Jornalista Andréia Sadi informa que investigadores estão indignados com “circo” criado pelo bolsonarismo e ataques à PF e veem ação eleitoral na vinda do ministro
—
—
Anderson Torres e Jair Bolsonaro (Foto: Carolina Antunes/PR)Policiais federais estão indignados com o “circo” criado pelo bolsonarismo neste domingo (23) no episódio da prisão de Roberto Jefferson e veem ação eleitoral na intervenção do ministro da Justiça, Anderson Torres. Aliado de Bolsonaro, o ex-deputado resistiu à ordem de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes por cerca de oito horas e atirou com fuzil e granada contra os agentes.
Segundo bastidores da jornalista Andréia Sadi, da Globonews, os policiais “veem na vinda do ministro uma operação política apenas para conter danos eleitorais – já que lembram que Bolsonaro sempre defendeu Jefferson de investigações de Moraes”. Anderson Torres estava em Juiz de Fora e teria vindo para o Rio para conter a “crise”, como ele mesmo chamou a situação no Twitter.
Confira as mensagens de Andréia Sadi publicadas na rede social:
– Conversei com o ministro da Justiça- enviado ao Rio pelo presidente após Jefferson recusar a cumprir ordem judicial e ATIRAR contra policiais federais. – como Jefferson tinha armas e granadas- como aponta a investigação- se ele estava em prisão domiciliar?
Agentes cumpriam mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes.
—
Roberto Jefferson posta imagens da PF do lado de fora de sua casa
Reprodução/Twitter
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expediu neste domingo (23) um mandado de prisão contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB). A Polícia Federal foi à casa de Jefferson na cidade de Comendador Levy Gasparian (RJ) para prendê-lo e, segundo o próprio ex-deputado, foi recebida com tiros disparados por ele. Segundo fontes da PF, dois agentes ficaram feridos, um delegado e uma policial.
Jefferson postou vídeos mostrando o monitor de sua televisão com as imagens dos agentes federais na porta de sua casa. Uma das imagens mostra o pára-brisas de uma viatura da PF com marca de tiro.
“Eles atiraram em mim eu atirei neles. Estou dentro de casa mas eles estão me cercando. Vai piorar muito. Eu não me entrego. Vou cair de pé como homem que sou”, disse Jefferson no vídeo. “Eu não vou me entregar. Chega me cansei de ser vítima de arbítrio e abuso. Eu vou enfrentá-los. Em nome da liberdade do respeito da família, da vida pública. Não vou me entregar.”
Em outro vídeo, Jefferson negou ter atirado na direção dos policiais federais. “Não atirei em ninguém para pegar. Atirei no carro perto deles.”
Jefferson cumpre prisão domiciliar e usa uma tornozeleira eletrônica. Ele é investigado no STF em um inquérito sobre a prática milícias digitais antidemocráticas e teve a prisão preventiva decretada em agosto de 2021. Ele tentou se candidatar à presidência nestas eleições mas teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Na sexta-feira (21), Roberto Jefferson fez as ofensas à ministra Carmen Lúcia devido ao voto a favor de punição à emissora Jovem Pan. Em um vídeo, de cerca de um minuto, o petebista ofendeu a ministra por ter acompanhado o voto do ministro relator, Alexandre de Moraes.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, disse que repudia ‘as falas do Sr. Roberto Jefferson contra a Ministra Carmen Lúcia e sua ação armada contra agentes da PF, bem como a existência de inquéritos sem nenhum respaldo na Constituição e sem a atuação do MP” e que determinou a ida do Ministro da Justiça ao Rio de Janeiro para acompanhar o andamento do que chamou de “lamentável episódio”.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste domingo que “ninguém tem o direito de usar os palavrões contra uma pessoa comum, muito menos uma pessoa que exerce cargo de ministra do Supremo”.
Ofensas a Carmen Lúcia
O Tribunal Superior Eleitoral emitiu uma nota na tarde deste sábado repudiando as agressões sofridas pela ministra Carmen Lúcia ditas pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson. A nota, assinada pelo Presidente do TSE, Alexandre de Moraes, diz que:
“O Tribunal Superior Eleitoral repudia a covarde e abjeta agressão desferida contra a Ministra Carmen Lúcia e tomará todas as providencias institucionais necessárias para o combate a intolerância, a violência, o ódio, a discriminação e a misoginia que são atentatórios à dignidade de todas as mulheres e inimigos da Democracia, que tem, historicamente, em nossa Ministra uma de suas maiores e intransigentes defensoras”.
