26/09/26 – http://blogfolhadosertao.com – Por Eduardo Militão
Deputado cita contrato de R$ 427 milhões do Master com advogada esposa de desembargador Newton Ramos, alvo da PF hoje
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

“As mensagens anexas evidenciam que o desembargador federal Newton Ramos tratava direta e reiteradamente com Daniel Vorcaro sobre hospedagens para o ministro Kassio Nunes Marques, tal como ‘uma casa em ilha bem próxima com estrutura bacana’ em Salvador ou o Hotel Fasano no Rio”, afirma Paulinho. “Vorcaro, de forma generosa, ainda comunica posteriormente que ‘na verdade deixei hotel e casa nos dois locais. Pra depois ves definirem’.”
“Como amplamente divulgado pelo portal Metrópoles, o escritório Queiroga, Vieira, Queiroz & Ramos Advocacia, da advogada Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, diversas vezes citado acima nas conversas sobre o ministro KN, receberia quase meio bilhão de reais em caso de vitória em 12 processos sobre precatórios de interesse de Daniel Vorcaro” – Paulinho da Força
Paulinho pede que Fachin recebe a notícia-crime e apresente-a ao plenário do Supremo prara autorzar a investigação contra Kassio Nunes.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesA petição do deputado chegou ao STF às 14h21, menos de duas horas antes da PF bater à porta do gabinete de Newton Ramos, no TRF-1. Os agentes chegaram lá às 15h50, apurou o Metrópoles.
A operação no gabinete de Newton Ramos foi feita por ordem do Conselho Nacional de Justiça. Ele é apontado como integrante da “Turma do KN”.
Mendonça agiu com ‘duas medidas’, diz deputado
Paulinho fez dois pedidos ao Senado – o impeachment de Kassio Nunes e o de Mendonça. Nos pedidos, o deputado diz que André Mendonça, relator dos processos da Operação Compliance Zero no Supremo, “tem atuado de forma parcial e com direcionamento político-eleitoral”, com o objetivo de criar fatos no processo “que possam favorecer o grupo político com quem ele tem ligação”.
Ele afirma que houve:
- Direcionamento das investigações da PF e ordem para descumprir a cadeia de custódia de materiais apreendidos.
- Condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada.
- Direcionamento de investigação para o ministro Alexandre de Moraes e o senador Davi Alcolumbre (União-AP), por “motivos pessoais e políticos”.
Paulinho diz que Mendonça atuou “com dois pesos e duas medidas” ao tratar de Alexandre de Moraes e não tomar providências em relação a Kassio. O deputado não menciona a conduta de Moraes diante do banqueiro Daniel Vorcaro, nem pede ao Senado que ele sofra impeachment.
Reservadamente, interlocutores do ministro André Mendonça têm dito que é descabida alegação de que ele tratou Moraes e Kassio com critérios diferentes. Segundo eles, Mendonça pediu que o plenário analisasse a possibilidade de investigação contra Moraes, porque a PF já tinha relacionado as provas e mensagens sobre Moraes nos celulares de Daniel Vorcaro em relatórios anteriores. No caso de Kassio Nunes, o material não tinha sido relatado pela Polícia Federal ainda.
Segundo esses interlocutores, as informações comprometedoras de Kassio Nunes só chegaram ao conhecimento da imprensa e do público depois que cópias do conteúdo do telefone celular de Vorcaro foram entregues a vários gabinetes de ministros do STF.