As inscrições para o concurso para professor da educação básica de Pernambuco estão abertas e seguem até o próximo dia 18 de julho. O valor para inscrição é de R$ 130 e as provas estão previstas para serem aplicadas em 21 de agosto, em cidades atendidas por todas as 16 Gerências Regionais de Educação (GRE). Este primeiro certame visa ofertar 2.907 vagas a professores nas diversas áreas de formação para atender os eixos temáticos e suas respectivas disciplinas [confira abaixo o quadro de vagas]. Clique AQUI para acessar o edital. As inscrições serão realizadas pelo site do Cebraspe. Os salários podem chegar até R$ 3,9 mil.
Anunciado em outubro, pelo governador Paulo Câmara, o concurso da educação tem o intuito de dar continuidade à reposição da força de trabalho da Rede Estadual de Ensino. Ele está dividido em três certames: professor da educação básica; analista em gestão educacional e assistente administrativo educacional; e professor do Conservatório de Música, da educação profissional e especial, sendo esses dois últimos publicados nas próximas semanas, totalizando 3.714 vagas.
“O concurso foi organizado para atender à necessidade da Secretaria de Educação, tanto em relação às disciplinas, já que serão ofertadas vagas para todas as áreas, quanto para todo o território do Estado. Para isto, o edital organizou as vagas considerando as disciplinas/localidade distribuídas em 13 polos que contemplam 16 Gerências Regionais da Educação”, explica o secretário de Educação e Esportes de Pernambuco, Marcelo Barros.
As provas serão aplicadas de forma descentralizada, ou seja, nos municípios das Gerências Regionais de Educação e, se necessário, nas cidades próximas às GRE´s. Desse modo, o candidato não precisará se deslocar para a cidade do Recife para a realização das provas.
Os últimos certames promovidos pela SEE foram lançados em 2015, contemplando as áreas da Educação Básica, Profissional e Especial/Inclusiva, com vigência até 2019, após nomeação de mais de 4.000 candidatos aprovados. Naquela oportunidade, só foram ofertadas vagas para as disciplinas de Língua Portuguesa, Educação Física, Matemática, Física, Química e Biologia.
Distribuição das vagas por disciplina:
Português – 601
Matemática – 502
Biologia – 334
História – 285
Geografia – 221
Educação física – 218
Química – 199
Física – 192
Inglês – 134
Filosofia – 76
Artes – 63
Espanhol – 43
Sociologia – 39
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O pré-candidato a governador Danilo Cabral (foto- centro) foi a Gravatá, no Agreste, neste sábado (25), prestigiar o São João da cidade. Ao lado do prefeito Padre Joselito e do deputado estadual Waldemar Borges, o socialista foi recebido com muito carinho e entusiasmo pelos munícipes.
Também estiveram presentes a vice-governadora Luciana Santos e os deputados federais Renildo Calheiros e Silvio Costa Filho; bem como o presidente da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), Léo do Ar, que também preside a Câmara gravataense, outros vereadores e lideranças políticas.
“Gravatá faz um lindo São João; de reencontro do nosso povo com suas tradições. É uma cidade pela qual eu tenho um carinho enorme, onde sempre sou bem acolhido. Tenho certeza que, a partir de 2023, vamos fazer inúmeras parcerias com o prefeito para consolidarmos a retomada das atividades em Pernambuco”, pontuou Danilo, que neste domingo estará em Santa Cruz do Capibaribe com prefeito Fábio Aragão e com o deputado estadual Diogo Moraes.
Engana-se quem acha ser o cargo de Primeira Dama o mais arriscado na corte de Jair Bolsonaro. Na verdade, é o cargo de presidente da Petrobras, exposto a frituras inclementes assim que o titular assina o termo de posse. Em três anos e meio do desgoverno, três penitentes ocuparam o posto, em rodízio sem precedentes na direção da maior estatal brasileira. O quarto está a caminho: Caio Mário Paes de Andrade, escolhido diretamente por Bolsonaro.
