Com gol de Júlio, Náutico vence Atlético/BA e estreia com pé direito no Nordestão

22/01/23

Por Yuri Teixeira

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Time alvirrubro soube segurar pressão dos donos da casa para vencer longe do Recife
Atlético/BA 0x1 Náutico, pela Copa do Nordeste

Estreia e três pontos na bagagem. Assim foi o domingo do Náutico pela primeira rodada da Copa do Nordeste. Em confronto realizado no estádio Carneirão, em Alagoinhas, o Alvirrubro visitou o Atlético/BA e soube segurar o ímpeto dos donos da casa para voltar para Recife com vitória pelo Nordestão. Graças a gol marcado por Júlio, ainda no primeiro tempo, o Timbu derrotou os baianos pelo placar de 1×0. O resultado deixou o clube pernambucano na liderança do Grupo B – Bahia e Ceará ainda jogam no complemento da rodada.

O jogo

O Náutico soube ser cirúrgico no primeiro tempo para sair na frente no placar. Até o gol marcado por Júlio, o Atlético era superior na partida e teve boas oportunidades para achar seu gol. Em cinco minutos, o Carcará já havia assustado em duas chances. Na primeira, Danilo Sousa bateu firme e viu Vagner fazer a defesa. Em seguida, Dedé Baiano viu sua cabeçada passar com perigo à direita da meta alvirrubra. O time baiano fazia uma verdadeira blitz na zaga pernambucana. Mas, em rara escapada, o Timbu inaugurou o marcador, aos 10 minutos jogados. Paul Villero deu bom passe em profundidade para Júlio, que deu um toque sutil sobre o goleiro para fazer 1×0.

O gol foi um banho de água fria para a equipe comandada por Agnaldo Liz e de tranquilidade para o Náutico. Apesar do Alvirrubro pouco incomodar o sistema defensivo rival, passou a neutralizar com facilidade as tentativas dos donos da casa de buscar a igualdade.

Na etapa complementar, o Atlético voltou determinado a buscar o empate. Aos cinco minutos, Danilo Sousa perdeu uma chance inacreditável com o gol aberto. Logo depois, Vagner fez boa intervenção em chute da entrada da área. Em grande dia, o goleiro alvirrubro voltara a aparecer mais tarde para salvar em finalizações de Jeferson e Gustavo Custódio, que arriscaram de longe. Com o placar favorável, o Náutico apostava nos contragolpes. Em lance parecido com o do gol de Júlio, Fernando Neto recebeu de Souza em velocidade e ficou cara a cara com Fábio Lima, mas viu o impedimento ser marcado incorretamente pelo bandeira.

Ficha do jogo

Atlético/BA 0
Fábio Lima; Paulinho (Van), Dedé Baiano, Caíque e Leandro Sobral (Jeferson); Lucas Alisson, Emerson, Juninho e Gianlucas (Gustavo Custódio); Danilo Sousa (Matheus Sabiá) e Jarles Baiano (João Magalhães). Técnico: Agnaldo Liz.

Náutico 1
Vagner; Diego Ferreira (Odivan), Anilson, Denilson e Diego Matos; Juan Gauto, Jean Mangabeira, Souza (Mateus Cocão) e Matheus Carvalho (Fernando Neto); Paul Villero (Kayon) e Júlio (Gabriel Santiago). Técnico: Dado Cavalcanti.

Estádio: Carneirão (Alagoinhas/BA)
Árbitro: Léo Simão Holanda (CE)
Assistentes: Cleberson do Nascimento Leite e José Moracy de Sousa E Silva (ambos do CE)
Gols: Júlio, aos 10′ do 1T (NAU)
Cartões amarelos: Dado Cavalcanti, Vagner, Fernando Neto (NAU); Gustavo Custódio (AAC)

Damares se defende da acusação de genocídio, mas admite que sabia da desnutrição dos indígenas

22/01/22

247

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Ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de Bolsonaro disse que responsabilidade pela politica indigenista não era só dela e relaciona providências que teria tomado

www.brasil247.com - Damares Alves
Damares Alves (Foto: Reprodução/Facebook)
A senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos do governo Bolsonaro, se defendeu neste domingo da denúncia de que foi cúmplice de genocídio contra as populações yanomamis de Roraima, como contataram Lula e ministros em visita à Casa de Saúde Indígena (Casai), na zona rural de Boa Vista, Roraima.

