Prefeitura de Ouricuri convoca população para audiência pública sobre gestão fiscal

04/11/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Ascom PMO

 

Prefeitura de Ouricuri convoca população para audiência pública sobre gestão fiscal ✓ A Prefeitura de Ouricuri realizará nesta quarta-feira (4 de novembro), às 10h, uma audiência pública para apresen

A Prefeitura de Ouricuri realizará nesta quarta-feira (4 de novembro), às 10h, uma audiência pública para apresentar o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) referente ao segundo quadrimestre de 2026.

A reunião acontecerá na Câmara de Vereadores de Ouricuri, localizada na Rua Carmélia Cardoso Jaques, nº 220. A convocação é feita pelo prefeito municipal, em cumprimento às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal.

A audiência é aberta à população e tem como objetivo apresentar informações sobre a gestão fiscal do município, permitindo que os cidadãos acompanhem os dados e tenham conhecimento da situação fiscal da administração municipal.

Victor Marques anuncia cancelamento do show de Jorge & Mateus no réveillon do Recife

04/11/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –  Diario de Pernambuco

Após polêmica envolvendo apoio político de Jorge à candidatura de Flávio Bolsonaro, prefeito Victor Marques anunciou que a dupla não se apresentará no evento. Programação reúne artistas como Nattan, Wesley Safadão, Ludmilla e Priscila Senna

Show de Jorge e Mateus é cancelado no Réveillon do Recife/Foto: Divulgação

Show de Jorge e Mateus é cancelado no Réveillon do Recife (Foto: Divulgação)

O prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), afirmou que “não há mais clima” para a apresentação da dupla sertaneja Jorge & Mateus na programação do réveillonda capital pernambucana. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais nesta terça-feira (3) após a repercussão negativa da contratação dos artistas, que gerou críticas de internautas por causa do posicionamento político do cantor Jorge em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026.

“E é justamente por esse motivo que não há mais clima para a apresentação da dupla Jorge & Mateus dentro da nossa programação”, declarou o prefeito.

Antes de anunciar a decisão do cancelamento, Victor Marques havia defendido o respeito às diferenças políticas e a necessidade de superar a polarização. Na ocasião, afirmou que o resultado das eleições não deveria impedir a convivência entre pessoas com opiniões divergentes.

“Eu faço as palavras do presidente Lula as minhas. O Brasil precisa superar as divisões e não aprofundá-las”, disse em publicação anterior.

A reação à contratação começou após circular nas redes sociais um vídeo em que Jorge aparece em um ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o cantor declarou: “Pode chorar, mas eu não voto no PT”.

O anúncio da dupla entre as atrações do réveillon do Recife e de Fortaleza provocou críticas nas redes sociais. Na publicação que divulgou a programação da festa, internautas questionaram a escolha dos artistas e pediram o cancelamento do show.

“Não são bem-vindos no Recife. Respeitem o Nordeste e os nordestinos”, escreveu um usuário. “Não é quintal de fascista”, comentou outro.

No pronunciamento mais recente, Victor Marques também frisou a intenção de manter a dimensão da festa e destacou a importância econômica do evento para a cidade.

“Eu reafirmo que o nosso réveillon é o maior e melhor de todo o Nordeste brasileiro e que seguiremos fazendo uma festa muito bonita. Já está consolidada no nosso calendário e movimenta a economia do setor hoteleiro, de bares, restaurantes e de serviços atrelados a esse tipo de festival.”

A programação do réveillon do Recife também conta com outras atrações já anunciadas para os dias 26, 27 e 31 de dezembro. No dia 26, estão previstos shows de Claudia Leitte, Ludmilla, Luísa Sonza, Dennis, Raphaela Santos, Anderson Neiff e Juciê.

No dia 27, a programação inclui Wesley Safadão, Xand Avião, Toque 10, Priscila Senna, PV Calado e Rafa Cout. Já na noite da virada, em 31 de dezembro, estão confirmados Nattan, Natanzinho Lima, Zé Vaqueiro, Spok, Sheldon e Matheus Moraes.

A organização ainda não divulgou qual artista substituirá Jorge & Mateus na programação do dia 27.

