Sport empata com o Caruaru City pelo Estadual: 1 x 1

11/02/22

Por Rinaldo Pedrosa

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REPRODUÇÃO/ SPORT RECIFE
O JOGO

Nenhuma das duas equipes conseguiu impôr um ritmo de jogo, o que fez com que a partida não engrenasse e tivesse grandes emoções. Com isso, apenas na segunda etapa a rede balançou. Aos 4 minutos, após cobrança de escanteio, Gustavo apareceu livre na área rubro-negra para cabecear e abrir o placar para os visitantes. Entretanto, logo em seguida, aos 8 minutos, Everton Felipe acertou um belo cruzamento para Cristiano empatar o duelo e dar números finais ao jogo.

O Sport ainda conseguiu marcar dois gols com Renzo e Parraguez, quando o jogo já estava em 1 a 1. Porém, ambos acabaram anulados, o primeiro por impedimento do zagueiro do Sport e o segundo por uma falta no início da jogada.

COMO FICA?

Com o empate, o Sport está na terceira colocação do Campeonato Pernambucano, com sete pontos e está atrás de Santa Cruz e Retrô. O Caruaru City, por sua vez, é o sétimo colocado, com dois pontos ganhos.

Bolsonaro “escala” Gilson Machado para disputar Senado

11/02/22

Por Jamildo Melo
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Em Pernambuco, Gilson Machado aproveitou o evento em Salgueiro e fez críticas ao governo do Estado.

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Reprodução/TV Brasil
Ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, responsabilizou o governo estadual pela falta de água em Salgueiro – FOTO: Reprodução/TV Brasil

Na live semanal desta quinta-feira, o presidente Bolsonaro disse que o ministro do Turismo, Gilson Machado, vai deixar o governo em abril e deve disputar o Senado, após o desembarque do governo Federal.

Bolsonaro tem defendido que precisa reformar o Senado, com mais aliados, em um eventual segundo governo.

Gilson Machado desde o ano passado dizia que estava preparado para qualquer missão que o presidente lhe desse.

Nesta semana, ele esteve acompanhando o presidente em seu périplo pelo Nordeste, para ligar sua imagem à transposição. Em Pernambuco, Gilson Machado aproveitou o evento em Salgueiro e fez críticas ao governo do Estado.

Como o ministro está hoje no PSC, do deputado federal André Ferreira, irmão do prefeito de Jaboatão e candidato Anderson Ferreira, pelo mesmo PL do presidente Bolsonaro, a articulação pode representar uma enquadrada em Anderson. Gilson poderia ir para o PL sem problemas, com aval nacional. Caso não aceite uma composição para estar junto em uma chapa a favor de Bolsonaro, Anderson Ferreira pode perder o comando do partido, comandado pelo aliado de Bolsonaro Valdemar Costa Neto.

A pretensão de Anderson Ferreira era sair candidato a senador na chapa de Raquel Lyra, mas a presença de Gilson Machado na disputa divide os votos dos conservadores, em especial os evangélicos.

Anderson Ferreira viajou para Brasília para conversar com Valdemar Costa Neto mas não se tem informe do resultado do encontro. O que se sabe é que a posição dele no PL é frágil, na medida em que o diretório local funciona com uma comissão provisória, que pode ser desfeita a qualquer momento pelo presidente Valdemar Costa Neto.

A jogada também obriga Anderson Ferreira, em tese, caso aceite estar ao lado de Gilson Machado, a abandonar o projeto com Raquel Lyra, que tem como presidenciável João Doria, inimigo do peito dos Bolsonaro.

Alepe aprova ampliação das normas de combate à violência contra a mulher

11/02/22

Ascom Alepe

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A atualização da lei que regula as políticas públicas de combate à violência contra a mulher foi aprovada pela Comissão de Saúde da Alepe nesta quarta. A proposta acrescenta diretrizes às regras atuais, como a promoção de estudos sobre o tema, o atendimento em local especializado, a ampliação do abrigo de mulheres vulneráveis e a abordagem universal, com atenção não só de órgãos de segurança, mas também de saúde, educação, trabalho, renda, justiça, assistência psicossocial entre outros.

