Governo de Pernambuco inicia operação de ônibus elétrico em rota turística entre Recife e Olinda

13/10/24

Por Ryann Albuquerque

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Iniciativa sustentável visa facilitar deslocamento de turistas e promover alternativas aos veículos a diesel
Ônibus elétrico vai servir turistas em rota entre Recife e Olinda
O Governo de Pernambuco, em parceria com a Secretaria de Turismo e Lazer, iniciou nesta sexta-feira (11) a operação de um ônibus elétrico para transportar turistas entre Recife e Olinda. O projeto, promovido pelo Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM), busca oferecer uma alternativa sustentável aos veículos a diesel, alinhada ao esforço do Estado em promover a mobilidade elétrica e reduzir o impacto ambiental.Durante a apresentação, o secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Paulo Nery, destacou a importância da iniciativa para o turismo estadual e a parceria com o Consórcio Grande Recife.

“Está sendo desenvolvido um projeto definitivo para que o nosso Estado tenha um ônibus de turismo, como acontece nas grandes cidades do mundo. Dentro dessa construção, surgiu a oportunidade de aliar essa proposta a uma parceria com o Consórcio Grande Recife. Estamos falando de sustentabilidade, com um ônibus que, nos finais de semana, fará uma rota turística entre Recife e Olinda, e durante a semana circulará pela cidade do Recife com uma tarifa diferenciada”, afirmou.

Além disso, Nery ressaltou que essa novidade representa uma nova fase para o turismo em Pernambuco.“O importante é que hoje começa uma nova era para o turismo. É algo que sempre senti falta, enquanto cidadão, e que agora estamos trazendo: um transporte público de qualidade, voltado não só para o turismo, mas também para nossa população.”

Rota e operação
O ônibus elétrico, que ficará em teste até o dia 3 de novembro, ligará o Cais de Santa Rita, no Recife, às mediações do Sítio Histórico de Olinda. A rota passa por importantes pontos turísticos, facilitando o deslocamento de visitantes.

Matheus Freitas, diretor-presidente do CTM, explicou que o serviço estará disponível diariamente, com foco na demanda crescente da população por opções de transporte mais sustentáveis e eficientes.

Durante os finais de semana, o ônibus circulará pela rota turística entre Recife e Olinda, enquanto nos dias úteis, ele também atenderá à população em outras áreas do Recife, sempre com uma tarifa diferenciada”, detalhou Freitas.

O percurso dentro do Recife será do Marco Zero, no bairro do Recife, até o Derby, com funcionamento das 7h às 22h.

Pagamento 
Freitas também destacou que o embarque no ônibus será feito, inicialmente, através do cartão VEM, utilizado no transporte público metropolitano. “Todas as ruas e paradas já estão definidas e serão divulgadas no site do Grande Recife e pela imprensa, para que a população tenha todas as informações sobre o trajeto e os pontos de embarque”, explicou.

Nery, ao ser questionado sobre como os turistas poderão adquirir o cartão VEM,  reconheceu a necessidade de ampliar as opções de pagamento. “Esse é um problema que precisa ser resolvido rapidamente. A ideia é permitir que o turista ou qualquer cidadão possa pagar a tarifa com cartão de crédito, débito ou via Pix. Estamos trabalhando para que isso seja implementado o mais rápido possível”, afirmou.

Sobre a definição dos valores, Freitas explicou que a tarifa foi estabelecida com base nos serviços já existentes na região metropolitana. “Temos o serviço convencional e um serviço opcional, diferenciado, como esse. A tarifa para o trecho Recife-Olinda será de R$ 7,70, enquanto o serviço dentro do Recife custará R$ 5,15”, concluiu.

A apresentação oficial ocorreu na Avenida Professor Andrade Bezerra, em Salgadinho, Olinda, e contou com a presença de autoridades e representantes da imprensa. O ônibus elétrico, equipado com ar-condicionado, representa um passo importante para a modernização do transporte público na Região Metropolitana.

Sport: Coutinho assume responsabilidade pela má fase e comemora fim do jejum de gols

13/10/24

Haim Ferreira

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Camisa 9 não marcava há dois meses e voltou a balançar as redes contra o Novorizontino, nesta sexta
<i>(Foto: PAULO PAIVA/SCR)</i>

O Sport chegou ao seu nono jogo de invencibilidade na Série B ao vencer o Novorizontino por 3 a 1, na noite desta sexta-feira. Um dos destaques da partida foi o atacante Gustavo Coutinho, que voltou a marcar um gol após 10 jogos, amargando um jejum de dois meses.

