Primeiro debate do 2º turno entre Lula e Bolsonaro será hoje ( 16 ) na Band

16/10/22
JosnalismoBand
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Confira as regras e o horário do debate presidencial na Band no próximo domingo entre o petista e o atual presidente

band debates governador
Crédito: Renato Pizzutto/Band/Divulgação

O primeiro debate entre presidenciáveis do segundo turno acontecerá neste  domingo (16/10), às 20h, horário de Brasília. Organizado pelo pool de veículos de imprensa formado por Grupo Bandeirantes, TV Cultura, Folha de S.Paulo e UOL, o debate colocará frente a frente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual, Jair Bolsonaro (PL), a duas semanas da votação, prevista para o dia 30.

De acordo com a Band, os representantes dos partidos e a direção da empresa acordaram, na última terça-feira (11/10), as regras do debate presidencial, as posições dos candidatos e a ordem de quem pergunta e quem responde. Bolsonaro ficará do lado direito do palco e Lula, do esquerdo.

No primeiro bloco, Lula e Bolsonaro farão perguntas entre si, com direito a respostas, réplicas e tréplicas, sendo que cada candidato terá 15 minutos para perguntas e respostas. O petista é quem iniciará o confronto.

Já no segundo bloco, os candidatos vão responder perguntas feitas por jornalistas dos veículos que participam do pool. Cada um deverá responder as mesmas perguntas, com 1 minuto e 30 segundos para cada resposta.

Por fim, no terceiro bloco os candidatos voltarão a fazer perguntas entre si, mas também deverão responder perguntas dos âncoras. No final, Bolsonaro e Lula farão, nesta ordem, suas considerações finais.

Os postulantes terão cerca de 80% do tempo disponível para perguntar, responder, replicar ou treplicar, destacou o diretor de Jornalismo da Band, Fernando Mitre. “As regras aprovadas são muito boas, flexíveis, elas darão aos candidatos todas as condições e tempos suficientes para que eles expressem suas opiniões, mostrem seus estilos e seus programas,” disse. Cada candidato deverá controlar seu tempo entre a resposta e tréplica.

O programa será gravado na sede da Band, em São Paulo, e será transmitido pelos veículos de imprensa que compõem o pool.

Datas dos debates presidenciais de 2º turno

  • 16 de outubro (domingo) – Band, Folha, UOL e TV Cultura
  • 17 de outubro (segunda-feira) – Rede TV!/Metrópoles
  • 21 de outubro (sábado) – CNN Brasil, SBT, Estadão/Eldorado, Veja, Terra e NovaBrasilFM
  • 23 de outubro (domingo) – Record TV
  • 28 de outubro (sexta-feira) – TV Globo

Ainda não é certo se Lula e Bolsonaro devem aceitar os convites de todos os veículos de comunicação em razão das agendas de campanha.

‘Não dá para falar de mudança e se aliar ao governo do PSB’, diz Raquel em entrevista ao O Globo

16/10/22
E N T R E V I S T A

A candidata do PSDB ao governo de Pernambuco, Raquel Lyra, evita a polarização nacional, em entrevista ao GLOBO, dizendo querer discutir as pautas do estado, e tenta colar na adversária Marília Arraes (Solidariedade) o desgaste da gestão do governador Paulo Câmara (PSB), devido ao apoio do partido dele à ex-petista no segundo turno. Leia a entrevista:

 

Por que a senhora não declarou alinhamento a nenhum candidato à Presidência?

Não farei campanha para ninguém. O momento em Pernambuco é desafiador e o legado do mandato do Paulo Câmara (PSB) é devastador. O estado é considerado o pior para a geração de negócios e os índices de violência batem recordes. Precisamos de pautas locais em debate. A minha decisão de não me atrelar a ninguém é o que me trouxe até aqui.

No cálculo de não declarar apoio a ninguém há o medo de perder votos dos eleitores de direita ou esquerda?

Não estou fazendo um cálculo aritmético ao adotar esta postura. Trata-se de um posicionamento por Pernambuco. Corremos o risco de nos tornar o estado mais pobre do Brasil, temos muita desigualdade. Fui prefeita de Caruaru e sempre trabalhei por todos, independente de bandeiras. Quero chegar na vida dos pernambucanos que não têm água na torneira.

Questões como a fome e a geração de empregos não precisam ser nacionalizadas? Precisamos de um líder capaz de transformar desemprego em oportunidades. Nacionalizar o debate é não tratar os problemas locais. O governo Paulo Câmara passou por três presidentes e só entregou desalento.

Qual é a sua avaliação sobre a relação do presidente Jair Bolsonaro com Pernambuco, a atenção dada ao estado nos últimos anos?

É importante falar, antes de tudo, sobre a falta de capacidade do governo para usar recursos e fazer entregas. Hoje, Pernambuco tem R$ 80 milhões no Fundo Especial de Segurança Pública parados, enquanto é um dos estados mais violentos do Brasil. Temos um déficit habitacional de mais de 300 mil moradias, enquanto existem unidades habitacionais com obras paralisadas. Mas, é claro que existem obras paralisadas que cabem ao governo federal. A Transnordestina, por exemplo. O metrô de Recife está sucateado. Isto é falta do governo federal, sim. Mas, o governo estadual também cruzou os braços.

