Deputado Gonzaga Patriota critica decisão do STF que suspende piso salarial dos enfermeiros

06/09/22
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O deputado federal Gonzaga Patriota (foto- PSB) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso de suspender o pagamento do piso nacional do profissional de enfermagem – que inclui, também, técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiros. Para o parlamentar, essa decisão judicial não respeita a decisão do Congresso Nacional.

“É lamentável essa posição do ministro Luís Barroso. Não pode se sobrepor às decisões tomadas pela maioria no Congresso Nacional. Com essa suspensão, a enfermagem precisa se mobilizar e lutar pelos seus direitos. Além disso, o aumento do piso salarial da categoria pode ser financiado pelas emendas de relator”, disse Patriota que finalizou: “Eu, enquanto parlamentar, vou lutar para a manutenção do que foi aprovado no Congresso Nacional”.

Barroso estabeleceu um prazo de 60 dias para que entes públicos e privados informem quais os impactos financeiros da lei, se haveria risco de demissão e a possível redução na qualidade dos serviços, como o fechamento de leitos. A decisão atende a um pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). A entidade apontou o risco de demissões e sobrecarga de trabalho. O caso ainda será levado ao plenário virtual do STF.

Bolsonaro usa ações militares para reforçar ato eleitoral no 7 de Setembro

05/09/22

Agência Estado

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Esperado comício do presidente na orla carioca vai ocorrer ao mesmo tempo em que a Marinha faz sua parada naval, a Força Aérea exibe a esquadrilha da fumaça e os canhões do Forte de Copacabana vão saudar o bicentenário da Independência

 

GABRIEL FERREIRA / JC IMAGEM

Neste sábado (6) o Presidente Jair Bolsonaro participou da Marcha para Jesus no Recife. A avaliação do presidente foi observada em nova pesquisa eleitoral – FOTO: GABRIEL FERREIRA / JC IMAGEM

O presidente Jair Bolsonaro vai usar ações militares para engrossar um ato eleitoral no 7 de Setembro, no Rio de Janeiro. O esperado comício do presidente, candidato à reeleição pelo PL, na orla carioca vai ocorrer ao mesmo tempo em que a Marinha faz sua parada naval, a Força Aérea exibe a esquadrilha da fumaça e os canhões do Forte de Copacabana vão saudar o bicentenário da Independência.

Os bolsonaristas se misturarão a bandas militares e a uma exibição de paraquedistas do Exército e da Aeronáutica.

Bolsonaro pretendia transferir o desfile cívico-militar do dia 7 da Avenida Presidente Vargas, no Centro – onde sempre ocorreu – para Copacabana, onde haverá seu evento de campanha. Historicamente, os presidentes, desde a redemocratização, participam das comemorações do Dia da Independência apenas na parada militar, em Brasília.

Foi assim com José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Bolsonaro será o primeiro a ir a um segundo ato, no Rio – junto com uma manifestação eleitoral.

Na sexta-feira, o Ministério Público Federal enviou pedidos ao Comando Militar do Leste (CML), ao 1.º Distrito Naval e ao 3.º Comando Aéreo Regional para que informem quais providências tomaram para impedir que a celebração da Independência se confunda com ato político-partidário. Também perguntou o que fizeram para impedir que os subordinados participem de celebrações políticas.

Para analistas, Bolsonaro pretende, com o ato, unir os militares aos seus apoiadores. “O que seria uma festa cívica que marca um bem comum para todos os brasileiros, os 200 anos de Independência do País, acaba sendo um caro evento de campanha”, disse Eduardo Heleno de Jesus Santos, do Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense.

O professor de Ciência Política da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Christian Lynch, concorda. Segundo ele, o presidente vai usar os atos oficiais para exibir apoio de militares e de eleitores.

Cabo de Santo Agostinho:  Grande caminhada “estourada” de Danilo e Keko em Ponte dos Carvalhos

05/09/22

AscomFPP

 

Único candidato a governador apoiado por Lula em Pernambuco, Danilo Cabral voltou ao Cabo de Santo Agostinho, neste domingo (4), para uma grande caminhada “estourada”, como diriam os cantores sertanejos. O ato, organizado pelo prefeito Keko do Armazém, bombou de gente durante todo o percurso pelas ruas do distrito de Ponte dos Carvalhos, evidenciando o crescimento da campanha de Danilo na cidade. Das janelas e das portas de suas casas, as pessoas já reconheciam Danilo como o futuro governador do estado.