Roberto Jefferson disse que não atirou em direção aos agentes da PF (Foto: Reprodução)
A nota ainda chama o ataque de machista e que essa atitude não se configura como “liberdade de expressão”.
“A utilização de agressões machistas e misóginas demonstra a insignificante estatura moral e intelectual daqueles que, covardemente, se escondem no falso manto de uma inexistente e criminosa “liberdade de agressão”, que jamais se confundirá com o direito constitucional de liberdade de expressão que, no Brasil e nos países civilizados, não permite sua utilização como escudo protetivo para a prática de todo tipo de infrações penais” finalizou.
A bancada feminina do Senado e a procuradora especial da Mulher no Senado também repudiaram veementemente o ataque. A Senadora Eliziane Gama classificou a fala do ex-deputado como “Repugnante, asquerosa e e imoral”.
“Repugnante, asquerosa e imoral a fala de Roberto Jefferson sobre a Min. Carmen Lúcia. As palavras criminosas agridem e desrespeitam a todas as mulheres e não vão ficar impunes. Vamos adotar todas as medidas legais cabíveis. A bancada feminina do Senado não vai aceitar esse absurdo” escreveu a senadora no twitter.
Um empregado disse que um frigorífico em Betim (MG) prometeu um pernil para cada funcionário que levar o comprovante de voto em Bolsonaro na segunda-feira seguinte ao segundo turno
—
(Foto: Reprodução)
—
—
Funcionários de um frigorífico de Minas Gerais foram pressionados a vestir uma camiseta na quinta-feira (20) com o slogan e o número de Jair Bolsonaro (PL) e a participar de uma conversa sobre o segundo turno das eleições. A ação aconteceu em Betim, município da região metropolitana de Belo Horizonte (MG), nas empresas Serradão e Frigobet, que são do mesmo grupo. A conversa contou com a participação do deputado federal bolsonarista Mauro Lopes (PP-MG).
Um empregado disse ao jornal Folha de S.Paulo que o frigorífico prometeu doar um pernil para cada funcionário que levar o comprovante de votação na segunda-feira seguinte ao segundo turno (31) se Bolsonaro for reeleito.
O deputado negou que ele ou o dono do frigorífico tenham prometido um pernil para os funcionários. Lopes mudou sua versão sobre a entrega de camisetas e disse, por fim, que foi ele quem fez a doação.
Ministério Público advertiu o prefeito para que cesse com a prática ilegal
—
(Foto: Reprodução)
—
SÃO PAULO (Reuters) – O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina recomendou ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que ele imediatamente se abstenha de orientar empresários a “sugerir, recomendar, influenciar ou induzir” trabalhadores a votarem em quaisquer candidatos, depois que ele instou líderes empresariais a orientar colaboradores a votar no presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL).
A recomendação, feita nesta sexta-feira, é assinada pela procuradora Mariana Casagranda e faz parte de um procedimento investigatório instaurado na véspera em face do prefeito de Chapecó, que é um importante polo de frigoríficos.
A recomendação cita um vídeo em que Rodrigues insta líderes empresariais da cidade a orientar colaboradores a votar em Bolsonaro. “Reúnam os seus colaboradores e orientem eles. O Brasil não pode virar uma Venezuela. E só não vai virar se Bolsonaro continuar presidente do Brasil”, disse Rodrigues no vídeo visto pela Reuters, dirigindo-se à comunidade empresarial local, declarando em seguida o seu nome e cargo.
