Ministro criticam ida de Bolsonaro ao STF

08/05/20

Por: Julia ChaibMatheus Teixeira/ FolhaPress

Blogfolhadosertao.com

 (Foto: Marcos Correa/Presidência Republica)

Foto: Marcos Correa/presidência Republica

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) ficaram incomodados com a ida do presidente Jair Bolsonaro à corte ontem (7) com um grupo de empresários para pressionar pela reabertura da economia. Integrantes do Supremo viram o gesto como interferência indevida do Palácio do Planalto no Poder Judiciário.
Nos bastidores, a principal irritação dos magistrados foi com a tentativa de Toffoli de buscar entendimentos com o governo enquanto um membro da corte, Alexandre de Moraes, era alvo de ataques do presidente por ter barrado a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção-geral da Polícia Federal.
Na visão de alas distintas da corte, o gesto de Toffoli deixou o STF fragilizado num momento em que era necessário demonstrar força e teria aberto espaço, por exemplo, para atitudes de Bolsonaro, como a visita desta quinta.

Diante da insatisfação com os acenos ao Planalto em meio ao fogo cruzado entre os Poderes, Toffoli recuou e procurou endurecer o discurso contra o chefe do Executivo.

Mais de uma semana depois de Bolsonaro atacar Moraes, o presidente do STF resolveu dar uma resposta nesta quarta-feira. Além disso, três dias depois de militantes bolsonaristas agredirem jornalistas, no último dia 3, Toffoli saiu em defesa da imprensa e criticou o comportamento dos manifestantes.

A avaliação de integrantes do STF é de que a ida de Bolsonaro soou como uma tentativa de dividir responsabilidades com o Judiciário num cenário de piora na economia.

Para ministros, o Supremo não pode ser culpado por eventual recessão, uma vez que o papel do Judiciário não é de avaliar de antemão os gestos do presidente, mas julgar atos dele caso provocado.

De surpresa e fora da agenda das autoridades, Bolsonaro levou um grupo de empresários ao Supremo para relatar a Toffoli os impactos do isolamento social na iniciativa privada. O ministro da Economia, Paulo Guedes, estava na comitiva.

Segundo relatos, o presidente do STF não estava na corte quando foi avisado de que Bolsonaro gostaria de fazer uma visita acompanhado de empresários.

Assessores do tribunal foram contatados pelo advogado-geral da União, José Levi do Amaral, que falou sobre o interesse do chefe do Executivo de ir até lá.

A forma como Bolsonaro organizou a ida de sua comitiva, a pé, e pela praça dos Três Poderes, também surpreendeu Toffoli e outros ministros.

O presidente do STF não teria se irritado com a visita, mas disse nos bastidores ter lido o gesto como um sinal de que o presidente não tem uma resposta a dar aos empresários que o cobram e, por isso, busca o Judiciário para que solucione a questão.

No início da noite, na porta do Palácio do Alvorada, Bolsonaro ressaltou a apoiadores que “parte da responsabilidade” com relação às restrições de circulação é dele. Ele afirmou que o encontro ocorreu para que o ministro ouvisse não apenas ele, mas os empresários que o acompanhavam.

“A gente não pode ficar do outro lado da rua esperando decisões do Supremo, que às vezes são boas e outras vezes a gente não concorda, mas faz parte da democracia”, disse. “Ele [Toffoli] concorda que a responsabilidade é de todos nós, não apenas dos três Poderes, mas também de governadores para chegar num bom senso.”

Um dos integrantes do grupo de empresários chegou a comparar a situação da indústria com os efeitos da Covid-19 na saúde ao dizer que haverá mortes de CNPJs (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas).

O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, criticou a frase. “A população não pode mais cair em provocações que opõem dois valores e colocam o brasileiro para brigar”, escreveu nas redes sociais.

