/08/24
Estadão Conteúdo
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Supremo  faz acordo com governo e Congresso para manter emendas, mas cobra ajustes

A expectativa agora é a de que o ministro Flávio Dino, relator do processo sobre as emendas, reconsidere a decisão, confirmada por unanimidade

O Supremo Tribunal Federal (STF) anunciou nesta terça-feira (20) ter chegado a um acordo com o Congresso e com o governo Lula sobre as emendas parlamentares. Em nota, após almoço que reuniu todos os ministros da corte, dois ministros do Executivo e os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), o tribunal disse que as autoridades chegaram a um consenso para assegurar “critérios de transparência, rastreabilidade e correção” do dinheiro público do Orçamento que deputados senadores direcionam a seus redutos eleitorais por meio de emendas parlamentares.

A expectativa agora é a de que o ministro Flávio Dino, relator do processo sobre as emendas, reconsidere a decisão, confirmada por unanimidade pelo plenário do STF, que suspendeu todos os repasses. Um novo despacho deve contemplar os pontos acordados na reunião. A liminar continua em vigor até a revisão.

EMENDAS PIX

As emendas Pix, que estão no centro da crise entre os poderes, foram mantidas e continuam impositivas, ou seja, precisam ser pagas pelo governo federal, mas o Congresso precisará identificar previamente o destino dos recursos e prestar contas ao Tribunal de Contas da União (TCU). Atualmente, essa modalidade de emenda não indica claramente que é o deputado que a apadrinha e autoriza repasses a estados e prefeituras sem necessidade de apontar um projeto específico para a verba ser gasta. Outra novidade é que deputados e senadores devem priorizar a destinação de recursos a obras inacabadas.

Segundo o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do STF, as autoridades decidiram manter as “emendas Pix”, mas dar fim ao que ele chamou de “transferências livres”. Barroso disse que o tema mais problemático eram justamente essa modalidade de emenda “O tema mais problemático, que havia sido objeto de uma liminar do ministro Flávio Dino, era o das ‘emendas Pix’, que envolviam uma transferência de recursos livre para o destinatário livre da apresentação de um plano de trabalho, ou de um objeto específico, ou de um cronograma, e isso nós ajustamos que não poderá permanecer”, declarou.

Barroso disse que, com as mudanças, todas as emendas individuais serão identificadas. “Rastreabilidade significa saber quem indicou e para onde vai.”

No caso das emendas de comissão, ficou definido que elas devem financiar “projetos de interesse nacional ou regional”, definidos em comum acordo entre Legislativo e Executivo, o que na prática tende a empoderar o Palácio do Planalto.

PREOCUPAÇÃO DO SUPREMO

Os ministros do STF vinham demonstrando preocupação com a captura do orçamento pelo Poder Legislativo. Ao suspender as emendas, Flávio Dino chegou a afirmar que as despesas discricionárias criadas pelos parlamentares são uma “anomalia”, dado o nosso sistema presidencialista. Quando votou no caso, Gilmar Mendes, decano do tribunal, também defendeu a necessidade de “preservação das competências conferidas ao Executivo e de consecução do desenvolvimento econômico e social”.

Em pronunciamento após o almoço, Barroso afirmou que esse foi o “consenso possível” para preservar a governabilidade e, ao mesmo tempo, garantir a participação do Congresso no orçamento. “Conseguimos enfrentar dois debates, a rastreabilidade e a fragmentação (orçamentária). A questão do volume de recursos ainda é essencialmente política e não estava em discussão aqui no Supremo”, afirmou o presidente do STF.

Segundo o acordo, as emendas de bancada, por sua vez, precisam ser destinadas a projetos “estruturantes” nos Estados e no Distrito Federal, de acordo com a definição da bancada. Ficam vedadas indicações individuais, ou seja, uma simples divisão dos recursos, a pedido dos parlamentares, para seus redutos eleitorais.

Também estiveram no almoço o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o procurador-geral da República Paulo Gonet.

