Palavra do vice: Mourão diz que resultado das urnas não será questionado ‘com Exército na rua’

26/05/22

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Segundo Mourão, é bobagem questionar a integridade das urnas eletrônicas, como tem sido feito pelo presidente Jair Bolsonaro

WESLEY AMARAL/CÂMARA DOS DEPUTADOS
IRONIA Após divulgação, vice-presidente Mourão foi perguntado sobre os crimes da época e sorriu: “É passado” – FOTO: WESLEY AMARAL/CÂMARA DOS DEPUTADOS

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, afirmou que o resultado das eleições 2022 não será questionado com “o Exército na rua”. “Não existe espaço para um golpe. Quem diz isso está enlouquecendo”, afirmou ele em conversa na manhã desta quarta-feira (25), com empresários, gestores e assessores de investimentos na gestora RPS Capital, cujo relato foi obtido pelo Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Segundo Mourão, é bobagem questionar a integridade das urnas eletrônicas, como tem sido feito pelo presidente Jair Bolsonaro e aliados, sem apresentar provas. “Com toda a minha sinceridade, sempre pode ter algum problema. Mas desde que esse processo teve início (votação pela urna eletrônica), não teve fraude”, disse o vice-presidente. “Em um País que não guarda segredo, uma fraude já teria aparecido. É uma bobagem ficar alimentando isso aí.”

Ele defendeu, no entanto, a impressão do voto. “Qualquer pessoa quando vai ao banco pode tirar um extrato e conferir se foi aquela operação que fez. Qual seria o problema de acontecer isso na eleição?” questionou.

O vice-presidente disse que conversou com o ministro Luís Roberto Barroso, que foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até fevereiro deste ano, e que houve a sugestão de chamar as Forças Armadas para participar da Comissão de Transparência das Eleições. “Entre 90 e 100 engenheiros cibernéticos, que defendem o País de ataques hackers diariamente, produziram dois documentos. Um com mais de 400 observações, de caráter menor. E outro com nove aspectos que poderiam ser melhorados. Mas deram um grau de sigilo para todos e o presidente (Jair Bolsonaro) ficou pressionando para divulgar Mas o tribunal respondeu que não aceitava”, afirmou.

“O problema é que se coloca em discussão que as Forças Armadas estão intervindo, mas não. Criamos o relatório, fizemos o trabalho e está encerrado o assunto. Próximo assunto das Forças Armadas é a distribuição das urnas e a segurança do processo eleitoral. É o que ela faz toda vez que acontece uma eleição”, disse.

Dúvidas levantadas por militares foram classificadas no TSE como manifestação de “opinião” no começo do mês.

‘Ruídos’ com Bolsonaro

Na conversa com empresários, Mourão disse não acreditar na terceira via “porque não conquista o ‘povão'”. “A não ser que um milagre aconteça, mas nem eles conseguem se entender… Não vão passar de 4%, 5% dos votos. A disputa vai ser entre o ex-presidente Lula e Bolsonaro”, afirmou.

Mourão também deixou clara a decepção com o papel que conseguiu desempenhar como vice de Jair Bolsonaro. Ele declarou que sempre buscou “ser proativo” para cooperar com o governo, principalmente nas questões internacionais. “O presidente criou muitos ruídos achando que eu estava querendo ultrapassá-lo, que eu queria o lugar dele ou coisas do tipo”, disse.

Em razão desses “ruídos”, o vice-presidente contou ter tido, no fim de 2020, uma conversa reservada com Bolsonaro. “Sentei com ele e disse três coisas de forma direta: eu estou aqui para te ajudar, não quero o seu lugar e se não está satisfeito eu renuncio amanhã, mas nesse ponto eu me preocupo com o que pode acontecer no Congresso”.

Sobre a escolha de um novo vice-presidente na corrida à reeleição, Mourão foi direto: “Como o presidente escolheu um outro candidato, eu poderia pendurar as chuteiras e cuidar dos netos ou tentar uma vaga no Congresso para lutar pelas ideias que transmito. Estou com saúde e vou tentar um lugar no Senado “

Para não confrontar o presidente, Mourão demonstrou escolher as palavras. Sobre a gestão da pandemia de covid-19, ele fez elogios embora “volta e meia o presidente faz um discurso contrário”.

