08/11/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Betânia Santana
Gestora faz mudanças no secretariado em semana tumultuada e promete obras em cada canto da cidade
A gestora precisou fazer os vereadores enxergarem que afrouxar as regras de ocupação no Sítio Histórico sem dialogar com a sociedade seria um tiro no pé, além de representar um risco ao título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade que a cidade com a sexta maior população do estado – 364.087 habitantes, segundo o IBGE- conquistou em 1982.
Depois de quatro mudanças no 1º escalão, em janeiro, a Secretaria da Fazenda tem agora como titular Cyntia Ramos, ex-executiva; Claudia Tabosa, ex-Fazenda, responde pelo Olinprev (previdência dos servidores); e Maria do Socorro Sá Rodrigues vai para Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, no lugar de Anna Rodrigues, que voltou ao governo do estado. A ideia da prefeita é modernizar e tornar a gestão mais eficiente.
Novas mudanças ainda devem atingir pastas estratégicas, como Saúde, Educação, Obras e Infraestrutura. “E não falo só de secretários ou executivos, mas de sacolejar a equipe toda, para que o resultado chegue na ponta.”
A prefeita avisa que aos poucos está tentando equilibrar as finanças do município. Ano passado conseguiu captar recursos na ordem de R$ 200 milhões para obras de encostas, reformas de postos de saúde e escolas e recapeamento de ruas. “Algumas já estão em andamento. Em 2027 vai ser obra por todo canto.”
Calendário acelerado
Mirella Almeida sabe que o ritmo das obras e a firmeza diante da Câmara serão decisivos para 2028 que já se desenha. Para a disputa já se cogita nomes da oposição, como o deputado eleito Vinícius Castello, a vereadora Eugênia Lima e até a deputada Dani Portela. Mas a prefeita não quer nem ouvir falar disso. “Estamos trabalhando”.
Cheia de moral
E por falar em Dani Portela, a estadual eleita com o maior número de votos tem sido lembrada para disputar, além da Prefeitura de Olinda, a de Jaboatão e a do Recife, onde foi candidata em 2024. Afirma ainda ser cedo, mas não descarta, especialmente, a capital.
Sem discussão
Após pressão, a Prefeitura de Caruaru reduziu de 90 para 60 dias o prazo para pagar a quem se apresenta nas festas. Mas os fazedores de cultura querem mais. Governistas rejeitaram o requerimento que propôs audiência pública para que o Executivo se explicasse.
Ordem inversa
A deputada Rosa Amorim, nome lembrado para a Prefeitura de Caruaru em 2028, anunciou que vai apresentar projeto de lei para definir prazo de pagamento aos artistas. “E se a gente inverter a lógica? Por que não pagar antes? Se planejar, dá”, registrou nas redes.
