Em Goiana: Prefeito Marcílio Régio anuncia auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias afetadas pelas enchentes no município

27/05/26 –  http://blogfolhadosertao.com.br –   Ascom Goiana

A Prefeitura de Goiana vai conceder um auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias afetadas pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o município neste ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (26) pelo prefeito Marcílio Régio  (foto), durante reunião com o secretariado municipal realizada na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, pasta comandada pela primeira-dama Ana Silveira. O valor definido representa o maior auxílio já pago pelo município em situações semelhantes e reforça o compromisso da gestão com as famílias afetadas pela maior enchente da história de Goiana.

A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos já realizou o cadastramento e o acompanhamento das famílias atingidas, garantindo que o benefício seja destinado a quem realmente necessita do apoio emergencial.

“Enfrentamos a maior enchente da história de Goiana e nosso povo precisa de uma resposta rápida. Estamos finalizando o projeto de lei do auxílio emergencial de R$ 2.500 como um gesto concreto de solidariedade às famílias que mais sofreram com essa tragédia”, afirmou o prefeito Marcílio Régio.

Segundo o procurador-geral do município, Rodrigo Dias, o projeto de lei deverá ser enviado à Câmara Municipal até a próxima quinta-feira, em regime de urgência, para agilizar a análise, a aprovação e permitir que o pagamento seja realizado o mais rápido possível às famílias cadastradas.

Durante a reunião, o prefeito também anunciou a liberação da subvenção destinada às quadrilhas juninas do município, garantindo apoio aos grupos culturais que se preparam ao longo do ano para se apresentar neste período. O projeto autorizando a liberação dos recursos já foi encaminhado à Câmara de Vereadores.

O secretário de Turismo e Cultura, Edypo Pessoa, destacou que, mesmo diante do momento delicado vivido pela cidade, a gestão municipal vai manter a programação junina e as tradições religiosas de Goiana. Segundo ele, serão realizadas as tradicionais trezenas de Santo Antônio, além das Fan Fests no Pátio da Misericórdia, com telão e atrações musicais durante os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, integrando a programação junina do município.

“O prefeito tem colocado como prioridade o cuidado com as famílias atingidas e a garantia do auxílio emergencial, mas também entende a importância de manter vivas as nossas tradições culturais e religiosas. Isso fortalece a identidade do nosso povo e leva esperança e alegria à população em um momento tão difícil”, destacou Edypo Pessoa.

Polícia Civil cumpre 12 mandados em operação contra integrantes de torcida organizada no Recife

27/05/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br  – Por Eduardo Scofi

Ação deflagrada nesta terça-feira (26) investiga grupo suspeito de envolvimento em tumultos, agressões e roubos na capital e região metropolitana

A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação contra integrantes de uma torcida organizada investigados por participação em episódios de violência no Recife e na região metropolitana.

Segundo imagens divulgadas pela própria Polícia Civil durante a operação, o material apreendido e os registros da ação indicam ligação com uma torcida organizada do Sport Club do Recife.

Batizada de “Pista Zero”, a ação cumpre 12 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 16ª Vara Criminal da Capital.

Grupo é investigado por tumulto, agressões e roubos

De acordo com a Polícia Civil, a investigação teve início em janeiro de 2025 e busca desarticular uma organização criminosa suspeita de promover confrontos e fomentar ações violentas ligadas à torcida organizada. Entre os crimes apurados estão provocação de tumulto, lesão corporal e roubo.

A operação é vinculada à Diretoria Integrada Metropolitana (DIM) e coordenada pelo delegado Diego Acioli, titular da 2ª Delegacia Seccional.

Ao todo, 120 policiais civis participam da ofensiva, entre delegados, agentes e escrivães. As investigações tiveram apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco, além do suporte operacional do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE) e da Polícia Militar de Pernambuco.

Violência: Assassinatos de jovens de 15 a 19 anos cresceu 5,1% em Pernambuco em 2024, diz Atlas

27/05/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br   –   Por Adelmo Lucena

Pernambuco registrou 412 homicídios de adolescentes em 2024, aponta Atlas da Violência

Pernambuco é o terceiro estado com piores indicadores de violência letal do país/Foto: Arquivo/Agência Brasil

Pernambuco é o terceiro estado com piores indicadores de violência letal do país (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Pernambuco registrou 412 homicídios de adolescentes entre 15 e 19 anos em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26).

Os 412 homicídios representam um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados 392 casos. Os números colocam essa faixa etária no centro da violência letal no estado.

O levantamento contabilizou 28 assassinatos de crianças entre 5 e 14 anos no estado no mesmo período, evidenciando o cenário de violência que ainda atinge a população infantojuvenil.

O Atlas mostra que os adolescentes seguem concentrando os maiores índices de violência letal no país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Em todo o Brasil, 4.570 jovens de 15 a 19 anos foram assassinados em 2024, mantendo essa faixa etária como a principal vítima da violência homicida brasileira.