“Raciocínios pobres, argumentos rasos, metáforas incabíveis. CNPJ na UTI? Já são mais de 8.000 CPFs perdidos, sem chance de recuperação! Não validemos este debate lunático”, afirmou.

Diante da visita, Toffoli adotou tom duro. O presidente do Supremo disse que cobrou coordenação do governo com os Poderes e os entes da federação. Ele disse que é necessário fazer um planejamento para a volta do funcionamento das indústrias.

“Talvez [seja necessário] um comitê de crise para, envolvendo a federação e os poderes, exatamente com o empresariado e trabalhadores, [tratar da] necessidade que temos de traduzir em realidade esse anseio, que é o anseio de trabalhar, produzir, manter a sociedade estruturada.”

Os discursos de Toffoli nos últimos dias, quando ressaltou que divergências não podem levar a “agressões ou ameaças ao STF”, foram lidas no Supremo como uma reação ao isolamento a que ele estava sendo submetido por se manter próximo de Bolsonaro.

Em conversas reservadas, ministros chegaram a dizer que Toffoli estava perdendo as condições de liderar o tribunal e que a relação com Bolsonaro havia passado do limite.

Na semana passada, Bolsonaro disse que Alexandre de Moraes só entrou na corte por ser amigo do ex-presidente Michel Temer.

Publicamente, ministros do STF e até mesmo Toffoli saíram em defesa do colega depois que Bolsonaro subiu o tom.

Mas incomodou uma ala da corte as informações de que o presidente do STF tentava costurar um meio-termo com Bolsonaro que pudesse derrubar a decisão de Moraes e eventualmente liberar a nomeação de Ramagem para o comando da PF.

Justiça nega pedido de lockdown pelo Sindicato dos Enfermeiros

08/05/20

Por DP/blogfolhadosertao.com

 (Foto: Pixabay )
Foto: Pixabay

Em decisão publicada one (7), o juiz Jader Marinho dos Santos, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital, negou o pedido feito pelo Sindicato do Enfermeiros de Pernambuco para que fosse decretado lockdown no estado. Contando com o pedido do MPPE que também foi indeferido, esta é a segunda tentativa de endurecimento da quarentena declinada apenas hoje pela justiça.

Na Ação Pública enviada a justiça o Sindicato relata a “situação periclitante vivenciada nos Hospitais pelos enfermeiros e demais profissionais da saúde’. Alegando que enfermeiros estão adoecendo e vindo a óbito, em razão da maior exposição ao contágio pelo aumento do número de casos. No documento a categoria ainda afirma que o poder público mostra-se incapaz de incrementar medidas eficazes no enfrentamento da doença, tendo em vista “a falta de equipamentos em número suficiente para proteção individual aos profissionais de saúde, a ausência de testagem em larga escala para os servidores, bem como a superlotação nas Unidades de Terapia Intensiva, refletindo no aumento de ocupação na rede privada, e a redução à adesão do isolamento social parcial”.

Em seu julgamento, Jader Marinho entendeu que as reclamações dos enfermeiros dizem respeito ao trabalho em condições de insalubridade, o que não seria suficiente para sustentar um pedido de lockdown. “O que se extrai da demanda posta, a partir não só da causa de pedir, mas do próprio pedido, é que a pretensão deduzida é mais ampla, e envolve interesses que transcendem a relação de trabalho e alcança relações de natureza pública, oponíveis ao entes políticos demandados. De efeito, as medidas postuladas, no sentido de que seja implementado e fiscalizado o “lockdown” pelo Estado de Pernambuco e Municípios Réus, não se colocam relacionadas diretamente com direitos de natureza trabalhista. Na verdade, o que se pretende, na espécie, é que, mediante a aplicação dessas medidas, se tenha uma minimização das situações relacionadas à insalubridade e à periculosidade do ambiente de trabalho”, diz o juiz.