As duas candidatas ao Governo do Estado se enfrentaram na noite desta sexta-feira (21)
—
—
1º bloco
Com um formato novo que vem sendo usado em outros debates, as candidatas puderam usar o tempo de 12 minutos da forma que quisessem. No entanto, cada uma tentou levar o enfrentamento para um campo diferente. Acusações de mentiras e análises sobre a situação do Estado prevaleceram durante todo o primeiro bloco. Um dos pontos mais polêmicos foi levantado por Marília Arraes se referindo ao tempo em que Raquel Lyra foi secretária de Juventude e Qualificação, quando ocorreu uma rebelião em uma das unidades da Funase e um jovem foi morto. Raquel afirmou que não conseguiu indicar um nome para a Fundação e que, portanto, não tinha como gerenciar os problemas das unidades socioeducativas. Raquel, por sua vez, cobrou de Marília a falta de emendas orçamentárias para a habitação em Pernambuco. A candidata que, atualmente, é deputada federal afirmou que Raquel não entende o funcionamento do Congresso por nunca ter tido um mandato no Legislativo Federal.
– PUBLICIDADE –
2º bloco
No segundo bloco, aconteceram duas rodadas de perguntas feitas por jornalistas selecionados para as candidatas com temas livres. O bloco começou, no entanto, com um direito de resposta dada à Marília Arraes para responder a uma fala de Raquel Lyra no momento anterior. A primeira pergunta foi feita à Raquel e abordou a questão da pobreza. Ela citou alguns dos seus programas de governo para a temática, como o Mães de Pernambuco (que vai dar 300 reais para mães em situações de pobreza) e o Restaurante Bom Prato, por exemplo. Marília afirmou que pretende destinar R$ 1 bilhão para a fome e também citou os seus planos, como Cozinha Solidária. Em seguida, Marília foi questionada sobre o polo têxtil. Ela afirmou que vai concluir as obras da BR-104 e acenou ao microempreendedor pernambucano quando falou sobre facilitação de acesso ao crédito pelos empresários. Raquel preferiu focar na capacidade que o Estado possui e garantiu que os municípios terão a conclusão das obras. Questionada sobre apoio de bolsonaristas ao seu nome apesar de ter declarado neutralidade, Raquel disse que recebeu apoio de pessoas que votam em Lula e em Bolsonaro e que não vai enxergar bandeiras partidárias. Marília e Raquel aproveitaram para afirmar quem apoia e quem recebe apoio no segundo turno. Perguntada sobre liberdade de expressão, Marília e Raquel deixaram claro que apoiam e incentivam o papel da imprensa na sociedade. O clima esquentou quando foi abordado o assunto de notícias falsas. Enquanto Raquel falou sobre vitórias na Justiça Eleitoral contra Marília, a candidata do Solidariedade disse ter sofrido fake news em 2020, durante campanha à Prefeitura do Recife. Em outra pergunta, elas foram questionadas sobre diálogo com o Executivo, seja quem for o vencedor. As duas afirmaram que vão discutir com o presidente eleito para trazer recursos ao Estado. Por fim, sobre segurança pública, Marília voltou a mencionar o Pacto pela Vida e disse que pretende aproximar o trabalho da PM com a população. Por sua vez, Raquel apresentou sua proposta de concursos públicos para a área e prevenção social.
3º Bloco
A questão dos apoios voltou ao tema quando Marília abriu o debate livre entre as candidatas criticando Raquel por não ter decidido se posicionar em relação à disputa nacional. Em seguida, o debate foi para a discussão sobre as propostas de cada uma para o combate à violência contra a mulher. Enquanto Raquel lembrou das ações que realizou em Caruaru e garantiu a abertura de delegacias especiais para as mulheres em regime de plantão, Marília falou da criação de uma núcleos de atendimento à mulher em todas as delegacias do Estado. Ainda na temática de garantir os direitos das mulheres, Raquel falou que um dos caminhos será a construção de 60 mil vagas em creche. Marília falou que é preciso ter diálogo com institucional para tirar o projeto do papel e garantiu que pretende trabalhar em parcerias com municípios, repassando recursos para viabilizar as vagas. Ao tratar da questão ambiental, Marília acabou pegando Raquel de surpresa quando pediu para ela comentar sobre as sanções recebidas aplicadas ao Brasil pela União Europeia pela questão pela política ambiental. A tucana acabou perguntando que sanções para depois dar a resposta. Houve uma divergência entre as duas ao comentar a proposta de Raquel de construir 5 novas maternidades no Estado. Para Marília, é importante primeiro cuidar dos equipamentos já existentes.
