Veja como foi o último debate de Marília e Raquel na TV Globo

28/10/22

Folhape

blogfolhadoseertao.com.br

Este é o sexto embate do segundo turno das eleições 2022 ao Governo de Pernambuco

As candidatas ao Governo de Pernambuco Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB) participaram na noite deste quinta-feira (27) do último debate antes das eleições do próximo domingo (30).

confronto, promovido pela TV Globo, começou às 22h, depois da novela Travessia. Foi o sexto deste segundo turno e contou com a mediação do apresentador Márcio Bonfim. Foram quatro blocos: dois com temas livres e dois com temas determinados.

Os cinco anteriores foram marcados por mais ataques que propostas. Veja neste link aqui

Tema livre. 15 minutos para cada e o tema livre

A candidata Raquel Lyra foi a primeira a se apresentar, Usou dois minutos. Agradeceu a todos pelo carinho. Disse que Pernambuco quer mudar. Apresentou-se como a candidata da mudança de verdade. “A outra é a continuidade do que está aí”. Disse ter andado nos últimos dias do Litoral ao Sertão. Fez a Marília uma pergunta sobre o que ela fará para melhorar o saneamento básico para que haja mais qualidade de vida.

Marília se apresentou, lembrando que no primeiro turno teve muitas candidaturas. Foi atípico. “Temos dois projetos em jogo: não dá pra ficar em cima do muro. Não dá pra repetir uma mentira mil vezes” Provocou a adversário ao dizer que ela não tem coragem de dizer que é a candidata de Bolsonaro. Disse que no Nordeste o maior problema é a falta de prioridade e assegurou que vai fazer política para quem precisa de verdade. Criticou a ex-prefeita de Caruaru, dizendo que a cidade não é a ilha da fantasia mostrada por Raquel. “Parece a síndrome da Pollyanna. O mundo se acabando e ela se pegando a detalhes”. Marília citou o presidente Lula e lembrou que hoje é o aniversário dele. Mandou parabéns. Não é possível deixar o bolsonarismo tomar conta de Pernambuco. Lula vai ajudar no Estado. Usou cinco dos 15 minutos Por que você tem vergonha de dizer que é candidata de Bolsonaro

“Aqui não é briga na cozinha da tua casa. Não sou teu primo”, atacou Raquel sobre a briga de Marília com o prefeito do Recife, João Campos (PSB). Disse que parentes de Marília tem vários cargos no Governo do Estado. E garantiu que a Compesa vai funcionar. Prometeu resolver com adutoras e obras inacabadas. Antecipar os prazos da PPP da Compesa. Não vai descansar enquanto não resolver. Ela não respondeu a pergunta do saneamento e eu vou fazer outra sobre saúde pública. Qual é seu plano para melhorar a saúde pública?

Marília cobrou respeito à família dela. E fez questão de explicar as inserções tiradas do ar: “A gente perguntava: será que ela é Bolsonaro? Todo mundo de Bolsonaro está ao lado dela. Querem formar uma trincheira anti-Lula”. A candidata se voltou para a questão de saneamento e declarou ser um serviço que não se faz sozinho. E disse que ia falar da família de Raquel, mas falar de bem. Citou o tio de Raquel Fernando Lyra, ex-ministro da Justiça. “Seu tio sempre teve lado você está tendo atitude oportunista. Você sabe de que lado estou. Para saúde, temos um plano específico de restaurar o que já existe. Em relação às mulheres há projetos específicos, anunciou, pedindo que acompanhem as propostas pelas redes sociais.

Raquel alfinetou, dizendo que a candidata não explica como vai fazer saneamento e fala por alto sobre saúde pública. “Onde ela enxerga lulistas e bolsonaristas, eu vejo pernambucanos”. Raquel listou as propostas que têm para saúde, entre elas a de garantir apoio aos municípios para as ações locais. Estarei pedindo a qualquer presidente que esteja lá. Falamos de saúde, saneamento e citou habitação.

“Pode até pedir a Bolsonaro, mas ele não vai dar”, disparou a candidata do Solidariedade. Segundo Marília, o presidente não quer que Pernambuco se desenvolva. “Você pode até pedir ao seu presidente, mas ele não vai dar”, declarou. E aproveitou para questionar sobre o transporte público.