“Onda azul” leva democratas ao controle do Congresso e impõe derrota a Trump nos EUA

04/11/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br  –  Por Eduardo Scofi

Partido conquista maioria na Câmara e no Senado, avança em estados tradicionalmente republicanos e registra vitórias históricas para governador

 

"Onda azul" leva democratas ao controle do Congresso e impõe derrota a Trump nos EUAPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump – JACQUELYN MARTIN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A oposição democrata conquistou uma vitória expressiva nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), ao assumir o controle da Câmara dos Representantes e do Senado.

O resultado representa um revés para o presidente Donald Trump e muda a correlação de forças no Congresso americano durante os dois últimos anos de seu mandato.

Um balanço geral das eleições estadunidenses

No Senado, o bloco democrata chegou a pelo menos 54 das 100 cadeiras, incluindo dois senadores independentes que se alinham ao partido. Os republicanos somavam 44 vagas no balanço divulgado, com duas disputas ainda sem definição, no Mississippi e no Alaska.

A oposição conquistou pelo menos sete cadeiras que estavam sob controle republicano, em estados como Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Maine, Carolina do Norte e Carolina do Sul, representando uma virada.

Na Câmara dos Representantes, os democratas também alcançaram a maioria e registraram ganho de 25 cadeiras no painel de resultados consultado. De acordo com a Associated Press, mais de duas dezenas de distritos passaram do controle republicano para o democrata.

A mudança nas duas Casas amplia o poder de fiscalização da oposição e cria obstáculos à agenda legislativa do governo Trump.

Viradas estaduais e vitórias históricas

A onda azul também chegou às disputas pelos governos estaduais. Das 36 eleições para governador realizadas, 33 resultados já haviam sido confirmados na atualização consultada. No mapa geral dos Estados Unidos, os democratas passaram a comandar 27 estados, enquanto os republicanos ficaram à frente de 20. Três disputas ainda aguardam definição, e o saldo já representa um avanço de quatro governos para os democratas.

Geórgia, Iowa, Texas e Ohio foram os estados em que os democratas conquistaram governos anteriormente ocupados por republicanos. No Texas, Gina Hinojosa derrotou o governador republicano Greg Abbott e se tornou a primeira latina eleita para comandar o estado. Ela é filha de mãe mexicana e representa a volta de uma democrata ao governo texano pela primeira vez desde 1990, quando Ann Richards venceu a eleição.

Na Geórgia, a ex-prefeita de Atlanta Keisha Lance Bottoms venceu o republicano Rick Jackson. A eleição colocou o estado sob o comando de uma mulher pela primeira vez e fez de Bottoms a primeira mulher negra eleita governadora de um estado americano.

O Novo México também teve uma vitória inédita. Deb Haaland, integrante do povo indígena Laguna Pueblo, venceu a disputa e se tornou a primeira mulher indígena eleita governadora nos Estados Unidos.

Disputas pelo Senado também entram para a história

Entre os resultados para o Senado, a vitória de James Talarico no Texas encerrou um intervalo de 38 anos sem a eleição de um democrata para representar o estado na Casa. O último havia sido Lloyd Bentsen, eleito em 1988.

Em New Hampshire, Chris Pappas derrotou o republicano John E. Sununu e se tornou o primeiro homem abertamente gay eleito para o Senado dos Estados Unidos.

Illinois também registrou um marco de representatividade com a vitória de Juliana Stratton. Quando assumir o mandato, ela será a sexta mulher negra a integrar o Senado americano e elevará para três o número de mulheres negras que servirão simultaneamente na Casa.

No Kansas, Adam Hamilton derrotou o republicano Roger Marshall e encerrou uma sequência de 94 anos sem vitórias democratas para o Senado no estado. A última eleição vencida por um democrata havia ocorrido em 1932. Hamilton é pastor de uma grande congregação metodista.

A Carolina do Sul também mudou sua representação no Senado, já que a democrata Annie Andrews derrotou a republicana Darline Graham. A vitória de Andrews encerrou um período iniciado em 1998 sem a eleição de um democrata para o Senado pelo estado. Ela também será a primeira mulher eleita para representar a Carolina do Sul na Casa.

Apesar do avanço democrata, o resultado das eleições ainda não está totalmente definido. Na última atualização da apuração desta matéria, três disputas para o governo estadual e duas cadeiras no Senado permaneciam sem definição.

 

Novembro Negro: um mês de reflexão e ação

04/11/26 – http://blogfolhadosertao.com.br –  Artigo

NOVEMBRO NEGRO | Estamos iniciando um novo mês de reflexão, reconhecimento e valorização da história e da cultura afro-brasileira. Ao longo de novembro, vamos abrir espaço para histórias, personalida

De Zumbi ao dia da consciência negra. Saiba a origem da celebração, sua importância e os desafios na luta por igualdade racial no Brasil.

