“Se o Estado estivesse quebrado, nunca teria acesso a R$ 3 bilhões de crédito”, diz Paulo Câmara

09/05/23
Folhape
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Presidente do Banco do Nordeste visitou a Folha de Pernambuco nesta segunda-feira (8)
O presidente do Banco do Nordeste (BNB) e ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou, em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, na manhã desta segunda-feira (8), que o fato de a governadora Raquel Lyra (PSDB) ter conseguido acesso a um empréstimo de R$ 3,4 bilhões de instituições financeiras é mais uma prova de que ele não deixou o estado numa situação difícil, como alega a gestora.
“Se o Estado estivesse quebrado, nunca teria acesso a R$ 3 bilhões de crédito. Ninguém empresta a um estado quebrado. Pernambuco está recebendo R$ 3 bilhões de investimentos porque está organizado, porque deixou as contas em dia, porque tem capacidade de investimentos e tem projetos”, lembrou o ex-governador.

Para Câmara, não é preciso muito para se comprovar a situação em que ele deixou o Estado, no final do ano passado.

“É só olhar os números, é só ver como foi deixado Pernambuco 31 de dezembro de 2022, comparar com outros governos para ver o quanto nós avançamos e ao mesmo tempo saber que não existem benesses nessa área de finanças”, disse.

Ainda de acordo com ele, Pernambuco vai receber o investimento se tiver competência, porque não precisa passar por outros trâmites efetivamente, pois está com as contas organizadas. “Ninguém recebe R$ 3 bi com contas desorganizadas. Com certeza”, assegurou.

Bolsonaro poderia ter evitado 350 mil mortes de Covid, diz Mandetta

Por: Correio Braziliense
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Em balanço retrospectivo do enfrentamento da pandemia pelo governo Bolsonaro, Mandetta afirma que o ex-presidente fez tudo o que um chefe de estado não deveria (Crédito: Isac Nóbrega/PR)

Em balanço retrospectivo do enfrentamento da pandemia pelo governo Bolsonaro, Mandetta afirma que o ex-presidente fez tudo o que um chefe de estado não deveria (Crédito: Isac Nóbrega/PR)

“Poderíamos ter evitado metade dos mortos. Se tivesse feito a campanha direitinho, falando todos a mesma língua, diminuindo a velocidade de transmissão, teríamos tido um resultado muito melhor”, avalia Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde, em sua primeira entrevista após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter decretado o fim da emergência sanitária mundial.

Pela estimativa de Mandetta, dos cerca de 700 mil óbitos ocorridos no Brasil – que representam 10% dos registros no mundo – as mortes de 350 mil pessoas por Covid-19 poderiam ter sido evitadas se o governo Jair Bolsonaro não tivesse politizado o enfrentamento da doença e desmantelado a coordenação unificada do Ministério da Saúde no combate à pandemia.