Foi dos pés do camisa 9 que saiu o segundo gol, no primeiro tempo, além da assistência para o último, de Chrystian Barletta, já na etapa final. Mesmo com o jejum que vinha passando, o centroavante ainda é o artilheiro do Leão na temporada com 17 marcados.
Ele comentou sobre o momento difícil, mas não deixou de assumir a responsabilidade pela má fase que passava.”A responsabilidade de fazer gols sempre está em cima do camisa 9. Independente de quem comece jogando, eu ou o Zé (Roberto), a responsabilidade é nossa e nós gostamos disso. Fico feliz de ter marcado, por estar ajudando, mas o mais importante é a vitória”, disse o jogador. 

<i>(Foto: PAULO PAIVA/SCR)</i>

Quem também viveu uma noite especial foi o zagueiro Chico, que abriu o placar no estádio Jorge Ismael de Biasi. O prata da casa rubro-negro estava no Novorizontino no início do ano, mas acabou retornando à Ilha do Retiro a pedido do ex-técnico Mariano Soso.Após algumas falhas de Luciano Castán, ele assumiu a titularidade e fez sua antiga equipe sentir o amargo sabor da lei do ex. Vale lembrar que antes da partida o técnico Eduardo Baptista chegou a comentar em outras palavras que Chico seria o “elo mais fraco” da defesa do Sport.

“Foi um jogo especial, pois eu estava aqui no começo do ano. Tenho muitos amigos aqui. Sai com as portas abertas, mas hoje fui feliz em dar essa vitória pro Sport. Foi o mais importante. Foram três pontos importantíssimos pra nossa caminhada e vamos trabalhar mais. Quarta-feira já tem outro, o próximo passo. Aproveito pra convidar a torcida pra estar com a gente na Ilha, fazer um grande jogo e nos consolidar no G4”, avaliou Chico.

Terreiros acusam ministra Anielle Franco de “descaso total” em carta a Lula

13/10/24

Agência O Globo

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Ministério diz que será lançada política para o grupo
Anielle Franco
Terreiros e entidades de matriz africana assinaram uma carta dirigita ao presidente Lula em que acusam a ministra de Igualdade Racial (MIR), Anielle Franco, de “descaso total” em relação a políticas públicas para o segmento. O documento, que cita assinaturas de 88 entidades representativas, fala em possibilidade de “retrocessos” em medidas iniciados nos governos anteriores de Lula e Dilma Rousseff.

“Os terreiros e as organizações que subscrevem essa carta manifestam-se com preocupação sobre a política do Ministério da Igualdade Racial para esse segmento, que encontrou o descaso total da ministra da pasta até agora”, diz a carta.

Procurada, a assessoria de imprensa do ministério disse que tomou conhecimento da carta apenas de maneira informal, por mensagem de texto. A nota destaca que em breve será lançada uma política para o setor.”A política em construção tem como pauta o diálogo com os povos de terreiro das cinco regiões do Brasil e está sendo articulada para lançamento em breve”, diz o ministério.

As organizações criticam a recente demissão do titular da Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, Yuri Silva, na terça-feira.

Segundo as entidades, Silva é “grande quadro do movimento negro nacional, é um jovem negro de candomblé, amplamente conhecido pela sua atuação nas pautas da liberdade religiosa e da juventude negra”.

Sobre a saída do ex-secretário, o ministério alegou que o cargo era de confiança.

“Assim, é prerrogativa da ministra contratar e exonerar servidores. Mudanças em cargos são uma prática comum de qualquer gestão”, afirma.

As entidades pedem uma mesa de negociação com o presidente Lula para conversar sobre os caminhos das políticas para terreiros.

ONU teme que ofensiva israelense no Líbano possa levar a conflito regional ‘catastrófico’

13/10/24

AFP

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Exército israelense afirmou que o Hezbollah disparou cerca de 320 projéteis contra o país no meio do Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo

A força de paz da ONU no Líbano (Unifil) expressou neste sábado (12) o temor de que a escalada da ofensiva de Israel contra o Hezbollah no Líbano possa levar a um conflito regional “catastrófico”, com a abertura de outra frente em Gaza, onde Israel luta contra o Hamas.