Campanha da mentira, de quem inventa muitas histórias. Falou de transporte e de habitação. Disse que vai tomar de conta do metrô. Lembrou que Paulo Câmara passou por três presidentes da República. Afirmou que haverá tarifa única, requalificação dos terminais. Capacidade de tirar projetos do papel. Ela tem pouco a dizer sobre o que vai fazer. Eu quero saber o que a senhora vai fazer para os deficientes.

– PUBLICIDADE –

Ela desmontou a coordenadoria de deficientes quando chegou a Caruaru. Um dia antes de o pai de Raquel assumir o Governo institiuiu que a empersa dele prestasse serviços a todo o Estado. Há conflito de interesse. Não há como mudar. Informou que desde adolescente defende bilhete único, desde que era vereadora do Recife. Por que a passagem em Caruaru é mais cara que a do Recife?

Uma vez atrás da outra ela traz mentiras. Meu pai é dono de empresa de ônibus, maldade a sua. O transporte não é metropolitano. Vamos garantir atendimento precoce, descentralização dos serviços para deficientes.

Marília cobrou porque Raquel não explicou por que a passagem emm Caruaru é mais cara que no Recife. E diz que ela não explicou porque a família dela tem o monopólio.

Tema determinado: Educação e Mulheres

No segundo bloco, as candidatas responderamo a perguntas específicas. Foram 6 temas e elas tiveram que escolher 4 temas. Quem iniciou a nova fase foi a candidata Raquel Lyra, que iniciou falando sobre educação. Marília propôs ajuda entre entes federativos para o aumento da vaga de creches no Estado. De acordo com a candidata do Solidariedade, é necessário ter um trabalho do Estado com os municípios e a União. Além disso, enviar um projeto para levar 60% das escolas do Ensino Fundamental para o sistema integral de ensino. “Cada município terá sua particularidade respeitada”, afirmou.

Por sua vez, Raquel, ao falar sobre o número de vagas de creches, detalhou a sua ideia para o tema. “Minha proposta é que o Governo do Estado construa no município e mantê-la por um ano”, disse. Ela garantiu, ainda, que adquiriu experiência na construção ao citar gastos na construção de creches. A tucana também citou a entrada do Ensino Fundamental no sistema integral, ao prometer 40% das crianças do Estado. Para ela, o professor é parte fundamental na educação.

O próximo tópico escolhido foi a situação das mulheres do Estado. Marília perguntou sobre a situação da maternidade de Caruaru, construída sob o governo de Raquel. Em resposta, a tucana disse que viajou várias vezes a Brasília para tentar tirar do papel e provocou a sua rival. “Eu queria ver o projeto da maternidade, pois ele não existia”, disse. Ela disse ainda que uma das suas propostas é a construção de cinco novas maternidades no Estado e que vai captar recursos com a União.

Perguntada sobre a construção de maternidades no Estado, Marília disse que não “está para brincar com Pernambuco” e que “não dá para chegar com discurso decorado”. Ela disse ainda que vai garantir que recupere alguns hospitais que já existem no Estado para serem transformados em maternidades. “Pernambuco tem muita coisa abandonada”, criticou.

No terceiro bloco as candidatas têm cada uma, mais 15 minutso para temas livres

Marília alegou que nomes do governo Paulo Câmara, como o ex-secretário de Turismo Rodrigo Novaes está ao lado de Raquel com promessas inclusive de ficar no cargo. Dirigiu à adversária pergunta sobre o Pacto pela Vida.

Raquel reagiu dizendo que André de Paula (candidato ao Senado) e Sebastião Oliveira (candidato a vice, ambos na chapa de Marília) são nomes que foram ligados ao governador. E sobre a segurança aproveitou para listar ações na Capital do Agreste. Citou o Juntos pela Segurança. Investimeentos na tropa, concurso permanente, reestruturação da Polícia Cientifica, estancar a violência. E questionou como Marília, aliada de Paulo Câmara, faria diferente.