4º Bloco
Nas considerações finais, Marília Arraes destacou algumas fotos de Raquel Lyra ao lado de Paulo Câmara no Google e fez questão de enfatizar que está ao lado do ex-presidente Lula (PT) nesta campanha. Já Raquel afirmou que Pernambuco vive um momento ruim e citou Marília como “a candidata de Paulo Câmara”. Além disso, mencionou sua atuação enquanto esteve como gestora da cidade de Caruaru.
O Náutico está rebaixado à Série C do Campeonato Brasileiro. Antes mesmo de entrar em campo neste domingo (23), contra o Grêmio, nos Aflitos, pela 36ª rodada da Série B, o Timbu já teve a queda decretada após a vitória por 3×2 da Chapecoense diante do Tombense, nesta sexta (21), na Arena Condá. Na 16ª posição, a Chape chegou aos 42 pontos e não pode ser ultrapassada pelos pernambucanos, que estão na lanterna, com 30. Agora, resta ao Timbu cumprir tabela na competição.
Histórico
Assim como em 2017, o Náutico é rebaixado à Série C com três rodadas de antecedência. Na ocasião, o Timbu tinha 31 pontos, ocupando a 19ª posição, sem chances de alcançar o então 16º, o CRB, que possuía 42 à época.
A queda oficializada ocorreu com os pernambucanos tendo oito vitórias, sete empates e 20 derrotas – aproveitamento de 29,5%. Ao término da Série B, o clube só somou um ponto a mais, concluindo com 42, acumulando mais um resultado de igualdade e dois tropeços que deixou o time da Rosa e Silva em último.
Atualmente, o Náutico tem oito vitórias, seis empates e 21 derrotas, com um desempenho de 28% dos pontos conquistados. Uma semelhança que chama atenção com a temporada 2017 é o número de técnicos. No período, o Timbu teve cinco comandantes: Dado Cavalcanti, Milton Cruz, Waldemar Lemos, Beto Campos e Roberto Fernandes. Desse quinteto, dois também estiveram em 2022, casos de Dado, atual treinador, e Roberto. Os demais foram Hélio dos Anjos, Felipe Conceição e Elano.
Além do Grêmio, o Náutico ainda enfrentará Chapecoense, em Chapecó, e Ponte Preta, nos Aflitos. Duelos com um detalhe peculiar. Afinal, os treinadores de ambos os clubes são desafetos da atual gestão alvirrubra.
Desafetos pelo caminho
Técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo treinou o Náutico na campanha do título da Série C em 2019, mas foi demitido no ano seguinte. Na ocasião, o Timbu chegou a alegar que o profissional tinha sido apenas rebaixado para treinar a equipe sub-23 – situação negada por Dal Pozzo. O treinador acionou o clube na Justiça e ganhou recentemente uma ação contra os alvirrubros no valor de R$ 635 mil.
A saída de Hélio dos Anjos, técnico da Ponte, também passou longe de ser amigável. Após ter o filho e auxiliar do clube à época, Guilherme dos Anjos, demitido por justa causa por conta de um posicionamento considerado contra a gestão alvirrubra, o treinador também foi dispensado sob o mesmo modelo. O profissional, campeão pernambucano pelo Náutico em 2021, também acionou o Timbu na Justiça.
Passagens na C
O Náutico jogou a Série C em três momentos: 1999, 2018 e 2019. No primeiro ano, chegou até a fase final do quadrangular, junto com Fluminense, São Raimundo/AM, e Serra/ES. O Timbu ficou em último e, inicialmente, apenas os dois primeiros subiam. Contudo, o nacional de 2000 não foi organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas sim pelo Clube dos 13, que adotou outro formato de disputa para o torneio, com módulos, e alçou o tricolor carioca para a elite nacional (Módulo Azul).
No Módulo Amarelo, a Série B do período, participaram 36 equipes, incluindo os 20 que teoricamente já estariam na Segundona de 2000, considerando os acessos e descenso de 1999, além de outros times convidados pela organização, caso esse do Timbu.
Em 2018, o Náutico liderou o Grupo A, mas caiu na segunda fase, perante o Bragantino. Em 2019, o clube subiu de divisão ao eliminar o Paysandu, nas quartas, e foi campeão perante o Sampaio Corrêa.