A adesão à caminhada “estourada” foi tão grande que, ao final, durante o comício, não se conseguia ver onde começava o mar de gente. O time da Frente Popular presente no ato foi formado ainda pelos candidatos Luciana Santos (vice), Teresa Leitão (Senado), Lula da Fonte (federal), Elias Gomes (federal) e Jeferson Timoteo (estadual); além do senador Humberto Costa, coordenador da campanha de Lula presidente no Nordeste, e do vice-prefeito Arimatéia.

Danilo destacou os avanços que o Cabo e o litoral sul tiveram com Lula presidente e Eduardo governador. “O Brasil piorou muito com essa ‘alma sebosa’ que está governando o país. A gente precisa tirar ele de lá; é o pior presidente que já existiu. Lula e Eduardo fizeram muita coisa por essa cidade e pela região. E eu tenho certeza que eu serei governador para fazer esse reencontro do Pernambuco com o Brasil. Já vi de tudo em eleição. E essa caminhada já está com cheiro de virada. Nós vamos ganhar a eleição para fazer muito mais pelo Cabo junto com esse que é o melhor prefeito da história daqui”, pontuou o candidato, citando as transformações que a Frente Popular já fez no município.

“Tanta coisa já chegou lá atrás; lá naquela chegada do Estaleiro, da Refinaria Abreu e Lima. Eu me lembro que, como secretário de Educação de Eduardo, eu fiz aqui no Cabo de Santo de Agostinho um grande mutirão pra que a gente formasse mão de obra; para que as pessoas fossem trabalhar ali no Estaleiro e na Refinaria. Em uma parceria com o Senai, montamos um galpão aqui, uma tenda e tanta gente foi formada”, ressaltou Danilo.

Para Keko do Armazém, a grande caminhada “estourada” deste domingo foi o maior ato de campanha que o Cabo já viu. “Hoje demos o grande pontapé inicial. Mas ainda faltam 28 dias. E a pegada vai ser essa para eleger Lula, Danilo e nossos candidatos. Vamos lá, Danilo, Teresa, fazer essa grande vitória no próximo dia dois de outubro”, cravou o prefeito.

Foto: Marcus Mendes

Ministro do TSE manda tirar do ar postagens com fake news sobre Instituto Lula

05/09/22

O Globo

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Vídeo diz que o instituto de pesquisa Ipec está localizado no mesmo endereço do Instituto Lula
Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo de Tarso Sanseverino determinou, neste domingo, que sejam retiradas do ar postagens em redes sociais com a informação falsa de que o Ipec (Instituto de Pesquisa e Consultoria Estratégica) fica no mesmo endereço do Instituto Lula, do candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o magistrado, embora o youtuber bolsonarista Gustavo Gayer, autor original da fake news, tenha se retratado e deletado a mensagem do ar, o vídeo continuou a ser compartilhado nas redes.

A decisão foi tomada a pedido de advogados da campanha de Lula e atinge diretamente o influenciador digital e apoiador do presidente Jair Bolsonaro — candidato à reeleição em outubro — e outras oito pessoas com perfis no Twitter, TikTok e Facebook.

Em sua manifestação, o ministro do TSE informou que, se a determinação não for cumprida, os responsáveis serão multados em valores a serem arbitrados pelo tribunal. Ele destacou os seguintes trechos do vídeo divulgado:

“…eu acabei de fazer essa pesquisa, não tem erro. Chequei 3 (três) vezes porque eu não estava conseguindo acreditar, então vou resumir para você e você me ajuda a divulgar isso com o maior número de pessoas que você puder. O instituto de pesquisas que tem credibilidade para ser divulgada por toda a imprensa como séria, está dentro do Instituto Lula. Ela é o Instituto Lula. O instituto do candidato a (sic) presidência, o ex-presidiário Lula é o instituto que tá dando os resultados das pesquisas que são divulgadas em todo o território nacional pela imprensa tradicional ..

