Marília deixa o PT “atirando” em Humberto Costa

23/03/22

Jamildo Melo

blogfolhadosertao.com.br

Antes era assim: Marília Arraes e Lula – Foto: Claudio Kbene/divulgação

A coluna Radar, de Veja, informa que a deputada federal Marília Arraes teve nesta terça-feira uma  conversa com os colegas deputados e fez questão de dar “nome e sobrenome” para a razão que a levou a deixar o partido. A deputada se referiu ao do senador Humberto Costa, liderança do PT no estado.

A fala crítica foi feira em reunião com a bancada do PT na Câmara para confirmar que está de saída do partido. Nesta segunda-feira, a deputada esteve em uma reunião com o ex-presidente Lula em São Paulo.

Na conversa, ela comunicou o que já havia dito ao cacique petista no dia anterior: está de malas prontas para o Solidariedade para disputar o Governo de Pernambuco.O blog antecipou a informação no dia 20 de março. No mesmo dia, o PSB havia tentado um acordo com o PT, informando que já não colocaria obstáculos ao nome dela. Na quinta-feira da semana anterior, o Blog de Jamildo havia informado em primeira mão que ela estava de saída.

Marília Arraes teria dito que era odiada pelo correligionário, que teria trabalhado para impedir que ela fosse a candidata do partido ao Senado, dentro da aliança com o PSB. Ela frisou, no entanto, que faz oposição ao partido que governa Pernambuco há quase 16 anos, e que uma possível reacomodação demandaria muito trabalho dentro das siglas.

De acordo com a revista nacional, no encontro com Lula, o ex-presidente disse já saber que a decisão de Marília estava tomada.

“Ela então fez questão de oferecer outro palanque ao ex-presidente, que já declarou apoio ao pré-candidato do PSB, o deputado federal Danilo Cabral. Mas saiu sem nenhuma sinalização de que poderá contar com o petista na campanha”.

Pesquisas

Ainda segundo a revista, na semana passada, Marília encomendou uma pesquisa em Pernambuco que apontou um ganho na sua imagem com saída do PT, para 30% dos entrevistados. Para outros 46%, a mudança não vai mudar a percepção da deputada. E para 16%, vai piorar.

No mesmo levantamento, ela aparece na liderança, com 26% das intenções de voto, na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Danilo Cabral tem apenas 6%.

Desde o domingo, a decisão já era aguardada, depois de uma nota crítica ao partido.

“A posição do PT de Pernambuco, indicando o meu nome para concorrer ao Senado pela Frente Popular revela, no mínimo, descuido com o tratamento de assunto tão sério e uma precipitação sem limites. Não fui consultada e não autorizei que envolvessem o meu nome em qualquer negociação, menos ainda que tornassem público, como se fossem os senhores do meu destino, sobretudo após meses de desgaste político e público feito por meio da imprensa, escondido sob manto do off e notícias de bastidores”, declarou a deputada.

Na nota, ela lembrou ainda que, em 2018, um acordo entre as cúpulas do PT e do PSB impediu sua candidatura ao Governo de Pernambuco, quando ela liderava todas as pesquisas de opinião. E disse que, em 2020, quando disputou e ficou em segundo lugar nas eleições para a Prefeitura do Recife, “a cúpula do PT fez de tudo para inviabilizar politicamente a minha campanha, o que ajudou a dar a vitória ao adversário” — João Campos (PSB), seu primo de segundo grau.

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