 

 

O texto é da deputada Delegada Gleide Ângelo, do PSB, com substitutivo da Comissão de Justiça. A relatora da matéria no Colegiado de Saúde, Laura Gomes, também do PSB, demonstrou apoio às propostas que fortaleçam o combate à violência contra a mulher. A parlamentar ainda saudou o anúncio de uma seleção simplificada, pelo Governo do Estado, para a contratação de profissionais de serviço social, o que considera essencial para haver continuidade e qualificação na prestação de serviços à população.

Já a presidente da Comissão, Roberta Arraes, do PP,  sugeriu a realização de uma audiência pública pelo Colegiado, no próximo dia 10 de março, sobre a importância da interiorização dos serviços de saúde. A solicitação foi aprovada por unanimidade.

No encerramento da reunião, João Paulo, do PCdoB, lamentou a interrupção da transmissão dos trabalhos legislativos pela TV Alepe e solicitou que a Comissão de Saúde peça esclarecimentos junto à Mesa Diretora, no que foi apoiado pelos demais presentes.

Governos de Pernambuco e Alagoas prorrogam política tributária para o setor sucroenergético

11/02/22
Por Heliane Rosenthal
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Medida garante a competividade das empresas e a geração de milhares de empregos
Governadores de Pernambuco e Alagoas recebem representantes do setor sucroenergético
Governadores de Pernambuco e Alagoas recebem representantes do setor sucroenergético – Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco
Os governos de Pernambuco e de Alagoas anunciaram, em solenidade conjunta realizada nesta quinta-feira (10), a prorrogação das suas políticas tributárias para o setor sucroenergético. Através da concessão do crédito presumido do ICMS nas operações mercantis envolvendo etanol e açúcar, as duas gestões têm assegurado a competitividade e a alta empregabilidade do setor. As medidas, que já vigoram, teriam seu prazo encerrado no final de 2022, mas a decisão foi de prorrogá-las até 2026.

No caso de Pernambuco, o secretário da Fazenda, Décio Padilha, a política prevê a concessão do crédito presumido do ICMS equivalente a 12% do montante de saídas do álcool carburante. A medida vale para as operações internas e interestaduais. Já no caso do açúcar, o crédito é de 9% e incide nas comercializações internas, interestaduais e exportações.

“São gestos importantes, principalmente, diante da grande instabilidade do País em que as adversidades são constantes”, ressalta Padilha. Segundo ele, o próprio processo eleitoral de 2022, que terá impacto sobre o câmbio, reforça a importância de que o setor atue com mais segurança.

Durante a solenidade – que contou com a presença dos governadores dos dois Estados, Paulo Câmara e Renan Filho; o presidente do Grupo EQM e da Usina CucaúEduardo de Queiroz Monteiro; além de representantes do setor tanto de Pernambuco, como de Alagoas – o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, reforçou que, além do ganho de competitividade, as medidas permitem um maior investimento em tecnologia por parte das indústrias.

A prorrogação da medida contribui com toda a cadeia produtiva. O setor emprega na atual safra 2021/2022 em Pernambuco – levando em conta a estimativa de produção de mais de 12 milhões de toneladas -, cerca de 220 mil pessoas direta  e indiretamente.

Os governadores de Alagoas e Pernambuco, Renan Filho e Paulo Câmara, respectivamente, e o presidente do Grupo EQM, Eduardo Monteiro | Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

“Essa é uma política fiscal contemporânea e corajosa dos dois governos e que tem permitido a sobrevivência da indústria sucroenergética. Ela tem nos permitido sermos mais competitivos e também continuarmos inovando, olhando as nossas plantas, renovando a nossa atividade agrícola e investir mais recursos na área de gotejo e de irrigação para que a gente possa elevar a tonelada de cana por hectare”, reforçou o presidente do Grupo EQM. 

Previsibilidade

O governador Renan Filho também reforçou o potencial de geração de empregos advindo dessas medidas. “Isso equilibra, garante competitividade e fortalece a geração de empregos nesse segmento”.

Para garantir a prorrogação da política tributária, o governador Paulo Câmara encaminhou, nesta quinta-feira mesmo, um projeto de lei para a Assembleia Legislativa, mas disse acreditar que ele será aprovado rapidamente. “Hoje, Pernambuco e Alagoas dão importante segurança e previsibilidade ao setor para que ele possa continuar trabalhando, a gerar emprego e renda, a inovar, a ser produtivo e a ajudar Pernambuco e Alagoas a ultrapassar os momentos de dificuldades”, concluiu o governador.