Em balanço retrospectivo do enfrentamento da pandemia pelo governo federal, Mandetta afirma que Bolsonaro fez tudo o que um chefe de estado não deveria, naquele cenário de pandemia, se quisesse salvar vidas. “Quando iniciamos o enfrentamento, tivemos alguns princípios: proteger a vida incondicionalmente, manter a coordenação do enfrentamento no Ministério da Saúde, usando o SUS como meio e a ciência para decidir. Eram os pilares de nossa estratégia” , afirma Mandetta.
“Mas a ideia dele (Bolsonaro) era retirar o Ministério da Saúde do enfrentamento, deixando isso a cargo de governadores e prefeitos, ficando o presidente como crítico e oposição, transformando a vida de governadores e prefeitos num inferno”, avalia o ex-ministro.
“As pessoas acham que ele é louco, mas foi decisão política, com começo, meio e fim. Foi decisão deliberada e consciente, porque informei por escrito e avisei qual era a projeção de mortes nesse cenário de confusão informacional e de falta de coordenação de Brasília, caso fosse adotada a tese da imunidade de rebanho, dentro da máxima do Paulo Guedes de que entre economia e saúde, ficaria com a economia”, revela Mandetta.
A primeira providência de Jair Bolsonaro, depois da exoneração de Mandetta – e na sequência, a saída de Nelson Teich – foi desmantelar a estrutura unificada no Ministério da Saúde sob o Sistema Único de Saúde (SUS), com um grupo técnico de pesquisadores e profissionais das maiores instituições brasileiras, em contato permanente com os principais centros de pesquisa do mundo, para o embasamento do processo decisório.
Também a estrutura de comunicação permanente com a sociedade, para esclarecimento devido, evitando o charlatanismo nas mídias digitais, foi interrompido. A imprensa brasileira precisou se organizar em consórcio para acompanhar e divulgar as estatísticas da Covid-19, o que era papel do Ministério da Saúde.
“Fizeram uma intervenção militar no Ministério da Saúde, com o que tem de mais desqualificado no Exército, o pessoal de logística. Se o Exército tem generais da área da saúde, por que não colocaram um deles? Porque queriam uma pessoa servil, que sem compromisso com o combate à Covid-19”, afirma o ex-ministro.
“Foi uma decisão política que levou muitas pessoas à morte. E não foi decisão política tomada sem ter sido avisado. Fizemos três cenários, e o cenário mais pessimista que projetamos, foi exatamente aquele que Bolsonaro escolheu: o caos informacional e a desarticulação do sistema de saúde. Bolsonaro foi para esse cenário de forma completamente consciente. E eu mandei por escrito”, diz Mandetta.
Caos nos estados
Sem consenso em Brasília, os entes federados já não trabalhavam juntos. Governadores e prefeitos bolsonaristas adotavam a narrativa negacionista em confronto com governadores e prefeitos que seguiam as orientações científicas.
O grau de politização no trato à doença transbordou para diversas instituições brasileiras, inclusive o Conselho Federal de Medicina, que, em tese, foi criado para zelar pela boa prática médica.
“Chegamos ao fundo do poço.O Conselho Federal de Medicina, valida essa narrativa negacionista e cria dois tipos de médicos na ponta: aquele que dava cloroquina e aquele que não dava. Politizaram a própria prática médica”, assinala Mandetta.
Atraso das vacinas
Depois de ignorar as oportunidades de adquirir de laboratórios internacionais as vacinas mais rapidamente, também a imunização foi politizada e Jair Bolsonaro iniciou a pregação contra as vacinas. “Politizaram a vacina, porque acharam que haveria imunidade de rebanho. Não adotaram a minha recomendação, que era de comprar a vacina cedo. Eu assinei e induzi a Fiocruz ao acordo de cooperação com a Oxford e disse vamos apoiar o Butantã com a China. Senão não teríamos tido vacina”, relembra Mandetta, registrando que na segunda onda da Covid-19, morreram, entre 31 de dezembro e 31 de julho, quase 380 mil pessoas.
“Foi um número absurdo de óbitos no primeiro semestre de 2021”, aponta ele. “E foi aquela barbaridade, aquela vergonha de Manaus. E o que fazem? Vão para Manaus e mandaram grupos de pacientes para todas as capitais brasileiras. Os pacientes com a cepa delta”, diz ele, explicando que uma mudinha da cepa foi colocada em cada lugar de concentração humana no Brasil.
“Foi o nosso desespero. Curitiba, São Paulo ficaram quase sem oxigênio. Não existe país no mundo em condições de produzir oxigênio para o país todo com consumo 38 vezes maior do que a média. Foi nosso maior pesadelo. Chegaram a morrer 4.500 pessoas em um único dia”, aponta.
Erros no plano internacional
No plano internacional, também houve erros, aponta Mandetta. A começar pela falta de transparência e de informações no momento em que a doença foi detectada em Wuhan, na China.
“A Orgnização Mundial de Saúde (OMS) fez algo atípico: considerou uma emergência para a cidade de Wuhan e um alerta internacional. Mas o mundo estava sob a indefinição: não sabia se estava diante de um vírus que não iria sair daquela região, não conhecia a velocidade de propagação os números de contágio”, diz Mandetta.
Quando a Itália entrou em colapso, a China parou de exportar e começaram a faltar insumos como máscaras, agulha e outros, em todo o mundo. “Foi erro mundial concentrar na economia de escala a compra de elementos essenciais de um único país”, diz Mandetta.
Sistematização de erros e acertos
Para Mandetta, o momento agora é de o Ministério da Saúde promover congressos e reuniões de trabalho para sistematizar a experiência, identificando erros e acertos no enfrentamento da Covid-19, de modo a deixar a contribuição para as gerações futuras no enfrentamento das pandemias que virão.
“É uma questão de tempo”, diz o ex-ministro, que também aponta para o histórico precário das determinantes sociais em saúde no Brasil. “A Covid-19 foi doença infecciosa que ingressou no país pelas classes ricas, diferentemente do que normalmente acontece. Mas sabíamos que seria uma questão de tempo para alcançar as nossas fragilidades”, diz Mandetta.
“Quando vem uma doença assim, ela cobra um preço enorme da falta de políticas públicas para que as pessoas tenham moradias Como vamos falar de higiene com o Rio de Janeiro, que tem 40% das pessoas em área de exclusão social absoluta, sem saneamento? E nós falando em isolamento para famílias que vivem em casas de 20m2, sem pia para lavar mão. Essa lição, as nossas determinantes sociais em saúde seguem como nosso ponto fraco”, diz ele.