A candidata a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (foto – PSDB) iniciou o debate desta sexta-feira (21) falando sobre a importância de um novo tempo para Pernambuco e alertou sobre a grande quantidade de fake news que estão sendo espalhadas pela campanha da sua adversária.
Para Raquel, diante de tantas mentiras a adversária deveria se chamar “Mentirília”.
“Eu venho aqui me apresentar, buscando fazer um debate de alto nível. As pessoas estão cansadas de brigas, querem saber exatamente como é que nós vamos resolver o problema da falta de água, o problema do aumento da criminalidade, o problema da falta de habitação…
—
“Marília é a continuidade de Paulo Câmara”, lembra Raquel
A candidata ao governo do Estado, Raquel Lyra, mostrou logo no início do debate porque Marília Arraes é a candidata de Paulo Câmara.
Raquel acentuou a falta de propostas e de trabalho realizado por Marília, e lembrou de seu voto contra o Marco Legal do saneamento básico.
Raquel deixou claro logo no início do debate que não vai entrar no jogo baixo de Marília e sim apresentar as suas propostas para Pernambuco, que estão no plano de governo construído em colaboração com a população.
Até o momento, Marília já perdeu mais de dez ações na justiça eleitoral por divulgação de fake news.
Os prefeitos de Araripina, Granito e Santa Cruz reforçam o apoio a Lula e Marília Arraes
—
Lideranças dos dez municípios da Região do Araripe estiveram reunidas em Ouricuri para analisar as estratégias de ação na campanha do único palanque liderado por Lula- presidente e Marília- governadora.
Os prefeitos João Bosco (Granito), Raimundo Pimentel (Araripina), Eliane Soares (Santa Cruz) e os demais representantes decidiram sobre mobilização e todos os detalhes para reforçar a unidade do voto Lula e Marília.
A avaliação é de que eleitor de Lula vota também em Marília para fortalecer a unidade de crescimento do Brasil e de Pernambuco, com um presidente e uma governadora que tenha presença mais firme no Sertão do Araripe. Está definido que na próxima quinta-feira ( dia 27) , haverá uma mobilização regional também em Ouricuri.
“Marília conhece o Sertão e a realidade de Pernambuco”
Durante entrevista nos estúdios da rádio Voluntários da Pátria, em Ouricuri, ontem (20) o prefeito de Granito, João Bosco (Foto PT), fez uma avaliação positiva da campanha de Marília Arraes no segundo turno das eleições em Pernambuco.
“Marília tem lado, um histórico de lutas ao lado de Lula, e um importante lastro de serviços prestados com conhecimento da verdadeira luta do povo. Marília conhece o sertão e toda a realidade de Pernambuco”, pontuou João Bosco.
O prefeito João Bosco citou dicas de cuidado sobre o número da candidata Marília que é 77 e não 13, onde alguns eleitores podem confundir com o número do presidente Lula.
Lembrou que agora no segundo turno, na seção eleitoral, o primeiro voto é pra governador e o segundo voto para presidente. Ao encerrar, João Bosco, convidou a todos para um ato de campanha de Marília em Ouricuri, na próxima quinta-feira, dia 27, às 17 horas.
Você vai ler um resumo completo sobre o debate das duas candidatas a governadora de Pernambuco
—
Raquel Lyra e Marília Arraes participaram de debate na Rádio Jornal nesta quinta (20) – FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
—
O debate promovido pela Rádio Jornal com as candidatas Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) nesta quinta-feira, 20 de outubro, foi marcado pela intensa troca de acusações entre as postulantes. Elas disputam o segundo turno da eleição para o Governo de Pernambuco e, em meio à discussão, as propostas só foram esmiuçadas no bloco dedicado às perguntas de jornalistas.
As candidatas chegaram ao Sistema Jornal de Commercio de Comunicação sem esconder o jogo. Marília Arraes garantiu que iria debater Pernambuco, mas reforçou que jogaria o debate também para a conjuntura nacional, referindo-se à disputa entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) pela Presidência da República. A deputada, apoiada oficialmente pelo petista, cobra a adversária por um posicionamento e, diante da sua neutralidade, associa a ex-prefeita de Caruaru ao bolsonarismo.