Ainda em decisão, o magistrado aponta que providências já estão sendo tomadas pelo estado de Pernambuco e pela Cidade do Recife na tentativa de mitigar a proliferação da Covid-19, além de afirmar que há decisões que devem ser tomadas apenas pelo poder Executivo. “Cumpre as autoridades que executam as políticas públicas no âmbito dos respectivos entes políticos, especialmente as que atuam nos órgãos sanitários, a conclusão quanto à necessidade de suspensão, manutenção ou recrudescimento dessas medidas”, diz Jader em documento. “Esse é o mérito administrativo, que permanece fora de atuação do Poder Judiciário.”Para o juiz, outras atitudes seriam igualmente benéficas aos enfermeiros quanto o lockdown, como o aumento de números de EPI’s e contratação massiva de funcionários. Desta forma, elas devem ser testadas antes de qualquer endurecimento na quarentena. “A adoção, prima facie, de medida dessa ordem, viola o princípio da proporcionalidade. Com efeito, aferindo o elemento “necessidade” desse princípio, a saber, a escolha, dentre os meios adequados, daquele que exija menos sacrifício ou limitação a direitos fundamentais, tem-se que o lockdown implica um sacrifício desmedido, especialmente aos direitos fundamentais”, ajuíza. ” Nesse aspecto, cumpre invocar a máxima: “Não se matam pardais com tiro de canhão”.

Enfermeiros de Pernambuco pedem que Justiça determina lockdown de 15 em 15 dias

07/05/20
Por DP/blogfolhadosertao.com
Resumo do novo coronavírus: quase 11 mil casos no Estado
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, hoje (7), 943 novos casos de Covid-19 em Pernambuco. Entre os confirmados hoje, 329 se enquadram como Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) e 614 são casos leves. Agora, Pernambuco totaliza 10.824 casos já confirmados, sendo 6.302 graves e 4.522 leves. Também foram confirmados laboratorialmente 42 óbitos. Com isso, o estado totaliza 845 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

 

 (Foto: Pixabay)
Foto: Pixabay
       O Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco divulgou, nesta quinta-feira (7), uma ação civil pública solicitando que a Justiça emita uma medida liminar para que o Governo de Pernambuco decrete um lockdown de 15 dias no estado. No documento, a continuidade da medida, a mais severa para conter a pandemia da Covid-19, poderia ser reavaliada após esse período quinzenal. O pedido se estende aos municípios do Recife, de Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.

O texto assinado pelo advogado João Gabriel Vieira Wanick afirma que se faz necessária a temporária extensão das medidas de isolamento e distanciamento para reduzir a curva de contágio. O Sindicato argumenta que cientista aconselham o bloqueio geral, que já está sendo realizado em cidades de estados como Maranhão e Ceará. Ao detalhar o cenário atual, o documento afirma que o “quadro da saúde é desesperador”.

“Se, em um cenário atual, os profissionais de saúde já estão se contaminando, adoecendo, falecendo, se já não há mais vagas para tratamento, é condição urgente e sine qua non a redução do contágio […] Se há imensa dificuldade em abrir leitos, adquirir as capacidades necessárias para prestar os serviços com o mínimo de segurança – que, claro, possuía um histórico relevante a ser saldado – que se atue na redução da demanda”, diz o texto.

Assim, o documento pede que seja deferida a tutela de urgência para determinar que o estado de Pernambuco implemente e fiscalise o lockdown, com possibilidade de revisão a cada 15 dias. A decisão será do juiz Jader Marinho dos Santos, 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
Um pedido semelhante feito pelo Ministério Público de Pernambuco acabou sendo negado pela 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital nesta quinta (7). O procurador geral de justiça, Francisco Dirceu Barros, lançou nota de esclarecimento afirmando que o gabinete de acompanhamento de crise do MPPE não aconselha o modelo de fechamento total do Estado.
A declaração assinada por Dirceu veio horas depois do pedido protocolado pelo promotor Solon Ivo da Silva Filho, da 19º promotoria de juistiça de Defesa da Cidadania da Capital do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), e no mesmo dia em que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) anunciou o indeferimento da ação.