Erros cometidos no enfrentamento da pandemia

No Brasil
1. Jair Bolsonaro desmantelou o comando do enfrentamento à Covid-19 que em princípio fora centralizado no Ministério da Saúde. Com a centralização do processo de tomada de decisões, pretendia-se garantir que o Ministério da Saúde, governadores, prefeitos em interação com a sociedade, prestassem a mesma orientação, evitando ruídos. Nesse comando centralizado estruturado por Mandetta, havia a participação de representantes dos conselhos nacional de secretários estaduais e municipais da saúde; pesquisadores e técnicos das maiores instituições nacionais, em interlocução permanente com centros internacionais de pesquisa, para a tomada de decisão forte e embasada do ponto de vista científico. Jair Bolsonaro fez intervenção militar no Ministério da Saúde e desarticulou toda a estrutura;
2. Interrupção do diálogo aberto com a sociedade, em coletivas e boletins diários promovidos em princípio pelo Ministério da Saúde, para esclarecer as práticas ao enfrentamento, dentro da compreensão o vírus ataca a sociedade, o que requer o engajamento de todos;
3. Interrupção da divulgação das estatísticas da doença, o que foi assumido pelo consórcio de imprensa, função que seria do Ministério da Saúde. Dentro da estratégia de desqualificar a gravidade da doença, ajudou a disseminar narrativas falsas, até mesmo relacionadas ao registro de óbitos;
4. Ao adotar o negacionismo trumpista em relação à gravidade da Covid-19, desinformava a população sobre as formas de evitar o contágio – como o uso da máscara, lavar as mãos, não aglomerar;
5. Politização extrema do enfrentamento da doença, dentro da falsa tese de promover a imunidade de rebanho, não através da vacinação, mas pelo livre contágio, o que levou a mais mortes, à medida em que, sem controlar a velocidade da transmissão, o sistema de saúde colapsou em vários estados;
6. Jogou as populações contra prefeitos e governadores que, na ausência da coordenação do Ministério da Saúde , faziam o enfrentamento: estimulou ao descumprimento das medidas de proteção; atacou todas as medidas que destinavam-se a reduzir a velocidade da transmissão do vírus, promovendo aglomerações e defendendo o não uso de máscara; demorou a adquirir as vacinas e atacou essa forma de imunização.
Erros no plano internacional
1. Falta de transparência internacional no momento em que foi detectada a doença; o mundo teve pouca informação até a doença alcançar a Itália e colapsar o sistema de saúde;
2.Concentração mundial da compra de itens essenciais á saúde – máscaras, agulhas, em único país, no caso, a China, que respondia, por exemplo, por 94% da produção mundial de máscaras; um quinto da produção de respiradores, além de insumos para a produção de vacinas. Ao interromper a exportação para dar conta da demanda interna, o enfrentamento em todo o mundo foi afetado.

Policia Federal localiza conta no exterior e investiga Mauro Cid por lavagem

09/05/23
Estadão Conteúdo
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Cid foi preso preventivamente na semana passada por suspeita de participação em um esquema de adulteração de dados nos sistemas do Ministério da Saúde para fraudar comprovantes de vacinação contra a covid-19

DIDA SAMPAIO/Estadão Conteúdo
Tenente-coronel Mauro Cid era o principal ajudante de ordem do governo Bolsonaro – FOTO: DIDA SAMPAIO/Estadão Conteúdo

A Polícia Federal identificou uma conta nos Estados Unidos em nome do tenente-coronel do Exército Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pretende pedir a quebra do sigilo da conta para analisar a movimentação financeira do militar.

Cid foi preso preventivamente na semana passada por suspeita de participação em um esquema de adulteração de dados nos sistemas do Ministério da Saúde para fraudar comprovantes de vacinação contra a covid-19.

Os policiais investigam também a origem do dinheiro apreendido na casa do militar durante o cumprimento de mandados na Operação Venire.

Os policiais encontraram US$ 35 mil (equivalentes a R$ 175 mil) e R$ 16 mil em espécie em um cofre na casa do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Cid agora é investigado também por lavagem de dinheiro. A informação foi divulgada no domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, e confirmada pelo Estadão.

O tenente-coronel foi o pivô da investigação sobre as fraudes nos certificados de vacinação contra a covid-19, que atinge também o ex-presidente. A apuração teve início com a quebra do sigilo de mensagem de Cid. A PF encontrou conversas sobre a adulteração nos dados de vacinação da mulher do militar, de suas filhas e de outras pessoas, entre elas Bolsonaro e a filha do ex-chefe do Executivo, Laura, de 12 anos.

Segundo a PF, os documentos alterados teriam servido para burlar restrições sanitárias impostas pelo Brasil e pelos Estados Unidos em meio à pandemia. Os investigadores apuram também registros do deputado Gutemberg Reis (MDB-RJ), alvo da operação.

As supostas inserções de dados falsos teriam ocorrido entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. Bolsonaro viajou para os Estados Unidos no fim de dezembro do ano passado e só retornou ao País em março. O ex-presidente também foi alvo da Venire – seu endereço residencial em Brasília foi vasculhado por agentes da PF, que apreenderam seu celular.