Também estavam presentes na solenidade os empresários pernambucanos Marcos Antônio Dourado, da Usina Ipojuca, e Frederico Petribu Vilaça, da Usina São José. De Alagoas, vieram ao Recife, Fernando Lopes de Farias (Usina Caeté); Marcos Luiz Lorencatto e Francisco Vital (Usina Coruripe); e Ernesto Maranhão Neto (Grupo Maranhão), além do secretário estadual da Fazenda, George Santoro, e do chefe de Gabinete Civil, Fábio Farias.

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Fies: Prazo para renegociação será de 7 de março a 32 de agosto

11/02/22

Por Agência Brasil

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O início das negociações para quitação do saldo devedor está previsto para o dia 7 de março e se estenderá, inicialmente, até 31 de agosto

 

 A expectativa é de que a iniciativa atenda pouco mais de 1 milhão de estudantes
A expectativa é de que a iniciativa atenda pouco mais de 1 milhão de estudantes – Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O governo federal regulamentou nesta quinta-feira (10) os procedimentos para a renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O início das negociações para quitação do saldo devedor está previsto para o dia 7 de março e se estenderá, inicialmente, até 31 de agosto. Ao todo, cerca de 1,3 milhão de estudantes estão aptos a participar da revisão dos contratos.

A renegociação das dívidas do Fies foi lançada no final do ano passado, por meio de uma Medida Provisória, a MP nº 1.090. De acordo com as regras, para os estudantes que possuem dívidas com 90 a 360 dias de atraso, a medida prevê desconto de 12% no saldo devedor, isenção de juros e multas e parcelamento em até 150 vezes. Para inadimplência superior a 360 dias, a MP prevê desconto de 86,5% no saldo devedor, também com eliminação dos encargos.

Caso o estudante esteja inscrito no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico) e seja beneficiário do Auxílio Emergencial, o desconto será de 92%. Além disso, o valor remanescente dessa dívida poderá ser parcelado em até dez vezes, com pagamento de parcela mínima de R$ 200.

“Estamos falando aqui diretamente de um milhão de brasileiros que podem ser beneficiados, sendo que 850 mil, segundo nossos dados, vão obter até 92% de desconto nessa negociação. Além disso, o [saldo] remanescente pode ser, alguns casos, observada a parcela mínima, um parcelamento de até R$ 200. Ele vai parcelar até 150 vezes. Essas medidas vão beneficiar os estudantes e não apenas aqueles já formados, que desistiram, mas estão com os nomes negativados. E até os fiadores, que estão aí também preocupados”, destacou o ministro da Educação, Milton Ribeiro, durante cerimônia, no Palácio do Planalto, para anunciar os prazos e procedimentos da renegociação.

Segundo o MEC, atualmente, dos 2,6 milhões de contratos ativos formalizados até 2017, mais de 2 milhões estão na fase de quitação, com um saldo devedor de R$ 87,2 bilhões. Desses, mais de um milhão de estudantes estão inadimplentes, com mais de 90 dias de atraso no pagamento. Isso representa uma taxa 51,7% de inadimplência e soma R$ 9 bilhões em prestações não pagas.

“A molecada não tem como pagar e temos que ter uma alternativa. Imagine você ter menos de 30 anos com uma dívida média de R$ 44 mil. A garotada, mais de um milhão de jovens, terá a oportunidade de pagar a dívida. É uma proposta tentadora, vai tirar essa turma da inadimplência”, comemorou o presidente Jair Bolsonaro, em discurso durante o evento.

Como renegociar

Os contratos do Fies estão vinculados ao Banco do Brasil (BB) e à Caixa Econômica Federal. Nas duas instituições financeiras, os estudantes poderão realizar todo o procedimento de renegociação da dívida por meio digital.

Na Caixa, por exemplo, cuja dívida média é de R$ 35 mil, o interessado já pode consultar via internet e verificar se pode ou não pedir a renegociação e qual desconto e parcelamento poderá ter.

Depois da abertura do período de adesões, em 7 de março, e após confirmar seu enquadramento nas regras e simular a renegociação, os estudantes devem gerar o boleto para pagamento da primeira parcela ou, caso optem pela quitação de uma só vez, da parcela única.