“Acompanhei com dor e tristeza as imagens que estão sendo divulgadas sobre os Yanomami. Minha luta pelos direitos e pela dignidade dos povos indígenas é o trabalho de uma vida. Mas diante de tantas mentiras espalhadas nos últimos dias, preciso esclarecer algumas coisas”, disse, no Twitter.

“No Governo Bolsonaro, a política indigenista era executada em três ministérios: Educação, Saúde e Justiça. Ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos cabia receber denúncias de violações de direitos dos indígenas e encaminhá-las às autoridades responsáveis”, acrescentou.

Prosseguiu Damares: “O MMFDH esteve ‘in loco’ inúmeras vezes para levantar informações. No auge da pandemia distribuímos cestas básicas. Enviamos ofícios aos órgãos responsáveis para solicitar atuação e recebemos relatórios das equipes técnicas, as quais informaram as providências tomadas.”

Disse ainda:

O MMFDH, num grande esforço, e com o apoio de outros órgãos,  entregou o Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Contra Crianças, inclusive reconhecendo a desnutrição como uma das mais terríveis violências contra elas, propondo ações.

O Plano passou a ser executado priorizando três áreas indígenas e uma delas é a área Yanomami. SESAI e a FUNAI trabalharam muito no governo Bolsonaro, não houve omissão.

A desnutrição entre crianças indígenas é um dilema histórico e foi agravada pelo isolamento imposto pela pandemia. Entre os anos 2007 e 2011, o Vale do Javari já tinha índices alarmantes.

A mesma imprensa que hoje faz cobertura positiva da agenda presidencial fez críticas à época. Tenho a convicção de que mais do que posar para fotos e realizar belos discursos (feitos a quilômetros das aldeias), devemos enfrentar a raiz do problema.

Sempre questionei a política do isolamento imposta a algumas comunidades. Está na hora de uma discussão séria sobre isso. Ao invés de perdermos tempo nessa guerra de narrativas e revanchismo, proponho um pacto por todas as crianças do Brasil, de todas as etnias.

Com o texto, Damares parece querer dividir a responsabilidade com colegas de Ministério. Seja como for, morreram indígenas, a maioria crianças, que a pasta de Damares tinha obrigação de defender.

É por esta razão que, neste domingo, parlamentares do PT protocolaram na Procuradoria da República no Distrito Federal notícia-crime contra ela, Jair Bolsonaro e todos os presidentes da Funai na gestão bolsonarista.

Santa Cruz  empata no jogo contra o Vitória

22/01/23
Por Rodrigo Serafim
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Yan Oliveira faz gol aos 51 do segundo tempo e presenteia o time com boa atuação

Santa consegue gol no finalzinho e garante empate fora de casa

Santa consegue gol no finalzinho e garante empate fora de casa – Foto: Reprodução

Se não é sofrido não é Santa Cruz. Com direito a gol no finalzinho, o tricolor viu o Vitória tomar conta do jogo, mas através da bola parada conseguiu um gol com Yan Oliveira, aos 51’ do segundo tempo, decretando o empate na primeira partida da Cobra Coral na Copa do Nordeste. O destaque do jogo, Yan Oliveira, fez boa atuação defensiva e ainda garantiu o gol do empate com sabor de vitória.

O JOGO
Um primeiro tempo de ataque contra defesa. O Vitória fez valer o mando de campo e se impôs pra cima do santinha, que soube se defender. Tentando chegar ao gol, o Santa usava sempre o corredor direito com Lucas Silva, mas não conseguia concluir na meta do Leão da Barra. Quando Jefferson Feijão tentou a investida, acabou se lesionando sozinho, e teve que sair do jogo, sendo substituído por Tharlles logo aos 15 minutos da partida. O time recifense até chegou uma vez, aos 22 minutos, com um chute de fora da área com Anderson Ceará, mas não levou tanto perigo assim para o goleiro Dalton.

Leão da Barra, por sua vez, chegou algumas vezes, principalmente pelo lado direito, com Osvaldo sendo o precursor das principais jogadas nos primeiros 45 minutos. Por vezes, chegava ao fundo e cruzava, ou então puxava pro meio e batia no gol. O destaque do primeiro tempo foi para a defesa do Geaze aos 36 minutos, depois de uma bola enfiada por Zeca, para Osvaldo pelo lado direito, o ponta saiu cara a cara com o goleiro Coral, que foi muito bem no lance e impediu o que seria o primeiro gol do jogo.

