07/08/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Mariana de Souza

A governadora Raquel Lyra (PSD), afirmou que “não tem racha na base” ao falar de sua relação com Miguel Coelho (UB), após a escolha de Eduardo da Fonte (PP) como nome da Federação União Progressista para disputar o Senado Federal na chapa majoritária. Em entrevista ao programa ‘Poder Expresso’, do SBT News, a gestora assegurou que “isso tudo foi construído em consenso com a nossa base de partidos políticos que hoje estão aliados conosco”.
“O que a gente quer é um propósito só: fazer Pernambuco crescer, mas não deixar ninguém para trás. Temos uma base de aliados, agradeço a família Coelho, Miguel Coelho, que tem andado comigo em Pernambuco e vai continuar andando. Então, a gente não tem racha na base. Reconheço a legitimidade da postulação do senador Mendonça, mas ele é um senador avulso”, falou destacando os nomes de Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte.
Neutralidade no pleito de 2026
A governadora também destacou suas motivações para a escolha da neutralidade diante da disputa presidencial deste ano, diferentemente do que fez em 2022. No primeiro turno declarou apoio à então candidata Simone Tebet (PSB), e escolhendo a neutralidade somente no segundo turno, na disputa do presidente Lula (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sendo presidente do PSD em Pernambuco, a governadora não declarou apoio ao candidato da sua legenda, Ronaldo Caiado e disse que não vai “cair na armadilha” de fazer uma discussão nacional “quando isso não enche a barriga do povo de Pernambuco”
Em 2026 Raquel escolheu, diante dos mais de 10 candidatos à presidência, não declarar apoio a nenhum candidato. Durante a entrevista, no entanto, citou o trabalho feito em parceria com o governo Lula e falou que se for reeleita, será mais pelo diálogo com a população, “do que verdadeiramente sobre como vai ser o meu voto na urna”.
“A gente tem uma responsabilidade muito grande. Eu vejo o cenário lá em Pernambuco e se diz muito sobre a vinculação de candidatura à candidatura nacional e falar de futuro como se não tivesse o presente agora. Nós estamos fazendo parceria com o presidente da República. O presidente Lula retornou a obra da Transnordestina. Essas parcerias já estão sendo feitas. Eu disse em 2022 que iria procurar o presidente da república. Eleita, eu procurei o presidente Lula e ele não tem faltado a Pernambuco. A gente vai colocar para a população que verdadeiramente vai julgar quem merece ficar no governo ou estar no governo nos próximos 4 anos”.
Judicialização de ataques da oposição
A candidata à reeleição ainda disse que pessoas ligadas a João Campos têm um método específico de divulgação de fake news contra sua gestão.
“Ontem conseguimos uma liminar no Tribunal Regional Eleitoral, numa cautelar que entramos, em que a gente mostrou verdadeiramente uma metodologia de divulgação de informações falsas com gente vinculada à prefeitura, cargos comissionados, tá lá na justiça. Conseguimos uma cautelar, mostrando que 43 desses perfis têm um método, um advogado único, ligações fortes com o adversário que coloca algo que não consegue comprovar”, contou.
“Eu já entrei com mais de 100 ações judiciais desde fevereiro desse ano em razão de fake news. Isso permitiu que a gente pudesse enxergar uma estratégia colocada de divulgação de informações e inverdades sobre mim, sobre a minha vice-governadora, querendo colocar inclusive minha família, meu pai. Quem me conhece de perto sabe que eu decidi estar na vida pública por acreditar num propósito e que eu sou honesta, e que eu não ajo dessa forma, mas eu acredito muito que quem disso usa, disso cuida. E para mim, a resposta da justiça é a melhor que tem”, finalizou Raquel.