Justiça nega pedido do Ministério Público para decretação do lockdown em Pernambuco

07/05/20

TJPE/blogfolhadosertao.com

 

O juiz Breno Duarte Ribeiro de Oliveira, da 1ª Vara da Fazenda Pública do Recife, negou o pedido da 19 ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para a decretação do chamado lockdown. A decisão foi assinada ainda na quarta-feita (6/5), mesmo dia em que a Ação Civil Pública movida contra o Estado de Pernambuco e o Município do Recife foi distribuída para a Justiça.  

No processo, o MPPE explicou que o lockdown seria a radicalização das medidas de distanciamento social, com restrições severas à prática de atividades civis e empresariais, circulação de pessoas e veículos. A Promotoria sustentou que o Estado e o Município não vêm desenvolvendo ações capazes de alcançar os objetivos de redução ou nivelamento da curva de contágio, a despeito de intensa produção normativa inferior. Por fim, o MP assegurou que algumas das ações implementadas revelaram-se ineficazes, o que sugere uma ampliação substancial das medidas de restrição. 

Em sua decisão, o juiz Breno Duarte avalia que não existem, no processo, os requisitos legais para o atendimento do pedido. “Em verdade, a deflagração dos sucessivos estágios de alerta, acompanhados de medidas restritivas de diversas ordens, veiculadas através de instrumentos legislativos próprios, sob responsabilidade de entes governamentais, em todos os níveis, obedecem a protocolos internacionais e representam a tentativa estatal de enfrentamento de crise sem precedentes na história do país”. 

“Nesta senda, não vislumbro na causa de pedir qualquer afronta dos responsáveis, chefes dos executivos estadual e municipal aos ditames da razoabilidade ou proporcionalidade, além da legalidade, ao passo que também não extraio elementos suficientes de convicção quanto aos parâmetros adotados pelo autor na definição pormenorizada dos critérios e exceções para a aplicação do chamado lockdown”, ressalta o magistrado

Pelo menos, 177 prefeitos participaram ontem da videoconferência com TCE e CNM promovida pela Amupe

07/05/20
Amupe/blogfolhadosertao.com

 

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), promoveu ontem  (06) a sua segunda assembleia extraordinária de prefeito por videoconferência.

 

Na oportunidade, os prefeitos pernambucanos puderam discutir pleitos de interesse à melhoria de vida da população e o enfrentamento e combate à pandemia causada pelo novo coronavírus. O encontro bateu o recorde de participação de municípios em uma assembleia, 177 prefeituras participaram.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, participou da reunião e atualizou os gestores pernambucanos acerca da tramitação de pleitos municipalistas no Congresso Nacional. Na oportunidade, Aroldi desmentiu a informação de que o auxílio emergencial que o governo federal vai oferecer os municípios encheria o cofre das prefeituras.

Segundo Aroldi, “muito tem se noticiado, em todo o Brasil, que os municípios brasileiros vão encher os seus cofres com o auxílio que está tramitando agora no Congresso. Esses recursos se trata de recomposição das perdas da arrecadação que os municípios vêm tendo. Um estudo produzido pela CNM constatou que, somente em Pernambuco, as perdas ultrapassam os R$ 1 bilhão, e este recurso cobre em torno de R$ 800 milhões, ou seja, ainda terá déficit.”, frisou

A reunião também contou com a presença do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), Dirceu Rodolfo. Dirceu oportunizou aos prefeitos esclarecer suas dúvidas sobre como aplicar os recursos e operacionalizar procedimentos, com as cautelas legais, levando em consideração as recomendações do Tribunal sobre como gerir com responsabilidade e transparência a gestão nos municípios em momentos de pandemia e em ano eleitoral.

