Serrita : Familia quer explicação para caso do ancião de 93 que teria sido diagnosticado com Covid-19 em Serrita

24/10/20

Por didiGalvão/blogfolhadosertao.com


“Meu avô com 93 anos foi submetido ao teste rápido de covid, sendo que a prefeitura alegou que foi positivo, mas em nenhum momento a prefeitura ou secretaria de saúde deu algum documento ou boletim informando o resultado, e o paciente foi ncaminhado para o regional de Salgueiro passando 6 dias na ala de covid”, desabafa o neto do senhor de 93 anos.

A família do Srº. Vicente Braz, 93 anos, da cidade de Serrita está revoltada com tamanha falta de responsabilidade da política pública de saúde desta cidade. No dia 16/10/2020 o  senhor Vicente foi submetido a um teste rápido de COVID-19 no PSF Mª. Andrelina, quando a família soube em seguida que o teste positivou para o novo coronavírus. A equipe de saúde da família do PSF, prontamente orientou a família a conduzir o idoso até o Hospital Geral Imaculada Conceição, também localizado em Serrita. Após ser avaliado pela equipe de profissionais do Hospital geral de Serrita, o idoso foi encaminhado para o Hospital Regional Inácio de Sá na cidade vizinha, Salgueiro-PE

Quando chegou a Salgueiro e passou novamente por avaliação médica com outros profissionais, a família foi informada que o idoso não tinha quadro clínico agravado para permanecer naquele hospital e que poderia retornar para a cidade de origem. Retornando para o hospital de Serrita a equipe de profissionais se recusou em manter o senhor  Vicente internado lá, fazendo-o retornar para Salgueiro novamente.

Entre os dias 18, 19, 20 e 21 do vigente mês o senhor  Vicente ficou hospitalizado na ala de COVID-19 no hospital regional de Salgueiro, contudo, quando a família submeteu o idoso ao teste SWAB, custeado pela própria família em 21/10/2020, o mesmo negativou para COVID-19, mesmo assim mantiveram o idoso na ala de COVID-19. Em 22/10/2020 a família custeou um exame sorológico para o idoso, sendo que o resultado acusou NÃO-REAGENTE. Somente depois do exame sorológico migraram o idoso da ala de COVID-19 para a sala vermelha.

Durante o período em que o senhor  Vicente Braz ficou internado na ala de COVID-19, mesmo sem estar contaminado pelo novocoronavírus, foi exposto a inúmeros riscos a sua saúde fisiológica, além do estresse emocional, que agravou as comorbidades cardíacas e respiratórias que já possuía. Hoje o idoso encontra-se na sala vermelha do hospital Regional de salgueiro e a família cobra respostas da secretaria de saúde de Serrita, que submeteu o Srº. Vicente Braz a todas as situações que colocaram a sua vida em risco.

Ressalta-se ainda que a secretaria de saúde de Serrita se nega a dar o comprovante do teste rápido que foi feito no senhor Vicente no PSF de lá, bem como, as informações contidas no seu prontuário médico. O que impediu a avaliação dos resultados por outros profissionais de saúde, e a solicitação da repetição do exame ou a realização de outros exames, uma vez que, a iniciativa e o custeio para a realização do Swab e do exame sorológico foi da própria família.

A família alerta a população serritense sobre a validade dos testes rápidos que estão sendo realizados na cidade, para que outras pessoas não sejam expostas a situações de risco assim como o Srº. Vicente Braz foi e continua sendo. Pontua-se ainda a violência institucional e conduta antiética por parte de profissionais do hospital Geral Imaculada Conceição em Serrita, que debocharam e menosprezaram o sofrimento do idoso e da sua família quando buscaram esta instituição, naturalizando a possível morte do mesmo devido a sua idade avançada e comparando o caso ao de outra idosa que veio a óbito recentemente no hospital geral de Serrita.

Angustiada com a possibilidade de o senhor  Vicente Braz vir a óbito em decorrência de toda exposição desnecessária ao cenário pandêmico, bem como, a procedimentos voltados ao manejo do COVID-19, a família afirma que não ficará passiva diante disso e que buscará justiça pela vida do senhor  Vicente Braz, realizando denúncia junto ao Ministério Público em desfavor da Secretaria Municipal de Saúde de Serrita.

Anvisa anuncia a importação de 6 milhões de doses da vacina CoronaVac

24/10/20

Por Portal Folhape e agências/blogfolhadosertao.com
CoronaVac

A Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que autorizou, nesta sexta-feira (23), a importação, por parte do Instituto Butantan, de 6 milhões de doses da vacina CoronaVac, produzida pela empresa chinesa Sinovac. Como o imunizante ainda está em fase de testes, a importação não garante que a vacina será aplicada.