Outras investigações

Com acesso direto a Bolsonaro durante o governo, Cid se tornou o braço direito e “faz-tudo” do ex-presidente.

Filho do general Mauro Cesar Lourena Cid, que foi colega de Bolsonaro na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), o tenente-coronel está implicado em outras investigações, como a que apura a entrada ilegal no País de joias doadas pela Arábia Saudita.

Avaliadas em R$ 16,5 milhões, elas foram retidas pela Receita Federal, em São Paulo. Como mostrou o Estadão, o tenente-coronel foi o primeiro a ser escalado pelo governo Bolsonaro para tentar resgatar pessoalmente o conjunto de diamantes sauditas apreendido pelo Fisco.

O coronel Cid também entrou na mira da PF em uma investigação sobre a organização e o financiamento de atos antidemocráticos.

Conversas de WhatsApp interceptadas pelos policiais e reveladas pelo Estadão mostram que ele trocou mensagens com o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira, que defendeu um golpe das Forças Armadas. Em depoimento, Cid negou apoiar uma intervenção militar.

O nome do ex-ajudante de ordens da Presidência da República também aparece na investigação sobre o vazamento de informações relacionadas a um ataque hacker aos sistemas da Justiça Eleitoral.

A íntegra da apuração da PF sobre o ataque cibernético foi divulgada pelo então presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e usada de maneira distorcida para espalhar a narrativa infundada de existência de fraude nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral brasileiro.

A PF afirma que Cid participou deste e de “outros eventos também destinados à difusão de notícias promotoras de desinformação da população”, incluindo a live em que Bolsonaro associou a vacina contra a covid-19 ao vírus da aids.

Procurada pela reportagem, a defesa de Mauro Cid não havia se manifestado até a publicação deste texto.

Contas em atraso: Compesa negocia débitos com consumidores de Granito

08/05/23

Ascom PMG

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Os clientes da Compesa da cidade de Granito que estão com débitos com a companhia, terão a oportunidade de negociar as contas de água vencidas durante o Mutirão de Negociação de Dívidas da Compesa.

A ação será realizada na quinta-feira 25 de maio, no horário das 9h às 12h e das 13h às 16h no Centro Social, na cidade de Granito.

O projeto acontece com o objetivo de facilitar a regularização das contas vencidas propondo condições especiais, descontos de até 90% para o pagamento à vista. E promover cadastro de Tarifa Social.

Realizado pela Compesa em parceria com a Prefeitura de Granito, através da Secretaria de Assistência Social. Além de facilitar o pagamento das dívidas, o mutirão visa diminuir os índices de inadimplência na cidade.

Governo de Pernambuco entrega leitos pediátricos no Hospital Otávio de Freitas, no Recife

08/05/23

Imprensa PE
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Governadora Raquel Lyra   entregou  novos leitos pediátricos na unidade hospitalar, ofertando à população pernambucana um serviço de maior qualidade
Miniatura do anexo
Miniatura do anexo
Miniatura do anexo
 
 
O Hospital Otávio de Freitas (HOF), localizado no bairro de Tejipió, no Recife, uma das mais importantes unidades da rede hospitalar pública do Estado, reforçou o serviço para o atendimento pediátrico. A governadora Raquel Lyra (fotos) entregou , nesta segunda-feira (08), 15 leitos na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). A iniciativa é mais uma ação do Governo do Estado no sentido de desafogar a rede e ofertar à população um serviço de maior qualidade. Com o novo espaço, o hospital ganha mais um reforço na sua estrutura de atendimento às crianças. A unidade já oferta 30 leitos de ortopedia, 18 leitos de UTI e 18 leitos de enfermaria para os pequenos.
 
“São 15 leitos de UCI pediátrica que vão nos ajudar a fazer o atendimento das crianças e adolescentes nesse momento da sazonalidade da gripe, onde todos os anos muitas crianças são afetadas e carecem de espaço e cuidado intensivo. Vamos atender melhor a nossa população e, garantir que depois da sazonalidade da gripe, a gente já tenha mais leitos disponíveis para atendimento intensivo à saúde do povo”, destacou Raquel Lyra.
 
De acordo com a secretária de Saúde do Estado, Zilda Cavalcanti, os leitos já estarão disponíveis para uso a partir desta terça-feira (09). “A inauguração da UCI pediátrica acontece em um momento oportuno. Com a aproximação do inverno, nesta época do ano é observado um aumento dos casos de doenças respiratórias em crianças. Assim, o HOF vai estar preparado para dar um suporte maior à rede estadual de saúde”, frisou.
 