A neta do ex-governador Miguel Arraes disse ser preciso reconhecer que o Pacto pela Vida deu certo, e que dexiou de funcionar quando passou para as mãos do pai de Raquel, João Lyra Neto. Informou que vai reestruturar o Pacto, mudar a estrutura da SDS e disse que as polícias vão despachar diretamente com a governadora. Anunciou que vai integrar as polícias à Guarda Municipal. E reforçou o combate ao feminicídio. “Tolerância zero para o agressor”, disse. Também citou os presídios e o crime organizado, alertando que é preciso ter coragem. “Mas a minha adversária não tem coragem nem de assumir quem é seu presidente”, retrucou. Marília aproveitou para dizer que Bolsonaro incita a violência e não dá para falar em combater e questionou sobre o Biesp.

“É claro que todo batalhão de polícia é importante”, pontuou Raquel e depois falou sobre corrupção. Contou sete operações da Polícia Federal contra o Governo Paulo Câmara. Ressaltou o papel importante da sua candidata a vice, Priscila Krause. “Enquanto isso, seu candidato a vice foi alvo de operação que investigava desvio de verba”. E perguntou qual

Marília chamou Raquel de Irresponsavel e leviana ao falar de Sebastião (Oliveira). “É uma pessoa do bem e foi secretário na mesma época em que você estava no Governo. Não vou ficar comepetindo quem foi mais oposição: eu ou Priscila.” E destacou que a candidata a vice é a favor de Bolsonaro, enquanto ela (Marília) sempre trabalhou em defesa dos professores. Declarou que as pessoas que estão ao lado dela (de Raquel) querem fechar o Congresso e são antidemocrática. “Não adianta me colar com Paulo Câmara. Porque estou ao lado de Lula”

Raquel reforçou a pergunta sobre o combate à corrupção. E Marília disse que existe um projeto de transparência para governar. A ex-prefeita de Caruaru disse que foi destaque e teve reconhecimento da ONU de gestão eficiente do recurso público. “Dinheiro público é sagrado”, enfatizou. Mandou beijo para Priscila e disse que estão do lado certo: o lado sério. Falta transparência nos dados da economia, do orçamento e também nos números da violência. “Vamos dar transparência. Para que o cidadão comum acompanhe o governo”  E instigou Marília a explicar como vai tratar o Sassepe, o plano de saúde dos servidores públicos do Estado.

Antes de responder sobre o Sassepe, Marília perguntou a Raquel se ela acha que o Governo Bolsonaro é corrupto ou não “Se tiver corrupção, merece ser punida. Diga a senhora onde a senhora quer chegar”, irritou-se Raquel, alegando que “a senhora vai ficar com suas perguntas”. Marília declarou que não vai apenas recuperar o Sassepe, mas valorizar os servidores e requalificar os serviços. Vou mudar de assunto, disse Raquel, querendo saber qual a proposta de desenvolvimento para o Sertão de Itaparica.

A tucana criticou a nacionalização do debate colocada por Marília. “Não seja leviana de colocar palavras na minha boca. Quem praticou corrupção deve ser punido, em qualquer governo, onde quer que seja. O debate presidencial é amanhã”, alfinetou.

Tema determinado: Violência e Energia Renovável

O primeiro tema foi violência. Marília perguntou sobre as propostas sobre como os jovens podem ter mais perspectiva. Raquel começou falando sobre suas ações em Caruaru. Segundo ela, foi lançado um plano de governo para combater a criminalidade na cidade do Agreste pernambucano. “(Queremos) garantir que os jovens tenham voz e vez (…) como a gente fez no Morro do Bom Jesus”, disse a tucana. Ela disse que irá coordenar pessoalmente o programa Juntos pela Segurança em todo o Estado.

Marília Arraes criticou a gestão de Raquel enquanto ela foi prefeita de Caruaru e secretária da Juventude ainda no governo Eduardo Campos. “É muito triste ver a candidata ver uma insensibilidade. (…) Uma líder de verdade não vive de justificativa” afirmou. Marília aproveitou para citar o caso de uma rebelião em uma unidade da Funase. Em sua defesa, Raquel disse que nunca assumiu a unidade prisional enquanto gestora.

Raquel lembrou ainda os tempos que Marília foi secretária na Prefeitura do Recife. “A diferença entre quem faz e quem só fala está posta”, disse. Em resposta, Marília disse que não teve orçamento na pasta e citou obras, como reformas nas escolas e regularização na classe dos professores.

