Em Lagoa Grande: Prefeitura, Colônia de Pescadores e Codevasf soltam cerca de 25 mil alevinos no Açude Saco II para fortalecer a psicultura familiar

01/05/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br  –    Asscom PMLG

 

Por meio de parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a Prefeitura de Lagoa Grande e a Colônia de Pescadores e Pescadoras, Aquicultores e Aquicultoras Z-39, do povoado de Açude Saco II, soltaram cerca de 25 mil alevinos na Barragem Açude Saco II.

A iniciativa da prefeitura de Lagoa Grande busca fomentar a piscicultura local como estratégia de geração de trabalho e renda aos usuários do reservatório. Com aproximadamente 30% de sua capacidade, foram soltos na Barragem Açude Saco II peixes das espécies tambaqui, piau e curimatã.

Segundo o vice-prefeito, Olavo Marques, a soltura dos alevinos no açude reafirma a atuação da prefeitura com a Codevasf em reforçar o compromisso da administração municipal em fortalecer a economia local através do desenvolvimento sustentável da aquicultura.

Olavo destacou a importante parceria da prefeitura com a Codevasf e que disse: “com a soltura dos alevinos, a prefeitura de Lagoa Grande proporciona uma importante iniciativa para o desenvolvimento da piscicultura familiar e da pesca artesanal, ação desenvolvida por pescadores e pescadoras da região”.

Para a secretária da Colônia de Pescadores Z-39, Rafaela Soares, a soltura dos alevinos é motivo de grande festa e em breve os pescadores vão voltar a atuar com a atividade de pescaria. “O açude estava seco e sem estimativa nenhuma de vida e hoje estamos vendo essa riqueza, que é água. Deus trouxe a água e os peixes chegam ao reservatório através de uma articulação da prefeitura, com a Codevasf e a Colônia de Pescadores”,  afirmou.

Além do vice-prefeito e da secretária da colônia, Rafaela Soares, acompanharam a ação: o presidente da Colônia de Pescadores, Arnaldo Alves da Silva, popularmente conhecido por Naldinho, e Ericsson Rodrigues, Chefe Distrital, do Centro Administrativo de Jutaí – CEAJA.

Fotos: Everaldo de Souza Ramos

 

Derrubada de veto ao PL da Dosimetria: veja como votaram os deputados e senadores de Pernambuco

01/05/26  –  http://blogfolhdosertao.com.br  –    Por DP

Bancada pernambucana se divide entre apoio e rejeição à mudança que pode reduzir penas em casos ligados aos atos de 8 de janeiro

Dez deputados pernambucanos votaram pela derrubada do veto do presidente Lula/Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Dez deputados pernambucanos votaram pela derrubada do veto do presidente Lula (Foto: Lula Marques/ Agência Brasil)

O Congresso Nacional derrubou, na tarde desta quinta-feira (30), o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado Projeto de Lei da dosimetria – uma proposta que altera critérios para cálculo de penas e pode beneficiar condenados por atos antidemocráticos, incluindo episódios relacionados ao 8 de janeiro de 2023.

Na Câmara dos Deputados, o veto foi rejeitado por 318 votos a 144, acima dos 257 necessários. Já no Senado, foram 49 votos pela derrubada contra 24 pela manutenção, superando o mínimo de 41 votos exigidos.

Na prática, o projeto modifica a forma como a pena é calculada pela Justiça, ao reforçar a aplicação do chamado “concurso formal de crimes”. Pela regra, prevalece a pena do crime mais grave, com acréscimo de um sexto até a metade, o que, em muitos casos, pode resultar em punições menores do que as atualmente aplicadas.

O texto também prevê redução de um a dois terços da pena quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que não haja financiamento ou liderança direta, além de flexibilizar a progressão de regime, permitindo a saída do fechado após o cumprimento de um sexto da pena.

A proposta pode alcançar condenações relacionadas aos ataques às sedes dos Três Poderes e também às decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), como casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

Entre os três senadores pernambucanos, dois votaram pela manutenção do veto: Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT). Já o senador Fernando Dueire (PSD) votou pela derrubada do veto presidencial.