Andrade terá como missão impedir que os preços dos combustíveis subam até a eleição presidencial, em 2 de outubro. Um desafio em que fracassaram todos os seus três antecessores – motivo pelo qual foram defenestrados. Nenhum analista do mercado de energia acredita no sucesso do novo presidente, a não ser que mude a política de preços da Petrobras. Ela estabelece que os preços da empresa estarão sempre em paridade com os preços internacionais dos derivados de petróleo: sobem e descem de acordo com as oscilações do mercado internacional. Tal política vigora desde 2015.
Quando sobem – o que é muito mais frequente – majoram todos os demais preços na economia, repercutindo na inflação, que também sobe. Para um desgoverno aos pedaços, inflação alta e descontrolada é um tiro fatal, que atinge no coração o projeto de reeleição de Sua Excelência. Sem ter como lançar a culpa pela crise no colo de alguém, Bolsonaro e áulicos passam a demonizar a Petrobras. Pensaram em privatizá-la, “fatiá-la” e submetê-la ao controle político da base parlamentar bolsonarista. Como nada deu certo, se recorreu ao bode expiatório de sempre e foi demitido o terceiro presidente, José Mauro Ferreira Coelho.
Trata-se, evidentemente, de uma manobra demagógica de Sua Excelência. Não resolve o problema, mas lhe dá um discurso para a campanha eleitoral: “Tentei de tudo, vocês são testemunhas, porém é impossível vencer as forças sinistras que ameaçam a nossa Pátria”. No entanto, o Brasil real é outro. Se as importadoras de petróleo não forem autorizadas, pela Petrobras, a repassar aos consumidores os preços elevados do mercado internacional, vão deixar de importar. Como elas respondem pelo fornecimento de 30% do óleo diesel consumido no País, há risco de desabastecimento – e conturbação com a base bolsonarista dos caminhoneiros.
A invasão da Ucrânia pela Rússia – grande produtora de petróleo e gás – desestabilizou o mercado mundial de combustíveis. Países europeus, dependentes do fornecimento russo, há meses investem em busca de opções energéticas. É uma conjuntura crítica, sem saídas a curto prazo, quando o menos indicado é sujeitar uma estratégica empresa estatal a crise administrativa e política. Contudo, como por aqui quem governa é um desgoverno, se faz o contrário e está a Petrobras sem rumo, com sua imagem internacional e o valor de suas ações caindo no mercado. E apenas para Jair Bolsonaro acreditar que pode ser reeleito.
A mais forte oposição a Sua Excelência pode vir dos caminhoneiros. Há cerca de um mês técnicos da estatal e especialistas em energia alertaram para o risco de desabastecimento de óleo diesel no mercado interno. O Brasil é autossuficiente em petróleo, mas não tem capacidade suficiente de refino para atender toda demanda de gasolina e diesel. O problema, grande, é que falta diesel no mercado externo e a política de preços da Petrobras não dá segurança aos importadores. Se houver desabastecimento de diesel ou os preços nos postos explodirem, os caminhoneiros poderão parar e bloquear as rodovias. O Brasil já viu esse filme e sabe que seu roteiro é caótico.
Se fosse de fato um líder comprometido com o futuro do Brasil, Bolsonaro – mesmo a quatro meses da eleição – promoveria um debate urgente sobre uma política de combustíveis. É uma irresponsabilidade exigir do novo presidente da Petrobras que tenha como missão prioritária o congelamento dos preços da gasolina e do diesel até o dia da eleição. Isso pode desequilibrar financeiramente a estatal, cujos lucros ele considera “um estupro”. Sua obsessão é a caça aos votos e a tal objetivo submete tudo o que resta de seu desgoverno. Porém, até o momento, os resultados são desanimadores.
Sua Excelência está paralisado nas pesquisas de intenção de votos para presidente. Crescem especulações sobre uma vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. E a conjuntura não favorece o plano de reeleição: 700 mil mortes na pandemia; 12 milhões de desempregados; inflação na casa dos dois dígitos; desenvolvimento pífio; isolamento internacional e escândalos de corrupção no Ministério do Meio Ambiente, da Saúde e, agora, na Educação. Além, é claro, a ativa prole e seus fantásticos negócios.