No segundo tempo, o jogo ficou mais interessante depois dos 15 minutos, com as substituições feitas pelo técnico João Burse. Entraram Nicolas Dibble, estreante da noite, e Tréllez, no lugar de Rafinha e Léo Gamalho respectivamente. Diblle já entrou fazendo boas jogadas pelo meio lado esquerdo, seja chutando da entrada da área, ou acionando Osvaldo e Zeca pelo lado direito. E foi de lá que saiu o primeiro gol do jogo. Depois do cruzamento de Osvaldo, Dibble cabeceou forte na meta do Geaze, que fez uma belíssima defesa, mas a bola caiu nos pés de Zeca, que bateu no canto esquerdo do goleiro, que nada pôde fazer.

No finalzinho o Santa ainda teve duas chances com cobranças de falta da entrada da área. Aos 45 minutos, depois do bate rebate, Dagson bateu cruzado e Yan de Oliveira se arrastou todinho para tentar tocar na bola, mas não conseguiu. E no apagar das luzes no Barradão, aos 51 minutos, Yan Oliveira recebe bom cruzamento na cobrança de falta de Tharlles, e cabeceia sem chances para o goleiro Dalton. Um verdadeiro alívio para os torcedores tricolores que estavam no Barradão.

“Fratura de confiança” foi o que fez Lula mudar o comando do Exército

21/01/23

247/Reuters

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Presidente escolheu para o cargo o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, que hoje é comandante militar do Sudeste

 

www.brasil247.com - Lula e Tomás Miguel Ribeiro Paiva
Lula e Tomás Miguel Ribeiro Paiva (Foto: Ricardo Stuckert)

(Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou neste sábado o atual comandante do Exército, o general Júlio César de Arruda, e indicou para o cargo o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva, que hoje é comandante militar do Sudeste.

O anúncio oficial da troca foi feito à noite no Palácio do Planalto pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, que falou em “fratura no nível de confiança” na relação com o comando do Exército após os episódios dos acampamentos e do dia 8 de janeiro..

“Nós achávamos que nós precisávamos estancar isso logo de início, até para que nós pudéssemos superar esse episódio”, disse Múcio aos jornalistas, tendo ao lado o general Paiva, que não deu declarações.

“Por isso conversamos hoje com o general que estava no comando, logo cedo, o general Arruda, a quem eu faço as minhas melhores referências, e queria apresentar aqui aos senhores o seu substituto, o general Tomás, que a partir de hoje é o novo comandante das Forças Armadas, do Exército brasileiro”, acrescentou o ministro.

Múcio falou após reunião com Lula, que chegou a Brasília vindo de Boa Vista no final da tarde, após a notícia da exoneração de Arruda já ter vindo à tona com informações não oficiais, e foi ao Planalto.

A troca de comando no Exército, noticiada mais cedo pela Reuters com base em informações de fontes, ocorre em meio a uma crise militar no governo após os ataques de bolsonaristas radicais aos Três Poderes em 8 de janeiro. Dias depois dos ataques, que teve a participação de manifestantes pró-golpe militar que faziam acampamentos em frente ao QG do Exército em Brasília, Lula demonstrou ter desconfiança na cúpula militar e acusou “gente das Forças Armadas” de ter sido conivente com a depredação em Brasília.

Na sexta-feira, o presidente se reuniu com Arruda e os comandantes da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e da Força Aérea, Marcelo Kanitz Damasceno, em Brasília.

Após o encontro, Múcio disse a jornalistas que as ações de 8 de janeiro não foram o tema principal da reunião, mas frisou que haveria punição se comprovada a participação de militares nos atos violentos. “Entendo que não houve envolvimento direto das Forças Armadas, mas se algum elemento teve envolvimento pessoal, vai ser apurado”, afirmou.

Arruda foi indicado pelo ministro Múcio ainda antes da posse de Lula, no início de dezembro, respeitando critério de antiguidade no Exército –ele é o mais antigo general quatro estrelas da ativa. Em entrevista à imprensa na ocasião, Lula disse que as Forças Armadas têm uma missão nobre e destacou ter tido uma relação “extraordinária” com os militares na primeira vez que governou o país.

Arruda assumiu o cargo de forma interina ainda no governo Jair Bolsonaro, a dois dias da posse de Lula.

Uma das fontes afirmou à Reuters que pode ter pesado para a demissão de Arruda uma possível resistência do general à reversão da nomeação do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, para o Comando de Operações Especiais, com sede em Goiânia.

Na sexta-feira, quando veio à tona no portal Metrópoles a informação sobre a nomeação, o tema causara tensão entre o ministro da Defesa e o comandante, disse a fonte.

Múcio não fez referência ao caso do ajudante de ordens na breve fala à imprensa.

