04/09/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana
Candidata à reeleição relatou o que já fez e sinalizou continuidade em um possível segundo mandato
Na última sabatina com postulantes ao governo de Pernambuco, realizada pela Rádio Folha 96,7 FM, prestou contas, desfilou números volumosos de ações e defendeu a narrativa de uma gestão que “arrumou a casa”.
Propostas para um eventual segundo mandato foram discretas e genéricas, ganharam tom de continuidade.
Dos 2.100 ônibus escolares aos R$ 150 do Pix do Tênis, passando pelos R$ 26 bilhões anunciados em obras públicas, a gestora usou o microfone como uma vitrine dos quase quatro anos de gestão.
Quando instada a projetar os próximos quatro anos, a fala migrou de dados cirúrgicos para compromissos amplos – como garantir água na torneira e saúde perto de casa.
Essa escolha não é fruto do acaso, cumpre a cartilha da comunicação política. O candidato à reeleição joga na defensiva estratégica do legado. Sua prioridade é demonstrar capacidade de execução e estabilidade.
O discurso se apoia em cifras investidas e programas em andamento, o que constrói a imagem de realização e reduz espaço para cobranças por metas futuras detalhadas.
Ao focar no balanço do presente, Raquel Lyra transformou o pleito em um julgamento sobre sua capacidade de entrega em relação às gestões passadas, esquivando-se de criar metas rígidas para 2027–2030. Para o eleitor, resta a mensagem de que um segundo mandato será a continuidade do ritmo atual.
Relação com Lula
Raquel Lyra destacou a relação institucional com o presidente Lula e os ministros. E disse que o problema de outras gestões não foi só ideológico: “Brigaram com Dilma, Temer e Bolsonaro.” Frisou que a parceria com a União garantiu frutos como a entrega de 26 mil casas, investimentos em aeroportos e avanços na Transnordestina.
Voto presidencial
A governadora deixou nas entrelinhas não ter o menor interesse de revelar o voto para presidente. Rechaçou rótulos e afirmou que “saber o voto na urna é muito menos importante do que o que se pode fazer por Pernambuco”. Deve mesmo repetir 2022.
Municipalista
Diferentemente de 2022, quando chegou ao 2º turno com menos de dez prefeitos, Raquel Lyra contabiliza apoio de 149 dos 184. E justifica: quadruplicou verba da assistência social e recuperou estradas sem exigir alinhamento político. “O povo não tem partido.”
Senado
Após muita confusão para definir os nomes ao Senado, Raquel Lyra cravou ter com Eduardo da Fonte e Túlio Gadêlha uma chapa “100% alinhada”. Ressaltou o respaldo do PSD, PP, União Brasil, PSDB e Avante, e agradeceu a nomes como Miguel Coelho e Fernando Filho.