A RPS Capital tem realizado desde o segundo semestre do ano passado encontros de nomes da política nacional com agentes do setor de investimentos. Rodrigo Maia, Eduardo Leite, Geraldo Alckmin e Sergio Moro já passaram pelo escritório da gestora na avenida Brigadeiro Faria Lima. Nesse encontro com Mourão, a segurança foi reforçada e as perguntas que seriam feitas foram previamente aprovadas pela assessoria do vice-presidente, que respondeu a apenas cinco.

Debaixo de chuva: Sport perde para o CRB na Arena de Pernambuco

25/05/22
Por Yuri Teixeira
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Derrota foi a primeira do Leão como mandante nesta edição da Série B
Anselmo Ramon comemora gol que deu vitória para o CRB sobre o Sport
Foi sob forte chuva, mas teve jogo entre Sport e CRB, pela Série B. Um dia após o confronto ser adiado, por conta do temporal que alagou a Ilha do Retiro na segunda-feira, os times se enfrentaram, na noite desta terça, na Arena de Pernambuco, pela 9ª rodada, para quase 13 mil torcedores. O gramado do estádio construído para a Copa de 2014 suportou toda água que caiu em São Lourenço da Mata, e o Galo da Pajuçara acabou levando a melhor sobre o Leão, por 1×0.
Com a primeira derrota em casa nesta Segundona, o time leonino estacionou nos 15 pontos e pode sair do G-4 ao término da rodada. Já os alagoanos chegaram aos dez pontos, deixando a zona da degola.
Na próxima rodada, o Sport recebe a Ponte Preta, terça-feira, no Recife.Com exceção de Sander na vaga de Lucas Hernández na lateral esquerda, o Sport que começou a partida foi o mesmo que ficou no 0x0 com o Novorizontino na semana passada. Se lá em Novo Horizonte a atuação não tinha sido das melhores, nos 45 minutos iniciais na Arena não foi diferente. O clube pernambucano foi presa fácil para um sistema defensivo com três zagueiros do time comandado por Daniel Paulista.

Sem passar sufoco na retaguarda, o CRB ainda conseguia incomodar a melhor zaga da Segundona e conseguiu abrir o placar graças a pênalti cometido por Everton Felipe, sobre Guilherme Romão. Aos 25 jogados, Anselmo Ramon cobrou com categoria para botar os visitantes em vantagem.

Buscando dar mais ofensividade ao time, Dal Pozzo voltou para a etapa complementar com Kayke na vaga de Bruno Matias. A alteração surtiu efeito nos primeiros 15 minutos, com o clube pernambucano passando a chegar com frequência ao ataque. Na melhor oportunidade, inclusive, o recém-promovido ao jogo levou perigo de cabeça, com a bola raspando o poste esquerdo de Diogo Silva.

Sem criação pelo meio, o Sport apostava nas jogadas laterais e ainda teve boas chances de igualar o marcador com Búfalo e Thiago Lopes no decorrer do segundo tempo. No entanto, viu seus atletas pecarem nos chutes na hora de tirar o dez.

Ficha do jogo

Sport 0
Mailson; Ewerthon, Thyere, Sabino e Sander (Alanzinho); William Oliveira, Bruno Matias (Kayke) e Giovanni (Thiago Lopes); Everton Felipe (Vanegas), Juba e Búfalo. Técnico: Dal Pozzo.

CRB 1
Diogo Silva; Gum, Gilvan (Iago Mendonça) e Wellington Carvalho; Raul Prata (Reginaldo), Claudinei (Uillian Correia), Yago (Marthã), Richard e Guilherme Romão (Bryan); Fabinho e Anselmo Ramon. Técnico: Daniel Paulista.