De acordo com a decisão, o autor da “narrativa falaciosa” confundiu deliberadamente o renomado instituto de pesquisas Ipec, sediado na Alameda Santos 1.165, pelo Instituto de Pesquisa e Estudos de Cidadania, antiga razão social do Instituto Lula, localizado na rua Pouso Alegre, 21, Ipiranga, ambos na cidade de São Paulo.

Logo após a postagem, o influenciador retirou o material do ar e publicou uma retratação voluntária em seu canal no Youtuber e no Facebook. Porém, segundo o ministro do TSE, a informação errada já havia sido disseminada em diversas outras redes sociais.

Sistema prisional e combate a facções criminosas pautam seminário sobre segurança

05/09/22

AscomAlepe

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O segundo dia do seminário da Assembleia Legislativa sobre temas ligados à segurança pública abordou  a gestão do sistema prisional em Pernambuco e o enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro. Na tarde desta sexta, a palestra do secretário executivo de Ressocialização de Pernambuco (Seres), Cícero Rodrigues, trouxe a experiência do gestor à frente do sistema penitenciário estadual desde 2016.

Dados da série histórica de 2007 a 2019 ganharam destaque na apresentação. Dentre os números, o aumento de 113% da população carcerária em Pernambuco a partir de 2007, ano que marcou o início do Pacto pela Vida. Segundo Rodrigues, não só a Seres, mas o Judiciário e a Polícia Militar estão entre as instituições mais impactadas por essa estatística. Atualmente, existem cerca de 34 mil pessoas privadas de liberdade em Pernambuco, sendo 32% por envolvimento com o tráfico de drogas.

O estado está há seis anos sem uma rebelião. Servidor de carreira, Rodrigues atribui a estabilidade do sistema ao modelo de gestão de resultados baseado na Caravana Todos pela Seres: “A partir dessa ferramenta, a gente pode medir cada unidade prisional, ou seja, nós temos, nessa ferramenta de gestão dois planos, um que é um plano de ação específico, pra cada unidade prisional, e um plano padrão, e todas as unidades, ao seguirem esses planos, façam com que a gente possa ter uma gestão por resultados”.

O tenente-coronel Uirá Ferreira, comandante do Batalhão de Operações Especiais da PM do Rio de Janeiro, o Bope, falou em seguida, sobre a temática do narcotráfico e das facções criminosas. Segundo Ferreira, uma das maiores batalhas das forças de segurança do estado é o que ele chama de “guerra informacional”, caracterizada pela disseminação de notícias falsas para desestimular e desacreditar as ações policiais.

O comandante do Bope salientou as semelhanças entre a ação do tráfico e do crime organizado no Rio e em Pernambuco, e defendeu a troca de informações entre os estados. “A facção que opera hoje na região também de Pernambuco, em Ipojuca, é oriunda do Rio de Janeiro. Então, algumas ações como fechamento de comércio, barricadas, atear fogo em coletivos, mostram que são ações parecidas com a mesma facção que domina comunidades do Rio de Janeiro. Então, tem um paralelo sim”.

A iniciativa do Seminário da Alepe, com a participação de líderes policiais, servidores da área de segurança e autoridades foi elogiada pelo

tenente-coronel. Ele lembra que a palestra dessa sexta nasceu de uma conversa com um promotor público, e da necessidade de levar ao conhecimento de juízes, desembargadores, legisladores e demais autoridades o quadro real da segurança pública, de modo a influenciar na tomada de decisões.

O Seminário “Contribuições do Poder Legislativo Estadual à Segurança Pública em Pernambuco”, coordenado pela Escola do Legislativo, foi encerrado nesta sexta, no Auditório da Assembleia, e contou com mais de 200 participantes. Confira mais informações

sobre o seminário no www.alepe.pe.gov.br

 

Aliados de Lula são favoritos ao Senado em 7 estados: Ricardo Coutinho, Camilo Santana e Wellington Dias são destaques do PT

05/09/22

Por 247

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Olívio Dutra também lidera no RS, porém em disputa mais equilibrada; há ainda Otto Alencar (BA), Renan Filho (AL), Flávio Dino (MA) e Márcio França (PSB)

www.brasil247.com - Ricardo Coutinho
Ricardo Coutinho (Foto: Stuckert | Divulgação)

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à presidência, tem sete aliados favoritos a uma vaga no Senado, segundo levantamento feito pelo Globo com base nas últimas pesquisas de intenções de voto do Ipec.