O conflito no Líbano ameaça “muito em breve se transformar em um conflito regional com consequências catastróficas para todos”, disse o porta-voz da Unifil, Andrea Tenenti, à AFP. Os confrontos entre Israel e o movimento islamista libanês Hezbollah, acrescentou, causaram “muitos danos” às suas posições.

A força da ONU disse que outro capacete azul foi ferido na sexta-feira, o quinto em dois dias, perto da fronteira com Israel por tiros de uma fonte desconhecida. A Unifil acusou o Exército israelense na quinta-feira de disparos “repetidos” e “deliberados” contra suas posições.

O Exército israelense afirmou que o Hezbollah disparou cerca de 320 projéteis contra o país no meio do Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo.

Durante o feriado, que começou na noite de sexta-feira e termina ao pôr do sol no sábado, as fronteiras, os aeroportos, o transporte público e a maioria das empresas permaneceram fechados.

O Hezbollah, por sua vez, disse que atacou com mísseis uma base do Exército israelense ao sul da cidade de Haifa.

No Líbano, pelo menos nove pessoas foram mortas em Maaysra e Barja, dois vilarejos fora dos redutos pró-iranianos do Hezbollah, informou o Ministério da Saúde libanês.

O Hezbollah abriu uma frente contra Israel há um ano para apoiar seu aliado Hamas, em guerra na Faixa de Gaza com o Estado israelense após o ataque do movimento islamista palestino em 7 de outubro de 2023 em solo israelense.

Desde 23 de setembro, Israel intensificou sua campanha militar contra a milícia pró-iraniana e, uma semana depois, iniciou incursões terrestres no Líbano.

Tanto a guerra em Gaza quanto o conflito no Líbano foram acompanhados por uma escalada entre Israel e o Irã, que lançou quase 200 mísseis contra seu arqui-inimigo em 1º de outubro.

Resposta ao Irã

Teerã afirma que lançou seu ataque em resposta às mortes do chefe do Hezbollah libanês, Hassan Nasrallah, e do chefe do Hamas, Ismail Haniyeh.

O primeiro foi morto em um bombardeio israelense em 27 de setembro em Beirute, a capital libanesa. O segundo foi morto em um ataque a bomba atribuído a Israel em 31 de julho em Teerã.

ue as atenções se concentrem mais uma vez na esperada retaliação contra o Irã.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, prometeu esta semana que a resposta de seu país seria “mortal, precisa e surpreendente”.

No entanto, a administração do presidente dos EUA, Joe Biden, pressiona para que a resposta israelense seja “proporcional” e não empurre a região para uma guerra mais ampla.

Biden instou Israel a evitar atacar instalações nucleares ou infraestruturas energéticas iranianas.

Mais de 2.100 pessoas morreram no Líbano em um ano, mais de 1.200 delas desde a intensificação dos bombardeios há três semanas, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais.

Segundo a ONU, há quase 700 mil pessoas deslocadas dentro do Líbano e cerca de 400 mil pessoas fugiram para a Síria.

Mortes de crianças em Gaza

Embora nas últimas semanas Israel tenha concentrado a maior parte das suas operações na frente libanesa, continua a bombardear a Faixa de Gaza na sua luta contra o Hamas, depois de mais de um ano de combates no território palestino.

Atualmente, o Exército israelense cerca a cidade de Jabaliya, no norte da Faixa, onde acusa o Hamas, que o governa o território, de reorganizar as suas forças.

A Defesa Civil de Gaza relatou 30 mortes na sexta-feira em uma série de bombardeios israelenses naquela cidade.

Vários corpos foram levados para o hospital Al Ahli de Gaza, de acordo com imagens da AFP. “Crianças morrem, essa criança tem apenas dois meses de idade, o que ela fez para merecer isso?”, perguntou um homem em lágrimas.

O conflito entre Israel e o Hamas eclodiu após o ataque sem precedentes de milicianos islamistas em solo israelense, em 7 de outubro de 2023, que causou a morte de 1.206 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em números oficiais israelenses.

Das 251 pessoas raptadas naquele dia, 97 ainda estão detidas em Gaza, 34 das quais foram declaradas mortas pelo Exército israelense.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva implacável na Faixa de Gaza, território governado pelo Hamas, onde já morreram 42.175 palestinos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde de Gaza, que a ONU considera confiáveis.