Dalvinisa Maria Esmeraldo, de 65 anos, é coordenadora de enfermagem da UTI e UCI pediátrica, e já atua na unidade há 32. Ela ressaltou a importância da abertura dos leitos. “Foi uma iniciativa extremamente importante. Agora poderemos acomodar nossas crianças e abrir leitos para os pacientes agudos, melhorando cada vez mais o atendimento”, afirmou a profissional.
 
O Hospital Otávio de Freitas é referência para o tratamento de doenças respiratórias, em especial a tuberculose, traumato-ortopedia, clínica médica, urologia, cirurgia geral e pediatria. É, ainda, o único hospital de Pernambuco a tratar de pacientes com tuberculose multidrogas resistentes, forma clínica da doença que não responde às principais medicações que combatem a tuberculose comum.
 
Também estiveram presentes os secretários estaduais coronel Mamede (Casa Militar), Regina Célia (Mulher) e Daniel Coelho (Turismo e Lazer), além do diretor do hospital, o médico Antônio Almeida.
 
Fotos: Hesíodo Góes/ Secom

Professores da rede estadual de Pernambuco param hoje (8) pelo reajuste do piso salarial

08/05/23

JC

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Sindicato dos Trabalhadores em Educação promove uma intensa agenda de mobilizações durante toda a semana.

FOTOS: Tempus Comunicação/Divulgação
Professores realizam paralisação nesta segunda (8) e terça (9) para cobrar o pagamento do piso salarial da rede estadual de ensino. – FOTO: FOTOS: Tempus Comunicação/Divulgação

Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco) convocou a categoria para mais dois dias de paralisação em toda a rede estadual de ensino, nestas segunda e terça-feira, 8 e 9 de maio.

O movimento faz parte da Campanha Salarial Educacional 2023 e exige do Governo do Estado o reajuste do Piso Salarial do Magistério – que em 2023 é de 14,95%.

Nesta semana, haverá várias paralisações organizadas pelo Sindicato. Na segunda (8), terá a Vigília da Educação, que acontecerá em frente à SAD (Secretaria de Administração), na Avenida Antonio de Goes, entre às 15h e 18h.

A vigília tem como objetivo dar apoio à Comissão de Negociação do Sindicato que estará reunida com o Governo.

Já na terça (9), às 9h, o Sindicato realiza uma Assembleia Geral para discutir os termos da negociação com o Governo.

Nas quarta e quinta-feira (10 e 11), o Sintepe participa de um Seminário com demais sindicatos da educação pública para tratar do monitoramento do uso dos recursos do Fundeb.

Na sexta-feira (12), às 14h, no Auditório G2, da Unicap, realizará mais um debate sobre a Antirreforma do Novo Ensino Médio, lançando o Comitê contra a Antirreforma do NEM.

O evento terá a presença da senadora Teresa Leitão (PT/PE) e do presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Heleno Araújo.

HISTÓRICO

No último dia 14, a Secretaria de Educação propôs o reajuste salarial do Magistério para professores e professoras que recebem menos de R$ 4.420,55. Segundo o Sindicato, apenas uma parcela mínima de professores seria contemplada com a decisão.

Mesmo com a negociação, o reajuste só viria em parcelas a partir de outubro. Aposentados e funcionários da Secretaria de Educação ficaram de fora.

A proposta do Governo não foi aceita durante assembleia da categoria ocorrida no mesmo dia.

“Governadora, já passou da hora! Pague o reajuste do Piso na Carreira da Educação”, diz a campanha feita pelo Sindicato pelas redes sociais.

REPOSIÇÃO DAS AULAS

O Sindicato esclarece que a reposição das aulas dos dias de paralisação “é um direito do estudante que deve ser garantido pelo governo e só acontecerá se não houver o desconto das faltas”.

O Sintepe também afirma que o calendário de reposição das aulas faz parte das discussões da Mesa de Negociação, o que geralmente entra no acordo final firmado entre Sindicato e Governo.

AGENDA DE PARALISAÇÕES
  • 8 e 9 de Maio – PARALISAÇÃO DA REDE ESTADUAL
  • 8 de Maio das 15h às 18h, em frente à SAD – VIGÍLIA DA EDUCAÇÃO
  • 9 de Maio, às 9h, no Teatro Boa Vista (Recife) – ASSEMBLEIA GERAL
  • 10 e 11 de Maio, auditório do Sindserpe – II SEMINÁRIO DO FÓRUM DOS SINDICATOS DA EDUCAÇÃO SOBRE FISCALIZAÇÃO DO FUNDEB
  • 12 de Maio, às 14h, auditório G2 da Unicap (Recife) – DEBATE SOBRE A REVOGAÇÃO DA ANTIRREFORMA DO ENSINO MÉDIO
  • 12 de Maio, às 14h, auditório G2 da Unicap (Recife) – LANÇAMENTO DO COMITÊ PELA REVOGAÇÃO DA ANTIRREFORMA DO ENSINO MÉDIO