No último tema, foi falado sobre energia renovável. Raquel perguntou sobre as propostas de Marília e mudança da matriz energética no Estado. Marília afirmou que uma de suas propostas é levar gás natural até o Sertão do Estado. “Há um desmatamento enorme, pois no polo gesseiro ainda funciona à base de lenha”, disse a candidata do Solidariedade. Raquel falou sobre suas ideias para o tema, como investimentos na área. “Podemos fazer de Pernambuco um modelo de estado que vende a matriz verde para o mundo inteiro”, disse.

Ao final do tema, Marília e Raquel ficaram discutindo sobre as sanções de acordo com a política ambiental do governo federal e sobre investimento em proteína animal.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Marília Arraes (Solidariedade)

“Queria agradecer a Deus a oportunidade estar aqui em uma campanha atípica, pois vivemos um momento de violência política no Brasil. Me considero muito sublime, pois enfrentei diversos obstáculos nas eleições. Esta resistência é por ela e para todos os filhos que estão assistindo. Quero falar sobre o eleitor de Lula: reflita bem sobre o projeto que está em jogo em Pernambuco. Se vai se criar um núcleo de resistência bolsonarista ou se vamos ter um que priorize o povo. Vocês sabem que não sou continuidade. No primeiro turno, houve mais de 270 mil votos no 13 e 80 mil para 70. Meu número é 77”.

Raquel Lyra (PSDB)

“Quero agradecer à Rede Globo e a todos os trabalhadores. A você que está assistindo até esta hora para ouvir sobre o futuro do Estado. Venho até aqui para falar sobre uma escolha que vai definir o futuro de Pernambuco nos próximos quatro anos. Domingo Pernambuco vai escolher se fica com o mesmo grupo que está no poder e que tem deixado um legado muito ruim para o nosso Estado ou se aposta em um novo caminho. Caminhei Pernambuco inteiro e consegui estar firme por ter recebido seu carinho e apoio. Estou aqui para ser o instrumento da transformação que o Estado precisa. Fui a prefeita que mudou Caruaru, mas não fiz sozinha. Transformei em uma cidade muito melhor para se viver. Colocamos a cidade de pé. O que a gente precisa em Pernambuco é ter um governo capaz de unir o nosso Estado e de tirar sonhos do papel. Meu número é 45”.

Bolsonaro desistiu de ganhar dentro da regra e quer ir para o tapetão

27/10/22

Por Uol

blogfolhadosertao.com.br

Jair Messias Bolsonaro (midias sociais)

Na avaliação do comentarista Joel Pinheiro, a equipe do candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), já admite a derrota e, por isso, incentiva o discurso de fraude eleitoral. O presidente insiste na acusação de que rádios deixaram de veicular “dezenas de milhares” de inserções em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nas suas palavras, o que, segundo ele “desequilibra o processo eleitoral” e “interfere no resultado da eleição”.

“É uma campanha do Bolsonaro que desistiu de ganhar. Ele acha que a derrotada dele e a vitória de Lula é certa. ele desistiu de ganhar e, agora, vai tentar dar algum jeitinho para roubar a eleição. Já vinha fazendo isso há anos, que ia encontrar algum motivo, alguma fraude. Eles só não sabiam qual. Agora escolheram. […] É uma manobra de desespero de uma campanha que já se sabe ou se considerada derrotada e está tentando ganhar no ‘tapetão’”, disse durante UOL News.

O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), rejeitou ontem o pedido da campanha de Jair Bolsonaro (PL) para investigar supostas irregularidades em inserções de rádio. Logo depois, o presidente e candidato à reeleição que irá “às últimas consequências” para apurar o caso.

Oportunidade: reabertas as inscrições para a seleção de mestrado

27/10/22

blogfolhadosertao.com.br

Bolsonaro queria radicalizar e propor adiar eleição; sem apoio, recua e antecipa terceiro turno

27/10/22
Por Andréia Sadi – colunista da GloboNews
blogfolhadosertao.com.br

Por Andréia Sadi – colunista da GloboNews

O presidente Bolsonaro passou as últimas semanas em busca de uma “bala de prata” para tentar reverter a vantagem obtida por Lula no primeiro turno das eleições – mas ele não só não conseguiu um fato novo “do bem” como foi atropelado por um combo explosivo: Paulo Guedes e o salário mínimo e as granadas e 50 tiros de Roberto Jefferson.