Mais cedo, a Anvisa havia negado ter atrasado a análise de um pedido de importação excepcional de matéria-prima vinda da China. Em nota, a agência afirmou que o processo já havia sido analisado, mas que “foram identificadas discrepâncias”. O órgão não disse quais.

O plano original do Butantan era receber, em outubro, 6 milhões de doses do imunizante Coronavac já prontos e fabricar no Brasil, até dezembro, as outras 40 milhões de doses a partir da matéria-prima que chegaria da China.

O pedido formal de liberação excepcional da importação de matéria-prima foi feito em 23 de setembro. Covas disse que, na quinta (22), recebeu a informação de que o assunto só será tratado em uma reunião em 11 de novembro. “Uma liberação que ocorre em dois meses deixa de ser excepcional”, afirmou ele.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro esvaziou o plano do Ministério da Saúde de compra futura de doses da Coronavac, criticou o governador João Doria (PSDB-SP) e disse que a vacina não seria confiável por causa de sua origem.

Inicialmente, a Anvisa não respondeu sobre os motivos do atraso e informou apenas que o processo passou a ser incluído em uma ferramenta especial de análise, chamado de circuito deliberativo, com previsão de decisão em até cinco dias.

Nesta sexta, a Anvisa negou ter atrasado a análise e afirmou que o processo já havia sido analisado, mas que “foram identificadas discrepâncias”. O órgão não disse quais.

A análise sobre a importação da matéria-prima deve ocorrer em reunião no dia 4 de novembro. “Cabe ressaltar que esse processo se encontrava pautado para o dia 4 de novembro, justamente para que houvesse tempo hábil para o atendimento das discrepâncias apontadas no processo referente à matéria-prima vacinal”, diz a Anvisa.

Paulo Câmara entrega primeira regularização de terras quilombolas pelo Estado

24/10/20
ImprensaPE/blogfolhadosertao.com
Foto: Heudes Regis/SEI
Título coletivo, emitido em nome da Comunidade Castainho, beneficia 400 famílias e permite acesso a linhas de crédito e políticas públicas
Miniatura do anexo

GARANHUNS – Encerrando a passagem pelo município de Garanhuns, no Agreste Setentrional, nesta sexta-feira (23.03), o governador Paulo Câmara entregou o primeiro título de domínio coletivo a uma comunidade quilombola pelo Estado. O documento promove a regularização fundiária de 64,8 hectares da comunidade do Quilombo Castainho, e beneficia 400 famílias que vivem na localidade. A ação integra o Programa Propriedade Legal, lançado em julho de 2019, que prevê a regularização de 65 mil propriedades rurais e urbanas em todo o Estado.

“Temos certeza de estar garantindo o direito à terra, ao crédito, o direito de as pessoas poderem trabalhar, criar seus filhos e serem felizes aqui. Aproveitamos também essa visita para informar que os preparativos já foram iniciados para que a gente possa começar ainda este ano a obra do abastecimento de água aqui da comunidade de Castainho. Então, é muito importante que, com essas ações, a gente ofereça cada vez mais condição de o povo quilombola trabalhar, se desenvolver, gerar renda, emprego e sustentar sua família e suas tradições”, comemorou Paulo Câmara.

Com a emissão do título, que regulariza juridicamente o imóvel, a comunidade passa a ter acesso a diversas políticas públicas rurais, linhas de crédito coletivas para desenvolvimento da atividade agrícola e políticas específicas para os povos tradicionais (quilombolas e indígenas). Hoje, Castainho desenvolve culturas agrícolas regionais, em especial a mandioca e os subprodutos de seu beneficiamento, como a farinha. Também são produzidas hortaliças e outros produtos agrícolas.

De acordo com o secretário estadual de Agricultura, Dílson Peixoto, a regularização dessas propriedades faz parte do esforço do Governo de Pernambuco para fomentar o cultivo familiar no Estado. “A agricultura familiar é a base da nossa agricultura, responde por mais de 70% do que chega à mesa dos pernambucanos e está presente, inclusive, nas nossas cadeias do agronegócio, como fruticultura e avicultura”, destacou.

José Carlos Lopes, 63 anos, um dos líderes locais, agradeceu a ação e afirmou que o título emitido em nome do Quilombo Castainho abre novas perspectivas. “Pra gente é mais uma oportunidade de crescimento, valorização e homenagem para a comunidade. A forma que estamos conseguindo o título hoje, com incentivo do Estado, é dizer para nós mesmos que devemos sempre acreditar”, afirmou.

NOVO ANÚNCIO – Além da concessão do título, também foi anunciado o projeto de ampliação da rede de distribuição de água para a atender à comunidade de Castainho. A intervenção contempla 600 imóveis e vai beneficiar 2,4 mil pessoas. O investimento é da ordem de R$ 1,2 milhão, sendo R$ 700 mil recursos da Compesa e R$ 500 mil fruto de emenda parlamentar.

Foto: Heudes Regis/SEI