No BB, a adesão poderá ser feita diretamente pelo aplicativo do banco na internet, acessando a opção Soluções de Dívidas e clicando em Renegociação Fies. Por meio da solução, segundo o banco, o estudante poderá verificar se faz parte do público-alvo, as opções disponíveis para liquidação ou parcelamento da dívida, os descontos concedidos, assim como os valores da entrada e demais parcelas.

De acordo com o presidente do BB, Fausto Ribeiro, a partir do dia 19 de fevereiro, aqueles que têm direito à renegociação receberão uma oferta ativa na tela de entrada do aplicativo do banco, pelo celular, informando as condições de quitação.

Leia também:
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Policia Militar recebe novos smartphones para agilizar registros de ocorrências

11/02/22
Imprensa PE
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Entrega foi feita pelo governador Paulo Câmara durante reunião do Pacto Pela Vida. Aparelhos vão dar celeridade aos registros no Boletim Integrado de Defesa Social
Miniatura do anexo
Governador Paulo Câmara e gestores das Policiais Civil e Militar

Para dar mais celeridade ao trabalho da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), o governador Paulo Câmara entregou, nesta quinta-feira (10.02), 1.304 smartphones de última geração. Os aparelhos, entregues durante reunião do Pacto Pela Vida, servirão para compartilhar informações no Boletim Integrado de Defesa Social (Bids), lançado em setembro do ano passado.

“Os novos aparelhos vão dar mais agilidade ao Boletim Integrado de Defesa Social, uma iniciativa que desenvolvemos para informatizar os processos que antes eram feitos de forma manual. Essa é mais uma forma de melhorarmos o desempenho das atividades das forças de segurança do nosso Estado”, destacou Paulo Câmara.

Os novos equipamentos estão sendo distribuídos aos batalhões, companhias independentes, batalhões especializados e companhias especializadas – as chamadas Organizações Militares Estaduais (OMEs) – na Região Metropolitana do Recife e no interior. Com isso, haverá pelo menos um smartphone por viatura, com pacote de ligações e dados de 20 gigabytes.

De acordo com o gerente de Tecnologia da Secretaria de Defesa Social, tenente-coronel Policarpo de Freitas, os novos equipamentos vão permitir que as viaturas iniciem os procedimentos no momento exato da ocorrência. “Esse é o principal benefício para a população. Teremos mais viaturas nas ruas, já que o tempo do registro da ocorrência e outros procedimentos serão reduzidos. Agora, tudo passará a ser eletrônico e, com isso, ganhamos cerca de 50 minutos por ocorrência. É o fim do papel!”, reforçou.

A aquisição possibilitará que o efetivo operacional nas ruas esteja interligado a todos os aplicativos e sistemas da segurança pública, a exemplo do Alerta Celular, Alerta Bike, Polícia Ágil, Infopol e outros, além de registrar os fatos e fazer as devidas consultas em tempo real.

BIDS — O Boletim Integrado de Defesa Social é um programa que informatiza e integra o trabalho cotidiano das forças de segurança, fazendo especialmente a interface entre as polícias Civil e Militar, desde o chamado via 190 até os procedimentos de Polícia Judiciária. O sistema foi desenvolvido ao longo de dois anos, sob a coordenação da Gerência de Tecnologia da Informação da Secretaria de Defesa Social.

Estiveram presentes à reunião os secretários estaduais Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão), coronel Carlos José (Casa Militar), Ana Elisa Sobreira (Mulher), Cloves Benevides (Políticas de Prevenção à Violência e as Drogas), Eduardo Figueiredo (Justiça e Direitos Humanos) e o secretário-executivo de Defesa Social, Rinaldo de Souza; além do subcomandante da PMPE, coronel Fernando Aníbal; o comandante-geral do CBMPE, coronel Rogério Coutinho; o chefe da Polícia Científica, Fernando Benevides; e o chefe da Polícia Civil, Nehemias Falcão.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI

Lula desafia Bolsonaro a reconhecer transposição do São Francisco como obra do PT

10/02/22

Por Levy Teles – Estadão

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O ex-presidente espera que o presidente da República admita que obra de transposição do rio São Francisco foi iniciada no governo do PT; Bolsonaro inaugurou o bombeamento da transposição em Salgueiro, Pernambuco

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira, 9, que espera que o presidente Jair Bolsonaro “tenha a coragem” de dizer que foi o petista quem começou as obras da transposição do rio São Francisco.