Ao ver que a expectativa de passar Lula na última semana da campanha, como projetado pelo comitê, longe dos números das pesquisas, Bolsonaro voltou às origens: passou a buscar um genérico do questionamento das urnas e das pesquisas para tumultuar o processo a quatro dias do segundo turno das eleições.

Mas o Bolsonaro que convocou a entrevista coletiva da noite desta quarta (26) foi um presidente diferente do que apareceu para falar, meia hora depois, ao lado do ministro da Justiça, Anderson Torres. A entrevista foi uma reação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do TSE, de negar pedido da campanha de para investigar a alegação de irregularidades em inserções eleitorais por emissoras de rádios.

Bolsonaro, ao dizer a seus assessores que ia convocar uma coletiva para radicalizar – cogitava-se propor adiamento da eleição – foi demovido por aliados políticos com quem ele conversou nas últimas horas.

Esses políticos lembraram ao presidente que a eleição está em curso, que é preciso ter calma e que não há mudança significativa nas pesquisas que justificasse um discurso de ruptura. E, de longe, deixaram claro um subtexto: o de que, se Bolsonaro escalasse para essa proposta de perdedor, pedindo adiamento das eleições, seria por sua conta e risco –não teria apoio de ninguém.

E a foto no Alvorada deixou claro: não havia nenhum neoaliado, nem do centrão nem de lugar algum a não ser da cozinha do Planalto – como o general Heleno.

Anderson Torres, ministro da Justiça, ficou ao lado do presidente, mas não falou – apenas saiu na foto. Torres é visto como um nome da cota pessoal de Bolsonaro. Todos os demais políticos e ministros chamados estavam com as agendas ocupadas com absolutamente nada, já que optaram por não arriscar sair numa foto às vésperas da eleição com um presidente em vídeo e som patrocinando um golpe.

Ao se ver em voo solo, Bolsonaro recuou da velocidade 5 da radicalização e ajustou para a velocidade 3 – ao falar que iria questionar TSE e sugerir suposto boicote de rádios na campanha. Nas palavras de um aliado, o discurso “podia ser pior”.

Terceiro turno

Com isso, Bolsonaro antecipa o terceiro turno da eleição, se for derrotado. Ministros do STF já receberam informações da campanha jurídica de Bolsonaro de que, se ele perder a eleição domingo, ele vai tentar impugnar o resultado. Tudo do jogo, dentro das regras e do direito querer questionar no TSE – assim como fez Aécio em 2014 e perdeu. Mas Bolsonaro inova ao tentar anular o jogo com a bola rolando – simplesmente por achar que pode. Pode muito o presidente, mas não pode tudo. A regra é clara e o plano B de Bolsonaro, caso ele perca a eleição, cristalino: o terceiro turno vem aí.

Cinegrafista da Jovem Pan entrega Tarcísio e diz que filmou segurança do candidato disparando tiros na farsa de Paraisópolis

27/10/22

Por 247

blogfolhadosertao.com.br

Marcos Andrade afirmou que a campanha de Tarcísio cobrou sua demissão, relatou pressão da Jovem Pan para apoiar o candidato e disse estar com medo de sofrer retaliações

www.brasil247.com - Abin, Paraisópolis e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São PauloAbin, Paraisópolis e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato ao governo de São Paulo (Foto: Reprodução/Abin | Marcello Casal Jr/Agência Brasil | Jorge Maruta/Jornal da USP)

 O repórter-cinematográfico Marcos Andrade, da Jovem Pan, concedeu uma entrevista bombástica ao jornalista Artur Rodrigues, da Folha de S. Paulo, em que denunciou a campanha do candidato bolsonarista Tarcísio de Freitas, que preparou uma farsa em Paraisópolis para que o candidato vendesse a falsa narrativa de que teria sido vítima de um atentado quando fez campanha na região. Na entrevista, Andrade disse que filmou um agente da Abin e policiais à paisana, da equipe do próprio Tarcísio, disparando tiros em Paraisópolis, numa ação que matou um jovem desarmado chamado Felipe Silva de Lima, de 28 anos. O cinegrafista também afirmou que a campanha de Tarcísio pediu sua cabeça, cobrando a sua demissão da Jovem Pan, e relatou pressões da própria emissora, que teria pedido que ele gravasse um vídeo em apoio ao candidato. Por fim, Marcos Andrade disse estar com medo: ‘você não sabe com quem está lidando’.

