Justiça concede habeas corpos em favor do de massagista do Náutico

19/03/21
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Paulo Mariano, massagista do Náutico - Instagram
Paulo Mariano, massagista do Náutico/Imagem: Insta

O desembargador Evandro Magalhães Melo, da 1ª Câmara Criminal de Recife, concedeu no início da noite  de ontem (18) o habeas corpus em favor  de Paulo Mariano de Arruda Neto, de 27 anos, massagista do Náutico. Preso desde 24 de fevereiro, ele é acusado de participar de assalto a um ônibus em 2018, e poderá responder ao processo em liberdade.

Segundo a defesa de Paulo Mariano, ele foi confundido com outra pessoa. Nos depoimentos colhidos, um dos participantes do assalto disse que um dos envolvidos se chamava Mariano. Os investigadores foram então ao bairro do Coque, região central do Recife, em busca dos suspeitos. sub-20

Sem sucesso, os oficiais vasculharam as redes sociais, onde localizaram o perfil do massagista, que mantinha amizade no Facebook com um dos homens que estaria envolvido no assalto. A prisão foi determinada após o reconhecimento fotográfico feito pelos funcionários da empresa de transportes.

Mais cedo, o Náutico se posicionou a favor do funcionário, e afirmou estar à disposição da família de Paulo Mariano.

“O Clube Náutico Capibaribe vem a público esclarecer os fatos acerca da prisão, na nossa visão errônea, do massagista da equipe profissional alvirrubra, Paulo Mariano de Arruda Neto (…) Ciente do fato, o departamento jurídico alvirrubro passou a prestar todo tipo de assistência e apoio à família de Paulo”, dizia parte da nota.

Nomes como Kieza, Jean Carlos, Jefferson e o treinador Hélio dos Anjos usaram seus perfis nas redes sociais para postar fotos e mensagens apoiando as manifestações feitas pela liberdade do massagista. Além deles, o ex-jogador Jorge Henrique também se posicionou.

Entenda o caso

Segundo o advogado Fernando Coelho, que representa a defesa do massagista com a advogada Virgínia Kelle, Paulo Mariano não participou do assalto ao ônibus mencionado. O jovem foi confundido com outra pessoa.

Os advogados informam ainda que quatro pessoas participaram da ação, sendo três maiores de idade e um menor de 18 anos. Este teria dito à Polícia Civil que um dos partícipes tinha o mesmo nome do massagista.

A defesa sustenta que no dia em questão, Paulo Mariano estava junto com a família comemorando o Natal. Na data, inclusive, ele publicou fotos com a esposa e com familiares na internet, o que os parentes confirmam.

Fernando Coelho e Virgínia Kelle garantem ainda que o homem que aparece nas imagens que foram anexadas ao processo não tem semelhança com o massagista, mesmo que este tenha sido reconhecido pelas vítimas.

Pego de surpresa

De acordo com a esposa, o jovem só soube do processo quando foi capturado, já que não tinha sido intimado ou comunicado. Na ocasião, ela informa, ele foi pego de surpresa, e não entendeu por que foi detido.

No dia seguinte à detenção, os advogados de Paulo Mariano entraram com um pedido de revogação da prisão e liberdade provisória para ele, que foi negado pelo Poder Judiciário.

 

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