“Espero que Bolsonaro tenha a coragem de dizer que está inaugurando, mas quem começou a obra foi o presidente Lula”, disse o petista em entrevista à Rádio Clube, de Pernambuco. Ainda sobre o que esperava que Bolsonaro falasse, Lula seguiu: “Ele (Lula) teve a coragem que os nossos governantes no passado não tiveram. Ele fez o que D. Pedro não fez, Marechal Deodoro não fez, que os militares não tiveram coragem de fazer.”

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está usando as redes sociais para se afirmar como autor da obra da transposição do rio São Francisco.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está usando as redes sociais para se afirmar como autor da obra da transposição do rio São Francisco. Foto: Amanda Perobelli / Reuters

Bolsonaro está no Rio Grande do Norte para entregar partes da obra, em especial o Eixo Norte 3, que trouxe as águas da transposição à população potiguar. O presidente iniciou por Estados do Nordeste ontem para acompanhar avanços da transposição.

 

Na terça-feira, Bolsonaro esteve em Salgueiro, Pernambuco, para visitar uma usina de bombeamento da transposição, inaugurada na cidade.

Nas redes sociais, Lula divulgou conteúdos lembrando o começo das obras de transposição, que ocorreram em 2007, durante o segundo mandato do petista. “As obras no Velho Chico eram estudadas já no Brasil Império, mas foi só em 2007 que a ideia começou a sair do papel”, diz uma publicação do Instituto Lula, recompartilhada nos perfis do ex-presidente.

Federação

Na mesma entrevista, Lula disse ser simpático à federação. O petista acredita que o partido precisa trabalhar em aliança com outros grupos de esquerda e não se isolar. “Estou mais preocupado com a fotografia do PT”, disse. “Eu acho que o PT tem que entrar na federação porque se todos os partidos entrarem e o PT ficar de fora, vai passar a ideia de soberba.”

O PT estuda a formação de uma federação com o PSB. O presidente nacional pessebista, Carlos Siqueira, afirmou que a formação como possível até o dia 2 de abril, prazo máximo para o Tribunal Superior Eleitoral validar a formação para a disputa eleitoral em 2022. O Supremo Tribunal Federal ainda vai decidir se amplia tal prazo e mesmo se libera em definitivo as federações, contestadas em ação do PTB.

Pleno do TCE-PE aprova contas de 2018 do governador Paulo Câmara

10/02/22
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Em Sessão Especial realizada nesta quarta-feira (09), o Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) emitiu parecer prévio recomendando à Assembleia Legislativa de Pernambuco a aprovação das contas do governador Paulo Câmara (PSB), relativas ao exercício financeiro de 2018. O relator do processo foi o conselheiro Carlos Neves.Constituíram o objeto dessa prestação de contas a movimentação contábil, orçamentária, financeira e patrimonial do Poder Executivo e o relatório da Secretaria da Fazenda sobre a execução do orçamento e a situação financeira do Estado.O Relatório de Auditoria foi estruturado em capítulos abrangendo temas como a Conjuntura Socioeconômica Estadual e Nacional, gastos com Educação e Saúde; Gestão Administrativa; Orçamentária; Financeira; Patrimonial e Fiscal; Segurança Pública; Previdência dos Servidores Públicos Estaduais; Terceiro Setor; Transparência Pública; Monitoramento das Recomendações realizadas nos Pareceres Prévios das prestações de contas de 2014, 2015 e 2016, além de um Quadro Resumo do Cumprimento de Limites Constitucionais.

O documento foi elaborado por oito servidores da Gerência de Contas dos Poderes Estaduais, os quais receberam registro em ficha funcional, por proposição do relator, devido a qualidade do trabalho desenvolvido.

Cumprimento
De acordo com o voto (n° 19100416-9), o Governo aplicou 27,58% de sua receita na manutenção e desenvolvimento do ensino e 15,32 % nos serviços públicos de saúde, cumprindo o mínimo constitucional que é de 25% e 12%, respectivamente.

O Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe), no exercício em questão, demonstrou avanços, como uma alta taxa de aprovação entre os alunos matriculados na rede pública, além de uma taxa de abandono no Ensino Fundamental inferior à média nacional e também menor do que a registrada em 2017.

O relatório técnico destaca ainda que o Produto Interno Bruno (PIB) de Pernambuco, em 2018, apresentou um percentual de 0,8 acima do índice nacional, e que o Estado ficou entre os cinco melhores no ranking desenvolvido pela Escala Brasil Transparente (EBT), do Governo Federal, no que diz respeito à transparência pública, em que pese, os itens não atendidos na avaliação foram objeto de recomendações por parte do Tribunal de Contas.