O Nordeste concentra os nomes que lideram as disputas. Dos sete, seis estão na região, sendo três do PT e os outros quatro de partidos da coligação.

Estão à frente nas pesquisas os petistas Camilo Santana (CE), Ricardo Coutinho (PB) e Wellington Dias (PI), todos ex-governadores. Completam a lista, vindo de outros partidos, Otto Alencar (BA), Renan Filho (AL) e Flávio Dino (MA)..

No Sudeste, é Márcio França, do PSB, em São Paulo, quem encabeça a disputa.

No Rio Grande do Sul, Olívio Dutra (PT) também tem grandes chances, embora enfrente uma disputa mais acirrada. Ele registra 28% das intenções de voto, em empate técnico com Ana Amélia, que tem 25%. Hamilton Mourão (Republicanos), aliado de Bolsonaro, não está tão atrás: 18%.

Jair Bolsonaro, por sua vez, tem quatro aliados liderando as pesquisas ao Senado.

Neste ano, será renovado um terço da Casa, o que equivale a 27 senadores. Atualmente, MDB (com 13 cadeiras) e PSD (11) são as maiores bancadas.

Especial de Domingo: A triste festa da democracia

04/00/22

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Por Ricardo Leitão *

 

Em pouco menos  de um mês, 156.454.011 brasileiros poderão votar nas eleições gerais de 2022. Tempos idos, o dia do voto era chamado de festa cívica ou festa da democracia. Depositar a cédula na urna (ainda não eletrônica) era um dever patriótico, às vezes exercido com solenidade por senhores trajando paletó e gravata. No Brasil de hoje, discute-se se um cidadão pode ingressar em uma sessão eleitoral portando arma de fogo. Há medo em ser agredido na rua por vestir uma camisa com as cores da campanha de algum candidato. Evita-se colocar adesivo nos vidros dos carros: a reação pode ser uma pedrada na janela. Como chegamos a tempos tão violentos e sombrios?

 

O subdesenvolvimento político não é obra do acaso. Precisa ser cevado por ditadores e aprendizes de ditadores, com o propósito de exaurir a democracia. No século passado, nos anos 1960 a 1980, a ditadura gerada pelo Golpe de 1964 impôs a uma geração de brasileiros perseguição, tortura, assassinato, exílio. Na segunda década de 2022, a tentativa da imposição do subdesenvolvimento político cabe a Jair Bolsonaro e seus cúmplices.

O compromisso de Sua Excelência com a democracia e a realização das eleições é igual ao dos líderes golpistas de 1964. Naquele tempo, eles se valeram dos tanques nas ruas e da violência da mentira. Ao que se sabe, Bolsonaro ainda não cogitou mobilizar tanques. Mas a mentira revestida por uma oratória de ódio aos adversários, tratados como inimigos, todos os dias engrossa a tensão sobre as eleições e aumenta a insegurança do eleitor. Não vai demorar e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será provocado a se manifestar, além do porte da arma, se é prudente ingressar na sessão eleitoral vestindo um colete à prova de balas.

Nesse momento, Sua Excelência expelirá uma gargalhada sarcástica: estará se cumprindo mais uma das manobras golpistas para tumultuar as eleições, ampliando-se as possibilidades de uma ruptura institucional. Elas se sucedem desde o início do desgoverno e ganham força à medida que diminuem as possibilidades de vitória numa disputa democrática.

De início, foi o ataque mentiroso de Bolsonaro ao sistema eleitoral, que teria sido fraudado em 2018 (a própria eleição dele, naquele ano, teria sido então fraudada?). Em seguida, a tentativa de quebrar a confiança da população na urna eletrônica, em uso desde 1996, reconhecida internacionalmente como um equipamento garantidor da lisura das eleições brasileiras. Insatisfeito, partiu Sua Excelência para exigir o voto impresso. Foi mais uma vez derrotado e então recorreu às Forças Armadas. Elas deveriam dar pareceres sobre a segurança da urna eletrônica e organizar uma apuração própria dos votos, paralela à apuração oficial do TSE.

