Ranilson Ramos assume a presidência do TCE em solenidade das mais concorridas

11/01/22

Ascom/TCE

blogfolhadosertao.com.br


Familiares, amigos, servidores do TCE e diversas autoridades do Estado e dos municípios pernambucanos lotaram o auditório do Ministério Público Estadual na manhã desta segunda-feira (10), para acompanhar a cerimônia de posse do conselheiro Ranilson Ramos, que assume, pela primeira vez, o comando do Tribunal de Contas para o biênio 2022/2023, em substituição ao conselheiro Dirceu Rodolfo de Melo Júnior.Conforme o Regimento Interno do TCE, coube ao conselheiro Dirceu Rodolfo iniciar a condução dos trabalhos, após a composição da mesa por diversas autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário, entre elas: o Governador Paulo Câmara, o deputado Eriberto Medeiros (presidente da Assembleia Legislativa), o desembargador Cândido Saraiva de Moraes (representando o Tribunal de Justiça), o desembargador eleitoral André Oliveira Guimarães (presidente do TRE-PE), o procurador-geral do Município do Recife, Pedro Pontes, que representou o prefeito da Cidade, e o presidente da OAB-PE, Fernando Ribeiro.Também compuseram a mesa a conselheira Teresa Duere (vice-presidente), os conselheiros Carlos Porto (diretor da Escola de Contas), Carlos Neves (Ouvidor), que também foram empossados nos cargos, e  Marcos Loreto (presidente da Primeira Câmara), além da procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Germana Laureano, e do auditor-geral do TCE, Adriano Cisneiros. O conselheiro Valdecir Pascoal, eleito Corregedor do Tribunal, não participou da cerimônia, por motivo de viagem.
Ranilson Ramos faz seu primeiro pronunciamento como presidente do TCE-PE
HOMENAGENS À GESTÃO DE DIRCEU RODOLFO Após a execução do Hino Nacional Brasileiro interpretado pela soprano Kátia Guedes, foi apresentado um vídeo com depoimentos de servidores em homenagem à gestão do conselheiro Dirceu Rodolfo (confira aqui).“Era preciso a gente reconhecer o tamanho da liderança que você (Dirceu) impôs em um ambiente de pandemia, dando encaminhamento a novos normativos da Casa e mergulhando profundamente na estruturação de um controle externo com mais efetividade”, disse o conselheiro Ranilson Ramos.
Após o vídeo, Dirceu Rodolfo se despediu da gestão enfatizando a importância do trabalho e engajamento dos servidores para alcançar êxito, mesmo em momentos tão difíceis quanto os da pandemia. “Se conseguimos superar as dificuldades do biênio passado, isto ocorreu porque, quando tomei posse, encontrei processos, sistemas, cultura, estruturas e pessoas preparadas para vivenciar procelas inimagináveis, o que deve ser creditado aos briosos servidores desta Casa, bem como às tomadas de decisões estratégicas dos presidentes que me antecederam”, afirmou o ex-presidente.Dirceu ressaltou ainda as qualidades do seu substituto, destacando a sua inteligência, capacidade de diálogo e ‘visão em 360 graus’. “Ranilson conhece o mar de dentro e o mar de fora, por isso sabe o tom adequado e a energia suficiente a serem aplicadas dentro e fora do Tribunal de Contas”, disse. O sertanejo Ranilson Ramos “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Com a famosa frase do escritor Euclides da Cunha em seu livro “Os Sertões”, o conselheiro Carlos Neves iniciou o discurso de saudação ao novo presidente do TCE, que é sertanejo, natural de Orocó.
Entre referências sertanejas como Patativa do Assaré e Luiz Gonzaga, Carlos Neves lembrou a trajetória de Ranilson e fez um resgate das suas raízes, desde a infância em Orocó, onde ajudava o pai no comércio, até o início da vida pública, como vereador no município de Petrolina, sendo posteriormente deputado estadual por três mandatos, presidente da Agência Reguladora de Pernambuco e Secretário de Agricultura e Reforma Agrária do Estado, entre outros cargos.
“Aquele menino do Sertão que sobre o caixote da feira vendendo cebola queria ser deputado, fez muito. Evoluiu, progrediu, saiu do Sertão sem abandonar sua essência e por meio da educação, determinação, trabalho público digno e dedicação à família, chegou aqui com o peito estufado de orgulho da história do seu pai agricultor e comerciante”, comentou.
“Com a coragem de sertanejo que possui, a visão de economista, o coração de homem de família que forjou, experiência de fiscal e de gestor, Ranilson bem comandará o Controle de Contas de Pernambuco”, finalizou. DISCURSO DE POSSE Após assinatura do Termo de Posse, o conselheiro Ranilson Ramos discursou como presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco, agradecendo a todos pela presença.
Começou saudando os servidores da Casa e reafirmando o compromisso com o controle externo, destacando que assumirá uma “Casa de excelência” e “referência no Brasil”.“Seguimos em absoluta sintonia com as boas práticas defendidas pelas entidades representativas do controle externo”, disse.Ranilson ainda falou sobre os diversos avanços do TCE nos últimos anos, enfatizando o foco dado pela gestão de Dirceu Rodolfo no acompanhamento das políticas públicas implementadas pelo Estado e municípios. O presidente elogiou as políticas públicas de combate ao coronavírus implementadas pelo Poder Público, fazendo uma pequena homenagem aos profissionais da área de saúde.“Ressalto com muito carinho e admiração o trabalho de todos os servidores da área de saúde que num esforço sobrenatural, em nome da saúde pública e na defesa da vida, enfrentaram e ainda enfrentam de forma altiva salvando tantas vidas”, comentou o conselheiro, que é casado com a médica sanitarista Marta Cavalcanti. Ao final, destacou que a sua gestão terá a “marca da parceria” e do “diálogo”, citando como exemplo a relação com o Ministério Público de Contas e outros órgãos do controle externo, bem como com gestores públicos do Poder Executivo.“De pronto, proclamo, esta Casa é de todos vocês. Portanto, estaremos sempre à disposição para discutirmos, não somente o controle externo, mas principalmente o fortalecimento do controle interno do Estado e dos municípios, contribuindo para uma melhor governança dos gastos públicos”, comentou o conselheiro, ressaltando que a missão de orientar terá cada vez mais espaço durante sua gestão.Ainda em menção aos gestores, Ranilson citou a responsabilidade do Tribunal para com a economia do Estado no pós-pandemia, no sentido de tentar auxiliar a “destravar” grandes obras que podem impulsionar a economia pernambucana.Ao encerrar, emocionado, o conselheiro se dirigiu aos familiares, a esposa Marta, os filhos Caio e Lucas, os netos Eduardo, Helena, Mariana e Isabela, as noras e as irmãs presentes, fazendo uma homenagem aos pais, Gregório e Luiza, já falecidos. “Gostaria de agradecer ao Seu Gregório e Dona Luiza que certamente estão por aqui me trazendo paz e luz”, concluiu. TRAJETÓRIA Nascido em Orocó, Sertão pernambucano, o conselheiro Ranilson Ramos começou sua vida pública como vereador no município de Petrolina, sendo posteriormente deputado estadual por três mandatos, foi presidente da Agência Reguladora de Pernambuco e Secretário de Agricultura e Reforma Agrária do Estado de Pernambuco, entre outros cargos. Ele tem 64 anos, é casado com a médica  Marta e pai de Lucas e Caio.Ranilson Ramos foi nomeado ao cargo de conselheiro do TCE em 2013, pelo então governador Eduardo Campos, e, na Casa já foi diretor da Escola de Contas, Ouvidor e vice-presidente.

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