Ainda, de acordo com o voto, o Balanço Geral do Estado, contemplando os balanços Orçamentário, Financeiro, Patrimonial e os Demonstrativos das Variações Patrimoniais, observou os regramentos previstos na legislação. Além disso, foram observados os limites de endividamento e de despesas com pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal, em todos os quadrimestres do exercício de 2018.

RECOMENDAÇÕES

No voto, o conselheiro Carlos Neves destacou que as recomendações proferidas pelo TCE nos processos de prestação de contas dos exercícios de 2014, 2015 e 2016 vêm sendo paulatinamente implementadas pelo Governo, “evidenciando o interesse na melhoria da gestão pública estadual em suas várias dimensões”. Todavia, diz o conselheiro, “ainda restam algumas desconformidades passíveis de ajustes, consignados no Relatório de Auditoria e que devem ser objeto de novas recomendações”.

Sendo assim, o relator fez algumas recomendações ao Governo do Estado, para que ocorram, por exemplo, melhorias no que diz respeito à Lei Orçamentária Anual (LOA) e à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), como a inclusão da quantificação das metas físicas, passíveis de mensuração, nas ações previstas na LOA e publicação de todos os programas beneficiados com renúncia de receita de ICMS na LDO, bem como dar transparência a tais valores no Portal de Transparência do Governo de Pernambuco.

Ainda em relação à transparência pública, foram realizadas outras recomendações como a inclusão de documentos que comprovem a participação da população na construção do planejamento e plano de governo, no caso de sua ocorrência, de informações detalhadas acerca das obras públicas, e o aprimoramento da acessibilidade das informações no Portal de Transparência e no Portal dos Dados Abertos para as pessoas portadoras de deficiências.

Por fim, entre outras, foram feitas recomendações para que se observe a renovação tempestiva da titulação das Organizações Sociais como requisito para realização de repasses financeiros, evitando expedição de decretos de renovação com efeitos retroativos.

“Como bem exposto pela Auditoria, em que pese a natureza especial que envolve a apreciação anual das contas do governo, os relatórios de auditoria, ao longo dos anos, têm servido não apenas de subsídio à emissão de Parecer Prévio pelo TCE, mas também como fonte de pesquisa por parte de vários setores da sociedade local e de outros entes da Federação, em consonância com a sua missão institucional de desempenhar o papel constitucional de fiscalizar, controlar e orientar a aplicação dos recursos públicos, estimulando o exercício da cidadania”, destaca o conselheiro relator.

O voto foi aprovado por unanimidade. Participaram da Sessão, além do relator, Carlos Neves, o presidente do TCE, conselheiro Ranilson Ramos, a vice-presidente, conselheira Teresa Duere e os conselheiros Carlos Porto, Valdecir Pascoal, Marcos Loreto, além do conselheiro substituto Carlos Pimentel em substituição ao conselheiro Dirceu Rodolfo.

O Ministério Público de Contas foi representado pelo seu procurador-geral, Gustavo Massa, já a auditoria-geral foi representada pelo conselheiro substituto Marcos Nóbrega.

Supremo aprova formação das federações partidárias

10/02/22

Estadão Conteúdo

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Com decisão, partidos poderão se reunir por ao menos quatro anos e atuar como uma sigla única
CARLOS ALVES MOURA/SCO/STF
Ministro Luiz Fux, presidente do STF, na sessão desta quarta-feira (9) – Foto: Carlos Alves Moura/SCO/STF

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (9) aprovar a formação das federações partidárias. Os ministros ainda avaliam uma eventual ampliação do prazo de registro das agremiações junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O resultado do julgamento, aguardado por dirigentes partidários, pode definir as chances das siglas destravarem negociações do tabuleiro eleitoral.

 

A avaliação é que as conversas não avançam no ritmo necessário para garantir o registro até 2 de abril, prazo fixado inicialmente em decisão provisória do ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo, em dezembro do ano passado. Depois de ouvir os líderes dos partidos, o próprio Barroso reviu o posicionamento e propôs estender o prazo até 31 de maio.