O tumulto, evidentemente planejado, se estendeu por meses, contaminou o debate dos candidatos na campanha e só beneficiou Bolsonaro, o único que forceja no caos, na violência e no subdesenvolvimento político. O benefício só não é maior por sua incapacidade de obter dividendos que, eventualmente, podem lhe favorecer. Por exemplo, a entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, assistida por 40 milhões de telespectadores. Sua Excelência se saiu tão mal, diante de questionamentos simplórios, que sua assessoria estuda recusar sua participação nos próximos debates.

Afogado em crises que criou ou agravou, estacionado nas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro sabe que é difícil se manter no poder e, dessa forma, escapar de processos e da cadeia. Em algum momento, o golpe pode ser sua última opção. Portanto, que ninguém o acuse de surpreender desavisados. Filhote da ditadura; investigado por planejar ato terrorista; expulso do Exército por indisciplina; defensor da tortura e de torturadores; misógino; homofóbico; xenófobo; envolvido em corrupção, Jair Bolsonaro não tem qualquer escrúpulo ao afirmar que pretende se reeleger em nome da família, da Pátria, da liberdade e da democracia.

Não é mais um delírio. Isso vem sendo massificado na propaganda eleitoral da sua campanha no rádio e na televisão. A que liberdade se refere? A de facilitar a compra e o porte de armas, estimulando os crimes letais? A liberdade das milícias digitais, rapinando os adversários de Sua Excelência? E que democracia deseja? A que garanta o “direito” da maioria de esmagar a minoria ou fazê-la calar pela censura? Qual democracia sairá das urnas eletrônicas de outubro, se delas sair alguma democracia?

Impossível no momento prever. No entanto, admita-se que Bolsonaro seja derrotado e não consiga dar o golpe de Estado que armou. Ainda assim, há quem sustente que algum ganho político ele terá. Sairá da eleição com cerca de 40 milhões de votos e a liderança da direita, algo inexistente na política brasileira, até então, com tamanha dimensão. Lideraria a oposição ao governo eleito.

A luta contra a direita e o autoritarismo, portanto, vai continuar. Sua Excelência reuniu e animou a direita e a extrema direita. Talvez seja essa uma das maiores tragédias de sua herança maldita. No mundo e no Brasil a direita faz parte do sistema democrático. Contudo, a direita que ameaça a democracia, não. Essa deve ser combatida e neutralizada, até que um dia um cidadão não precise vestir um colete à prova de balas para votar.

Sport é derrotado e perde chance de se aproximar do G4 da Série B

04/09/22
Por João Pedro Melo
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Rubro-negros desperdiçam chances de gol e não conseguem aproveitar os resultados favoráveis da rodada
Sport é derrotado e perde chance de colar no G4

Em jogo válido pela 28ª rodada da Série B, o Sport perdeu fora de casa para o CRB por 2 a 0. Agora o Leão estaciona na sexta posição com 40 pontos, já a equipe alagoana subiu para a sétima posição com 39 pontos.

O começo da partida foi bem morno por parte das duas equipes. Com erros de passe e marcação forte, as duas equipes tinham dificuldade na criação de jogadas e recorriam a bolas paradas e cruzamentos para chegar na área adversária.

A primeira grande chance da partida só aconteceu aos 19 minutos, com Vagner Love. O atacante do Sport recebeu passe de Lucas Hernandez sozinho na grande área, mas finalizou à direita do gol de Diogo Silva.

No momento que o Sport começava a aparecer mais na partida, o CRB consegue abrir o placar. Aos 22, em contra-ataque puxado pela direita, o cruzamento rasteiro acha Paulinho, que fura a bola e sobra nos pés de Anselmo Ramon, sozinho. O atacante chutou de primeira e fez a festa no Rei Pelé, terminando seu jejum de oito jogos sem marcar.

A partir do gol o que se viu foi um Sport mais ofensivo, mas pecando na finalização.
Vagner Love, aos 25, em chute bloqueado; Denner, aos 43, em finalização no travessão e Kayke, aos 46, chutando pra fora na saída de Diogo Silva desperdiçaram oportunidades para o Leão.

Ainda no primeiro tempo, houve confusão após uma entrada forte de Eduardo, que não foi advertido. Mas Fabinho e Paulinho Moccelin levaram cartão pela confusão.

