No Recife: Estudantes da Rede Municipal  participam de etapa internacional do torneio de robótica na China

04/08/25

Imprensa PCR
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Evento reforça política pública de inovação na educação e protagonismo estudantil. Alunos participarão da etapa internacional do FIRST®️ LEGO®️ League – Asia Open Championship, na cidade de Macau

Estudantes da Rede Municipal do Recife representarão o Brasil em torneio de  robótica na China

A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Educação, segue ganhando destaque no cenário internacional da educação. Estudantes da Rede Municipal de Ensino do Recife participarão da etapa internacional do FIRST®️ LEGO®️ League – Asia Open Championship, torneio de robótica que acontece entre os dias 7 e 10 de agosto, na cidade de Macau, na China. A competição é organizada pela Trumptech – World Class Tests, parceiro local da FIRST®️ LEGO®️ League, e reúne equipes de diversos países em torno de desafios ligados à ciência, tecnologia e inovação. Os estudantes embarcam neste domingo (3), às 23h.

“Fui visitar os meninos e ver a apresentação deles. Ezequiel pediu para eu vir ao aeroporto para o embarque deles. Prometi que iria vir, já é quase segunda-feira e estamos embarcando eles, dando um abraço neles, nas famílias e professores. Agora, é competir, aproveitar a viagem e, com fé em Deus, voltar com a premiação”, afirmou o prefeito João Campos. “Os nossos alunos vão representar a nossa cidade na competição global de robótica da Lego, na China. Recife é a única cidade com uma escola da rede municipal em todo o Brasil que vai para o mundial na China”, acrescentou.

Além da dedicação e empenho dos estudantes, a participação também é resultado direto dos investimentos contínuos da gestão municipal nos clubes de programação e robótica, fortalecendo uma política educacional voltada para o pensamento computacional, metodologias ativas e a abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática). Em 2025, esse compromisso com a inovação culmina na seleção de uma equipe formada por estudantes da rede do Recife para representar o Brasil em uma competição de destaque mundial.

A equipe selecionada é formada pelos estudantes da Escola Municipal de Tempo Integral Professor João Batista Lippo Neto e da Escola Municipal Rodolfo Aureliano, na categoria FLL Explore – Anos Iniciais – Ana Sophia (6º ano), Ezequiel Douglas (5º ano), João Vítor (5º ano) e Vivian Mariana (5º ano). Além da apresentação do projeto desenvolvido ao longo do ano, a participação também envolve atividades colaborativas com crianças de diferentes culturas, ampliando horizontes e fortalecendo o protagonismo estudantil como instrumento de transformação social.

RECIFE NO MUNDO – O mês de agosto também marca o fortalecimento dos laços internacionais promovidos pelo Recife no Mundo, programa de intercâmbio internacional da Secretaria de Educação. No próximo domingo (3), às 16h30, o Recife recebe a comitiva de estudantes e professores dos Estados Unidos, que participaram da mais recente edição do intercâmbio cultural e educacional.

Durante a estada no país americano, os estudantes e educadores da Rede Municipal puderam vivenciar experiências imersivas em escolas, centros de inovação e instituições culturais, fortalecendo o repertório pedagógico e ampliando sua visão de mundo. A chegada ao Recife reforça a troca de saberes e culturas, promovendo um ambiente ainda mais enriquecedor para todos os envolvidos.

Fotos: Hélia Scheppa/Prefeitura do Recife

Cobrança por repasses para ferrovia cearense abre crise federativa

04/08/25
Por Patrícia Raposo
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Apesar de já ter recebido quase R$ 2 bi no atual governo, a TLSA acusa o superintendente da Sudene de atraso nos repasses de verbas
A permanência de Danilo Cabral na superintendência da Sudene está por um fio. E sua saída representará uma grande derroa política para Pernambuco diante das pressões que partem do Ceará. Indicado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), o ex-deputado federal tem enfrentado forte pressão para deixar o cargo por parte do governador cearense, Elmano de Freitas (PT), e da concessionária da ferrovia Transnordestina (TLSA), que executa as obras no trecho cearense.
A justificativa para a crise federativa apontada por alguns blogs locais seria a defesa que Danilo Cabral vem fazendo da execução do ramal da Ferrovia Transnordestina em Pernambuco. A Sudene é a patrocinadora do evento Conexões Transnordestina, promovido pelo portal Movimento Econômico e que teve início em Salgueiro, mês passado. No entanto, o fator de pressão é outro: a suposta lentidão na liberação de recursos para a continuidade das obras da ferrovia no trecho cearense.