Para o presidente do TCE, “vocês (prefeitos) estão numa corrida contra um vírus que é mais rápido do que todos nós humanos. Nós do TCE não estamos aqui para prejudicá-los, mas sim para buscar meios de enfrentarmos essa situação preocupante. É muito importante nós ouvirmos vocês”. Dirceu também esclareceu dúvidas sobre distribuição de merendas, cestas básicas, obras públicas, contratações, processos licitatórios, entre outras questões.

Para o presidente da Amupe, José Patriota, “esta foi uma oportunidade ímpar para troca de informações com dois propósitos fortes, a melhoria de vida da população que vive nos municípios e o combate ao coronavírus. O TCE, pelo seu presidente Dirceu Rodolfo, trouxe anúncios e recomendações que vão agilizar medidas importantes de prevenção e combate à Covid-19. Também a CNM, pelo presidente Aroldi, que está lutando em Brasília em favor das pessoas, pois a melhoria da gestão municipal reflete na melhoria da qualidade de vida da população. Os resultados, mesmo em trabalho home office, têm sido de muito bom proveito. Na assembleia de hoje nós batemos o recorde de quórum, com a participação de 177 municípios”, completou.

Transparência: Ministério Público recomenda Prefeitura de Salgueiro publicar  receitas e despesas com o combate ao coronavírus

07/05/20

blogfolhadosertao.com

A Prefeitura Municipal de Salgueiro não costuma respeitar a Lei de Acesso à Informação, e a propria  Lei Municipal  que exige exibição de placa com dados sobre custo, origem da verba, data e final da execução do projeto, como ocorre com o Hospital de Campanha de combate ao coronavírus

 

O Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), por meio da Promotoria de Justiça de Salgueiro, expediu recomendação à Prefeitura Municipal de Salgueiro para  assegurar a transparência e publicidade das receitas e das despesas relacionadas com o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), incrementando as possibilidades de controle social da aplicação dos recursos públicos.

Embora atrasada  em relação às exigências e obrigações legais,  a Prefeitura  informou que acata todos os termos da Recomendação e que, em dez dias úteis, todas as informações relativas às contratações, receitas e despesas com o novo coronavírus estarão disponíveis em link específico de acesso no portal da transparência da Prefeitura de Salgueiro.

Exigências :Entre as obrigações recomendadas pelo Ministério Público,  constam, por exemplo:  todas as contratações e aquisições realizadas, contendo com os nomes dos contratados, os números suas inscrições na Receita Federal do Brasil (CNPJs), os prazos contratuais, os objetos e quantidades contratados, os valores individualizados contratados e os números dos respectivos processos de contratação ou aquisição, com atualização diária das receitas e despesas com o combate à pandemia.

As  exigências recomendadas pelo Ministério Público  têm  como objetivo viabilizar o acesso amplo e contínuo à informação por parte da população, da imprensa e dos órgãos de controle.

Nota da Redação do Blog Folha do Sertão:  A Prefeitura Municipal de Salgueiro tem como hábito descumprir a lesgislação que exige, por exemplo, exibir  uma placa  em frente da obra constando na mesma os custos da obra bem como o inicio e conclusão previstas para a execução do contra, assim como a origem da verba alocada para a execução do projeto. Aliás, trata-se de uma Lei Municipal de autoria do ex-vereador Alvinho Patriota.

O caso mais recente de descumprimento da Lei,  é a obra do Hospital  de Campanha -no programa de combate ao coronavírus, onde a Prefeitura não informou os custos da obra,  a quantidade de pessoas contratadas, salários e categorias, etc.

Na verdade, a Prefeitura Municipal de Salgueiro não costuma respeitar a legislação   em relação à Lei de Acesso à Informação.