“Evidentemente, depois desses últimos episódios, a questão dos acampamentos, a questão do dia 8 de janeiro, as relações, principalmente do comando do Exército, sofreram uma fratura no nível de confiança”, disse o ministro.

O general Paiva, que agora substituirá Arruda no comando do Exército, fez na sexta-feira um discurso contundente em defesa do respeito ao resultado das eleições.

Falando em cerimônia que homenageou militares mortos no Haiti, Paiva disse que o Brasil vive atualmente um “terremoto político”, tendo como pano de fundo a desinformação, e afirmou que é papel das Forças Armadas defender a democracia.

“Quando a gente vota, tem que respeitar o resultado da urna”, discursou Paiva. “Esse é o papel de quem é instituição de Estado.”

(Reportagem de Lisandra Paraguassu, com reportagem adicional de Isabel Versiani e Ricardo Brito)

Crime contra a humanidade: Flavio Dino determina inquérito para apurar genocídio em território Yanomami

21/01/23

Agência Brasil

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Crimes ambientais também serão alvo da investigação

www.brasil247.com - Índios yanomami em Roraima
Índios yanomami em Roraima (Foto: Condisi-YY/Divulgação)O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, vai determinar abertura de inquérito policial para apurar o crime de genocídio e crimes ambientais na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Dino integrou a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve hoje (21) em Boa Vista e viu de perto a crise sanitária que atinge os indígenas, vítimas de desnutrição e outras doenças.

A partir de segunda-feira (23), a Polícia Federal estará à frente das investigações para apurar as responsabilidades pela situação dos indígenas. Para Dino, “há fortes indícios de crime de genocídio” diante dos “sofrimentos criminosos impostos aos yanomami”.

A terra indígena Yanomami é a maior do país, em extensão territorial, e sofre com a invasão de garimpeiros. A contaminação da terra e da água pelo mercúrio utilizado no garimpo impacta na disponibilidade de alimento nas comunidades.

A situação de contaminação e fome já levou à morte 570 crianças nos últimos anos, sendo que 505 tinham menos de 1 ano. Além disso, em 2022 foram confirmados 11.530 casos de malária na região do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami. As faixas etárias mais afetadas estão entre os maiores de 50 anos, seguidas pelas faixas de 18 a 49 anos e de 5 a 11 anos.

Em entrevista à imprensa, Lula se comprometeu a combater as ilegalidades nas terras indígenas e criticou o governo anterior pela desatenção aos povos da região.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara também cobrou responsabilização. “Nós viemos aqui nessa comitiva para constatar essa situação e também tomar todas as medidas cabíveis para a gente resolver esse problema. Precisamos responsabilizar a gestão anterior por ter permitido que essa situação se agravasse ao ponto de chegar aqui e a gente encontrar adultos com peso de criança e crianças numa situação de pele e osso”, disse em entrevista à imprensa.

Além de Dino e Guajajara, integraram a comitiva os ministros da Saúde, Nisia Trindade; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias; dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida; Secretaria-Geral da Presidência, Marcio Macêdo; e do Gabinete de Segurança Institucional, general Gonçalves Dias, além da primeira-dama Janja Silva, entre outras autoridades.

Acomodação: José Múcio diz que reunião com Lula renovou confiança nas Forças Armadas

21/01/23

Estadão Conteúdo

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Para o ministro, não houve envolvimento direto das forças nos atos cometidos por extremistas

Lucas Moraes

JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
No tiroteio contra José Múcio, petistas dizem que ele “cozinhou” manifestantes na porta dos quarteis – FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL

“Ele (Lula) tem consciência, e as Forças Armadas também, da atenção que deu às Forças Armadas. E quis renovar essa confiança Evidentemente não poderíamos ficar nessa agenda última, temos que pensar para a frente, pacificar esse País e governar”, afirmo Múcio, ao sair da audiência.

Múcio afirmou que os comandantes concordaram em abrir processos para apurar e punir casos de militares que se insubordinaram, em manifestações nas redes sociais, ou que tiveram envolvimento nos atos extremistas de 8 de janeiro. Lula afirmou que cobraria providências dos comandantes-gerais, a despeito da patente de quem estivesse sob averiguação.

“Os militares estão cientes e concordam que vamos tomar essas providências. Evidentemente, no calor da emoção a gente precisa ter cuidado para que acusações e penas sejam justas. Tudo será providenciado em seu tempo”, afirmou o titular da Defesa.

ENVOLVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS

Para o ministro, não houve envolvimento direto das forças nos atos cometidos por extremistas, durante o ataque às sedes dos três poderes. Múcio negou que Lula tenha tratado com os comandantes militares, diante de empresários convidados para o encontro, de punições relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro.

“Eu entendo que não houve envolvimento direto das Forças Armadas Agora, se algum elemento individualmente teve participação, ele vai responder como cidadão”, disse o ministro.

Múcio afirmou que o presidente precisava de uma conversa para “virar a página” sobre os atos de indisciplina e politização nas Forças Armadas.

“Lula precisa fazer uma limpeza no aparelho militar e a oportunidade é agora”, diz Boaventura Sousa Santos

21/01/23
247
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Sociólogo português diz que a democracia brasileira está por um fio e diz que este é o momento para agir

www.brasil247.com - Boaventura Sousa Santos e golpistas em Brasília
Boaventura Sousa Santos e golpistas em Brasília (Foto: Divulgação | ABR)

 O professor Boaventura de Sousa Santos, um dos maiores intelectuais da atualidade, afirmou, em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, que o movimento golpista dos militares contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não foi superado. “Lula precisa muito da solidariedade internacional, porque vai precisar enfrentar o golpismo.

O golpe está em curso ainda. A fase aguda foi neutralizada, mas a fase crônica ainda não”, disse ele. “Lula precisa fazer uma limpeza no aparelho militar. Eles organizaram o golpe e conseguiram mudar a agenda do governo Lula, que passou a ser a defesa da democracia”.

Na entrevista, Boaventura disse que considera problemática a permanência do ministro José Múcio, que, na sua visão, atua em favor dos interesses militares. “Este é o momento para o presidente Lula agir. A democracia está por um fio e Lula deve afastar o ministro da Defesa e o comandante do Exército”, pontuou.

Boaventura também afirmou que a inteligência brasileira precisa saber quantos agentes da CIA estão no Brasil e disse que os Estados Unidos podem usar o Brasil para tentar neutralizar a Rússia e a China. “A direita não quer um golpe, mas também não quer um governo soberano no Brasil”, afirmou. “O risco de terrorismo de extrema direita existe, mas vai existir de qualquer forma, com ação ou não sobre os militares. O Brasil precisa aproveitar a paralisia dos Estados Unidos. É agora ou nunca”, destacou.

Na entrevista, Boaventura também disse que os ministros Flávio Dino, da Justiça, e Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal, são hoje os grandes pilares da democracia no Brasil. Ele também afirmou que não se deve temer uma eventual prisão de Jair Bolsonaro. “Ele cometeu crimes e todos os seus crimes devem ser investigados. Os democratas têm medo de prender militares, mas os militares não têm medo de prender os democratas”, afirmou. “Nosso internacionalismo hoje, dos setores progressistas, deve ser o da defesa da democracia”, finalizou.

Justiça mantém prisão de 942 investigados por atos golpistas

21/01/23

Agência Brasil

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Paulo Pimenta visitou instalações de emissora em Buenos Aires
Atos antidemocráticos em brasília no domingo (8)

ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu nesta sexta-feira (20) a análise das audiências de custódia de 1,4 mil presos por participar dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, que culminaram na invasão e depredação das sedes do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do STF.

De acordo com o levantamento divulgado pela Corte, o ministro decidiu manter a prisão preventiva de 942 acusados e determinou a soltura de 464.  

Ao manter as prisões, Moraes entendeu que a medida é necessária para garantir a ordem pública e a efetividade das investigações. Os acusados respondem pelos crimes de ato preparatório de terrorismo, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de estado, ameaça e incitação ao crime.

Os investigados que serão soltos deverão colocar tornozeleira eletrônica. Eles estão proibidos de sair de suas cidades e de usar redes sociais. Além disso, terão os passaportes cancelados e os documentos de posse de arma suspensos.

Após as prisões realizadas em 8 de janeiro, Alexandre de Moraes delegou as audiências de custódia para juízes federais e do Tribunal de Justiça do DF. As informações sobre os presos são centralizadas no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e remetidas ao ministro, a quem cabe decidir sobre a manutenção das prisões.

Golpe 
Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito em segundo turno, no final de outubro, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro demonstram inconformismo com o resultado do pleito e pedem um golpe militar no país, para depor o governo eleito democraticamente.

As manifestações dos últimos meses incluíram acampamentos em diversos quartéis generais do país e culminaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no dia 8 de janeiro.