Estádio: Ilha do Retiro (Recife/PE)
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo (SP)
Assistentes: Evandro de Melo Lima e Daniel Luís Marques (ambos de SP)
VAR: Vinícius Furlan (SP)
Gols: Anselmo Ramon (p), aos 25′ do 1T (CRB);
Cartões amarelos: Dal Pozzo (SPT); Gilvan, Uillian Correia, Richard (CRB)
Público: 12.864 torcedores
Renda: R$ 197.945,0

Terceira Via: Empresários e economistas assinam manifesto em apoio a Tebet

25/05/22
Portal A Tarde

 

Documento diz que senadora pré-candidata â Presidência é ‘liderança enérgica e pacificadora’
Senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência da República
Senadora Simone Tebet, pré-candidata do MDB à Presidência da República – 

Um grupo de empresários, economistas, representantes das áreas da educação e urbanismo e artistas indígenas assinaram um manifesto em apoio a pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet. No texto, o grupo defende que a senadora representa uma liderança “enérgica e pacificadora”, capaz de “unir o País”.

De acordo com a “Coluna do Estadão”, Candido Bracher, ex-presidente do Itaú Unibanco, Pedro Wongtschowski, do Grupo Ultra, e Wolff Klabin, presidente do conselho da Klabin, além de economistas de linhagem tucana, como Armínio Fraga, Eliana Cardoso e Elena Landau, organizadora do programa econômico de Simone Tebet, foram alguns dos signitários do apoio a pré-candidata.

Ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga disse ao Estadão considerar que uma chapa de Simone Tebet com o senador tucano Tasso Jereissati como vice “pode ser competitiva”. Em entrevista ao Poder 360, no final de abril, ele apostou em uma alternativa ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Disse, porém, que se dois forem ao segundo turno com uma diferença pequena, votaria no petista.

Também compõem a lista dos que assinam o manifesto os economistas Affonso Celso Pastore, que contribuiu com a pré-campanha do ex-juiz Sérgio Moro; Andrea Calabi, ex-presidente do BNDES, Eliana Cardoso, ex-Banco Mundial; Philippe Reichstul, ex-presidente da Petrobras; os urbanistas Roberto Loeb e Marta Grostein e a geógrafa que atua na área de saneamento Stela Goldenstein.

Maria Silvia Bastos Marques, primeira mulher a presidir o BNDES, e Luciana Temer, do Instituto Liberta, também assinam o manifesto. Na área da educação, Maria Inês Fini, ex-presidente do Inep, e Maria Helena Castro, ex-secretária executiva do Ministério da Educação, endossam o documento. Há, ainda, as assinaturas de Mayana Zatz, Beatriz Tess, pesquisadores que atuam na área de medicina e biologia, e dos artistas indígenas Mayawari Mehinako e Kulikyrda Mehinako.

 

O melhor caminho: Cidadania comemora unidade em torno da candidatura de Simone Tebet

25/05/22
O Globo
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Roberto Freire – presidente do Cidadania

Em nota, o Cidadania, através do seu presidente nacional, Roberto Freire, comemora a unidade da sua legenda com o MDB e o PSDB em torno da pré-candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) ao Palácio do Planalto. Confira:

“A história não se repete, mas ensina. E forças políticas democráticas, à direita e à esquerda, parecem ter aprendido com derrotas recentes. Derrotas que culminaram na eleição de Jair Bolsonaro e no período mais sombrio da história do país. O gesto de grandeza de João Dória, ao renunciar à sua postulação, é o maior sinal nesse sentido.

Ele deixa de sonhar com a presidência para que milhões de brasileiros sonhem com uma candidatura de união, que fure a polarização entre Lula e Bolsonaro. E o PSDB, em amplo debate interno, apesar de muitas vezes incompreendido, oferece ao país a abnegação que o grave momento nacional exige em nome do consenso.

Não estamos em 1964 ou nos tempos da resistência à ditadura militar, mas os tucanos, fundamentais na construção da candidatura única, abrem mão da cabeça de chapa para que o MDB se torne novamente uma grande frente democrática. E retome seu papel histórico.