Raquel Lyra também adiantou o tom do seu discurso no debate. À imprensa, a líder em intenção de voto, de acordo com a pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta semana, afirmou que focaria o debate no estado e acusou a campanha adversária de fabricar desinformação, referindo-se às recentes decisões da Justiça Eleitoral.
O debate começou com a artilharia de ambas as candidatas voltadas à rejeição. Raquel Lyra iniciou sua fala classificando a adversária como “candidata da continuidade”, referindo-se ao apoio do PSB do governador Paulo Câmara à candidatura de Marília Arraes. O apoio socialista se deu após Lula e o PT garantirem apoio exclusivo à ex-filiada no segundo turno, diante da derrota de Danilo Cabral no dia 2 de outubro.
“Paulo Câmara apoia sua candidatura. É um governador que levou nosso estado pra uma situação ruim”, disse Raquel Lyra, questionando Marília sobre a aliança com João Campos. A ex-prefeita de Caruaru citou a votação de Marília Arraes no Recife, assim como a briga com o prefeito e agora aliado João Campos, para afirmar que a população recifense não confia na adversária.
“A verdade é que quem conhece Marília não vota nela. Em Caruaru, temos confiança do nosso povo. As pessoas querem capacidade de mudar e liderança, que saiba como colocar sonhos num projeto e tirá-lo do papel para virar realidade. Marília faz aliança, briga de mentirinha, conchavo, briga com primo e para se juntar depois, como Paulo Câmara. Vale tudo pelo poder?”, questionou a tucana.
Enquanto Raquel tentou colar em Marília a rejeição de Paulo Câmara, avaliada em 56% segundo pesquisa Ipec de setembro, a deputada federal tentou virar o jogo. Além de recordar o apoio da ex-prefeita de Caruaru ao atual governador, a deputada tentou associar a adversária ao bolsonarismo e mesmo ao ex-presidente Michel Temer (MDB).
Marília Arraes disse ter uma história de luta em Pernambuco, mas afirma que Raquel Lyra começou a conhecer o estado há cerca de um ano ao lado de Anderson Ferreira (PL), que foi o candidato de Bolsonaro ao Governo. Na ocasião, o então prefeito de Jaboatão dos Guararapes visava ser candidato ao Senado na chapa da então prefeita de Caruaru.
“Você andou com o candidato de Bolsonaro, suas opiniões e ideias foram formadas ao lado do candidato de Bolsonaro. (…) A gente contou, ela falou 19 vezes o nome de Paulo Câmara no último debate. Não tenho nada a ver com o governador, nunca troquei 5 minutos de conversa com ele. Foi você quem colocou ele, junto com seu pai, o então governador João Lyra. Eu sabia que não ia dar certo”, disse.
Em tempo, Raquel rebateu as críticas à neutralidade: “não é o presidente da República que vai consertar o teto do Hospital da Restauração ou o Getúlio Vargas. Vamos concluir a obra do Hospital da Mulher no Agreste de Pernambuco”, disse.
ELEIÇÕES 2022, SEGUNDO TURNO. DEBATE DA RÁDIO JORNAL NO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES EM PERNAMBUCO ENTRE AS CANDIDADATAS AO GOVERNO DO ESTADO: RAQUEL LYRA E MARÍLIA ARRAES. – BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Marília Arraes chegou a sugerir que o apoio de Paulo Câmara à sua candidatura foi acordada com Raquel Lyra, com intuito de prejudicá-la. Além disso, nos últimos momentos do debate, a candidata do Solidariedade afirmou que a tucana tem acordo com Rodrigo Novaes (PSB), ex-secretário do Turismo do atual governador.
DEBATE DAS CANDIDATAS MARÍLIA ARRAES X RAQUEL LYRA, AO GOVERNO DE PERNAMBUCO REALIZADO NA RÁDIO JORNAL – RENATO RAMOS/JC IMAGEM
Aproveitando as críticas de Raquel Lyra sobre o mercado do turismo em Pernambuco, Arraes afirmou que o acordo pelo apoio de Novaes prevê a continuidade do secretário num eventual governo tucano. Como a afirmação ocorreu no último momento do debate, não houve direito de resposta ao vivo. A campanha da ex-prefeita, porém, enviou à reportagem a resposta da candidata sobre o assunto.
