Liana Cirne denuncia mais 37 municípios ao MPPE, TCE e MPT por descumprimento do piso dos professores contratados

11/07/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br   –  Ascom Asssessoria

 

Liana Cirne denuncia 37 municípios por suposto descumprimento do piso dos professores - Blog da Folha - Folha PE

A vereadora do Recife e professora de Direito da UFPE, Liana Cirne (PT- foto), protocolou, na última quinta-feira (9), 37 novas representações contra municípios pernambucanos por descumprirem o Piso Salarial Nacional do Magistério em relação aos professores contratados temporariamente.

As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE), ao Ministério Público do Trabalho da 6ª Região (MPT-6) e ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), e apontam uma série de possíveis irregularidades na política de contratação e remuneração dos profissionais da educação.

Nas representações ao Ministério Público do Trabalho, Liana solicita a instauração de procedimentos investigatórios para apurar as condições de contratação dos professores temporários, o cumprimento do piso salarial nacional previsto na Lei Federal nº 11.738/2008 e o respeito ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.308 da Repercussão Geral, que assegura a aplicação do piso também aos profissionais contratados temporariamente.

“Além de não pagar o piso, em muitos municípios, os professores contratados convivem com vínculos precários, contratos sucessivos, ausência de férias, décimo terceiro e outras práticas que desvalorizam quem está diariamente em sala de aula. Estamos acionando todos os órgãos competentes para garantir que a lei seja cumprida e que esses profissionais tenham seus direitos respeitados”, afirma Liana Cirne.

Os documentos também requerem a investigação de eventuais atrasos salariais, a celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e, caso as irregularidades sejam confirmadas, o ajuizamento de Ações Civis Públicas para garantir os direitos coletivos dos profissionais da educação.

Já nas representações encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado, a parlamentar pede a realização de auditorias e inspeções para verificar não apenas o pagamento do piso, mas também possíveis violações de direitos trabalhistas, como férias, décimo terceiro salário e recesso remunerado.

Outro ponto destacado é a prática de sucessivas contratações e rescisões de professores temporários, que, segundo as denúncias, pode caracterizar fracionamento artificial dos vínculos de trabalho, prejudicando o acesso dos profissionais a direitos trabalhistas. Por isso, Liana solicita a concessão de medida cautelar para determinar que os municípios interrompam essa prática enquanto as investigações estiverem em andamento.

As representações ao Ministério Público de Pernambuco também pedem a apuração da política de contratação dos profissionais da educação e dos impactos dessas práticas na continuidade do serviço público e na qualidade do ensino. Além disso, requerem a adoção de medidas extrajudiciais, como a celebração de TACs, e, se necessário, o ajuizamento de ações judiciais para assegurar a valorização dos profissionais da educação e a efetivação do direito fundamental à educação de qualidade.

Esta é a segunda grande leva de representações protocoladas pela parlamentar. Com as novas denúncias, chega a 52 o número de municípios pernambucanos denunciados por irregularidades relacionadas ao pagamento do piso nacional do magistério e às condições de trabalho dos professores contratados.

Confira a lista de cidades:

1. Cabo de Santo Agostinho

2. Paulista

3. Timbaúba

4. Camutanga

5. Carpina

6. Escada

7. Ribeirão

8. Catende

9. Gameleira

10. Vitória de Santo Antão

11. Glória do Goitá

12. Bezerros

13. Cumaru

14. Passira

15. Santa Cruz do Capibaribe

16. Taquaritinga do Norte

17. Santa Maria do Cambucá

18. Frei Miguelinho

19. Surubim

20. São Caetano

21. Buíque

22. Panelas

23. Bom Jardim

24. Garanhuns

25. Calçado

26. Sertânia

27. Custódia

28. Verdejante

29. Petrolândia

30. Angelim

31. Lagoa do Carro

32. Gravatá

33. Xexéu

34. Itacuruba

35. Água Preta

36. Iati

37. Jaqueira

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