Naquela oportunidade, esse papel foi o de recuperar a democracia. Hoje, é o de mantê-la em sua plenitude e garantir o livre exercício das instituições. Unindo hoje, tal como ontem, da esquerda à direita, forças que se contraponham ao projeto destrutivo e divisivo da polarização, em especial, o bolsonarista.

É preciso que se diga com clareza: a maior chance que Bolsonaro e seu neofascismo têm de se reelegerem é enfrentando Lula. Não se derrota um movimento antidemocrático com frente de esquerda, também ela com suas contradições liberticidas.

Com Simone Tebet, MDB, PSDB e Cidadania dão um passo concreto na direção da manutenção da democracia com um programa comum: projetar o Brasil do Século XXI. Um encontro com o novo mundo digital, as novas relações sociais e de trabalho e os desafios que elas ensejam.

Espera-se a adesão de liberais, ambientalistas, da nova esquerda e de todos que tenham as liberdades e a democracia como valores universais. Esquerda aqui pensada como a social-democracia europeia, os liberais norte-americanos e, na América do Sul, representada por Gabriel Boric, presidente do Chile.

Um homem de esquerda que não tolera ditaduras. A esquerda do Século XXI não pode admitir regimes ditatoriais nem apoiá-los.

Quem ainda olha esse movimento com descrédito deve lembrar que, também na ditadura, liberais do PFL e a esquerda ligada ao PT chegaram apenas no final. O núcleo de resistência estava no MDB.

É por isso que o centro democrático continua aberto ao diálogo com todas as forças que vejam na polarização um embate que empobrece o país. Gera fome e desemprego. Insufla o ódio. Divide famílias e sociedade. Coloca em risco nosso futuro.

Uma polarização cujo legado poderá ser ainda a reeleição do pior governo que esse país já teve. Ninguém está aqui a dizer que uma ditadura como a de 58 anos atrás se avizinha. Mas a destruição de seus pilares está em curso.

A história não se repete senão como farsa. Mas é importante conhecê-la. Os erros e os acertos. Simone Tebet terá a oportunidade de liderar um projeto que atraia os setores mais diversos possíveis.

E o MDB, uma segunda chance histórica de ser novamente instrumento de unidade e reafirmação da liberdade e do desenvolvimento do país. Com a primordial tarefa de isolar os inimigos da civilização: o fascismo e a barbárie.

Essa é a posição da Executiva Nacional do Cidadania, à qual o partido espera que os demais integrantes do centro democrático e todos os que desejam o fim da polarização se associem”.

Roberto Freire – presidente da Comissão Executiva Nacional do Cidadania

Gonzaga Patriota defende identidade profissional de radialista

24/05/22
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O Senado aprovou, no último dia 18 de maio, a regulamentação da identidade profissional de radialista. Com isso, o documento pode ser usado como identidade válida em todo o território nacional. A proposta, que segue para sanção presidencial, foi defendida pelo deputado federal Gonzaga Patriota (foto – PSB) em 2015, através do Projeto de Lei nº 576/15, que foi apensado ao PL 458/2015, do deputado André Moura, remetido ao Senado Federal em 2017, recebendo o número PLC 153/2017.
Gonzaga Patriota comemorou o resultado e afirmou que é uma grande conquista para a categoria. “É um reconhecimento e a valorização desses profissionais tão importantes que levam a informação e o conhecimento diariamente para milhares de pessoas”, disse Patriota.
De acordo com o texto aprovado, o documento deve ser emitido pelo sindicato da categoria. Caso não exista tal sindicato na área de atuação do profissional, a carteira poderá ser emitida por federação devidamente credenciada e registrada no Ministério do Trabalho.
Não é necessário o radialista ser sindicalizado para ter direito ao documento. Basta ele ser habilitado e registrado perante o órgão regional do Ministério do Trabalho, nos termos da legislação que regulamenta a atividade profissional.