O tensionamento político cresceu com a proximidade das eleições de 2026. O governador Elmano culpou a Sudene publicamente durante visita do presidente Lula a Missão Velha (CE), no dia 18 de julho, por atraso nos repasses para a obra da TLSA em solo cearense.

No entanto, desde que Lula assumiu o governo, uma articulação envolvendo Sudene, TCU, Casa Civil e Ministério da Integração Nacional viabilizou a liberação de R$ 3,6 bilhões para a ferrovia, com recursos do FNDE, divididos em parcelas anuais: R$ 1 bilhão por ano, mais uma parcela R$ 600 milhões ao final do período. Na época, esse anúncio causou inclusive inquietação entre os pernambucanos, que ainda esperam pelo trecho Salgueiro-Suape.

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Portanto, a narrativa construída de que a Sudene estaria dificultando a liberação não é verdade. As liberações de 2024 já foram executadas – foram R$ 400 milhões em janeiro e outros R$ 600 milhões em junho, totalizando o R$ 1 bilhão previsto para aquele ano. Já os repasses de 2025, porém, aguardam a comprovação de execução da obra.

E tem outro detalhe: a liberação de R$ 800 milhões que faltavam do contrato anterior só foi possível graças a uma grande articulação entre a Sudene, a Casa Civil, o TCU e o Ministério da Integração, justamente porque não havia comprovação de execução das obras.

Debêntures da ferrovia

Como se não bastasse, a TLSA pleiteia ainda a liberação imediata de outros R$ 800 milhões em debêntures do FDNE. A empresa tem feito forte pressão por esses recursos sobre o governador cearense e sobre a Sudene. O atraso na liberação dessa verba – que é referente a participação societária da Sudene na obra -, não ocorreu porque o Ministério da Integração Regional e o Tesouro Nacional não tinham um modelo definido de como operar contabilmente essa compra de ações, e o processo ficou “embolado”, segundo uma fonte do Ministério.

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A empresa faz pressão sobre Elmano de Freitas alegando que, caso a verba não seja liberada, interromperá as atividades nos canteiros de obras — onde estão empregados cerca de 8 mil trabalhadores. É um desgaste que governador nenhum quer enfrentar às vésperas das eleições.
Há também um outro componente político: o desejo antigo de setores do Ceará de assumir o comando da Sudene e, com isso, ter influência direta sobre a definição das diretrizes do FNE — cujo orçamento em 2024 soma R$ 47,3 bilhões. Desde a nomeação do ex-governador pernambucano Paulo Câmara (PSB-PE) para a presidência do Banco do Nordeste, historicamente comandado por cearenses, o incômodo político aumentou. Colocar um cearense na superintendência da Sudene passou a ser visto como uma compensação estratégica.

Empresários mobilizados

A notícia de que o Ceará está pressionado para tirar Danilo Cabral da Sudene mobilizou os empresários locais. Halim Nagem, presidente do Grupo Atitude PE disseque seus associados estão reagindo e travando interlocuções com a esfera federal para conter o movimento contra Danilo. Os presidentes de FIEPE, Bruno Veloso, e do CREA-PE, Adriano Lucena, também confirmaram que atuam na mobilização em torno da defesa de Danilo, e assinaram, junto com o LIDE-PE e a CIEPE, nota de posicionamento em defesa do superintendente.

Se Danilo Cabral for afastado da Sudene será uma derrota política gigante para Pernambuco, independentemente de colorações partidárias. Num momento de retomada da ferrovia no estado, substituir um pernambucano por um cearense eleva o risco de que essa ferrovia realmente se torne uma lenda. Se o presidente Lula concordar com essa mudança estará tratando Sudene como o fez o ex-presidente Bolsonaro, que de tanto trocar os superintendentes não permitiu que a autarquia fizesse praticamente nada pelo Nordeste em quatro anos de gestão. Um retrocesso. Não tem outra palavra.