Ele acordou ! Lula usa fala de Bolsonaro para tentar provar perseguição política de Moro

06/05/20 
(Foto: Marcos Corrêa/PR; Cristiano Mariz; Nacho Doce/Reuters)
Defesa do petista diz que Moro o condenou como parte de uma barganha para receber como ‘prêmio’ uma vaga no STF

Ao entrar em guerra com Sergio Moro por causa da denúncia dele de supostas interferências políticas na Polícia Federal, Jair Bolsonaro deu novo ânimo à cruzada de Lula para mostrar que o ex-juiz da Lava-Jato atou politicamente ao condená-lo por corrupção no caso do tríplex do Guarujá.

Nesta quarta, a defesa de Lula, valendo-se da fala de Bolsonaro contra Moro, protocolou recurso no Tribunal Regional Federal da 4ª Região em que pede o cancelamento do julgamento virtual do recurso do petista e a retirada de pauta para que o mesmo seja julgado presencialmente, com os advogados de Lula presentes, em razão de “fatos novos” no caso.

Quais são os fatos novos? As acusações de Bolsonaro de que Moro barganhou uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A estratégia central da defesa de Lula, para provar que Moro não atuou como juiz na causa, mas como militante político, está amparada nas relações do ex-juiz com Bolsonaro, ainda durante a campanha eleitoral de 2018.

A defesa cita a história narrada pelo presidente de que iniciou sua relação com Moro em 2017, quando teve o primeiro contato com ele no Aeroporto de Brasília. Na ocasião, Bolsonaro foi tentar apertar a mão de Moro e ele lhe deu as costas, provocando constrangimento ao então deputado. Moro, no entanto, telefonou a Bolsonaro nos dias seguintes para pedir desculpas.

“As pretensões políticas do ex-juiz não se afloraram repentinamente apenas após o pleito eleitoral de 2018. Ao revés, têm elas origem anterior, como sempre afirmou esta defesa com base em diversos elementos”, diz a defesa de Lula.

Os advogados do petista destacam ainda trecho em que Bolsonaro revela que Moro tentou visita-lo no Hospital Albert Einstein durante o segundo turno da campanha, quando ele se recuperava da facada. “Recebi uma ligação de uma pessoa que queria fazer com que o senhor Sergio Moro fosse me visitar. Eu fiquei feliz, mas declinei”, disse Bolsonaro.

Os sinais de simpatia entre Moro e Bolsonaro, durante a atuação de Moro como juiz, segundo a defesa do petista, seriam suficientes para configurar vícios processuais a serem julgados pela Justiça, no caso da suspeição de Moro em relação a Lula.

Na narrativa petista, Bolsonaro deixou evidente, em seu discurso no Planalto, que Moro cobrava indicação ao Supremo como parte de um acordo subterrâneo para perseguir Lula.

“Mais de uma vez, o senhor Sergio Moro disse para mim. ‘Você pode trocar o Valeixo, sim, mas em novembro, depois que o senhor me indicar para o Supremo Tribunal Federal’”, disse Bolsonaro.

Moro negou tal barganha mostrando mensagens em que a deputada Carla Zambelli oferecia a vaga no STF em troca da nomeação do amigo de Bolsonaro para o comando da Polícia Federal. Mas a defesa de Lula usa a acusação de Bolsonaro para levantar a questão: seria a promessa de vaga no STF “um prêmio por ter retirado Lula (com a condenação), o então candidato, que estava em primeiro lugar nas pesquisas presidenciais de 2018?”

Alepe: comissões técnicas aprovam aumento de recursos para transporte escolar nos municípios

06/05/20

Alepe/blogfolhadosertao.

Assembleia Legislativa de Pernambuco

As Comissões de Administração Pública, de Finanças e de Negócios Municipais da Assembleia Legislativa de Pernambuco- Alepe,  aprovaram, hoje (06) um projeto de lei que eleva o repasse financeiro do Estado ao Programa Estadual de Transporte Escolar. A ação atende estudantes da Rede Estadual de Educação, residentes em área rural com distância superior a 2,5 quilômetros da unidade de ensino. O texto, proposto pelo Governo do Estado, estabelece novos critérios de distribuição dos recursos, elevando o aporte aos municípios de todas as dimensões.