Tudo em casa: Ministro de Bolsonaro usa emenda para comprar caminhão de amiga, revela jornal

24/05/22
Estadão conteúdo
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Reportagem do Estadão indica que esquema para compra de caminhões cresceu 500% no Governo Bolsonaro
ISAC NÓBREGA / DIVULGAÇÃO
JUNTOS Bolsonaro se aproximou mais do Centrão ao indicar o senador Ciro Nogueira para a Casa Civil – FOTO: ISAC NÓBREGA / DIVULGAÇÃO

Ministro da Casa Civil do Governo Bolsonaro, Ciro Nogueira (PP) destinou verba de emendas para comprar  um caminhão de lixo fornecido pela empresa de uma amiga. Isso é o que revela reportagem do Estadão publicada nesta segunda-feira (23).

De acordo com a reportagem, o ministro de Bolsonaro destinou R$ 240 mil para a compra do caminhão de lixo. O jornal indica crescimento na venda de veículos, por parte do Grupo Mônaco Diesel Caminhões, Ônibus e Tratores Ltda, da empresária Carla Morgana Denardin, ao Governo Federal após Ciro Nogueira se aproximar de Jair Bolsonaro.

A publicação indica que a empresa tem contrato no valor de R$ 11,9 milhões com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) do Piauí, estado pelo qual o ministro se elegeu senador.

O Estadão também revelou um aumento de 500% num esquema para compra de caminhões de lixo. Foram analisados 1,2 mil documentos sobre a aquisição dos veículos, com suspeitas de sobrepreço de R$ 109,3 milhões.

PSDB e aliados avaliam nomes para vice de Simone Tebet

24/05/22

Agência O Globo
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Negociações se intensificaram no partido, que não fecha a porta nem mesmo para o ex-governador paulista
João Doria, pré-candidato do PSDB e Simone Tebet, pré-candidata do MDB

Com a saída do ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) da disputa presidencial, as negociações na terceira via para a indicação do vice em uma eventual candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) se intensificaram.

O entorno da emedebista também espera uma definição sobre a vaga, que diz ser “100% do PSDB”. O presidente nacional da sigla, Bruno Araújo, deixou a possibilidade aberta para Doria, que a aliados nega qualquer interesse. Depois dele, o nome que desponta como favorito é o do senador Tasso Jereissati (CE).

Um dos maiores defensores da candidatura da emedebista no PSDBTasso é visto com bons olhos pela campanha da senadora, em especial por sua interlocução com empresários e influência política no Nordeste, onde foi governador do Ceará.

O ex-governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite é tido como o “vice dos sonhos” de Tebet, mas tanto a campanha da emedebista quanto a cúpula tucana consideram pouco provável uma composição com ele.

Outra possibilidade distante é atrair Luciano Bivar, pré-candidato a presidente do União Brasil, para a chapa. O partido de Bivar, no entanto, ainda descarta retirar a pré-campanha dele e caminha para formar uma chapa puro-sangue com a senadora Soraya Thronicke (MS) como vice.

A saída de Doria da disputa presidencial não foi suficiente para unir o partido, e a prova disso foi o adiamento da reunião da Executiva. No plano apresentado por Araújo, o encontro serviria para dar aval à escolha de Tebet Uma ala formada pela “velha guarda” do PSDB, contudo, é contra apoiar Tebet.

A crítica ficou explícita nas palavras do pré-candidato ao governo de Minas e ex-coordenador das prévias Marcus Pestana (PSDB-MG), que classificou a possibilidade de aliança com o MDB como “um caminho que vai levar o PSDB à morte”. Ao Globo, ele afirmou que a sua nota “surtiu” efeito.

— Tanto que a reunião foi adiada — disse ele.

O presidente do Cidadania, que também faz parte da coligação em discussão, Roberto Freire expressou surpresa ao Globo ao ser informado do adiamento.

— Uma semana toda? Deve ser para fazer algumas discussões que precisam ser feitas nos estados. Nós não temos nenhum problema em termos de contradição de candidaturas a governos estaduais, como o MDB pode ter com o PSDB — afirmou ele, que manteve a reunião da Executiva do Cidadania para referendar o nome de Tebet para amanhã.