Durante a leitura do voto, o ministro destacou que a mudança é um ‘meio termo’ para atender as legendas, mas sem ‘uma extensão excessiva’ do prazo, o que em sua avaliação tornaria o instituto das federações ‘perigosamente aproximado’ das coligações e poderia trazer para as federações uma ‘lógica de ocasião que se deseja evitar’.

“Essa extensão até 31 de maio, portanto quase dois meses a mais, dá mais prazo e portanto maior perspectiva de negociações para fins de ajuste das federações, mas minimiza o tratamento desequiparado entre os partidos e as federações. A minha lógica não é uma lógica política. A minha lógica é uma lógica constitucional, à luz do princípio da igualdade. É minimizar o tratamento diferenciado entre entidades que competirão entre si”, defendeu.

O ministro ainda levou em consideração a novidade em torno das federações, que serão testadas pela primeira vez nas eleições deste ano e já movimentam dezenas de siglas.

O relator frisou ainda a diferença entre as federações e as coligações. A ação em discussão no STF foi apresentada pelo PTB, que acusa o novo modelo de união dos partidos de ser uma recauchutagem da coligação, dispositivo proibido por lei desde 2017.

“As coligações ofereciam esse grave risco de fraude da vontade do eleitor, porque partidos sem nenhuma afinidade programática se juntavam ocasionalmente e depois seguiam caminhos diferentes (…) A lei aprovada no congresso evita esse tipo de distorções”, disse Barroso.

Negociações

As federações partidárias exigem dos partidos atuação conjunta em torno de um programa, como se fossem uma só sigla, por no mínimo quatro anos. Por terem abrangência nacional – ao contrário das coligações, que têm alcance estadual e são desfeitas após as eleições -, dependem de negociações mais robustas e da superação de divergências ideológicas e locais. O mecanismo interessa sobretudo a legendas menores, ameaçadas pela cláusula de desempenho, que condiciona o acesso ao fundo partidário e ao tempo de TV a um mínimo de votos nas eleições.

Em caso de desistência da federação antes do prazo de quatro anos, a sigla pode ser penalizada com a proibição de uso dos recursos do fundo partidário pelo prazo remanescente do acordo. A afinidade ideológica entre as siglas é, portanto, parte fundamental do processo de aglutinação, pois serve para evitar atritos insuperáveis entre programas ideológicos antagônicos.

Pelo menos três blocos de partidos negociam a união de esforços para as eleições de 2022. PSDB iniciou as tratativas com o Cidadania. PT vem conversando com PSB, PV e PCdoB – os dois últimos também negociam com o PSOL.

Quatro ministros votam o relator

Barroso foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Rosa Weber.

Em seu voto, Mendonça defendeu que a nova data proposta traz ‘segurança jurídica’. “E também viabiliza a própria realização das federações em um tempo que considero, como disse, proporcional e razoável”, afirmou.

Moraes seguiu a mesma linha. No entendimento do ministro, as federações podem funcionar como uma etapa intermediária para que os partidos passem por fusões definitivas nos próximos anos, reduzindo o número de siglas.

“É um mecanismo intermediário, mas que mostra que o Congresso Nacional vem buscando modelos para aprimorar nosso sistema partidário. Me parece que o Poder Judiciário deve ter reverência nesses casos para apoiar essas fórmulas que pretendem melhorar, dentro da constitucionalidade da previsão, nosso sistema político-eleitoral”, pregou em seu voto.

Ao seguir o relator, Moraes deu ênfase à necessidade de haver ‘adequação razoável’ do prazo para a formação das federações, excepcionalmente, na primeira eleição em que serão aplicadas.

Divergência sobre prazo

O ministro Gilmar Mendes abriu divergência e votou para manter o prazo previsto na lei ordinária que criou as federações. O texto autoriza as aglutinações até a ‘data final do período de realização das convenções partidárias’, em 5 de agosto. Ele foi acompanhado por Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski

“As federações não precisam, a meu ver, ter o seu regime integralmente equiparado aos partidos políticos”, defendeu Lewandowski ao votar pela manutenção do prazo de 5 de agosto.

‘Vícios de inconstitucionalidade’

O ministro Kassio Nunes Marques, por sua vez, foi o único a votar para suspender a lei que criou as federações. Em sua avaliação, o dispositivo é inconstitucional por esvaziar a cláusula de desempenho instituída pela Emenda Constitucional 97/2017, que projetava a redução gradual do número de partidos até que o sistema eleitoral chegasse a 2030 com uma média de oito legendas fortes.