Sport vence Guarani pela Série B do Brasileiro

08/05/23

Por Yuri Teixeira/Folhape

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Zagueiro Rafael Thyere  marcou dois gols para dar a primeira vitória ao Leão no campeonato

Rafael Thyere foi o artilheiro da noite diante do Guarani

Sport esqueceu rápido o vice-campeonato da Copa do Nordeste. Na noite deste domingo (7), o Rubro-negro entrou em campo pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B e não deu chances para o Guarani. Na Ilha do Retiro sem público, o Leão venceu o Bugre por 2×0 e conquistou seu primeiro resultado positivo na competição. Com dois gols, Rafael Thyere foi o grande nome do triunfo pernambucano. Agora, o Sport soma quatro pontos e ocupa a 14ª colocação. Vale lembrar que o clube da Praça da Bandeira acumula jogos adiados na Segundona em meio às finais do Estadual e do Nordestão.

Em noite que Vagner Love parou em Pegorari, coube ao zagueiro Rafael Thyere encaminhar a vitória rubro-negra ainda no primeiro tempo da partida. Foram pelo menos quatro boas chances onde o camisa 9 parou no goleiro alviverde. No entanto, a primeira grande oportunidade saiu dos pés de Matheus Vargas. Ainda no início, Cariús cruzou da esquerda e o meia chutou com desvio, assustando os visitantes.

Do lance em diante, o Sport passou a acumular boas investidas. Além das tentativas de Love, Luciano Juba, duas vezes, e Sabino, uma, quase balançaram as redes. De forma paciente, o Guarani tentava achar brechas no setor defensivo leonino, mas sem eficácia não incomodava a meta de Renan.

Se por baixo as coisas estavam difíceis, foi por cima que o Sport abriu vantagem. Em mais um assistência de Luciano Juba, a 14ª no ano, o prata da casa levantou na medida e Rafael Thyere subiu livre para fazer 1×0, aos 28 minutos. Antes do confronto ir para o intervalo, o capitão voltou a aparecer para decidir. Desta vez, em cobrança de escanteio, o defensor aproveitou desvio no primeiro poste e se jogou para ampliar o marcador e chegar ao seu 5º tento na temporada, um a mais que o parceiro de zaga Sabino.

Com a necessidade do Guarani buscar o resutado, o Leão evitava se expor e apostava nos contra-ataques para tentar chegar ao terceiro gol. Logo nos minutos iniciais do segundo tempo, Juba achou Love por elevação, mas o centroavante parou em grande intervenção de Pegorari. Substituto do camisa 9, Fabrício Daniel também quase deixa sua marca. Em finalização firme de fora da área, porém, parou no arqueiro do Bugre.

Ficha do jogo

Sport 2
Renan; Ewerthon, Thyere, Sabino e Igor Cariús; Ronaldo (Pedro Martins), Fabinho e Matheus Vargas (Felipinho); Edinho (Wanderson), Luciano Juba (Gabriel Santos) e Vagner Love (Fabrício Daniel). Técnico: Enderson Moreira.

Guarani 0
Pegorari; Diogo Mateus, Lucão, Alvariño e Mayk; Matheus Barbosa, Wenderson (Matheus Bueno), Régis (Neilton) e Isaque (Bruninho); Bruno Mendes (Derek) e Bruno José (João Victor). Técnico: Bruno Pivetti.

Estádio: Ilha do Retiro (Recife/PE)
Árbitro: Anderson Daronco (FIFA/RS)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Maira Mastella Moreira (RS)
VAR: Emerson de Almeida Ferreira (MG)
Gols: Rafael Thyere, aos 28′ e 43′ do 1T (SPT)
Cartões amarelos: Ewerthon (SPT); Wenderson, Alvarinõ (GUA)

Náutico conquista primeira vitória na Série C

08/05/23

Por genivaldo Henrique/Folhape

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A estrela de Jael brilhou e, com dois gols, o atacante foi o nome da partida nos Aflitos
Jael, o "Cruel", comemora o seu gol durnte a vitória do Náutico sobre o São José

Crueldade nos Aflitos. O Náutico recebeu o São José-RS neste sábado (6) pela segunda rodada da Série C do Campeonato Brasileiro e não decepcionou.

Embora tenha saído atrás do placar, após belo gol de Zé Andrade, ainda no primeiro tempo Jael, o “Cruel”, empatou a partida. No segundo tempo, o atacante guardou mais um e, de virada, por 2 a 1, o Timbu bateu o Zequinha e conquistou sua primeira vitória no torneio.

Com o resultado, o time comandado pelo técnico Dado Cavalcanti conquistou os primeiros três pontos na classificação geral. Já o Zeca soma apenas um ponto.

O próximo compromisso do Náutico será diante do Aparecidense-GO, no próximo sábado (13), fora de casa, às 19h, pela terceira rodada da Terceira Divisão. O Timbu busca mais uma vitória para se estabelecer nas primeiras posições da tabela e manter vivo o sonho do acesso.