O Novembro Negro, marcado pelo Dia da Consciência Negra em 20 de novembro, é um momento não só de celebração, mas de luta e reflexão. Uma oportunidade de aprofundar nosso entendimento sobre as questões raciais no Brasil e renovar nosso compromisso com a luta antirracista.

A busca por justiça racial está intrinsecamente ligada à missão de combater desigualdades. Não podemos falar de um Brasil justo e igualitário sem abordar o racismo estrutural que permeia nossa sociedade e afeta profundamente a vida da população negra em múltiplas dimensões.

A seguir, saiba como surgiu esse mês de celebração da cultura e resistência negra, e sua importância para o combate ao racismo.

As raízes do Novembro Negro

O Novembro Negro nasceu na luta e resistência do povo negro brasileiro. O Dia da Consciência Negra homenageia Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência contra a escravidão, morto em 20 de novembro de 1695.

A ideia de celebrar o Dia da Consciência Negra surgiu no início da década de 1970 e proposta pelo Grupo Palmares, associação que reunia pesquisadores e ativistas negros de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Em 1978, a data também foi adotada pelo Movimento Negro Unificado e, aos poucos, ganhou reconhecimento em diferentes esferas da sociedade brasileira.

A partir de um forte engajamento advindo da luta do movimento negro por todo país, diversas cidades e estados começaram a instituir o 20 de novembro como feriado ou data comemorativa ao longo dos anos 1990 e 2000.

Em 2003, a Lei Federal 10.639 incluiu no calendário escolar o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil. Oito anos depois a data foi institucionalizada por meio da Lei 12.519 de 2011.

Em 2024, o Brasil celebrou pela primeira vez o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra como feriado nacional. Isso graças à Lei 14.759, aprovada em novembro de 2023 e sancionada no mês seguinte.

Zumbi dos Palmares: um símbolo de Resistência e Liberdade

A história do Brasil colonial é marcada por capítulos de opressão e resistência, e nenhuma figura personifica essa luta pela liberdade de forma tão emblemática quanto Zumbi dos Palmares.

Nascido por volta de 1655 no Quilombo dos Palmares, na região que hoje corresponde ao estado de Alagoas, Zumbi emergiu como um líder revolucionário cuja vida e legado continuam a inspirar movimentos de justiça social.

A trajetória de Zumbi é singular e repleta de reviravoltas. Capturado ainda criança e entregue a um padre português, Francisco – seu nome de batismo – recebeu educação formal e foi introduzido à cultura europeia. No entanto, aos 15 anos, o chamado de suas raízes e o anseio pela liberdade o levaram de volta a Palmares, onde adotou o nome Zumbi e começou sua ascensão como líder militar e político.

Sob sua liderança, o Quilombo dos Palmares, tornou-se um símbolo de resistência contra o sistema escravocrata. No auge de sua existência, abrigava cerca de 30.000 pessoas, constituindo uma sociedade alternativa que desafiava a ordem colonial. A habilidade estratégica de Zumbi e sua maestria em táticas de guerrilha permitiram que Palmares resistisse a inúmeros ataques, frustrando as tentativas das autoridades coloniais de subjugar o quilombo.

A liderança de Zumbi foi marcada por uma incansável busca pela liberdade plena. Ele rejeitou acordos que não garantissem a completa emancipação dos habitantes de Palmares, demonstrando um compromisso inabalável com os ideais de liberdade e autodeterminação. Esta postura solidificou sua posição como um líder visionário e um símbolo de resistência.

Contudo, a história de Palmares e de Zumbi é também uma narrativa de tragédia e sacrifício. Em 1694, após uma intensa campanha militar liderada pelo bandeirante Domingos Jorge Velho, o quilombo foi finalmente destruído. Zumbi conseguiu escapar, mas sua liberdade foi efêmera. Traído e capturado um ano depois, foi executado em 20 de novembro de 1695. As autoridades coloniais, em um ato de brutalidade simbólica, expuseram sua cabeça em praça pública, numa tentativa de desencorajar futuras rebeliões.

A morte de Zumbi solidificou sua posição como um mártir da luta pela liberdade. Nos séculos seguintes, sua história transcendeu as fronteiras do tempo, inspirando gerações de ativistas e pensadores.