Como votaram os deputados de Pernambuco

Pela derrubada do veto:

Waldemar Oliveira (Avante)
André Ferreira (PL)
Coronel Meira (PL)
Mendonça Filho (PL)
Clarissa Tércio (PP)
Eduardo da Fonte (PP)
Lula da Fonte (PP)
Fernando Rodolfo (PRD)
Pastor Eurico (PSDB)
Fernando Coelho Filho (União)

Pela manutenção do veto:

Iza Arruda (MDB)
Luciano Bivar (União)
Renildo Calheiros (PCdoB)
Felipe Carreras (PSB)
Lucas Ramos (PSB)
Maria Arraes (PSB)
Pedro Campos (PSB)
Fernando Monteiro (PSD)
Túlio Gadêlha (PSD)
Carlos Veras (PT)
Clodoaldo Magalhães (PV)

Com a decisão do Congresso, o texto passa a vigorar conforme aprovado originalmente, abrindo caminho para revisões em condenações e impactando diretamente o debate jurídico e político sobre os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro.

Em decisão histórica, Jorge Messias perde a chance de chegar ao STF, mas a derrota não foi só dele

01/05/26 –  http://blogfolhdosertao.com.br  –    Por Betânia Santana

Na disputa entre Executivo e Legislativo, as instituições se fragilizam e a democracia corre riscos
Jorge Rodrigo Araújo Messias, 46 anos, tinha tudo para ser o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o terceiro indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na sua terceira gestão.

Depois de esperar cinco meses pela sabatina no Senado e fazer um discurso de quase 40 minutos, o advogado-geral da União teve o nome aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Casa Alta. Foram 16 votos a favor e 11 contra.

Sabatinado por oito horas, viu ganhar contornos definitivos o que antes era um risco. Foram 42 votos contra, 34 a favor e uma abstenção. Uma derrota histórica. Uma ameaça permanente desde que o presidente Lula confrontou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defensor do nome do senador Rodrigo Pacheco.

Os parlamentares não consideraram a conduta ilibada, o constitucionalista, o evangélico que toma decisões não pela fé, mas com fé, como ele mesmo colocou. O alvo era o presidente Lula. E a derrota ganharia mais força ao atingir um conterrâneo do petista, um pernambucano.

Nunca foi tão crucial para o presidente Lula eleger um Congresso que lhe garanta governabilidade, caso seja o escolhido em outubro para mais quatro anos. Alcolumbre sinaliza a necessidade de interferir na decisão. A extrema-direita aponta o fim da Era Lula.

E a sociedade precisa estar atenta para que as instituições permaneçam vivas. A última vez em que um indicado foi rejeitado ocorreu há 132 anos, nas tensões entre o Senado e o governo do marechal Floriano Peixoto. Hoje a derrota é de todos nós.

Antes e depois
Em Brasília, o presidente nacional do PSB, João Campos, acompanhou a sabatina de Jorge Messias. No final se solidarizou com o advogado-geral da União, mas não se posicionou nas redes. A governadora Raquel Lyra, que no Recife assinou o contrato de concessão parcial da Compesa, usou a rede “X” e parabenizou Messias antes do resultado final. Apagou depois.

Gosto ruim
O pré-candidato ao Senado Miguel Coelho não perdeu a oportunidade de alfinetar o grupo de João Campos, aliado até há pouco.  “Tem gente querendo botar gosto ruim nessa concessão. É maldoso, falta caráter e falta personalidade. Tiveram 16 anos e não fizeram.”

Dignidade
Tendo a educação como bandeira de mandato, o deputado Renato Antunes foi um dos que falaram pela Alepe na agenda da concessão da Compesa. “Pauta como água não se faz política, não se pode brincar com necessidade básica. É uma questão de dignidade.”

Contraponto
O jornalista Júnior Campos achou estranho a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, preocupar-se com o avanço do feminicídio e estar sem secretária da Mulher há 19 dias. Em seu blog, registrou que, no primeiro trimestre deste ano, o município no Sertão do Pajeú apontou 208 vítimas de violência doméstica e familiar.