Restam a Bolsonaro o populismo e a demagogia. Quanto a isso, o caso da Petrobras é um bom exemplo. Se der certo, ele tenta se sustentar até o dia da eleição. Se não der, volta a se erguer no horizonte a sombra do golpe de Estado.
Município mantém as tradições culturais, apesar da “modernidade” .
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GRANITO- Chama muito a atenção o formato escolhido pela prefeitura de Granito, através da Secretaria Municipal de Cultura, para as comemorações juninas. Além dos shows artísticos, com repertório de músicas características da época, os eventos, que já aconteceram na Bela Vista e na cidade, neste final de semana é no distrito de Rancharia.
Interessante a forma de mostrar a evolução social da população. A prefeitura, em parceria com as comunidades, faz um resgate dos costumes antigos, recentes e atuais. Uma peça teatral, por exemplo, com atores e atrizes locais, mostrou atividades que marcaram nossa gente por gerações. A engomadeira, a lavadeira de roupa, a costureira, a pisadeira de pilão, o vaqueiro, o caçador, o agricultor familiar e tantos outros personagens indispensáveis às atividades do cotidiano.
Além de valorizar o período junino, essa forma de comemorar, faz o maior destaque para o município de Granito, mostrando para as atuais gerações, um passado até muito recente de mais dificuldade de acesso a simples serviços hoje existente com mais simplicidade em função da modernidade.
Reviver, de forma festiva, como viveram nossos antepassados. Mesmo com poucos recursos e longe das tecnologias a população vivia feliz e desfrutando com naturalidade dos recursos que a natureza oferecia.
Nesta programação multicultural, neste sábado (25/06) em Rancharia, município de Granito, continuam as danças, desfile dos vaqueiros, competições, brincadeiras, e tem forró com Joãozinho do Exu, Ivonete Ferreira e Douglas Espíndola.
Por volta das 9h30 desta sexta-feira (24), o velório do indigenista pernambucano Bruno Pereira foi realizado no Cemitério Morada da Paz, localizado em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Muitos familiares, amigos e admiradores de Bruno estiveram presentes na cerimônia. Às 15h, após as homenagens, o corpo foi levado até a sala de cremação para uma cerimônia reservada à família. Bastante abalados, os pais de Bruno e a esposa, a antropóloga Beatriz Matos, estavam presentes.Membros do povo Xukurude Pesqueira, no Agreste pernambucano, chegaram ao Morada da Paz para prestarem as suas últimas homenagens ao indigenista pernambucano ainda na manhã desta sexta. Eles chegaram ao local entoando cânticos. “Ô meu irmão, ô irmão meu, cadê o meu irmão que não vem brincar mais eu?”. Dentro da sala da cerimônia, em volta do caixão, o ritual em homenagem ao indigenista prosseguiu.
Para o povo Xukuru, Bruno não morreu, virou encantado. “Bruno representa a todos nós, e se torna hoje um encantado, que está na mata sagrada, no lugar onde ele mais se sentia em paz. É lá que ele está correndo, livremente com os nossos encantados. Viva Bruno, Viva Dom e a todos que lutam em defesa da vida”, disse o Cacique Marcos Luidson.
Povo Xukuru homenageia indigenista Bruno Pereira. Foto: Paullo Allmeida/ Folha de Pernambuco
“Fomos pegos de surpresa quando recebemos a notícia do assassinato de Dom e Bruno. De lá para cá, se desestrutura todo um projeto de vida, o mesmo trabalhava junto com os povos indígenas, defendendo a Amazônia, e principalmente os nossos irmãos isolados. Aqui em Pernambuco nós não poderíamos de forma alguma não estarmos presente nesse dia de hoje, onde viemos aqui prestigiar o nosso guerreiro. Bruno hoje representa todos nós”, acrescentou o Cacique.
A Tribo está em ritual desde as 4h de quinta-feira (23).