Sua adversária tem o apoio do PSB de Paulo Câmara, de quem foi opositora. Como enxerga essa aliança?

A população está diante de uma escolha: uma mulher será eleita governadora pela primeira vez. É o momento de comparar realizações e composições de chapas. Nossa adversária está com quem é responsável pelas estradas desse estado. Não dá para falar de mudança e se aliar ao governo.

A senhora associa Marília Arraes ao PSB, enquanto ela tenta grudar na senhora a pecha de bolsonarista.

Mais de 70% da população rejeita o governo Paulo Câmara. Não dá para falar em mudança e se aliar a ele, se escorando num padrinho político.

Como é, para a senhora, concorrer com outra mulher? Como enxerga esse protagonismo?

É um grande avanço. Fui a deputada mais votada, a primeira prefeita de Caruaru. Quebramos paradigmas, com duas mulheres concorrendo ao governo. A minha vice, aliás, é uma mulher. Queremos trazer mais mulheres para espaços de poder. Precisei ser prefeita para comprar macas para exames ginecológicos. Fiz maternidades e criei vagas em creches. É isso que quero fazer em Pernambuco.

Quais a senhora aponta como os principais problemas, hoje, de Pernambuco?

Quero combater a desigualdade e a pobreza. Também propomos o programa Mães de Pernambuco e queremos entregar bolsas de R$ 300 para essas mães que estão na pobreza. Vivo um momento pessoal muito difícil (o marido de Raquel Lyra morreu no dia 2 de outubro), mas sigo de pé pelo povo.

A senhora vem ganhando apoios de prefeitos e deputados. Por que Marília vem perdendo espaço?

Quero um estado campeão de oportunidade. Isso toca o coração das pessoas. A cada dia tenho tido menos como andar por Pernambuco, em função de tudo que ocorreu na minha vida pessoal. As pessoas têm levado a nossa voz.

Justiça Eleitoral manda retirar do ar propaganda eleitoral de Marília Arraes que associa Raquel Lyra a Bolsonaro

15/10/22

.Renata Monteiro/JC

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O TRE-PE negou, contudo, pedido de direito de resposta solicitado pela equipe jurídica de Raquel Lyra

GUGA MATOS/JC IMAGEM
Raquel Lyra e Marília Arraes, candidatas ao Governo de Pernambuco – FOTO: GUGA MATOS/JC IMAGEM

Após solicitação da coordenação jurídica da campanha de Raquel Lyra (PSDB) ao Governo de Pernambuco, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a retirada de uma inserção de propaganda eleitoral gratuita, exibida na última sexta-feira (14), com um conteúdo que, segundo a equipe da tucana, “tenta confundir as pernambucanas e os pernambucanos sobre a posição da candidata em relação à disputa presidencial”.

No pedido enviado ao TRE, os advogados de Raquel e da sua candidata a vice-governadora, Priscila Krause (CID), disseram que a campanha de Marília Arraes (Solidariedade) divulgou “peça propagandística em inserções de televisão, contendo afirmação sabidamente inverídica, na medida em que tentam incutir no eleitor a ideia de que a candidata Raquel Lyra e sua vice, Priscila Krause, seriam ‘contra Lula e a favor de Bolsonaro’ no segundo turno das eleições presidenciais de 2022”.

Na manhã deste sábado (15), Raquel usou as suas redes para reafirmar que não vai declarar voto a nenhum dos candidatos à Presidência da República. “Eu tenho recebido muitas mensagens perguntando quem é o meu candidato à Presidência da República e vou repetir o que tenho dito em todas as entrevistas: eu não vou declarar meu votoEu não vou fazer campanha pra nenhum dos candidatos. A nossa prioridade é Pernambuco”, cravou.

No vídeo que foi alvo do pedido da equipe jurídica de Raquel, um narrador diz que Priscila e alguns outros aliados das candidatas são “contra Lula”, e questiona se a ex-prefeita de Caruaru tem o mesmo posicionamento político.

“Será que ela é? A vice de Raquel Lyra, Priscila Krause, é contra Lula. O coordenador de campanha, Daniel Coelho é inimigo de Lula. O presidente do partido de Raquel, também é contra Lula. Miguel Coelho disse que vota em Bolsonaro, Mendonça Filho apoia Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho foi líder do governo Bolsonaro. Todo mundo em volta de Raquel é contra Lula e a favor de Bolsonaro. Será que ela é?“, diz a propaganda.

A decisão da Justiça Eleitoral foi assinada pela desembargadora eleitora Virgínia Gondim Dantas. Ela determina que as emissoras de TV “não mais veiculem a inserção descrita nestes autos, em no máximo quatro horas após o recebimento da presente decisão, sendo facultado aos representados substituírem o ato publicitário aqui tratado por outro com conteúdo distinto deste”.

No mesmo pedido ao TRE, os advogados solicitam direito de resposta à tucana, mas a desembargadora diz na sua decisão que não considera o pedido cabível no momento, por isso a liminar foi apenas parcialmente concedida.

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