Cidadania corre por fora

Em meio ao embate interno no PSDB, a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) é vista como opção por integrantes do grupo, embora os tucanos reivindiquem a prioridade na indicação,

O argumento dessa ala é de que uma chapa formada só por mulheres teria mais chance de se diferenciar na disputa presidencial. Eliziane é líder da bancada feminina no Senado.

Freire, confirmou que o nome dela foi aventado na reunião da terceira via ocorrida na última quinta-feira, mas ressalvou que a discussão ainda é “prematura”.

— Ela seria uma grande vice e é hoje uma grande liderança. Mas não temos que precipitar qualquer discussão nesse sentido antes de consolidar o programa comum que queremos ao país — afirmou ele.

Um interlocutor do PSDB, que também participou do encontro da semana passada, no entanto, afirmou que o nome de Eliziane foi cogitado como estratégia para criar um “fato novo” na eleição presidencial de 2022 – uma chapa única formada por duas mulheres.

Na visão dos entusiastas da ideia, a novidade serviria como um “chamariz” para despertar a atenção do eleitorado e teria potencial de romper a polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL), que devem ter como vice dois homens, o ex-governador Geraldo Alckmin ex-ministro Braga Netto, respectivamente. Até agora, Simone Tebet tem pontuado apenas 1% de intenções de voto nas pesquisas eleitorais.

Questionado sobre a eventual composição com Tebet, Eliziane respondeu: — Seria um grande ganho ao Brasil e à representação feminina. Eu estou à disposição do partido. Algumas pessoas já me perguntaram, mas o partido só vai discutir isso mesmo na terça-feira (dia 24). Isso precisa passar pelo debate partidário.

Na reunião, os dirigentes partidários foram apresentados a uma pesquisa produzida pelo Instituto Guimarães que indicava que as mulheres terão papel preponderante no pleito deste ano – o que reforçou os argumentos a favor de uma chapa com duas mulheres. Pesa ainda a favor de Eliziane o fato de ela ser do Maranhão, o que poderia agregar votos da região Nordeste à candidatura do chamado “centro democrático”.

Apesar de ter frisado que o cargo de vice só deveria ser discutido depois, Freire lembrou de uma chapa pura feminina formada por Lídice da Mata (PSDB) e Beth Wagner (PPS), que ganhou as eleições para a prefeitura de Salvador, em 1992.

— Isso é um dado interessante. É a única chapa de duas mulheres vencedoras que eu me lembro — disse ele, que participou ativamente da referida campanha.

‘Fomos positivamente surpreendidos’, diz Tebet sobre desistência de Doria

24/05/22

Por Agência O Globo

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Decisão de ex-governador paulista abre caminho para senadora do MDB como a candidata da “terceira via”
Simone Tebet
Em visita a Cuiabá, a senadora e presidenciável Simone Tebet (MDB-MS) disse ter se surpreendido “positivamente” com a desistência de João Doria de disputar a Presidência da República, anunciada mais cedo. 

Em pronunciamento convocado para tornar pública sua decisão, Doria disse entender “não ser a escolha da cúpula do PSDB“. Tebet ganhou força no PSDB como o nome mais viável para enfrentar o cenário de polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro.

PSDB, MDB e Cidadania são parte de uma coalizão para lançar um único nome ao pleito. Apesar de ter vencido as prévias tucanas, o ex-governador vinha enfrentando forte oposição dentro do partido.

“Fomos positivamente surpreendidos. Mas era de alguma forma esperado. Tenho pelo João Doria a mais profunda amizade. Nós somos colegas e amigos. Estávamos em uma disputa equilibrada, democrática, onde conversávamos em alto nível. Só tenho a agradecer a grandeza e a generosidade do governador João Doria”, afirmou Tebet.

Ela em seguida elogiou Doria e diz estar otimista em relação ao projeto presidencial. Mesmo assim, ela encontra resistência de lideranças de seu partido, já que há tanto uma ala pró-Lula, composta por parlamentares como o senador Renan Calheiros (AL), quanto uma bolsonarista. Nesta segunda-feira, ela repetiu o que vem dizendo quando questionada sobre o assunto:

“É natural que não tenhamos a unanimidade, mas teremos a unidade do partido na convenção”, declarou.

A senadora mencionou o fato de que, até ano passado, havia outros nomes concorrendo como postulantes a uma candidatura única da chamada “terceira via”. Antes de Doria, ficaram pelo caminho no projeto presidenciável os ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta (União), Rodrigo Pacheco (PSD), João Amoêdo (Novo) e Eduardo Leite (PSDB). Ela diz que agora a meta é conversar com lideranças políticas que até então “não acreditavam” em seu projeto.

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Chuvarada no Recife castiga Ilha do Retiro, e jogo entre Sport e CRB é adiado.

24/05/22

Por Yuri Teixeira

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Por conta das fortes chuvas que caíram no Grande Recife, nesta segunda (23), gramado da casa rubro-negra ficou alagado
Gramado da Ilha do Retiro ficou alagado com as chuvas desta segunda-feira (23)

A partida entre Sport e CRB, marcada para acontecer às 20h desta segunda-feira (23), pela 9ª rodada da Série B, foi adiada. Por conta das fortes chuvas que caem na Região Metropolitana do Recife desde o período da tarde, o gramado da Ilha do Retiro sofreu com a quantidade de água e ficou impossibilitado de receber o jogo.  O embate foi remarcado para esta terça-feira, às 19h, na Arena de Pernambuco.

Desde o final da tarde, começaram a circular imagens, nas redes sociais, do gramado da Ilha do Retiro alagado, devido a quantidade de chuva que castigou a capital pernambucana. O Sport chegou a acionar quatro bombas extras de drenagem para diminuir o volume de água no palco da partida, mas pouco adiantou.

Por volta das 18h30, a chuva deu uma trégua, e o Sport montou uma força-tarefa para retirar a água do gramado. Funcionários do clube foram acionados e, com baldes, tentavam tirar a água do campo de jogo. Sem sucesso, uma vez que não demorou para voltar a chover forte no Grande Recife.

Já com torcedores nas arquibancadas da Ilha do Retiro, coube ao árbitro da partida, Vinícius Gonçalves Dias, analisar junto ao quadro de arbitragem o estado do gramado. Foram quatro avaliações até o responsável por conduzir o jogo, às 21h, decidir adiar o confronto entre pernambucanos e alagoanos.

Além do campo de jogo, a área das sociais do estádio também ficou alagada. Já a cabine do VAR foi danificada pelas fortes chuvas.

Chuvas cão continuar

huvas vão continuarSegundo informou a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac)Pernambuco deve registrar chuvas moderada a forte na noite desta segunda-feira e madrugada desta terça-feira em algumas regiões do Estado.

O Recife e Região Metropolitana devem sofrer com pancadas de chuvas de intensidade moderada a forte, assim como a Zona da Mata Sul. Ainda de acordo com a Apac, a previsão é de chuvas ao longo de toda a semana.

Danilo “vira de chave” e intensifica pré-campanha no Agreste

23/05/22

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Depois de uma semana de agendas amplamente positivas percorrendo municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata e do Sertão, o pré-candidato a governador Danilo Cabral vai intensificar sua pré-campanha no Agreste.

De quinta a sábado, o socialista vai percorrer cidades da região, conversando com prefeitos, deputados, vereadores e lideranças da região. O novo formado da Agenda 40, o “Vamos Juntos, Pernambuco”, também será realizado.

“Nossa pré-campanha deu uma virada de chave e o que vemos por onde passamos é mais e mais gente aderindo ao palanque da Frente Popular, que vai aprofundar as mudanças iniciadas por Eduardo Campos lá em 2007. A tendência é essa: aumentar o volume da pré-campanha, escutando lideranças e levando a nossa proposta”, pontuou Danilo.