Mais chances perdidas no segundo tempo

Claudinei Oliveira mexeu no intervalo e trouxe três atacantes para campo: Labandeira, Wanderson e Gustavo Coutinho. Com mais peças ofensivas, o Sport continuou produzindo mais, porém sem melhorar na pontaria.

Logo aos 2 minutos, Vagner Love perdeu mais uma chance sozinho, dessa vez na pequena área. Em chute cruzado da esquerda, o atacante rubro-negro falhou em conseguir fazer o desvio para o gol.

Aos 10, Gustavo Coutinho apareceu. Ele recebeu da direita, dominou e finalizou cruzado para boa defesa de Diogo Silva. Durante os próximos minutos, o que se viu foi um Sport com mais posse, mas sem conseguir ser incisivo nas finalizações.

Sem o perigo dos chutes, o CRB foi crescendo no jogo e aos 31 sofreu o segundo gol. Fabinho, que tinha entrado aos 13 do segundo tempo, recebeu e arriscou de fora da área, a bola entrou no cantinho, no contrapé do goleiro Saulo.

A equipe rubro-negra ainda teve oportunidades com Labandeira – duas vezes-  de cabeça, aos 38, e em chute cruzado pela esquerda, aos 43. Gustavo Coutinho apareceu chutando para fora aos 42.

Ao final do jogo, decepção para os rubro-negros. Além das chances desperdiçadas, viram a chance de se aproximar do G4 escapar, já que o Vasco, quarto colocado, perdeu para o Brusque fora de casa.

Ausência em debates e as buscas pelos candidatos ao governo no Google

04/09/22

Cena Política- Por Igor Maciel
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Danilo Cabral e Marília Arraes, candidatos ao Governo de Pernambuco, são vistos como adversários por disputar o eleitorado de Lula no Estado. – FOTO: Reprodução

Faltar aos debates é uma estratégia válida, mas denota certo desprezo com o eleitor. A justificativa de que vai ser “atacado” ou “atacada” e que não conseguirá apresentar propostas é uma demonstração de desconhecimento total do propósito de um debate. Nenhum candidato está ali para apresentar propostas. Isso é feito no guia eleitoral ou nos discursos de palanque. No debate, o candidato vai para mostrar como se comporta sob pressão e como consegue desenvolver seus argumentos tendo os oponentes como questionadores. É um teste e não uma plataforma de propostas. É um teste pelo qual todos os candidatos precisam passar se querem assumir o cargo em que a pressão é mais presente em toda a administração pública estadual.

Teste de pressão

Faltar aos debates é sinal de despreparo ou desprezo pela responsabilidade que cada um desses candidatos se propõe a assumir. Marília Arraes (SD) tem faltado aos debates como estratégia de campanha. No mais recente, além dela, Anderson Ferreira (PL) também levou falta.

Imprevistos devem ser respeitados, mas não se tratam de imprevistos, porque os debates são agendados com bastante antecedência e basta olhar o Instagram dos candidatos para saber onde eles estavam naquele momento.

Querer ser governador ou governadora de um estado como Pernambuco, cheio de problemas, com gargalos importantes, onde a pressão política e administrativa é gigantesca é uma demonstração muito ruim num momento em que todas as pequenas atitudes, cada pequeno passo, ação ou palavra importa para convencer o eleitor que dias melhores virão.

Arrogância e desprezo pelo debate é algo que não combina com quem quer liderar com responsabilidade e sensibilidade.

Interesse nos candidatos

As buscas no Google mostram um termômetro do interesse do eleitor sobre os candidatos e sobre temas abordados por eles.

Durante o debate da Band, por exemplo, as buscas por Simone Tebet (MDB) dispararam. O interesse por conhecer a candidata cresceu e preocupou o PT, por exemplo.

Em Pernambuco, a reportagem do JC fez um levantamento sobre as buscas aos cinco principais candidatos separado por cidade e o resultado traz alguns fatos importantes.

Um deles é a falta de interesse por Danilo Cabral (PSB).

Danilo é um candidato desconhecido do grande público. Apesar do trabalho como deputado, é bom lembrar que atuações legislativas costumam acontecer dentro de um público específico. Danilo nunca disputou um cargo majoritário e é natural que, ao ser anunciado como candidato do PSB e do governo, houvesse interesse em conhecê-lo melhor. Não há.