O Atlas destaca ainda que as armas de fogo seguem como principal instrumento utilizado nesses crimes. Em âmbito nacional, 84,1% dos homicídios de adolescentes ocorreram com uso desse tipo de armamento em 2024.

Segundo os pesquisadores do Atlas, fatores como desigualdade social, vulnerabilidade juvenil, evasão escolar, expansão do crime organizado e circulação de armas de fogo ajudam a explicar a permanência desses índices.

Os dados do levantamento também permitem comparar a evolução dos homicídios ao longo da última década. Entre crianças de 5 a 14 anos, Pernambuco apresentou redução de 34,9% no número de assassinatos em comparação com 2014. Ainda assim, o Atlas ressalta que a violência contra crianças e adolescentes permanece como um dos principais desafios da segurança pública e da proteção social no país.

Além dos homicídios, o estudo chama atenção para o crescimento da violência não letal contra crianças e adolescentes no Brasil. O Atlas aponta aumento das notificações de violência física, psicológica, sexual e casos de negligência ao longo dos últimos dez anos.

Entre crianças, os números absolutos são menores, mas ainda considerados preocupantes pelos pesquisadores. Nacionalmente, o Brasil registrou 179 homicídios de crianças de 0 a 4 anos em 2024. Já na faixa entre 5 e 14 anos, foram contabilizados 320 assassinatos.

Causas

Segundo o levantamento, o ambiente doméstico continua sendo o principal local de violência contra crianças pequenas. O levantamento mostra que 67,3% dos casos registrados contra crianças de 0 a 4 anos ocorreram dentro da residência. Entre crianças de 5 a 14 anos, o percentual chega a 65,9%.

Na adolescência, porém, o perfil da violência muda. Embora os casos dentro de casa ainda sejam significativos, cresce a incidência de ocorrências em vias públicas e contextos relacionados à criminalidade urbana.

O Atlas aponta que a violência extrafamiliar se torna mais frequente nessa faixa etária devido à maior exposição dos adolescentes aos espaços públicos e à dinâmica da violência urbana.

O estudo também mostra diferenças no tipo de violência sofrida em cada fase da vida. Enquanto a negligência aparece com maior frequência entre crianças pequenas, adolescentes são mais atingidos por agressões físicas e homicídios.

Para os autores do Atlas da Violência, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas voltadas à proteção da infância e juventude, envolvendo ações nas áreas de segurança pública, educação, assistência social e saúde para prevenção da violência e redução da vulnerabilidade social.

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Assassinatos de jovens de 15 a 19 anos cresceu 5,1% em Pernambuco em 2024, diz Atlas

27/05/26  –  http://blogfolhadosertao.com.br   –   Por Adelmo Lucena

Pernambuco registrou 412 homicídios de adolescentes em 2024, aponta Atlas da Violência

Pernambuco é o terceiro estado com piores indicadores de violência letal do país/Foto: Arquivo/Agência Brasil

Pernambuco é o terceiro estado com piores indicadores de violência letal do país (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Pernambuco registrou 412 homicídios de adolescentes entre 15 e 19 anos em 2024, segundo dados do Atlas da Violência 2026, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado nesta terça-feira (26).

Os 412 homicídios representam um aumento de 5,1% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizados 392 casos. Os números colocam essa faixa etária no centro da violência letal no estado.

O levantamento contabilizou 28 assassinatos de crianças entre 5 e 14 anos no estado no mesmo período, evidenciando o cenário de violência que ainda atinge a população infantojuvenil.

O Atlas mostra que os adolescentes seguem concentrando os maiores índices de violência letal no país, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Em todo o Brasil, 4.570 jovens de 15 a 19 anos foram assassinados em 2024, mantendo essa faixa etária como a principal vítima da violência homicida brasileira.

O Atlas destaca ainda que as armas de fogo seguem como principal instrumento utilizado nesses crimes. Em âmbito nacional, 84,1% dos homicídios de adolescentes ocorreram com uso desse tipo de armamento em 2024.

Segundo os pesquisadores do Atlas, fatores como desigualdade social, vulnerabilidade juvenil, evasão escolar, expansão do crime organizado e circulação de armas de fogo ajudam a explicar a permanência desses índices.

Os dados do levantamento também permitem comparar a evolução dos homicídios ao longo da última década. Entre crianças de 5 a 14 anos, Pernambuco apresentou redução de 34,9% no número de assassinatos em comparação com 2014. Ainda assim, o Atlas ressalta que a violência contra crianças e adolescentes permanece como um dos principais desafios da segurança pública e da proteção social no país.

Além dos homicídios, o estudo chama atenção para o crescimento da violência não letal contra crianças e adolescentes no Brasil. O Atlas aponta aumento das notificações de violência física, psicológica, sexual e casos de negligência ao longo dos últimos dez anos.

