26/05/26 – http://blogfolhadosertao.com.br – Estadão Conteúdo

Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, foi alvo da PF – FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (26) uma nova operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A investigação apura investimentos de recursos públicos estaduais em fundos vinculados ao Banco Master.
Esta é a segunda vez em menos de duas semanas que Castro é alvo de buscas da PF. No último dia 15, durante a Operação Sem Refino, os agentes apreenderam o celular e o tablet do político em investigação relacionada às ligações da gestão estadual com o Grupo Refit, apontado pela Receita Federal como o maior sonegador de impostos do País.
Mandados no Rio e no Distrito Federal
Ao todo, a operação cumpre 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta terça, policiais federais estiveram na residência de Cláudio Castro, localizada em uma cobertura em condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na zona oeste da capital fluminense.
Investigações sobre o Rioprevidência
A apuração envolve aplicações realizadas pelo Rioprevidência, fundo dos servidores públicos do estado. Segundo as investigações, o órgão aplicou R$970 milhões em letras financeiras do Banco Master, instituição posteriormente liquidada pelo Banco Central e suspeita de operar “créditos podres”.
Na oitava fase da Operação Compliance Zero, a PF busca aprofundar informações sobre aplicações de R$2,01 bilhões em fundos ligados ao banco a partir de julho de 2024, totalizando cerca de R$3 bilhões transferidos pelo Rioprevidência.
Crimes investigados
O Rioprevidência também é alvo da Operação Barco de Papel, que investiga a atuação de ex-presidentes, diretores e gerentes de investimentos do fundo, além de possíveis conexões com executivos do Banco Master.
De acordo com o fundo, os papéis investigados foram emitidos entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.
A investigação apura suspeitas de crimes contra o sistema financeiro nacional, gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução de repartição pública ao erro, fraude à fiscalização ou ao investidor, associação criminosa e corrupção passiva.