No levantamento, só há buscas pelo nome de Danilo, nos últimos 30 dias, em cinco cidades, entre os 184 municípios.

O maior volume de buscas é no lugar onde ele nasceu, em Surubim. Depois vem Garanhuns. Em seguida, Recife, Olinda e Jaboatão.

Mesmo assim, no Recife ele é menos buscado do que Marília Arraes (SD) e Raquel Lyra (PSDB) e em Olinda é o menos procurado dos candidatos, empatado em último com Anderson Ferreira (PL).

Positivo

O levantamento, realizado pelo repórter Augusto Tenório, tem um ponto muito positivo para o candidato da Frente Popular e isso precisa ser observado. As buscas aumentaram bastante após o início do guia eleitoral. Na estreia dos programas em Rádio e Televisão, Danilo foi o mais buscado e depois aumentou a média diária em cerca de 50% do que vinha apresentando antes, apesar de essas buscas serem muito concentradas em Surubim, Garanhuns, Olinda, Recife e Jaboatão.

O fato é que a exposição fez com que houvesse um interesse maior em conhecer o candidato.

Nesta semana

Sobre o desempenho de Danilo, uma fonte da coluna, que acredita fortemente no crescimento do candidato, argumentou que, com a próxima pesquisa divulgada, já vai ser possível dizer se o socialista chega ao segundo turno ou não.

Segundo ele, com quase duas semanas de guia já será possível avaliar algo com mais consistência. Aguarda-se.

Pernambuco regulamenta subsídio para habitação social

04/09/22

Imprensa PE 
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Governador Paulo Câmara assinou decreto assegurando R$ 50 milhões para famílias que forem beneficiadas por programas habitacionais

O Governo de Pernambuco regulamentou, nesta sexta-feira (02.09), o Programa Estadual de Subsídio à Habitação de Interesse Social (PESHIS). A iniciativa irá conceder subvenções às pessoas beneficiadas por programas habitacionais junto à Caixa Econômica Federal. Decreto assinado pelo governador Paulo Câmara assegura investimentos de R$ 50 milhões, que beneficiarão famílias cuja renda mensal seja de até dois salários mínimos.

“Dentro do Plano Retomada, estamos fazendo um programa audacioso. O PESHIS avança na questão das garantias de habitação, principalmente para a população de baixa renda. Nesta fase inicial, vamos garantir 3 mil moradias para famílias pernambucanas”, destacou Paulo Câmara. Serão priorizadas famílias que tenham perdido seu único imóvel em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela União e/ou pelo Governo do Estado.

De acordo com o diretor-presidente da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Bruno Lisboa, o programa busca solucionar uma das grandes dificuldades para as famílias na hora de adquirir um imóvel, que é pagar um aporte inicial. “Estamos destravando essa entrada, disponibilizando até R$ 35 mil por financiamento. No caso desse valor, o imóvel precisa custar até R$ 130 mil. Com isso, é possível ter uma prestação de aproximadamente R$ 280 por mês”, assegurou. O decreto prevê ainda outras faixas de subvenção, segundo a renda do beneficiário e o preço da unidade habitacional.

Para ser incluído no benefício, o imóvel precisa ser novo, com até 180 dias de emissão do “habite-se” ou documento equivalente expedido pelo órgão público municipal competente. Nos casos de “habite-se” obtido há mais tempo, a moradia não deve ter sido habitada ou alienada antes da adesão ao programa. A subvenção será transferida diretamente pela Cehab à Caixa, no momento da assinatura do contrato de financiamento.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil em Pernambuco (Sinduscon), Érico Furtado, destacou a importância dessa iniciativa. “É o primeiro degrau da escadaria que vamos construir junto ao governo Paulo Câmara para valorizar o povo pernambucano, dando um lar a milhares de famílias”, ressaltou.

Também participaram da solenidade os secretários estaduais Tomé Franca (Desenvolvimento Urbano e Habitação) e Marcelo Bruto (executivo de Planejamento e Gestão), além da diretora de assuntos imobiliários do Sinduscon, Betinha Nascimento, do vice-presidente da Fiepe, José Antônio de Lucas Simon, e do empresário do setor imobiliário e ex-presidente da Ademi-PE Alexandre Mirinda.

Fotos: Hélia Scheppa/SEI