Em 1995, 300 anos após sua morte, Zumbi foi oficialmente reconhecido como herói nacional brasileiro, um gesto que simboliza o reconhecimento tardio, mas significativo, de sua importância histórica.

O impacto cultural de Zumbi dos Palmares é imensurável. Sua vida e luta inspiraram uma miríade de expressões artísticas, desde a literatura até a música, passando pelo teatro e artes visuais. Mais importante ainda, a data de sua morte, 20 de novembro, institui o Dia da Consciência Negra, um momento anual de reflexão sobre a luta contra o racismo e a desigualdade racial no Brasil.

A história de Zumbi dos Palmares é, portanto, muito mais do que uma narrativa individual de heroísmo. Ela representa a resistência coletiva contra a opressão, a luta pela dignidade humana e o anseio universal pela liberdade. Sua trajetória transcende a narrativa individual de heroísmo, simbolizando a resistência coletiva contra a opressão e a luta pela dignidade humana e liberdade. Em um Brasil ainda marcado por profundas desigualdades raciais e relutante em reparar as injustiças históricas, seu legado continua a ser uma fonte de inspiração e um chamado à ação.

Zumbi nos lembra que a luta pela liberdade e igualdade é contínua, e que cada geração tem a responsabilidade de carregar adiante a luta por justiça social.

Desigualdade Racial em Números

Para compreender a importância do Novembro Negro, é fundamental olhar para estatísticas que revelam a profunda desigualdade racial em nosso país:

  • Em 2021, segundo o Banco Mundial, a pobreza atingia 18,6% dos brancos, contra 34,5% dos pretos e 38,4% dos pardos, praticamente o dobro.
  • A taxa de desocupação em 2021 foi de 11,3% para brancos, 16,5% para pretos e 16,2% para pardos. A subutilização atingiu 22,5%, 32,0% e 33,4%, respectivamente.
  • Pessoas pretas e pardas têm rendimento médio mensal 40% menor do que pessoas brancas.
  • No trabalho informal, 32,7% dos ocupados são brancos, enquanto esse índice é de 43,4% entre pretos e 47% entre pardos.
  • A população ocupada, preta ou parda, está presente apenas em 29,5% dos cargos gerenciais ocupados em 2021
  • Entre 2022 e 2023, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos,7,1%, foi mais que o dobro da observada entre brancos, 3,2%.

Os dados apresentados são do estudo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, do IBGE. Estes números não são meras estatísticas; eles representam vidas, sonhos e potenciais limitados por um sistema que perpetua desigualdades históricas.

Interseccionalidade: raça, gênero e meio ambiente

Em toda reflexão social e política, as questões raciais não podem ser analisadas isoladamente. A interseccionalidade entre raça, gênero e meio ambiente é um aspecto considerado em nossa abordagem.

As mulheres negras, por exemplo, enfrentam uma dupla discriminação. Elas são as mais afetadas pela fome, desemprego, pela informalidade e pelos baixos salários. Além disso, são as principais vítimas da violência doméstica e do feminicídio.

No contexto ambiental, comunidades negras e periféricas são desproporcionalmente afetadas por problemas como falta de saneamento básico, poluição e desastres ambientais. O conceito de racismo ambiental evidencia como as políticas de planejamento urbano e ambiental frequentemente negligenciam essas populações.

Políticas públicas e ação afirmativa

O Novembro Negro nos lembra da importância das políticas públicas no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial. Ações afirmativas, como as cotas raciais nas universidades e em concursos públicos, têm se mostrado ferramentas poderosas para começar a reverter séculos de exclusão.

A educação é fundamental na desconstrução do racismo. A Lei 10.639/2003 determina a valorização da história e cultura afro-brasileira nas escolas, enquanto a Lei de Cotas (12.711/2012) garante acesso ao ensino superior para pessoas negras, reservando 50% das vagas em instituições federais para estudantes de escolas públicas, com subcotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência.

A promoção de políticas públicas afirmativas é um esforço de conscientização e educação antirracista em todos os níveis da sociedade. No entanto, ainda há muito a ser feito. É necessário ampliar e fortalecer essas políticas, garantindo que elas alcancem todas as esferas da sociedade, desde a educação básica até o mercado de trabalho, passando pela representatividade política e cultural.

Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços conquistados nas últimas décadas, os desafios permanecem enormes. O racismo estrutural continua profundamente enraizado em nossa sociedade, manifestando-se de formas sutis e explícitas.

No entanto, vemos também sinais de esperança. O crescimento do movimento negro, a maior visibilidade de lideranças negras em diversos setores, maior representação político e o aumento da consciência racial na sociedade como um todo são indicativos de que estamos no caminho.

O Novembro Negro não pode ser apenas um mês de reflexão; deve ser um catalisador para ações concretas ao longo de todo o ano. Convidamos todos a se juntarem a nós nessa luta:

  • Eduque-se continuamente sobre questões raciais.
  • Apoie organizações e iniciativas que combatam o racismo.
  • Participe de movimentos e iniciativas antirracistas.
  • Cobre de seus representantes políticos ações efetivas pela igualdade racial.
  • Reflita sobre seus próprios privilégios e preconceitos.

Um futuro verdadeiramente justo e igualitário só será possível quando enfrentarmos e superarmos o racismo em todas as suas formas. O Novembro Negro é um lembrete de nossa responsabilidade coletiva nessa luta.

Juntos, podemos e devemos fazer a diferença.

PEC da Segurança Pública: veja o que muda com a proposta aprovada pelo Senado

04/11/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br – Por  JC

Proposta amplia atribuições da PF e da PRF, prevê penas mais rigorosas para facções e amplia a cooperação entre União, estados e municípios.

PEC da Segurança Pública: veja o que muda com a proposta aprovada pelo Senado
Plenário do Senado Federal aprovou a PEC 18/2025, que amplia a integração entre os órgãos de segurança pública para o combate ao crime organizado – Carlos Moura/Agência Senado

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das principais iniciativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o enfrentamento ao crime organizado. O texto foi aprovado em 2º turno por 75 votos a 0 e prevê mudanças nas atribuições das forças policiais, regras mais rigorosas para integrantes de facções e milícias e mecanismos para ampliar o financiamento da área.

A proposta também busca fortalecer a cooperação entre União, estados e municípios e ampliar a coordenação nacional das políticas de segurança pública.

Apresentada pelo Executivo em 2025, a PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados em março deste ano e passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em outubro.

A aprovação da proposta era uma das condições estabelecidas por Lula para a criação do Ministério da Segurança Pública, promessa feita durante a campanha presidencial.

O que é a PEC da Segurança Pública?

A PEC 18/2025 altera a Constituição para reorganizar o sistema de segurança pública brasileiro e estabelecer novas regras de cooperação entre os governos federal, estaduais e municipais.

Uma das principais mudanças é a inclusão expressa do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. O sistema já existe por meio de legislação e busca integrar a atuação das diferentes forças policiais, com compartilhamento de informações e planejamento conjunto de operações.

A proposta também amplia a participação da União na coordenação das políticas nacionais de segurança, sem retirar as atribuições dos estados e municípios.

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A proposta estabelece regras penais mais rigorosas para integrantes e lideranças de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.

Entre as medidas previstas estão:

  • Cumprimento de pena em estabelecimentos de segurança máxima para determinadas lideranças;
  • Restrições à progressão de regime e a benefícios processuais;
  • Possibilidade de confisco de bens vinculados à atividade criminosa, sem indenização;
  • Responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas nas atividades dessas organizações;
  • Mecanismos de proteção a denunciantes e seus familiares.

A proposta busca atingir não apenas pessoas diretamente envolvidas na prática de crimes, mas também estruturas financeiras e de comando das organizações criminosas.

A Polícia Federal terá mais atribuições?

Sim. A PEC amplia a previsão de atuação da Polícia Federal (PF) no combate a crimes de repercussão interestadual ou internacional, especialmente os relacionados à criminalidade organizada.

A mudança busca fortalecer a participação da PF em investigações que envolvem mais de um estado e exigem atuação coordenada de diferentes órgãos de segurança.

O texto também prevê mecanismos de cooperação entre as forças federais e estaduais, sem retirar as atribuições das polícias civis e militares.

O que muda para a Polícia Rodoviária Federal?

A proposta amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), permitindo que a corporação atue também em ferrovias e hidrovias federais.

Esses modais de transporte também podem ser utilizados por organizações criminosas para a prática de atividades ilícitas.

Municípios poderão criar suas próprias polícias?

Sim. A PEC prevê a possibilidade de criação de polícias municipais de natureza civil, com atribuições de policiamento ostensivo e comunitário.