Candidata da UP à Prefeitura do Recife defende ser possível governar à base de decretos e portarias

21/08/24
Por Betânia Santana
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Ludmila Outtes observa que o presidente Lula tem poderes mais amplos que o Legislativo e não precisa render-se ao parlamento
Integrante de um dos partidos mais jovens do Brasil, a candidata à Prefeitura do Recife pela Unidade Popular (UP), Ludmila Outtes, observa que legendas como PT e PCdoB já não podem ser consideradas de esquerda.”Há um tempo esses partidos mudaram a forma não só de encarar o mundo, mas a própria política”, declarou em entrevista à Rádio Folha FM 96,7. Vê no Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um perfil muito mais de centro que de esquerda e observa ser possível governar sem aliar-se ao Centrão, integrado por forças mais conservadoras e comandado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP)

Nenhuma pauta é aprovada no Congresso Nacional sem que o presidente negocie com o parlamento. Mesmo assim, Ludmila Outtes aposta que o Executivo tem poderes mais amplos que os do Legislativo, e que é possível as propostas ganharem vida sem as  imposições de deputados.

“O Executivo tem o poder de decretos e portarias sem precisar passar pelo Legislativo”, defendeu. Participante das sabatinas na Rádio Folha, o cientista político Hely Ferreira registrou que a estratégia de governar recorrendo a decretos seria um retrocesso.

“Estaríamos voltando à ditadura militar, governando à base de decreto”, enfatiza, lembrando que o recurso foi mantido na Constituição. “Mas deram o nome mais suave de medida provisória”, alertou.

A Unidade Popular foi regulamentada como partido em 2019, após a coleta de 1,2 milhão de assinaturas, durante dois anos.

Centro do Recife
O prefeito-candidato João Campos não quer ficar sozinho na luta para revitalizar o Centro do Recife e torná-lo habitável. Em conversa com representantes do Sinduscon e da Ademi, prometeu perdoar dívidas tributárias de quem investir em imóveis na região e criar uma lei para estimular a moradia na área. Reconhece ser necessário diversificar o perfil das famílias para potencializar a proposta.

Pontes

Na conversa, João Campos contou das entregas e projetos para a cidade e lembrou ser importante construir pontes. Tanto na política quanto na engenharia. Na próxima segunda, o bate-papo será com o candidato Daniel Coelho (PSD).

Porto
O Governo Raquel Lyra iniciou um dos projetos mais esperados em Porto de Galinhas: a primeira etapa do sistema de esgotamento sanitário. Investimento de R$ 65 milhões. A promessa é também melhorar o abastecimento d’água na área das piscinas naturais.

Floresta
A morte do ex-deputado Vital Novaes deixa a família saudosa e a política mais pobre em Floresta. Ele foi um dos responsáveis pela junção dos Ferraz e Novaes na eleição deste ano. Filho da prefeita-candidata Rorró Maniçoba, o adversário e deputado Kaio Maniçoba divulgou nota de pesar nos stories.

Ação de Governo: Prefeitura do Recife investe R$ 7 milhões em obras de contenção de encosta no Ibura

21/08/24

Imprensa PCR

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Trabalhos foram realizados na rua Dr. Paulo de Biase e já estão impactando diretamente a vida de cerca de 900 pessoas moradoras da área, proporcionando mais segurança e tranquilidade

A Prefeitura do Recife finalizou a contenção definitiva das encostas e a drenagem em três trechos da rua Dr. Paulo de Biase, no bairro do Ibura, Zona Sul da capital. Com um investimento de R$ 7 milhões da gestão municipal, os trabalhos foram realizados pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB). As intervenções já estão beneficiando diretamente cerca de 900 moradores, oferecendo maior segurança e tranquilidade.

“Menos lixo, mil vezes melhor. Era horrível essa escada aqui. Eu tenho dois meninos pequenos que só viviam caindo. Não tinha lugar pra eles brincarem, embaixo também era perigoso”, compartilhou Elaine Francisca da Silva, 31 anos. Moradora da rua há mais de cinco anos, ela também falou sobre o alagamento que atingia sua casa devido ao lixo que acumulava na antiga canaleta de drenagem. “Hoje em dia mudou muito”, disse.

O maior trecho das obras recebeu um investimento de R$ 3,2 milhões e já está impactando positivamente a vida de 115 famílias da área. Foram erguidos oito muros de arrimo, totalizando 1.199 m², além de 2.423 m² de piso de concreto e 1.812 m² de proteção de talude com tela argamassada. Também foram construídos 348 m² de canaletas de drenagem, 60 metros de escadarias e 24 metros de corrimões.

O segundo trecho das obras recebeu aportes da ordem de R$ 1,7 milhão e incluiu a construção de oito muros de arrimo, somando 600 m², além de 372 m² de piso em concreto e 285 m² de proteção de talude com tela argamassada. Também foram feitos 162 m² de canaletas de drenagem, 32 metros de escadarias e 30 metros de corrimões. Essa fase já está beneficiando 37 famílias da região.