O relator da matéria no Colegiado de Finanças, deputado José Queiroz, do PDT, informou que o impacto financeiro da proposta é estimado em 29 milhões de reais no período de três anos. O parlamentar ressaltou a necessidade do apoio às cidades. “O autor esclarece que a proposta eleva as faixas de valores a serem repassados por estudantes transportados, de forma a trazer mais equilíbrio financeiro aos municípios parceiros, e possibilitando a manutenção e aperfeiçoamento do transporte escolar”. A prevenção e o combate aos efeitos da covid-19 também foram pauta dos Colegiados.

Controle de filas. A Comissão de Administração Pública aprovou um projeto que determina que agências bancárias, cooperativas de crédito, lotéricas, supermercados, lojas de conveniência e padarias organizem as  filas de atendimento, cumprindo as determinações de espaçamento recomendadas pelas autoridades de saúde do Estado. A reincidência no descumprimento poderá levar a multas de até 5 mil reais. A obrigação se aplica, no entanto, apenas ao espaço interno desses estabelecimentos.

A proposta original foi do deputado Henrique Queiroz Filho, do PL, alterada por texto substitutivo do Colegiado de Administração Pública. Ainda nesta quarta, foi informado que a Comissão convidará, em conjunto com o Colegiado de Finanças, os secretários da Fazenda e de Planejamento do Estado para prestar esclarecimentos sobre os impactos econômicos do coronavírus em Pernambuco.

Prefeitos discutem hoje à tarde,na Amupe (Recife), “gestão responsável” durante pandemia do novo coronavírus

06/05/20
Amupe/blogfolhadosertao.com

A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) promove hoje (06)  a  a partir das 15h,  por videoconferência, sua segunda reunião extraordinária com prefeitos para aprimorar os métodos de gestão, principalmente em tempos de pandemia de Covid-19.

Desta vez, o encontro contará com a presença do presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi e do presidente do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), Dirceu Rodolpho.

No primeiro momento, os prefeitos pernambucanos serão informados por Glademir Aroldi, sobre a situação de pleitos municipalistas que tramitam no Congresso Nacional. Os gestores também terão orientações sobre os recursos do Fundo Nacional de Assistência Social com a consultora da CNM, Rosângela Ribeiro.

No segundo momento, a conversa vai se dar com a presença do presidente do TCE-PE, Dirceu Rodolfo, que vai orientar os prefeitos sobre como melhor gerir, nos municípios, a crise causada pela pandemia da Covid-19. Essa iniciativa faz parte do papel da Amupe de orientar as gestões municipais a gerirem os recursos públicos com cautela e transparência.

Com atraso, Ministério da Saúde se compromete fazer campanha publicitária pelo isolamento social

06/05/20

Por Folhapres/blogfolhadosertao.com

 (Foto: José Dias/PR)
Ministrao da Saúde, Nelson Teich -Foto: José Dias/PR
Em reunião realizada ontem,  (05) com os secretários estaduais de Saúde descrita como tensa, o ministro da Saúde, Nelson Teich, comprometeu-se a promover uma campanha publicitária em defesa do isolamento social.
No encontro, como antecipado pelo jornal Folha de S.Paulo, o ministro foi cobrado a engordar a ajuda financeira, a acelerar a habilitação de leitos de UTI – que, dizem os secretários, estar “muito atrasada”– e a definir de que modo o governo federal ajudará no custeio dos hospitais de campanha.
Os secretários quiseram saber do ministro qual a diretriz de sua gestão para o combate ao coronavírus. Durante esse debate, ele assumiu o compromisso de fazer uma campanha publicitária reforçando a importância do isolamento social.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem relativizado a importância do isolamento social desde o início da pandemia, o que levou a embates com o ministro da Saúde anterior, Luiz Henrique Mandetta, que acabou exonerado.