Entre crianças, os números absolutos são menores, mas ainda considerados preocupantes pelos pesquisadores. Nacionalmente, o Brasil registrou 179 homicídios de crianças de 0 a 4 anos em 2024. Já na faixa entre 5 e 14 anos, foram contabilizados 320 assassinatos.

Causas

Segundo o levantamento, o ambiente doméstico continua sendo o principal local de violência contra crianças pequenas. O levantamento mostra que 67,3% dos casos registrados contra crianças de 0 a 4 anos ocorreram dentro da residência. Entre crianças de 5 a 14 anos, o percentual chega a 65,9%.

Na adolescência, porém, o perfil da violência muda. Embora os casos dentro de casa ainda sejam significativos, cresce a incidência de ocorrências em vias públicas e contextos relacionados à criminalidade urbana.

O Atlas aponta que a violência extrafamiliar se torna mais frequente nessa faixa etária devido à maior exposição dos adolescentes aos espaços públicos e à dinâmica da violência urbana.

O estudo também mostra diferenças no tipo de violência sofrida em cada fase da vida. Enquanto a negligência aparece com maior frequência entre crianças pequenas, adolescentes são mais atingidos por agressões físicas e homicídios.

Para os autores do Atlas da Violência, os dados reforçam a necessidade de políticas públicas integradas voltadas à proteção da infância e juventude, envolvendo ações nas áreas de segurança pública, educação, assistência social e saúde para prevenção da violência e redução da vulnerabilidade social.

 

Governo de Pernambuco defende avanços na segurança após divulgação do Atlas da Violência

27/05/26  -http://blogfolhadosertao.com.br   –  Imprensa PE/DP

SDS afirma que estado registrou queda de 9,3% nas Mortes Violentas Intencionais em 2025

Novos agentes da Polícia Militar de Pernambuco reforçam segurança no estado/Foto: Crysli Viana/Acervo DP Foto

Novos agentes da Polícia Militar de Pernambuco reforçam segurança no estado (Foto: Crysli Viana/Acervo DP Foto)

Apesar de Pernambuco aparecer entre os estados mais violentos do Brasil no Atlas da Violência 2026, o governo do estado afirma que os índices de Mortes Violentas Intencionais (MVIs) vêm apresentando queda consecutiva nos últimos anos. O levantamento foi divulgado nesta terça-feira (26), com dados que vão de 2014 a 2024.

Em nota divulgada após a publicação do levantamento do Ipea e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a Secretaria de Defesa Social (SDS) destacou que Pernambuco reduziu os registros de violência letal em 2025 e manteve a tendência de queda nos primeiros meses deste ano.

O Atlas aponta que Pernambuco registrou 3.534 homicídios em 2024 e teve taxa de 37,3 mortes por 100 mil habitantes, a terceira maior do país, atrás apenas do Amapá e da Bahia. O levantamento também mostra que o estado segue acima da média nacional, que ficou em 20,1 homicídios por 100 mil habitantes.

Na avaliação da SDS, porém, os números precisam ser analisados levando em consideração diferenças metodológicas entre os dados do Atlas e os registros oficiais da segurança pública estadual.

Segundo a pasta, o estudo utiliza informações do DATASUS, enquanto os dados oficiais do estado contabilizaram 3.464 Mortes Violentas Intencionais em 2024, com taxa de 36,3 casos por 100 mil habitantes.

O governo estadual ressaltou ainda que Pernambuco encerrou 2025 com redução de 9,3% na taxa de MVIs em relação ao ano anterior. De acordo com a SDS, o índice caiu de 36,3 para 32,9 mortes por 100 mil habitantes.

A gestão também destacou resultados mais recentes do programa Juntos pela Segurança. Entre janeiro e abril de 2026, Pernambuco registrou 947 MVIs, número 15,1% menor que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando houve 1.116 casos. Em comparação com o primeiro quadrimestre de 2022, a redução apontada pelo Estado foi de 26,1%.

Mesmo com a defesa apresentada pelo governo, os dados do relatório mostram ainda que o estado possui duas cidades entre as 20 mais violentas do Brasil entre os municípios com mais de 100 mil habitantes: Cabo de Santo Agostinho, na 14ª posição, e São Lourenço da Mata, na 16ª.

No documento, os pesquisadores também chamam atenção para o crescimento dos chamados homicídios ocultos, mortes violentas inicialmente classificadas sem causa definida e posteriormente estimadas como homicídios. Considerando esse cálculo, Pernambuco chegou a 3.658 homicídios estimados em 2024, com taxa de 38,6 por 100 mil habitantes.

Em nota, a SDS afirmou que seguirá ampliando investimentos em tecnologia, inteligência, infraestrutura, contratação de profissionais e fortalecimento das ações operacionais e preventivas com foco na redução da violência e preservação da vida.