“Eu começo a escutar uns disparos de arma de fogo, a impressão que eu tinha era umas rajadas de metralhadora. Eu fui para a janela, e olhando para o lado direito eu vi umas motos passando. Coisa de dez minutos depois as motos deram a volta pelo quarteirão, foram para a rua de cima, e começa o novo tiroteio. Aí eu pego a câmera e vou para janela. Inclusive, todo mundo falava ‘se abaixa’, e houve um pânico generalizado. E eu fui para a janela. Só que aí eu vejo umas pessoas à paisana na parte de baixo, na porta da escola, disparando arma de fogo no sentido da rua de cima. Eu vejo o Tarcísio com o pessoal saindo do prédio e indo para o estacionamento. Eu fiz essas imagens, tanto essas como das pessoas embaixo atirando. Desci. Chego na calçada e vejo lá na esquina, na parte de cima no meio da rua, uma pessoa caída e uma moto no chão. Eu me abrigo até uma coluna. Quando eu chego para gravar esse corpo e a moto que está no chão, chega uma pessoa falando para eu não gravar”, relata o cinegrafista.

“Na hora que eu vou para a parte de cima, onde o corpo e a moto está caída, eu vejo o rapaz que eu tinha conversado a respeito de pedir reforço. Eu vejo ele armado e com distintivo da Abin [Agência Brasileira de Inteligência]. E outro rapaz que tenta me impedir também está com distintivo, mas eu não consigo ver bem o que era o distintivo dele”, acrescentou, apontando a participação de agentes federais de segurança na campanha de Tarcísio.

Alexandre Moraes rejeita investigar falta de inserções na campanha de Bolsonaro

27/10/22
Por Agência Brasil
blogfolhadosertao.com.br

 

Ministro aponta erros e inconsistências em dados apresentados ao TSE
Alexandre de Moraes

presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, negou nesta quarta-feira (26) pedido da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) para investigar supostas irregularidades na veiculação de programas eleitorais em emissoras de rádio.

Nessa terça-feira (25), a campanha apresentou ao TSE uma auditoria realizada por empresas terceirizadas concluindo que rádios não estariam veiculando programas do candidato do PL no horário eleitoral gratuito no rádio. Segundo a campanha, cerca de 154 mil inserções não foram veiculadas no segundo turno.

Na decisão, Moraes disse que há “erros e inconsistências” nos dados apresentados pela campanha.

“Não restam duvidas de que os autores – que deveriam ter realizado sua atribuição de fiscalizar as inserções de rádio e televisão de sua campanha – apontaram uma suposta fraude eleitoral às vésperas do segundo turno do pleito sem base documental crível, ausente, portanto, qualquer indício mínimo de prova, em manifesta afronta à Lei n. 9.504, de 1997, segundo a qual as reclamações e representações relativas ao seu descumprimento devem relatar fatos, indicando provas, indícios e circunstâncias’, afirmou.

Na decisão, o presidente do TSE ainda determinou que o Ministério Público Eleitoral apure o possível cometimento de crime eleitoral com “a finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito em sua última semana”, além da apuração de suposto uso de recursos do fundo eleitoral para financiar a auditoria.

Justiça determina que campanha de Marília retire do ar propaganda contra Raquel sobre Funase

26/10/22

Ascom PSDB

blogfolhadosertao.com.

 

 

A campanha da candidata ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (Foto – PSDB), reagiu mais uma vez às mentiras da campanha de Marília Arraes. Ainda na terça-feira (25), a coordenação jurídica entrou na Justiça Criminal devido à tentativa de Marília associar a morte de um adolescente na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase) à gestão de Raquel enquanto secretária da Criança e Juventude, no governo de Eduardo Campos. Na época, Raquel estava de licença maternidade, portanto, afastada do cargo.

Agora, a campanha de Raquel conseguiu uma liminar da Justiça para que sejam retiradas do ar as propagandas eleitorais mentirosas também sobre o assunto. A decisão, assinada pelo desembargador eleitoral Dário Rodrigues Leite, confirma que a propaganda de Marília apresenta fatos dissociados da realidade.

A campanha de Raquel está colocando no ar inserções que esclarecem em definitivo o caso na Funase repudiam a atitude de “vale tudo eleitoral” de Marília.