O jogo

A partida começou como esperado: Náutico dominando as principais ações da partida, embora errasse muitos passes. Logo aos três minutos do primeiro tempo, após bola cruzada na área em escanteio, Jean Mangabeira subiu mais alto que todos e cabeceou na trave. No rebote, Odivan chutou, no reflexo e sem goleiro, mas a bola foi para fora e adiou o gol alvirrubro.

Aos nove minutos, mais um susto. Souza levantamentou para dentro da área em cobrança de falta, Diego Ferreira completou de cabeça e levou perigo, mas a bola foi para a linha de fundo. Apesar de logo no início o gol do Náutico estivesse cada vez mais próximo, aos 18, o Zeca respondeu. O meia Karl limpou a marcação, chutou de fora da área e levou perigo ao goleiro Vágner.

A partir daí, a partida seguiu mais equilibrada. O Náutico ditava as ações, mas o São José confiava no talento do ponta Kayan em jogadas de contra-ataque pelo lado esquerdo. Ainda assim, aos 23 minutos do primeiro tempo, Souza, artilheiro alvirrubro na temporada com sete gols, girou bem na entrada da área e chutou forte, cruzado, e a bola passou muito perto da trave do goleiro Fábio.

Apesar do domínio alvirrubro, foi o São José, aos 27 minutos do primeiro tempo, que abriu o placar. Zé Andrade aproveitou erro de passe de Jael, costurou na ponta e chutou forte, cruzado, encobrindo o goleiro Vágner e anotando um golaço para abrir o 1 a 0 para o Zequinha no marcador.

Um minuto depois, aos 28, o Náutico ensaiou uma reação. Após bela troca de passes, Gabriel Santiago cruzou para Jael na pequena área, acompanhado pelo zagueiro Lucas Barboza, que interceptou a bola e evitou o empate.

O torcedor do Náutico precisou esperar, mas o empate veio. Foi somente aos 35 minutos que Jael, com requintes de crueldade, deixou o dele. Depois de aproveitar a cobrança de escanteio de Diego Ferreira, o centroavante subiu na área e, com um cabeceio forte, venceu o goleiro Fábio para igualar o placar.

A partir daí, o Náutico chegou a ter mais uma jogada de perigo na grande área. Aos 45 minutos, após bom cruzamento vindo da ponta direita, visando os pés de Jael, que, livre de marcação, não alcançou a bola e a viu sair pela linha de fundo. Assim, a primeira etapa terminou empatada em 1 a 1.

2º Tempo:

A segunda etapa começou com domínio alvirrubro e a virada veio. Logo aos Gabriel Santiago cruzou para a área e a estrela de Jael brilhou novamente. O centroavante se antecipou ao zagueiro e empurrou a bola para as redes. Com o gol, Com o gol, o camisa 99 alcançou a marca de seis gols com a camisa alvirrubra na temporada e se estabeleceu como vice-artilheiro do time, atrás apenas de Souza, com sete.

Pernambuco registrou mais de 6,2 mil casos prováveis de dengue este ano

08/05/23

Imprensa PE

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Devido ao aumento de casos das arboviroses no país, o Ministério da Saúde lançou campanha nacional para o combate e prevenção das doenças

Até o mês de abril deste ano, o estado de Pernambuco notificou mais de 6,2 mil novos casos prováveis de dengue. O índice apresenta um aumento considerável em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, o crescimento não se restringe à dengue. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que os casos prováveis de Zika, também até abril de 2023, chegaram a 67. Em 2022, os números eram 4,7 mil e 49, respectivamente.

Por conta desse aumento de casos, o Ministério da Saúde lança campanha nacional para o combate das arboviroses. Com a mensagem “Brasil unido contra a dengue, Zika e chukungunya”, a mobilização alerta sobre os sinais e os sintomas das doenças, além de formas de prevenção e controle do mosquito Aedes Aegypti. A campanha será veiculada a partir desta quinta-feira (4), na TV aberta e segmentada, rádio, internet, carros de som e em locais de grande circulação de pessoas em todas as regiões do país.

O alerta por meio da campanha é complementar às medidas de reforço que vêm sendo adotadas pelo Ministério da Saúde para prevenção e controle das doenças, bem como para garantia da assistência à população. Foi instalado, em março deste ano, o Centro de Operações de Emergência (COE Arboviroses) para maior monitoramento do cenário epidemiológico e das diferentes realidades em cada estado.Leia na íntegra acessando aqui

Charles III é coroado rei em cerimônia histórica em Londres

07/05/23

AFP/JC

blogfolhadosertao.com.br

Charles III e Camilla foram coroados em uma cerimônia solene e suntuosa, única na Europa, um evento que não acontecia no Reino Unido há 70 anos

Glyn KIRK / AFP
Coroação do Rei Charles III aconteceu neste sábado (6) – FOTO: Glyn KIRK / AFP

Oito meses depois de subir ao trono após a morte de sua mãe, Elizabeth IICharles III foi coroado neste sábado (6) ao lado de sua esposa, Camilla, em uma cerimônia solene e suntuosa, única na Europa, um evento que não acontecia no Reino Unido há 70 anos.

