01/07/26 – http:/blogfolhadosertao.com.br – Por Luiz Felipe Azevedo
Diretório estadual da federação aprovou Eduardo da Fonte como pré-candidato, mas sigla de Rueda trabalha para que seja Miguel Coelho o nome no palanque da governadora
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A disputa por uma das vagas ao Senado na chapa da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), rachou a federação União Progressista. O diretório estadual aprovou na segunda-feira o nome do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como pré-candidato à Casa Legislativa, mas ainda há resistência no União Brasil, que trabalha pela indicação do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.
Em nota, o presidente nacional da federação, senador Ciro Nogueira, referendou nesta semana a decisão da executiva de Pernambuco e confirmou da Fonte como pré-candidato.
“O processo segue em discussão, com pré-candidaturas ao Senado Federal colocadas e o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra. Qualquer encaminhamento adotado em âmbito local, que não seja unânime entre as duas legendas (PP e União), não produzirá nenhum efeito perante a Executiva Nacional da Federação União Progressista, a quem cabe decidir”, disse.
A chapa de Lyra deve contar com o deputado federal Tulio Gadelha ao Senado, após o parlamentar deixar a Rede e ingressar no partido da governadora, o PSD. A outra vaga será indicada pela federação União Progressista.
Conflito no estado
Coelho chegou a negociar a presença na chapa do ex-prefeito do Recife João Campos, mas o pré-candidato ao governo de Pernambuco optou por ter Marília Arraes e Humberto Costa como nomes ao Senado no palanque.
O apoio do União Brasil à Lyra foi selado posteriormente, em março. Desde então, Coelho acompanha a governadora em agendas.
Eduardo da Fonte afirma que a decisão pela sua candidatura foi tomada seguindo o regimento da federação.
— Nessa semana, realizamos a instituição, de fato, da federação em Pernambuco, onde eu sou o presidente estadual. O PP tem cinco votos de titulares e o União, dois votos. Nós instituímos todo o procedimento que manda o regimento para deliberar os encaminhamentos da eleição de 2026 e também ratificar o apoio a pré-candidatura ao Senado. Tudo foi feito de acordo com o regimento — afirma o deputado.
De acordo com o deputado, a direção nacional da federação só pode desfazer a decisão estadual caso haja assinatura tanto de Ciro quanto de Rueda.
— A decisão já foi validada por Ciro. Não há como desfazê-la apenas com uma assinatura (de Rueda) — diz Eduardo da Fonte.
— Por mais que o PP ocupe a presidência da federação e o União Brasil a vice, o estatuto é muito claro que, no tocante às candidaturas majoritárias, tem que se buscar a unanimidade, ou seja, os dois partidos têm que decidir a mesma coisa — diz Coelho, que completa: — Temos duas pré-candidaturas postas e entendemos que ambas são legítimas. Elas estão colocadas para apreciação de quem vai de fato escolher isso, que é a líder natural do processo: a governadora Raquel Lyra.