“Mais uma mentira de Marília Arraes. Eu nunca troquei eventual secretaria de governo por apoio político, estou fazendo uma campanha limpa e propositiva, que traga as soluções e propostas que nosso estado precisa. É assim que Pernambuco quer”, disse Raquel Lyra, em vídeo gravado após o debate.
Marília na ofensiva
Atrás nas pesquisas eleitorais, Marília Arraes adotou jogou na ofensiva, o que rendeu alguns bordões. A candidata criticou a adversária pela sua política educacional enquanto prefeita de Caruaru, apontando falhas na distribuição de merendas durante a gestão tucana na maior cidade do Agreste de Pernambuco.
Numa das suas falas, Marília afirmou que a adversária é conhecida como “Raquel do Tapuru” por causa de supostas larvas encontradas na alimentação das crianças na educação infantil de Caruaru. Além disso, citou que os indicadores apontados pela ex-prefeita não condizem com a realidade e disse que a tucana criou uma cidade imaginária chamada “Raquelândia”.
Sobre a disputa pela Presidência, Marília criticou Raquel afirmando que “neutro, só sabão de bebê”. Ao se defender sobre as críticas a Caruaru, a ex-prefeita afirmou que Marília Arraes nunca direcionou recursos de emendas parlamentares à cidade. Além disso, a tucana rebateu os ataques e contra-atacou citando as ações judiciais ganhas na Justiça contra a campanha adversária.
As falas repercutiram. Nos bastidores, interlocutores avaliaram que a postura combativa foi necessária, mas abriu espaço para contragolpes. Ao falar sobre maternidades, Marília Arraes citou que Raquel Lyra prometeu a construção de cinco maternidades em Caruaru, mas entregou somente uma.
Raquel se disse “perplexa com o desconhecimento” de Marília Arraes sobre a cidade, afirmando que o município nunca precisou de cinco maternidades, mas de uma unidade “decente”. A ex-prefeita disse que esse número de maternidades é necessário, sim, em todo o estado.
Após críticas de Raquel Lyra, Marília Arraes lança atualização do Plano de Governo
Outro ponto levantado por Raquel Lyra foi um comparativo entre os planos de governo. O documento elaborado pela campanha tucana (950 KB) tem 71 páginas, enquanto o plano disponibilizado oficialmente pela candidatura de Marília Arraes (396 KB) tem 12 folhas.
“Meu Plano de Governo tem 80 páginas, está no ar para você acessar. Mas não adianta um calhamaço de papel se você não cumpre”, disse Marília em resposta. Enquanto o debate acontecia, sua equipe lançou nas redes sociais uma atualização do documento (6 MB), este agora com 94 páginas.
As candidatas esmiuçaram suas propostas no terceiro bloco, quando responderam questionamentos dos jornalistas. As falas sobre Caruaru também forçaram Marília e Raquel a destrinchar suas ideias para o desenvolvimento do Agreste, por exemplo.
“Em relação ao Polo de Confecções, é necessário investimento em infraestrutura. Vamos concluir as quatro barragens da Mata Sul e integrar esse sistema de abastecimento ao Agreste de Pernambuco, pois a falta de água prejudica a produção. Além disso há o grande problema com o fisco, o tratamento do estado com os empresários. Muitas vezes, o governo trata empreendedores como bandidos, ao invés de amigos”, disse Marília.
A candidata afirmou que iria rever a tributação para os empreendimentos e garantiu diálogo permanente com o Polo de Confecções. Ela também afirmou que pretende abrir um núcleo da Universidade de Pernambuco específico para moda e design.
Raquel Lyra também comentou o assunto e fez observações sobre o discurso adversário. Disse que o problema da água no Agres não tem relação com as quatro barragens da Mata Sul, mas com a conclusão da Adutora do Agreste e da Adutora do Cerro Azul, além da troca das tubulações de água.
“Estamos falando de água pra empreender, para cozinhar e tomar banho. A UPE já tem um núcleo em Caruaru para tratar de moda, com dois cursos: de sistema de informação e gestão com ênfase em moda”, comentou Raquel, afirmando que reduziria a carga tributária e oferecia acesso à crédito ao setor.