O terceiro trecho das obras, com um investimento de R$ 1,9 milhão, está beneficiando 58 famílias. A intervenção incluiu a construção de um muro de arrimo com 571 m², mais de 850 m² de piso em concreto e 436 m² de proteção de talude em tela argamassada. Além disso, foram feitos 182 m² de canaletas de drenagem, 70 metros de escadarias e 36 metros de corrimões.

Segundo Márcia Maria de Barros Silva, 40 anos, o lugar “tá” outra coisa. Já avó de uma pequena menina, ela vive no local há mais de 20 anos e assegura que a benfeitoria foi um grande passo rumo a uma vida melhor e mais segura – para ela e para todos. “A gente não dormia a noite porque ficava esperando. Quando começava a chover, todo mundo acordava”, contou.

Desde 2021, a Prefeitura do Recife já concluiu 20 obras de contenção de encostas apenas no bairro do Ibura, com investimentos da ordem de R$ 30,5 milhões. Atualmente, há mais nove intervenções em execução com aportes da ordem de R$ 18,9 milhões.

Fotos: Wagner Ramos/Prefeitura do Recife

Febre do Oropouche: Pernambuco registra terceiro caso de óbito fetal com doença

21/08/24
Portal Folhape
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Ainda não é possível determinar que a perda gestacional foi motivada pela indecção pelo vírus
Pernambuco registra terceiro caso de óbito fetal com Febre do Oropouche
Pernambuco registrou, nesta terça-feira (20), o terceiro caso de perda gestacional de um feto diagnosticado com o vírus oropouche.
A relação entre a doença e a perda gestacional está sendo investigada.Este terceiro registro aconteceu na cidade de Machados, no Agreste Setentrional do Estado.

A mãe do bebê, de 43 anos, não apresentava comorbidades e contava com 34 semanas de gestação.

O acompanhamento, realizado pela Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), se deu em função de a mulher ter apresentado sintomatologia condizente às arboviroses, entre elas a Febre do Oropouche.

Como resultado, a análise identificou transmissão vertical, quando a transmissão ocorre de mãe para filho.

Este é o terceiro caso, em Pernambuco, de transmissão vertical da Febre do Oropouche.

Antes, ocorreram óbitos com fetos positivos para a arbovirose nos municípios de Rio Formoso e Ipojuca.

Em apenas um deles, até o momento, chegou-se à conclusão que o Oropouche foi motivo do óbito.

A SES-PE informou que tem realizado monitoramento constante para investigar, juntamente com os municípios, os casos suspeitos de infecção pelo oropouche.

Diagnóstico
O diagnóstico desse novo caso foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN/PE).

Para tal, foram encaminhadas amostras da mãe e do feto ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém/PA, referência nacional no estudo de arboviroses para realização de exames complementares.

A Vigilância do Óbito Fetal de Pernambuco atua para localizar, captar e investigar estes casos para incrementar dados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Cuidados
A SES-PE reforça os cuidados em relação às gestantes quanto à prevenção da doença.

É importante, para o momento, que as grávidas pernambucanas diminuam a exposição à picada do maruim (culicóide), transmissor do Oropouche.

Usar roupas que protejam a pele da exposição, principalmente nos horários de penumbra (ao amanhecer e ao anoitecer), quando os vetores se mostram mais ativos.

Além disso, estar mais atento a essas precauções em locais próximos a matas ou florestas ou com presença de árvores frutíferas.

Outra forma de prevenção é o uso de repelentes adequados para gestantes (produtos à base de Icaridin ou Picaridin, N-Dietil-meta-toluamida (DEET),  IR 3535 ou EBAAP (BVS, 2022) e o cuidado com o acúmulo de lixo também ajudam a evitar o contato com os insetos.

Dados da Oropouche
Pernambuco contabiliza, nesta terça-feira (20), 122 casos confirmados da Febre do Oropouche.

Até o momento, o vírus oropouche isolado foi identificado em pacientes dos municípios de: Jaqueira, Pombos, Água Preta, Moreno, Maraial, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Timbaúba, Itamaracá, Jaboatão dos Guararapes, Catende, Camaragibe, Ipojuca, Itaquitinga, Macaparana, Sirinhaém, Bonito, Garanhuns, Aliança e Machados.

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