“Desde às 4h estamos em ritual, pedindo força aos nossos encantamentos, porque entendemos que Bruno hoje se torna um encantado. Bruno hoje retorna para o solo sagrado e que ele volta para nos alimentarmos enquanto espírito e darmos continuidade a essa grandiosa luta em defesa da vida, porque defender a terra, defender a Amazônia, defender a mata sagrada, defender a vida, o meio ambiente, então é isso que nós fazemos, assim como tantos guerreiros e guerreiras já se foram e tombaram em virtude dessa luta, desse desgoverno que aí está, que não nos representa”, destacou o Cacique Marcos.
No velório, a cunhada de Bruno, Thany Rufino, leu uma mensagem da família à imprensa. Emocionada, Thany representou os familiares neste momento de luto.
Cunhada de Bruno, Thany Rufino, leu uma mensagem da família à imprensa. Foto: Paullo Allmeida/ Folha de Pernambuco
“A família está se despedindo de Bruno com o coração cheio de gratidão por ter tido ele em nossas vidas. A vida de Bruno foi de coragem, dedicação e fidelidade à causa dos indígenas. Bruno tinha uma missão e iluminou sua causa, levou ela para o mundo. Neste momento e durante a última semana, indígenas de todo o país fizeram seus rituais de passagem e homenagearam Bruno Pereira. Agradecemos a todos. Aos familiares, aos amigos, aos indígenas e a todas as pessoas que oraram, buscaram, trabalharam, representaram Bruno, somos eternamentes gratos. Que Deus em sua imensidão possa retribuir a vocês e às suas famílias. Agora estamos dedicados ao amor, ao perdão e à oração. Obrigada”, disse a mensagem.
O colega de Bruno, Manoel Santos, de 62 anos, pede justiça pela morte do indigenista e diz que ele deixa um legado para as gerações futuras.
“Ele deixa um legado fantástico, ele deixa o ensinamento do que é o verdadeiro amor pelo próximo, não importa quem seja. É o que o nosso povo precisa verdadeiramente exercer, o amor, não interessa a cor, a etnia, a origem, não importa, somos todos cidadãos e humanos e graças a Deus somos diferentes”, destacou.
Percorrendo mais de 600 km, a etnia Pankararu também esteve presente na cerimônia para homenagear Bruno. A aldeia fica no Sertão pernambucano, e quatro indígenas foram até o local representando os mais de 10 mil que pertencem à etnia. Para o Cacique Marcelo Pankararu, Bruno foi plantado e será inspiração para vários outros que lutam em defesa dos povos indígenas do Brasil.
“Quando Bruno faz uma defesa lá no Vale do Javari, ele está fazendo uma defesa que vai repercutir e nos ajudar também em Pernambuco. Pernambuco sofre retaliação, sofre perseguição. Nós temos mais de 12 etnias no estado de Pernambuco e às vezes até desconhecidas. Pernambuco hoje tem um irmão que está sendo plantado, que vai surgir no vento, na terra, ele vai nascer para inspirar vários outros que vão vir em defesa dos povos do Brasil. Não é difícil falar sobre o Bruno, sobre o Dom, sobre Chico Mendes, Xicão Xukuru que foi assassinado, não é difícil falar dos defensores das florestas, das matas, dos índios, não é díficil”, destacou.
Momentos antes da cremação, um ritual foi realizado por pajés da etnia Karaxuwanassu, com cantos de despedida. Sob o caixão, estavam as bandeiras de Pernambuco e do Sport Club do Recife, duas de suas maiores paixões. Durante o trajeto até a sala de cremação, amigos jogavam flores e davam o último adeus ao indigenista. Além disso, havia uma caixa de som onde foi reproduzido um áudio em que Bruno cantava uma canção indígena. O corpo foi cremado por volta das 15h30.
O caso
O indigenista foi morto a tiros aos 41 anos junto com o jornalista britânico Dom Phillips, enquanto iam de barco para a cidade de Atalaia do Norte, oeste do estado do Amazonas, na região da reserva indígena do Vale do Javari, durante uma pesquisa para um livro sobre a preservação ambiental da floresta.
Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho, e os restos mortais foram encontrados no dia 15 deste mês. Porém, as identidades do indigenista e do jornalista só foram confirmadas entre os dias 17 e 18.
Investigações
Segundo a Polícia Federal, os dois foram mortos por pescadores ilegais quando passavam de barco pela reserva do Vale do Javari. Bruno Pereira foi morto com dois tiros na região abdominal e torácica e um na cabeça. Dom Phillips levou um tiro no abdômen/tórax. A munição usada no assassinato foi típica de caça.
Os investigadores apuram a participação de oito pessoas envolvidas no assassinato de Bruno e Dom. Três dos suspeitos estão presos e cinco foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres. Os presos são Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado – que confessou o crime -, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos.
Nesta quinta-feira (23), a Polícia Civil de São Paulo anunciou a prisão de mais um suspeito. Trata-se de Gabriel Pereira Dantas, que se apresentou espontaneamente a policiais no centro da capital paulista. O suspeito disse que foi o responsável por pilotar o barco que Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, usou para cometer os crimes.
Bruno Pereira
Nascido no Recife, Bruno Pereira deixou Pernambuco, em meados dos anos 2000, para seguir o sonho de trabalhar na Amazônia. Foi servidor de carreira da Fundação Nacional do Índio (Funai), e reconhecidamente defensor das causas indígenas. Casado com a antropóloga Beatriz Matos, o indigenista deixa três filhos.
Ele estava atuando como colaborador da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), uma entidade mantida pelos próprios indígenas da região, que tinha como foco impedir a invasão da reserva por pescadores, caçadores e narcotraficantes.
Velório de Bruno Pereira em cemitério de Paulista (Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco)
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta sexta-feira(24/06), 2.048 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, sete (0,3%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.041 (99,7%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 965.296 casos confirmados da doença, sendo 58.789 graves e 906.507 leves.
Também estão sendo contabilizados quatro óbitos antigos, que foram recuperados pelas unidades de saúde e/ou secretarias municipais, ocorridos entre 28/05/2020 e 11/02/2022. Com isso, o Estado totaliza 21.836 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.
O pastor Arilton Moura (foto ao lado de Milton ribeiro), um dos suspeitos investigados por suposto envolvimento em esquema de corrupção no Ministério da Educação, disse que destruiria “tudo”, ao ser preso pela Polícia Federal.
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“Eu preciso que você ligue para a minha esposa… acalme minha esposa… porque se der qualquer problema com a minha menininha, eu vou destruir todo mundo!”, afirma Moura em telefone interceptado pela PF e obtido pelo jornal O Globo.
Ouça a conversa de Milton Ribeiro com a filha (4min11s):
Em documentos enviados à Justiça, a PF (Polícia Federal) classifica como organização criminosa a atuação de pastores e do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. A investigação, que levou à prisão preventiva dos envolvidos, mirou crimes de corrupção e tráfico de influência no ministério.
Foram identificados supostos pedidos de propina em troca de acesso ao então ministro. Segundo a PF, a organização agia de forma “agressiva”, e Milton Ribeiro conferia o “prestígio” da administração pública federal à atuação dos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.
Eis a íntegra (439 KB) da manifestação do MPF em que constam as suspeitas contra Milton e os pastores. Eis a íntegra (256 KB) da decisão sigilosa que decretou a prisão preventiva de Milton e dos pastores.
O pré-candidato a governador Danilo Cabral (fotos) reuniu em seu palanque a esmagadora maioria das forças políticas de Vitória de Santo Antão. Estão com o socialista o prefeito Paulo Roberto; os deputados estaduais Joaquim Lira, Aglailson Victor e Henrique Queiroz Filho; além dos ex-prefeitos Aglailson Júnior e Elias Lira, e do ex-deputado Henrique Queiroz. A união desses apoios certamente fará do único pré-candidato de Lula a governador majoritário no município.