 

Histórias de Servidores: O sonho realizado da professora Maria Betânea

01/05/26  —  http://blogfolhadosertao.com.br  –  Ascom Univasf

 

 

“Na minha posse, eu mal conseguia segurar as lágrimas. Lembrei tudo desde o início do curso e meu sonho tinha se tornado realidade: irei trabalhar na Univasf até a aposentadoria”. Essa é a fala da mais nova docente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) Maria Betânea Oliveira Ferraz, do curso de Ciências da Natureza, do Campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI). Betânea, egressa do curso em que hoje leciona, tinha o desejo de mudar sua realidade através dos estudos e ultrapassou barreiras sociais e financeiras para realizar esse sonho. A docente tomou posse no cargo de professora do Magistério Superior no dia 30 de março.

Natural de Campo Alegre de Lourdes (BA), cidade localizada a 68,6 quilômetros de São Raimundo Nonato, Betânea viveu a infância e adolescência oferecendo seus serviços domésticos na casa de parentes para conseguir estudar. Começou na escola um ano mais velha do que deveria, por isso não se alfabetizou em sala de aula, sua irmã mais velha a ensinou. Em 2007, quando iria iniciar o oitavo ano, o último do ensino fundamental, foi morar em São Raimundo Nonato na casa da avó paterna para poder estudar.

Sem livros didáticos para dar apoio à preparação para as provas, o método de estudo era a memorização. “Como eu tinha muita atividade doméstica para fazer eu acordava antes que o pessoal da casa acordasse e tentava memorizar o conteúdo”, conta.  Betânea se descobriu dona de casa antes mesmo de se descobrir como mulher, mas durante esse processo, soube o que a motivava a continuar a vida: os estudos.

Na época, seus desafios não estavam apenas nos estudos e afazeres domésticos, mas também na socialização com os colegas de turma. “Eu vinha do interior da Bahia e São Raimundo já era considerada uma cidade grande para a minha realidade. Os colegas de sala eram todos da cidade e por isso surgiu uma exclusão”, diz. Naquele momento de fragilidade, a docência já a encontrava. Foi uma professora de Ciências que percebeu aquele cenário. “Ela veio falar comigo, conversou com toda a turma e tentou fazer com que eles compreendessem as diferenças, compreendessem a minha realidade”, comenta.

Com dedicação e persistência, ela concluiu o ensino fundamental e fez o curso Técnico em Enfermagem Integrado ao ensino médio, que concluiu em 2011. Para ela, cada vez mais, o universo da educação se expandia e ela passou a desejar cursar a graduação em Enfermagem. Filha de lavrador, até conseguiu passar em algumas universidades no curso dos sonhos, mas as condições financeiras a impediam de se sustentar em outra cidade.

Foi no trabalho como técnica em enfermagem em uma farmácia que ela conheceu a Univasf através de um colega de trabalho, que comentava sobre sua graduação. Assim, Betânea conheceu o curso de Ciências da Natureza. “Como eu gostava da área de Biologia, comecei a alimentar a vontade de fazer esse curso. Às vezes, os professores iam para a farmácia e eu ficava observando, desejando um dia ser como eles”, conta.

Betânea realizou o desejo de ingressar na Universidade no segundo semestre de 2014. Ao entrar pelas portas da Univasf, se sentiu emergindo em outro mundo, em outra realidade. “Tudo o que os professores falavam era novo pra mim e isso fazia com que eu ficasse na expectativa de entender tantas palavras novas e autores que eu nunca tinha ouvido falar”, lembra. Seu maior desafio como universitária era passar nas disciplinas e conciliar os estudos com o trabalho na farmácia. Para isso, ela precisou revisar conteúdos da educação básica que reforçaram a base para os assuntos da graduação. “Eu nunca pensei em desistir. Existia preocupação em dar conta das disciplinas, mas desistir não. A universidade naquele momento era o que movia minha vida”, enfatiza.

Ao final da graduação, Betânea já tinha uma certeza: queria ser professora. “Eu queria fazer o mestrado para poder fazer concurso para universidades, mas eu tinha uma filha, não tinha remuneração suficiente para fazer uma poupança e poder passar algum tempo só estudando”, relembra. Com o apoio emocional e financeiro dos professores Itamar Soares e Anna Flora de Novaes Pereira, do Colegiado de Ciências da Natureza, Betânea conseguiu realizar o mestrado na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). “Eu fiz a seleção e passei, foi muito emocionante para mim”.

