Brasil vence Croácia por 3 a 1 com destaque de Endrick e ganha força para Copa do Mundo

01/04/26   –  http://blogfolhadosertao.com.br –   Por Daniel Freitas

Seleção mostra evolução tática, aposta em jovens talentos e encerra Data Fifa com desempenho consistente diante de rival europeu

Brasil vence Croácia por 3 a 1 com destaque de Endrick e ganha força para Copa do Mundo -  Rafael Ribeiro/CBF

Seleção Brasileira encerrou a última Data Fifa antes da convocação final para a Copa do Mundo com uma vitória expressiva por 3 a 1 sobre a Croácia, em amistoso disputado no Camping World Stadium, em Orlando, nos Estados Unidos nesta última terça-feira (31). O resultado, construído com gols de Danilo Santos, Igor Thiago e Gabriel Martinelli, evidenciou não apenas uma melhora coletiva, mas também o impacto decisivo de jovens jogadores como Endrick, que mudou o rumo da partida mesmo saindo do banco.

Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, o Brasil apresentou uma atuação mais equilibrada e estratégica, diferente do desempenho irregular visto dias antes na derrota para a França. O amistoso serviu como um importante termômetro para a definição da lista final de 26 jogadores que disputarão o Mundial.

Evolução tática e meio-campo mais eficiente

Uma das principais mudanças da equipe foi o desempenho do meio-campo, que funcionou com mais fluidez e organização. A presença de Danilo Santos, ao lado de Casemiro e com Matheus Cunha atuando como articulador, trouxe maior controle e dinâmica ao setor.

A proposta ofensiva com quatro atacantes foi mantida, mas com uma diferença fundamental: Cunha encontrou espaços entre as linhas e conseguiu acionar os companheiros com mais eficiência, criando oportunidades claras. Foi dele, inclusive, o passe que iniciou a jogada do primeiro gol.

Aos 46 minutos do primeiro tempo, após jogada construída por Vinícius Júnior, Danilo apareceu livre na entrada da área e finalizou com precisão, marcando um golaço de canhota próximo ao ângulo, abrindo o placar para o Brasil.

Durante a primeira etapa, a Seleção ainda criou outras chances com Casemiro, João Pedro e o próprio Cunha, enquanto a Croácia pouco ameaçou. O goleiro Bento foi exigido apenas uma vez, em finalização de Vuskovic.

Estratégia reativa e empate croata no segundo tempo

Na segunda etapa, o Brasil adotou uma postura mais cautelosa. A equipe passou a ceder a posse de bola e apostar em transições rápidas, estratégia semelhante à utilizada por times europeus de elite em competições decisivas.

Apesar de controlar o jogo defensivamente durante boa parte do tempo, a Seleção acabou sendo punida em um momento de desatenção. Aos 38 minutos, após falha coletiva do sistema defensivo, Lovro Majer recebeu em profundidade e empatou a partida.

O lance envolveu um erro de posicionamento e comunicação entre Bento, Marquinhos e Danilo Luiz, evidenciando um dos pontos que ainda precisam de ajuste antes da Copa.

Endrick muda o jogo e confirma protagonismo

Se o empate trouxe preocupação, a resposta veio de forma imediata — e com assinatura de uma das maiores promessas do futebol brasileiro.

O atacante Endrick entrou em campo aos 30 minutos do segundo tempo e, em poucos minutos, transformou a partida. Demonstrando personalidade e explosão, ele sofreu um pênalti logo após o empate, convertido por Igor Thiago, recolocando o Brasil em vantagem.

Nos acréscimos, Endrick voltou a aparecer com qualidade ao dar assistência para Gabriel Martinelli, que fechou o placar em 3 a 1.

Mesmo sem marcar, o jovem foi um dos destaques do jogo. Sua atuação reforça o discurso de Ancelotti, que já afirmou que o atacante “é o futuro” da Seleção — embora o desempenho recente indique que ele já é também o presente.

Um Brasil mais competitivo e adaptável

Mais do que o resultado, o amistoso deixou evidente uma mudança de postura da equipe brasileira. O time demonstrou capacidade de adaptar sua estratégia conforme o adversário, alternando entre posse de bola e jogo reativo.

Contra a França, a Seleção optou por um bloco mais baixo e contra-ataques. Já diante da Croácia, mostrou paciência na construção ofensiva, sem abrir mão da velocidade nas transições.

Esse modelo lembra o estilo adotado por equipes comandadas por Ancelotti, como o Real Madrid campeão da Liga dos Campeões, marcado por eficiência, pragmatismo e capacidade de decisão em momentos-chave.

A atuação também mostrou um time mais compacto, com melhor ocupação de espaços e maior equilíbrio entre دفاع e ataque — fatores essenciais em competições de alto nível.

Destaques individuais e disputa por vagas

Além de Endrick e Danilo, outros jogadores também aproveitaram a oportunidade:

  • Luiz Henrique teve boa atuação entre os titulares
  • Matheus Cunha foi peça-chave na criação de jogadas
  • Gabriel Martinelli mostrou eficiência ao sair do banco
  • Igor Thiago foi decisivo ao converter o pênalti

A disputa por vagas na lista final segue aberta, mas performances como essas aumentam a competitividade interna e elevam o nível da equipe.

Ficha técnica: Brasil 3 x 1 Croácia

Brasil: Bento; Ibañez (Danilo Luiz), Marquinhos, Léo Pereira e Douglas Santos (Kaiki Bruno); Casemiro (Fabinho) e Danilo (Andrey); Luiz Henrique (Endrick), Matheus Cunha (Endrick), João Pedro (Igor Thiago) e Vinícius Júnior (Gabriel Martinelli).
Técnico: Carlo Ancelotti

Croácia: Livakovic; Vuskovic (Smolcic), Caleta-Car (Pongracic), Sutalo e Stanisic; Sucic (Fruk), Modric (Mario Pasalic) e Baturina (Majer); Perisic (Marco Pasalic); Kramaric (Pasalic) e Budimir (Musa).
Técnico: Zlatko Dalic

Gols:

  • Danilo, aos 46 do 1º tempo
  • Majer, aos 38 do 2º tempo
  • Igor Thiago, aos 42 do 2º tempo
  • Gabriel Martinelli, aos 47 do 2º tempo

Cartões amarelos: Caleta-Car, Casemiro e Vuskovic
Árbitro: Armando Villarreal (EUA)
Público: 46.398 torcedores
Local: Camping World Stadium, Orlando (EUA)

Deixe um comentário