Danilo passou a noite da véspera de São João na cidade. O roteiro começou com uma conversa animada, lembrando os tempos de Eduardo Campos com Aglailson Júnior, um eduardista histórico, e seu filho Aglailson Victor, jovem liderança da Assembleia Legislativa de Pernambuco.
De lá, o pré-candidato foi recebido por todo grupo de Henrique Queiroz, referência na política pernambucana, que exerceu dez mandatos de estadual, e Henrique Filho, que dá seguimento ao trabalho do pai no Legislativo estadual. Também estava no encontro a prefeita de Glória do Goitá, Adriana Paes.
A noite terminou na abertura do São de Vitória ao lado do prefeito Paulo Roberto e do deputado Joaquim Lira, filho do também ex-prefeito Elias Lira. Eles reuniram todos seus aliados para receber Danilo com muita energia e hospitalidade em uma festa bonita, que promoveu o reencontro do povo de Vitória com o São João.
“É sempre um prazer voltar a Vitória, onde tenho muitos amigos. Uma cidade que honra Pernambuco com sua tradição. Aqui, nosso conjunto político tem muitos serviços prestados, como a atração de fábricas. Receber o apoio das principais forças da cidade é muito significativo para mim. Vamos, juntos, fazer uma bonita campanha. Eu serei governador de Pernambuco a partir de janeiro de 2023 para aprofundar as mudanças iniciadas por Eduardo e fazer um reencontro de Pernambuco com o Brasil”, destacou Danilo.
Ribeiro foi incluído na chamada “quarentena” do serviço público, que autoriza o pagamento de “remuneração compensatória” àqueles que exerceram altos cargos no governo
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Ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso nessa quarta-feira (22) em operação da Polícia Federal – FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) Milton Ribeiro, preso na última quarta-feira, 22, receberá da União pelos próximos seis meses o equivalente a cerca de R$ 26 mil. A remuneração foi autorizada no final do mês passado pela Comissão de Ética Pública da Presidência, que considerou haver “conflito de interesses após o exercício de cargo” no Executivo federal.
Ribeiro foi incluído na chamada “quarentena” do serviço público, que autoriza o pagamento de “remuneração compensatória” àqueles que exerceram altos cargos no governo. A justificativa para esse “auxílio desemprego” por seis meses é o fato de figuras públicas de destaque, como ministros, terem tido acesso a informações privilegiadas que podem ser usadas por esses ex-servidores em seus novos cargos na iniciativa privada.
A Comissão de Ética Pública da Presidência define como informação privilegiada “a que diz respeito a assuntos sigilosos ou aquela relevante ao processo de decisão no âmbito do Poder Executivo Federal que tenha repercussão econômica ou financeira e que não seja de amplo conhecimento público”. O processo de Milton Ribeiro foi concluído no dia 31 de maio. O nome do ex-ministro consta com a tarja com “com conflito”.
Suspeito de coordenar um “gabinete paralelo” de pastores no Ministério da Educação, Milton Ribeiro havia sido preso por ordem da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, mas foi solto nesta quarta-feira, 23, por ordem do desembargador federal Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O ex-ministro da Educação foi alvo da Operação Acesso Pago, da Polícia Federal (PF), que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra os acusados de instalar o “gabinete paralelo” no MEC.
Segundo a delegada da Polícia Federal, Luciana Martorelli, estavam no avião sete policiais federais e uma perita do Instituto Nacional de Criminalística, de Brasília.
De acordo com a administração do cemitério, o velório foi aberto ao público a partir das 9h, na sala de velório central. Já a cremação, que está marcada para às 15h, será reservada à família.
Eles foram vistos pela última vez em 5 de junho, e os restos mortais foram encontrados no dia 15 deste mês. Porém, as identidades do indigenista e do jornalista só foram confirmadas entre os dias 17 e 18.
Investigações
Segundo a Polícia Federal, os dois foram mortos por pescadores ilegais quando passavam de barco pela reserva do Vale do Javari. Bruno Pereira foi morto com dois tiros na região abdominal e torácica e um na cabeça. Dom Phillips levou um tiro no abdômen/tórax. A munição usada no assassinato foi típica de caça.
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