Antes mesmo de concluir o mestrado, a professora passou em um concurso público na cidade de Dom Inocêncio (PI). Mas seu sonho não estava completo. Ela ainda acalentava o desejo de retornar à Univasf como professora. “Quando eu via a logo da Univasf meu coração batia depressa”. Em 2025, ela entrou na Universidade como professora substituta e viu seu sonho se aproximar cada vez mais.

O momento tão esperado veio em março de 2026, quando ela foi nomeada professora do Magistério Superior da Univasf. Encerrava-se, então, uma corrida de longos anos em que parar no meio do caminho nunca havia sido uma opção. Empossada pelo reitor Telio Leite, no gabinete da Reitoria, em Petrolina (PE), Betânea era só sorrisos e lágrimas de emoção, numa mistura de sentimentos que comoveu a todos os presentes naquele momento tão importante de sua vida.

Em pleno exercício de suas funções como docente no Colegiado de Ciências da Natureza, a professora Maria Betânea hoje torce pela corrida de seus estudantes. “Agora, ministrando aula como professora, estou sempre em busca de ser a melhor professora para que os estudantes consigam ver que a graduação pode mudar a vida deles como mudou a minha. Desejo que consigam melhorar de vida, não só de modo financeiro como aconteceu comigo, mas intelectualmente e que consigam se perceber no mundo como pessoas importantes”, afirma.

A história de Betânea reflete o poder da educação na vida das pessoas. A docente diz que, se fosse necessário, repetiria o mesmo percurso diversas vezes. “Se eu pudesse voltar à minha primeira aula, falaria pra mim mesma que vai valer muito a pena cada aula, cada diálogo com os professores, cada vivência com os colegas. Apenas continue”, revela.

____________________________________________________

Histórias de Servidores: 

Com o relato sobre a realização do sonho da nossa mais nova docente, a Univasf lança uma nova seção no Portal do Servidor para contar histórias sobre as pessoas que fazem a Instituição. Maria Betânea Oliveira Ferraz protagonizou uma das posses mais emocionantes dos últimos tempos. A emoção dela tocou a todos os presentes. Por isso, é com ela que damos início a esse novo projeto da Diretoria de Comunicação. À Betânea, nosso agradecimento por nos abrir seu coração!

Quer sugerir uma História de Servidor? Manda sua sugestão por e-mail: ascom@univasf.edu.br.

Pernambuco é o 2º estado que mais gerou empregos na construção civil no Brasil

01/05/26 –   http://blogfolhadosertao.com.br  –  Portal Folhape

Com mais de 19 mil vagas criadas em 12 meses, resultado é impulsionado por investimento histórico em infraestrutura e aquecimento do setor

Nos últimos 12 meses (março de 2025 a março de 2026), Pernambuco gerou 19.418 empregos formais no setor da construção civil, ficando apenas atrás de São Paulo, com 24.290 postos de trabalho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

No recorte das obras de infraestrutura, divisão da construção, Pernambuco também foi o segundo estado brasileiro com mais empregos gerados, com 7.860 postos de trabalho. Os números nesse período reforçam o impacto do maior volume de investimento realizado nos últimos 11 anos pelo Estado, que foi alcançado em 2025.

No estoque geral de empregos formais, Pernambuco também se destacou, consolidando-se como o quarto do país, com 75.278 postos de trabalho gerados nesse período. Desempenho que foi puxado principalmente pela construção civil e pelo setor de serviços.

Em outra divisão da construção, a construção de edifícios, que contempla também obras de casas, Pernambuco foi a segunda unidade da federação que mais gerou empregos, com 9.746, enquanto a maioria dos estados teve uma geração de postos de emprego bem abaixo e, em alguns casos, até negativa.

“Os dados demonstram claramente a capacidade que a gestão da governadora Raquel Lyra tem de impulsionar a geração de empregos, levando Pernambuco aos primeiros lugares do comparativo nacional do Caged. Todos os setores da economia vêm crescendo, principalmente a construção civil, que conta hoje com o fato do Estado executar um volume de investimento recorde na história recente. Ficamos somente atrás de São Paulo, que é a maior economia do país, mostrando como Pernambuco tem um crescimento sustentado, gerando mais empregos e renda para os pernambucanos”, destacou o secretário de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques.