Caixa Cultural Recife apresenta Leci Brandão no espetáculo musical “Eu sou o samba”

12/12/23

Rachel Motta

http://blogfolhadosertao.com.br

Artista fará um passeio por clássicos de sua carreira, em quatro apresentações

Miniatura do anexo

A CAIXA Cultural Recife apresenta, de 13 a 16 de dezembro, às 20h, o espetáculo musical Leci Brandão – Eu Sou o Samba. Em quatro apresentações, a artista fará um passeio por clássicos de sua carreira de mais de cinco décadas. Na lista de músicas atemporais, Leci canta hits como Zé do Caroço, Só Quero Te Namorar, As Coisas Que Mamãe Me Ensinou e diversos outros sucessos. Os ingressos para as apresentações já estão à venda e restam poucas unidades no site da CAIXA Cultural.

Considerada um dos maiores nomes da música brasileira, Leci Brandão leva ao palco faixas de sua autoria e de grandes mestres e parceiros, como Arlindo Cruz, Xande de Pilares, Paula Lima, Leandro Lehart e Martinho da Vila, entre outros artistas. Leci canta a vida e o samba e suas músicas se perpetuam em versões e até em ritmo de rock, funk e com elementos eletrônicos.

Voz do samba:

Nascida em Madureira, no Rio de Janeiro, em setembro de 1944, e criada em Vila Isabel, Leci Brandão da Silva foi a primeira mulher a fazer parte da Ala de Compositores da Estação Primeira de Mangueira, em 1972. Em 2017, Leci lançou o trabalho Simples Assim – Leci Brandão, com o qual foi premiada como melhor cantora de samba no 29º Prêmio da Música Brasileira.

Foi comentarista dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo e eleita deputada estadual por São Paulo. Presença marcante nos desfiles das escolas de samba, em São Paulo e no Rio, Leci foi uma das homenageadas pela Mangueira, em 2019, quando a escola acabou sendo a vencedora do Carnaval.

Nessa longa e produtiva trajetória, Leci fez duetos com diversas personalidades e viu sua obra ganhar novos timbres e alcances na interpretação de e com grandes nomes de épocas distintas da música brasileira, a exemplo de Seu Jorge, Emílio Santiago, Teresa Cristina, Mano Brown e Mariana Aydar.

Entre seus novos projetos, Leci Brandão celebra 80 anos de vida em 2024, com um novo disco que promete reunir grandes convidados da música brasileira.

As pioneiras compositoras e o legado de Leci Brandão

No dia 16 de dezembro, a partir das 15h, o público poderá conferir a palestra As pioneiras compositoras e o legado de Leci Brandão, ministrada pelo jornalista, produtor e crítico musical Rodrigo Faour, que também é historiador da música popular brasileira. O acesso é gratuito, com distribuição de ingressos uma hora antes.

Serviço:

[Música] Show Leci Brandão – Eu Sou o Samba

Local: CAIXA Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, nº 505, Bairro do Recife

Datas: 13 a 16 de dezembro de 2023 (quarta-feira a sábado)

Horário: 20h

Sessão com intérprete de Libras: quinta-feira (14), às 20h

Classificação indicativa: livre

Ingressos: R$ 15,00 (meia entrada para clientes CAIXA e casos previstos em lei) e R$ 30,00 (inteira) | venda a partir de 07/12, às 12h, no site da CAIXA Cultural

Informações: (81) 3425-1915 | CAIXA Cultural | @caixaculturalrecife

Acesso para pessoas com deficiência

Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

[Palestra] As pioneiras compositoras e o legado de Leci Brandão, com Rodrigo Faour

Data: 16 de dezembro de 2023 (sábado)

Horário: 15h

Classificação indicativa: Livre

Ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes

Informações: (81) 3425-1915 | CAIXA Cultural

Vagas: 96

Mostra fotográfica retrata Agroecologia de Bonito (PE) em impressões com folhas, frutos e cascas

12/12/23  
 
Raquel Monteath
http://blogfolhadoseertao.com.br

 

Mercado da Vida, em Bonito (PE), recebe mostra fotográfica no dia em que celebra sete anos de resistência local em Agroecologia

Técnicas que utilizam folhas, frutos e cascas retratam diversidade agrícola da região, e foram trabalhadas durante residência fotográfica com comunidades ligadas à Associação Vida Agroecológica, de produtoras e produtores rurais do município

No próximo dia 15 de dezembro, a partir das 6h, o município de Bonito, no Agreste pernambucano, celebra os sete anos do Mercado da Vida que mantém, há sete anos, de maneira autogestionada por mais de vinte famílias agricultoras, a comercialização de produtos agroecológicos. Em virtude da data haverá uma mostra fotográfica inédita com cerca de 40 imagens, produzidas a partir das técnicas ancestrais de Antotipia e Fitotipia. A mostra é um dos desdobramentos do projeto “[EM] Transição – Pesquisa Cultural em Fotografia e Agroecologia”, que realizou no início do ano uma residência fotográfica com famílias agricultoras. Impressas em tecidos, elas ficarão expostas até o mês de fevereiro.

Durante a pesquisa, que foi realizada através de um edital do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura-PE), foram catalogadas uma diversidade de vegetais possíveis de se produzir imagens fotográficas, além da realização de um mapeamento com seus usos medicinais e alimentícios enraizados na sabedoria popular. Para o pesquisador doutor em agroecologia, políticas públicas, agricultura familiar e desenvolvimento territorial Paulo Santana, que acompanhou todo o processo, foi através da observação do cotidiano dessas famílias agricultoras e de suas relações com a terra que o projeto conseguiu colher as tantas escritas imagéticas possíveis através da linguagem experimental. “Acreditamos na agroecologia como ciência da vida. Entendemos a transição agroecológica como filosofia, um processo coletivo contínuo, de mudança cultural nas atitudes cotidianas e nos hábitos alimentares, no cuidado com a natureza e na relação de respeito e construção de conhecimentos com as populações dos territórios”, pontua.

A residência fotográfica visitou 12 sítios e comunidades agroecológicas durante os meses de março a junho. A agricultora Fábia Lima Moura, que reside na comunidade de Muricé desde janeiro de 2012 e comercializa sua produção no Mercado da Vida, ficou responsável por articular as visitas da equipe no município. Em seu sítio há uma variedade imensa de cultivo, sendo algumas delas de plantas medicinais como hortelã graúdo e miúdo, terramicina, capim santo, cidreira e arruda. “É uma arte que nos conecta à natureza. Através da observação e da experimentação temos que ter um olhar mais atencioso ao escolhermos a plantas para extrair a tintura e fazer o experimento. Esse mesmo olhar também é preciso ao escolhermos as folhas para fazer a Fitotipia”, conta.

As fotografias foram produzidas de forma colaborativa, entre as famílias e os fotógrafos Roberta Guimarães e Danilo Galvão, e a variedade de cores reflete a riqueza encontrada na região. “A Antotipia e a Fitotipia são propostas de reencontro do indivíduo com a natureza. É uma reflexão sobre o tempo e a contemplação, haja visto que é necessário observar o processo da impressão, que tem suas variações de acordo com o vegetal escolhido para a emulsão, o índice ultravioleta do dia e a duração necessária para que a luz solar crie a impressão das imagens”, afirma Roberta, que orientou a pesquisa fotográfica dos processos alternativos. “A riqueza desse processo é unir botânica, fotografia e agroecologia, transformando, assim, nossa relação com o meio ambiente, nos lembrando que fazemos parte de um todo e que não somos os únicos habitantes do planeta terra”, complementa.

Além da mostra, está previsto para o ano que vem o lançamento de uma cartilha informativa para uso popular, também a partir das trocas de saberes ocorridas durante a residência. “Um dos legados que o projeto deixa nas comunidades é este de aguçar os olhares das famílias para as formas como as memórias coletivas são construídas, sendo, neste caso, o diálogo entre a fotografia e a agroecologia a ferramenta de empoderamento social necessária para salvaguardar esses saberes, construindo e legitimando esses conhecimentos e maneira coletiva”, afirma o fotógrafo Danilo Galvão, idealizador e coordenador do projeto. “É uma crença no trabalho que eles desenvolvem coletivamente, uma forma de aumentar a visibilidade através dessas técnicas ancestrais. O projeto só conquista essa premissa por causa da rede já existente através da Associação Vida Agroecológica”, complementa.

Mercado da Vida – O mercado foi inaugurado em 16 de dezembro de 2016, graças aos esforços da ação coletiva das famílias de base agroecológica da região junto a movimentos populares e os apoios da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e do poder municipal, no âmbito de políticas públicas de agricultura familiar já implementadas no território. Ele faz parte da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Bonito.

 

Serviço

Mostra fotográfica do projeto “[EM] Transição – Pesquisa Cultural em Fotografia e Agroecologia”

Abertura: Sexta-feira (15), a partir das 6h

A mostra fica em cartaz até o mês de fevereiro

Mercado da Vida –  Avenida Alberto de Oliveira, centro de Bonito

Entrada gratuita

Créditos das fotos: Creative Commons/Em-transição Danilo Galvão/ Roberta Guimarães