Quatro pernambucanos especulados para o Ministério de Lula

06/11/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Por Magno Martins, de Brasília

Entre os nomes cotados está o do presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos
A montagem do ministério do quarto mandato do presidente Lula (PT) movimenta os bastidores políticos de Brasília, com especulações sobre a distribuição de cargos e o futuro de integrantes do atual governo. Entre os nomes cotados está o do presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, que teria interesse em assumir o Ministério do Desenvolvimento Regional.

A pasta é considerada estratégica por concentrar políticas públicas voltadas ao Nordeste, incluindo ações de combate à seca e investimentos em infraestrutura, além de contar com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) como um de seus principais braços de atuação. O Desenvolvimento Regional também tem papel importante no enfrentamento dos períodos de estiagem, agravados por fenômenos climáticos, como o El Niño.

Outra possibilidade em discussão envolve o deputado federal reeleito Waldemar Oliveira (Avante), que poderia assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia. A articulação teria participação do ex-ministro Fernando Haddad (PT), próximo do ex-deputado Maurício Rands, primeiro suplente do Avante, que herdaria a vaga na Câmara. A operação, entretanto, enfrenta obstáculos políticos, uma vez que o partido elegeu apenas quatro deputados federais e Lula busca ampliar sua base de sustentação no Congresso. O cenário poderia mudar com uma eventual federação entre PSB, PDT e Avante.

Na Agricultura, a expectativa é de substituição do atual ministro André de Paula por outro pernambucano. O nome mencionado nas articulações é o do deputado federal Carlos Veras (PT), atual primeiro-secretário da Câmara dos Deputados. A movimentação também estaria relacionada ao interesse de Lula em abrir espaço para Renildo Calheiros (PCdoB), que não conseguiu a reeleição e poderia retornar à Câmara na condição de suplente da federação formada por PT, PV e PCdoB.

Outro pernambucano que aparece nas especulações é Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação PP-União Brasil, derrotado na disputa pelo Senado. O parlamentar estaria entre os possíveis indicados para ocupar um ministério, desde que seu nome recebesse o respaldo da bancada do PP. Conhecido pela capacidade de articulação e pelo trânsito entre diferentes partidos no Congresso, Eduardo da Fonte poderia representar a federação na Esplanada dos Ministérios, caso a legenda decida participar da nova composição governista.

Na equipe econômica, as especulações apontam para uma mudança significativa. Ao contrário das possibilidades envolvendo o vice-presidente Geraldo Alckmin e o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), Lula estaria inclinado a escolher um nome de perfil mais técnico do que político para comandar o Ministério da Fazenda. Nesse cenário, Fernando Haddad assumiria a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), atualmente ocupada por Aloizio Mercadante. Este, por sua vez, poderia ser remanejado para a presidência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil. Até o momento, as movimentações permanecem no campo das especulações, sem confirmação oficial do Palácio do Planalto.

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