As corporações ficarão submetidas ao controle externo do Ministério Público e deverão seguir as regras estabelecidas para sua organização e funcionamento.

A PEC prevê mais recursos para a segurança pública?

A proposta estabelece mecanismos para ampliar e dar maior previsibilidade ao financiamento das políticas de segurança.

O texto determina que 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sejam repassados pela União a estados e municípios, respeitadas as exceções previstas na proposta.

Também prevê a destinação de 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado à exploração do pré-sal, para fundos da área de segurança pública.

Durante a tramitação na CCJ do Senado, o relator, Rogério Carvalho (PT-SE), retirou um dispositivo que destinava recursos provenientes de apostas esportivas, conhecidas como bets, ao financiamento da segurança.

A PEC reduz a maioridade penal?

A redução da maioridade penal não está prevista no texto principal aprovado pelo Senado. A idade mínima para responsabilização criminal permanece em 18 anos na proposta, enquanto emendas sobre o tema provocaram divergências antes da votação.

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), apresentou uma proposta para reduzir a maioridade penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes graves, como tráfico de drogas e participação em organizações criminosas.

Em resposta, o líder do PT, Camilo Santana (CE), apresentou uma alternativa para permitir a responsabilização criminal a partir dos 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.

A iniciativa de Camilo provocou divergências dentro do próprio PT. Parte dos senadores petistas se posicionou contra a redução da maioridade penal. Outros defenderam que o tema fosse discutido separadamente, sem alteração da PEC da Segurança Pública.

Diante do impasse, o governo Lula passou a trabalhar por um acordo para aprovar a proposta sem emendas, evitando que o texto precisasse retornar à Câmara dos Deputados.

Com 700 vagas, Governo de Pernambuco lança edital do concurso público da Polícia Penal

04/11/26  – http://blogfolhadosertao.com.br  – I

Com 700 vagas, Governo de Pernambuco lança edital do concurso público da Polícia Penal

Com 700 vagas, governo de Pernambuco lança edital do concurso público da Polícia Penal - Concursos e Empregos - Folha PE

Com o novo certame, o Governo do Estado passa a ofertar 3.905 vagas por meio de concursos públicos para as forças de segurança estaduais

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Administração (SAD), publica, nesta quarta-feira (4), o edital do concurso público para a Polícia Penal do Estado de Pernambuco (PPPE), que ofertará 700 vagas para o cargo de Policial Penal no âmbito da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco (Seap). O certame é organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). As inscrições poderão ser realizadas de 12/11/2026 a 04/01/2027, pelo site https://www.cebraspe.org.br/.

A governadora Raquel Lyra ressaltou que o compromisso com o cuidado às pessoas se traduz em ações. “Segurança pública se faz com investimento, planejamento e, acima de tudo, com pessoas preparadas para cuidar da nossa gente. E fortalecer a Polícia Penal é fundamental para garantir mais segurança, melhorar nosso sistema prisional e avançar na ressocialização”, frisou a chefe do Executivo estadual.

Desde 2023, todos os 1.288 policiais penais aprovados no concurso de 2021 foram nomeados, inclusive o cadastro de reserva. No mesmo período, o efetivo das forças de segurança da Secretaria de Defesa Social (SDS) também foi reforçado com 6.565 novos profissionais englobando todas as operativas: polícias Militar (4.786), Civil (880), Científica (230) e Corpo de Bombeiros (669). A previsão é que até o final do ano de 2026, mais 189 novos policiais sejam formados.

As provas serão realizadas no dia 21 de março, nos municípios do Recife, Arcoverde, Caruaru e Petrolina. O edital do concurso público para a PPPE prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência (5%), pessoas pretas e pardas (25%), indígenas (3%) e quilombolas (2%).

Mais concursos – Com as 700 vagas disponibilizadas no certame para a Polícia Penal, o Governo do Estado passa a ofertar 3.905 vagas por meio de concursos públicos para as forças de segurança estaduais. Além da PPPE, há 1.315 oportunidades para a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), 1.320 vagas para a Polícia Militar (PMPE) e mais 570 para o Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE). “A Secretaria de Administração está comprometida em realizar mais um concurso público de excelência, para selecionar profissionais qualificados que contribuirão para o aperfeiçoamento das forças de segurança estaduais, trazendo melhorias para toda a população”, enfatizou a secretária de Administração do Estado, Ana Maraíza.