“Os partidos menores, se de fato se identificam uns com os outros no que é essencial, devem fundir-se, pois pequenas diferenças de pensamento não justificam a multiplicidade de siglas”, defendeu o ministro. “Aqueles que não obtiverem o êxito mínimo, poderão até prosseguir existindo, mas não às custas de financiamento público, representado pelo fundo partidário e pela propaganda gratuita de rádio e televisão.”

Em seu voto, Nunes Marques ainda argumentou que a mudança viola os sistemas partidário e eleitoral proporcional previstos na Constituição.

“Ora, o texto constitucional não prevê as indigitadas federações, se não apenas os partidos políticos. Neste sentido, seria insustentável que, mesmo não as prevendo, também não as proibiria em sede de lei ordinária (..) O silêncio da carta da República há de ser interpretado como intencional para afastar a existência de qualquer outra figura institucional que faça as vezes do partido político”, disse.

“A criação das federações produz efeitos jurídicos idênticos aquelas que seriam provocados pela fusão, em que duas ou mais siglas desaparecem para o surgimento de uma nova para congregar todas elas. A distinção estaria somente no fato de que as federações ela é temporária, pelo prazo de quatro anos, enquanto a fusão propriamente dita é permanente. Nessa ótica, mais uma vez me parece inconstitucional a lei objurgada, pois autoriza a fusão temporária de partidos, enquanto a Constituição Federal autoriza apenas aquela com ordinário aspecto de definitividade”, acrescentou.

Mais:

Náutico perde para o Retrô em casa pelo Pernambucano

10/02/22

Por Davi Saboya

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O duelo entre Náutico x Retrô foi válido pela terceira rodada do Pernambucano

CHARLES JOHNSON/JC IMAGEM
LEI DO EX Giva e Renato Henrique, ex-jogadores do Náutico, marcaram os gols da equipe visitante na vitória contra o Timbu pelo Estadual – Foto: Charles  Johonson/JC Imagem

Náutico perdeu por 2×1 para o Retrô, nesta quarta-feira (9), nos Aflitos, em partida válida pela terceira rodada do Pernambucano. Os gols dos visitantes foram marcados por ex-jogadores do Timbu. Foram eles: os atacantes Giva e Renato. Ewandro marcou para os alvirrubros.

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Pela primeira vez na temporada, o meia Jean Carlos e o atacante Kieza apareceram no time titular do Náutico. Porém, ambos ainda sem o condicionamento físico. Além disso, os dois jogadores se recuperam das respectivas lesões na panturrilha e tendão de Aquiles.

Mais uma vez, o sistema defensivo do Náutico apresentou muitas falhas e escapou de sofrer mais gols. Em vários contra-ataques, o Retrô chegou com espaço no ataque. O Timbu não tem conseguido repetir o êxito da “marcação alta” da temporada passada.

Não à toa, o Retrô conseguiu abrir o placar em boa trama do ataque e conclusão de Giva. Depois do gol, houve uma grande confusão entre os técnicos Hélio dos Anjos e Dico Woolley do Náutico e Retrô, respectivamente.

CHARLES JOHNSON/JC IMAGEMOs técnicos do Náutico e Retrô foram expulsos após confusão entre as comissões – CHARLES JOHNSON/JC IMAGEM

No fim da partida, o Náutico conseguiu empatar a partida com Ewandro. Em jogada pela direita, aos 43 minutos, Pedro Vítor achou Juninho Carpina, que cruzou na medida para o atacante alvirrubro desviar para o fundo da rede de cabeça.

Só que nos últimos minutos o Retrô conseguiu balançar a rede mais uma vez. Em jogada na ponta direita, Renato buscou o companheiro em cruzamento rasteiro. Porém, a bola bateu na mão do zagueiro Camutanga, que apareceu para tentar desarmar o oponente.

Mas, a bola bateu na mão do defensor do Náutico. E, claro, o juiz Diego Fernando apontou o pênalti. O próprio Renato foi para cobrança, aos 50, e converteu. O atacante do Retrô marcou o quarto gol na competição e assumiu a artilharia isolada.

O próximo jogo do Náutico acontece neste sábado, contra o Fortaleza, às 17h45, nos Aflitos, em partida válida pela quarta rodada da Copa do Nordeste.