“Marília Arraes tá no modo ‘vale tudo eleitoral’. Ela tenta associar Raquel a uma tragédia que ocorreu há 10 anos na Funase. É uma farsa. Em 1º de setembro de 2012, um jovem foi assassinado em uma rebelião. Na época, Raquel estava de licença maternidade da Secretaria da Criança e Juventude. Ela nunca comandou a Funase e pediu demissão da secretaria por isso. Marília sabe e mesmo assim usa a dor de uma mãe para atacar Raquel, é desumano”, alerta a inserção.

Em direito de resposta que obteve no debate, Raquel afirmou:

“É lamentável que a candidata Marília Arraes utilize a dor de uma mãe nesse jogo que ela faz de um vale tudo eleitoral. Eu fui secretária da Criança e Juventude, nunca consegui indicar o presidente da Funase, que era indicação política feita pelo governador Eduardo Campos. O fato é que pedi demissão porque não consegui mudar o presidente da Funase. Na morte dessa criança, desse adolescente, eu estava de licença maternidade”.

Pesquisa Ipec mostra que Raquel Lyra tem 51% e Marília Arraes, 43%

26/10/22

Blog da Folha

blogfolhadoseertao.com.br

Este é o segundo levantamento feito pelo Instituto no segundo turno para o Governo de Pernambuco

A segunda rodada da pesquisa Ipec para o segundo turno das eleições para o Governo de Pernambuco, divulgada nesta terça-feira (25), mostra que a candidata Raquel Lyra (PSDB) tem 51% das intenções de voto. Marília Arraes, do Solidariedade, tem 43%.

Votos brancos e nulos somam 3%. Eleitores que disseram que não sabem ou não quiseram responder chegam a 3% do total.

Levando em conta apenas os votos válidos, Raquel tem 54% e Marília, 46%.

Na primeira rodada, divulgada no dia 11 de outubro, Raquel chegou a 50% e Marília, 42%. O levantamento foi feito entre os dias 23 e 25 de outubro e ouviu 2 mil eleitores de todo o Estado. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01633/2022

Ainda de acordo com a pesquisa Ipec, 36% dos entrevistados disseram que não votam em Marília de jeito nenhum. Já 23% não votam em Raquel de forma alguma.

Presidência

A pesquisa Ipec para o segundo turno das eleições também perguntou aos pernambucanos em que eles vão votar para presidente da República. Do total de entrevistados, 69% disseram que votam em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL) tem 26% das intenções de voto. Brancos e nulos são 4% e não sabem ou não responderam somam 2%.

Lula promete aumento real de salário, ministério da Segurança Pública e detona Roberto Jefferson

26/10/22

247

blogfolhadosertao.com.br

 

Aliado de Jair Bolsonaro, o ex-deputado Roberto Jefferson tinha armas ilegais e tentou assassinar policiais

www.brasil247.com - Lula com influenciadoresLula com influenciadores (Foto: RICARDO STUCKERT)

 

Em conversa com eleitores, nesta terça-feira (25), o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) respondeu a perguntas sobre economia, saúde, educação, emprego e outros temas, como o caso do ex-deputado Roberto Jefferson. O primeiro tópico do evento, transmitido ao vivo em suas redes sociais, foi o salário mínimo, alvo de polêmica recente envolvendo o governo Bolsonaro.

“Quando chegamos à Presidência da República, em 2003, soubemos que o salário mínimo nem sempre era reajustado acima da inflação. Muitas vezes, os governos costumavam dar apenas a inflação. E durante vários anos os trabalhadores foram perdendo poder aquisitivo”, disse Lula, ao ser questionado por um dos presentes sobre qual seria sua proposta para o salário mínimo, caso eleito presidente da República.

O candidato do PT acrescentou ainda que seu governo instituiu, em 2004, “a reposição inflacionária e o aumento do PIB [Produto Interno Bruto] dos últimos dois anos no cálculo do reajuste do salário mínimo”..

“Nossa proposta, agora, é que todo ano, a gente garanta um aumento real para o salário mínimo”, disse Lula. Na semana passada, o deputado federal André Janones, aliado de Lula, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, estaria preparando um plano para desvincular o salário mínimo da inflação, o que poderia reduzir o poder de compra da população.