As inscrições para o certame destinado à PCPE estão abertas e podem ser realizadas até 16 de dezembro, no site do Cebraspe (www.cebraspe.org.br). Para a PMPE e o CBMPE, os candidatos podem se inscrever até as 14h do dia 23 de novembro, no endereço https://www.institutoaocp.org.br/.

Fotos: Hesíodo Góes/Secom

Senado aprova, em 2º turno, PEC da Segurança por 75 a 0

04/11/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br –  Estadão Conteúdo

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública.

Cerimônia de promulgação do fim da escala 6x1será no Senado/Jonas Pereira/Agência Senado

Cerimônia de promulgação do fim da escala 6x1será no Senado (Jonas Pereira/Agência Senado)

O Senado aprovou nesta terça-feira, 3, em 2º turno, por 75 a 0, a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto vai para promulgação, em data que ainda será definida.

O resultado representa uma vitória para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que encampou o texto e conseguiu barrar a tentativa da oposição de incluir uma redução da maioridade penal. Por 38 a 36, senadores aprovaram um requerimento para retirar da PEC a discussão da maioridade e deixar o tema para ser avaliado à parte, num momento posterior. O líder da oposição Rogério Marinho (PL-RN), queria estabelecer a redução da maioridade penal para 16 anos de forma geral e para 14 anos no caso de crimes hediondos.

O presidente Lula prometeu que, com a aprovação da PEC, criaria o Ministério da Segurança Pública. A ideia é que a pasta centralize a interlocução com os Estados na área e coordene medidas para um combate ainda mais efetivo em relação ao avanço de facções como o PCC e o Comando Vermelho.

Entre os nomes cotados para assumir a pasta, está o do promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP).

O que diz a PEC

Apresentada pelo Executivo, a PEC 18/2025 reorganiza o sistema de segurança pública – com ampliação de atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), por exemplo – e visa a fortalecer a integração entre as forças de segurança, sobretudo no combate ao crime organizado.

O texto permite a criação de polícias municipais, de ouvidorias autônomas e do Sistema de Políticas Penais, para melhorar a administração do sistema prisional brasileiro. Além da destinação de mais recursos para a área da segurança, com a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição.

As mudanças seriam um complemento ao projeto de lei Antifacção, sancionado em março deste ano pelo governo Lula. Após passar por uma série de revisões no Congresso, a legislação teve como enfoque o endurecimento de penas e a facilitação para o perdimento de bens em investigações relacionadas ao crime organizado.

O Senado manteve a destinação de 10% do superávit do Fundo Soberano do Pré-Sal para o setor.

A PEC da Segurança cria também um regime penal mais rigoroso e proporcional à posição hierárquica de líderes e integrantes de facções, organizações paramilitares e milícias, com previsão de prisão obrigatória em presídios de segurança máxima.

Outro ponto é que dá poder aos municípios para criarem suas próprias polícias comunitárias, uma vez que tenham “capacidade financeira” para custear a corporação, mas veda “a coexistência de órgão municipal de segurança pública com atribuições sobrepostas”.

Como vem mostrando o Estadão, tem havido uma tendência de municipalização da segurança pública no País. No ano passado, o número de guardas municipais superou o de polícias civis pela 1ª vez desde que as forças de segurança passaram a ter desenho parecido ao de hoje, no fim dos anos 1970. Com aumento de 12,9% no efetivo em dois anos, já são 107,5 mil agentes espalhados pelo País.

Com a PEC da Segurança Pública, a tendência é que a União também passe a ter mais protagonismo na área. Uma das propostas da PEC da Segurança Pública, por exemplo, está ligada à ampliação das atribuições da Polícia Federal e à autorização da Polícia Rodoviária Federal para atuar também em ferrovias e hidrovias federais.

Uso do FNSP para GLOs

Durante a votação, senadores aprovaram uma emenda do senador Carlos Portinho (PL-RJ) para autorizar o uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para financiar operações das Forças Armadas em situações específicas, como em Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Segundo o autor, o objetivo é dar segurança jurídica ao financiamento de operações integradas entre as Forças Armadas e os demais órgãos de segurança pública, ampliando a capacidade de resposta do Estado ao crime organizado e a situações de calamidade.

A emenda ressalta que os recursos não seriam destinados à manutenção ordinária das Forças Armadas nem à ampliação permanente de suas atribuições.