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Raquel defende união e diálogo entre os estados do Nordeste 

21/01/23
ImprensaPE
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A governadora Raquel Lyra (foto ) participou, nesta sexta-feira (20), da primeira reunião do ano do Consórcio Interestadual e Desenvolvimento Sustentável do Nordeste – Consórcio Nordeste, que reuniu os nove chefes do Executivo da região.

Como resultado do encontro, realizado no Centro de Convenções de João Pessoa, na Paraíba, os governadores divulgaram uma carta destacando as necessidades e um conjunto de projetos para a melhoria de infraestrutura e condições de vida dos nordestinos.

“Essa reunião demonstra a capacidade de diálogo e interlocução dos governos fortalecidos pelo Consórcio Nordeste. Participo deste primeiro encontro como governadora eleita, e reforço a necessidade que temos em trabalhar conjuntamente. Ninguém resolve o seu problema sozinho. A segurança pública, a transposição do São Francisco e a própria Transnordestina passam por esses estados. Estamos nos fortalecendo enquanto região para permitir que possamos superar os desafios que estão postos para os próximos tempos”, destacou Raquel Lyra.

Entre as proposições da carta, estão o Pacto pela Segurança Pública, a fim de integrar as polícias estaduais, e os gabinetes de inteligência, para somar esforços com a Polícia Federal e o Ministério da Justiça.

O documento também propõe a contribuição com a formulação do novo modelo de gestão fiscal, reforma tributária e ainda a criação de um Fundo de Desenvolvimento Regional para criar instrumentos de políticas públicas para o desenvolvimento regional.

A carta será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na próxima sexta-feira (27), em Brasília.

De acordo com o presidente do Consórcio Nordeste e governador da Paraíba, João Azevêdo, a definição de pautas conjuntas irá nortear o documento que será apresentado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no próximo dia 27, onde os governadores estarão reunidos.

“Tivemos a oportunidade de discutir pautas extremamente importantes para a região. É um peso político muito grande. É uma sinalização muito clara da união de toda uma região que quer ser ouvida e quer continuar sendo respeitada, trazendo, acima de tudo, desenvolvimento para o seu povo”, reforçou.

Também participaram do encontro os secretários estaduais coronel Mamede (chefe da Casa Militar), Ana Luiza Ferreira (Meio Ambiente, Sustentabilidade e Fernando de Noronha), Fernando Holanda (chefe da Assessoria Especial), Rodolfo Costa Pinto (Comunicação) e Fabrício Marques (Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional), além do secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, André Ceciliano.

INSS: Prova de Vida passa a ser feita de forma automática para aposentados e pensionistas

21/01/23

 

Bolavip Brasil/Isac Freitas
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Pela nova regra, aposentados e pensionistas não serão mais obrigados a sair de casa para comprovar que estão vivos

A partir deste mês de janeiro, aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) não precisarão mais comparecer a agências bancárias anualmente para fazer a prova de vida e continuar recebendo os beneficios. Sendo assim, agora a obrigação se torna totalmente do INSS, o que é um grande avanço para os segurados. A prova de vida é comprovação de que o beneficiário continua vivo para receber as aposentadorias e pensões. Esse processo tem como objetivo evitar fraudes no sistema.

Os detalhes de como a prova de vida será realizada ainda não foi oficialmente divulgada pelo INSS, que agora está trabalhando para publicar sua respectiva regulamentação. Através da regulamentação, o órgão informará como os dados serão cruzados e como agir caso a prova de vida não seja realizada automaticamente. É importante ressaltar que, segundo o governo federal, até o momento não serão realizados bloqueios de recebimento de benefícios por falta da prova de vida.

Dentre os dados que serão cruzados, estão os acessos aos aplicativos e sistemas dos órgãos públicos; atendimento nas agências do INSS; atendimento médico no SUS ou em redes conveniadas; registros de vacinação; atendimento de perícia médica; comprovantes de votação; emissão ou renovação de documentos, entre outros. Caso o segurado não receba nenhuma notificação quanto ao seu benefício, ele não deverá se preocupar, pois significa que tudo estará corretamente operando como deveria e a prova de vida foi realizada com sucesso.

De qualquer forma, se preferir, o beneficiário ainda pode realizar a prova de vida como nos anos anteriores. Nestes casos o aposentado ou pensionista deverá se dirigir a uma agência bancária ou ainda acessar o aplicativo Meu INSS, disponível para download em celulares e tablets para sistemas Android e iOS. O beneficiário também pode usar o aplicativo para confirmar a data da sua última comprovação. A consulta pode ser feita gratauitamente também por meio do telefone 135.