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, líder espiritual da Igreja da Inglaterra, colocou na cabeça do monarca de 74 anos a coroa de Santo Eduardo, que não era utilizada desde a coroação, em 1953, de sua mãe, que faleceu em setembro do ano passado.

A rainha Camilla foi coroada imediatamente depois, em um ritual similar, porém mais simples.

Sentados na primeira fileira da imponente Abadia de Westminster, os herdeiros da coroa, William e Kate, acompanharam a cerimônia religiosa, pontuada por cânticos e leituras do Evangelho, concebida de acordo com um ritual de grande pompa que praticamente não mudou nós últimos mil anos.

Quase 2.300 convidados estavam no templo, incluindo a primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assim como centenas de representantes da sociedade civil britânica.

O príncipe Harry, filho mais novo de Charles, que mantém uma relação tensa com a família real, sentou ao lado dos primos na terceira fileira, sem a esposa Meghan Markle, que ficou na Califórnia com os dois filhos do casal.

DEUS SALVE O REI CHARLES”

“Deus salve o rei Charles!”, afirmaram os presentes para marcar o início da cerimônia, depois que Charles III, de 74 anos, e Camilla, de 75, entraram com as capas cerimoniais na abadia, após uma breve procissão de carruagem que começou no Palácio de Buckingham.

Com a mão na Bíblia, o rei prestou juramento. Em seguida, na parte que é considerada a mais sagrada da cerimônia, o arcebispo Welby ungiu as mãos, o peito e a cabeça do monarca, que estava escondido da vista de todos por uma tela.

Em substituição à tradicional homenagem dos aristocratas, o religioso convidou todas as pessoas, onde quer que estivessem assistindo ou ouvindo a coroação, a jurar lealdade ao novo rei, uma novidade histórica que pretendia democratizar a cerimônia, mas que provocou fortes críticas do movimento contrário à monarquia.

Apesar da chuva persistente, milhares de fãs da monarquia se aglomeraram nas ruas de Londres, ao longo do percurso da carruagem real, para saudar os monarcas.

“Estamos muito entusiasmados, muito orgulhosos de sermos britânicos”, disse à AFP Phyllis Taylor, de 60 anos, que viajou da Escócia para Londres com o marido para “esta ocasião muito especial”.

No trajeto, no entanto, o casal real passou por cartazes do grupo antimonarquista “Republic”, com a frase “Not my king” (Não é meu rei). Ativistas foram detidos quando se preparavam para protestar, o que perturbou a cidade algumas horas antes da cerimônia.

“Prenderam seis dos nossos organizadores e confiscaram centenas de cartazes. Não disseram o motivo da detenção, nem para onde foram levados”, declarou à AFP um manifestante.

Quase 20 membros do grupo ecologista “Just Stop Oil” também foram detidos e algemados na mesma área, segundo um fotógrafo da AFP.

“Isto é algo que esperaríamos ver em Moscou, não em Londres”, disse Yasmine Ahmed, diretora da ONG Human Rights Watch. “Os protestos pacíficos permitem exigir que os que estão no poder sejam responsabilizados, algo a que o governo do Reino Unido parece cada vez mais relutante”, acrescentou, em referência a uma nova lei aprovada esta semana que dá mais poderes à polícia contra as manifestações.

Embora o rei desejasse uma cerimônia mais moderna e simples que a de sua mãe, em um momento de grave crise pelo aumento do custo de vida, três coroas cravejadas de diamantes foram utilizadas no evento: uma para Camilla e duas para Charles III, porque a coroa de Santo Eduardo é usada apenas no momento preciso da coroação.

Também foram utilizadas diversas vestimentas antigas bordadas a ouro: o rei apareceu com as peças de maneira progressiva durante a cerimônia, o que incluiu três cetros, uma espada cravejada de pedras preciosas e um par de esporas de ouro.

Em um aceno às convicções ecológicas do monarca, o óleo da unção era vegano, mas consagrado – como a tradição exige – na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém, onde os cristãos acreditam que Jesus foi enterrado.

Após a cerimônia, os monarcas, acompanhados por milhares de militares e integrantes da realeza, retornam em uma nova procissão ao Palácio de Buckingham, onde, ao lado da família, acenam para a multidão.

O príncipe Harry não deve aparecer ao lado do pai, a menos que a família adote um gesto de reconciliação com o filho mais novo de Charles III, que fez duras críticas à monarquia, em particular contra a rainha Camilla e seu irmão mais velho, William.