Com dois de Hulk, Atlético-MG bate o Fluminense e pode ser campeão na terça

28/11/21
Lohanna Lima
Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte
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Hulk comemora gol do Atlético-MG na partida contra o Fluminense pelo Brasileirão - Fernando Moreno/AGIF

Hulk comemora gol do Atlético-MG na partida contra o Fluminense pelo BrasileirãoImagem: Fernando Moreno/AGIF

Com o resultado deste domingo, no jogo válido pela 36ª rodada, o Atlético chegou aos 78 pontos e segue isolado na ponta da tabela. O Fluminense, por outro lado, estacionou nos 51 e encerrou a sequência de duas vitórias consecutivas na competição. O Galo será campeão na terça se o Flamengo não vencer o seu jogo contra o Ceará, no Maracanã, às 20h (de Brasília).

O Atlético volta a campo na próxima quinta-feira (2), contra o Bahia, às 19h, em jogo atrasado da 32ª rodada. Já o Fluminense pega também o Bahia, no próximo domingo, às 16h, na Arena Fonte Nova.

Cronologia do jogo:

O gol do Fluminense saiu aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Marlon cobrou falta da esquerda e Manoel cabeceou para o fundo das redes. Aos 37, o mesmo Marlon tocou na bola com o braço dentro da área. Hulk cobrou e colocou o Galo no jogo de novo. Diego Costa, de cabeça, aos 40, quase virou a partida. No segundo tempo, as equipes voltaram com o mesmo time, mas como Fluminense bem recuado. No segundo tempo, o Galo voltou com pressão máxima para cima dos cariocas, e Hulk marcou o gol da virada, de falta, aos 14 minutos.

O jogo do Atlético:

O Atlético voltou a ter um trio de atacantes com Nacho como opção de meio-campo para o segundo tempo. No início da primeira etapa, o time de Cuca apostou mais nos contra-ataques, mas sem criar chances claras de gol. A partir dos 30 minutos, no entanto, o Atlético partiu para a pressão embalado pela torcida, criando as melhores oportunidades, enquanto o Fluminense se acuava.

O jogo do Fluminense:

O Fluminense teve dificuldades de criar jogadas com rápidas trocas de passe, mas começou melhor que o Atlético. As principais chances da equipe foram de chutes de fora da área ou na bola parada. Tanto que o gol de Manoel saiu de uma cobrança de infração pelo lado esquerdo. Na segunda etapa, a equipe de Marcão teve que suportar uma forte pressão do Atlético e pouco criou para sair de Belo Horizonte pelo menos com o empate.

Quem foi bem: Hulk

Antes de converter o pênalti, Hulk já era um dos jogadores mais participativos do setor ofensivo. A cobrança perfeita colocou o Atlético no jogo de vez. Não satisfeito, foi dele o gol da virada após sofrer falta e cobrar com perfeição fazendo um golaço no Mineirão. Os gols também aumentaram a vantagem do jogador na briga pela artilharia. São 17 gols do atacante alvinegro contra 13 de Michael.

Quem foi mal: Fred

Goleador, muito se espera do Fred a cada partida do Tricolor. No entanto, o jogador ficou marcado no jogo mais pelas discussões e reclamações do que por jogadas claras. Foi substituído aos 23 do segundo tempo.

Torcida dá show à parte:

Mais uma vez a torcida atleticana foi um espetáculo à parte nas arquibancadas do Gigante da Pampulha. O público de 59.896 jogou com o time durante toda a partida. Mesmo atrás no placar, os cânticos seguiram tomando conta do estádio – principalmente o tradicional “O Galo é o time da virada, o Galo é o time do amor”. Antes do apito final, a torcida soltou o engasgado grito de “É campeão”.

Persona non grata:

Com um imbróglio judicial com o Atlético por uma dívida de mais de cerca de R$ 23 milhões, o atacante Fred não foi perdoado pela torcida do Atlético. O jogador foi chamado de caloteiro ainda no aquecimento, foi vaiado e xingado sempre que tocava na bola. Após sofrer uma falta dura de Nathan Silva, o atacante do Fluminense ainda discutiu com Keno e Hulk. Na sequência, o atacante das Laranjeiras foi o responsável por tumultuar a ida do árbitro ao VAR, revoltando o time e o banco do Atlético.

FICHA TÉCNICA:

Atlético-MG 2×1 Fluminense
Motivo: 36ª rodada do Campeonato Brasileiro
Data: 28/11/2021
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)
Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)
VAR: Jose Claudio Rocha Filho (Fifa/SP)
Gols: Hulk (Atlético). Manoel (Fluminense)
Cartões amarelos: Nathan Silva, Allan, Keno, Junior Alonso e Jair (Atlético). Samuel Xavier, David Braz (Fluminense).
Atlético-MG: Everson; Mariano (Guga), Nathan Silva, Junior Alonso e Guilherme Arana; Allan (Tche Tchê, aos 23 do segundo tempo), Jair e Zaracho; Hulk, Diego Costa (Vargas, aos 21 minutos do segundo tempo) e Keno (Nacho aos 29 minutos do segundo tempo). Técnico: Cuca
Fluminense: Marcos Felipe; Samuel Xavier, Manoel, David Braz e Marlon; Wellington, André (Cazares, aos 22 minutos do segundo tempo) e Yago Felipe; Luiz Henrique (Matheus Martins aos 33 minutos do segundo tempo), Caio Paulista (Arias, aos 23 do segundo tempo), Fred (Bobadilla, aos 23 minutos do segundo tempo). Técnico: Marcão.

Dia ruim para os rubro-negros: Sport perdeu para o São Paulo; rebaixamento para Série B é irreversível !

28/1/21
Por Marcos Loeandro/JC/Estadão Conteúdo
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O rebaixamento do Leão pode ser sacramentado matematicamente com a sequência dos jogos no meio de semana, antes mesmo do rubro-negro entrar em campo contra o Flamengo na sexta-feira (3) na Arena de Pernambuco

Marcello Zambrana/ESTADÃO CONTEÚDO
TRISTEZA LEONINA Sport até que jogou bem, mas perdeu para o São Paulo no Morumbi, por 2×0, está encravado na vice-lanterna e praticamente rebaixado à Série B em 2022 – Foto: Marcello Zambrana/Estadão Conteúdo

A caótica temporada do Sport, que teve quatro presidentes – Milton Bivar, Pedro Lacerda (interino), Leonardo Lopes e Yuri Romão -, além de três treinadores (Jair Ventura, Umberto Louzer e Gustavo Florentín), vai caminhando para o desfecho esperado.

Com a derrota por 2×0 para o São Paulo na noite deste sábado (27), no Morumbi, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Leão tem o rebaixamento para a Série B quase irreversível. O rubro-negro segue em penúltimo lugar, com 33 pontos, sete a menos do que o Bahia, primeiro time fora da área de queda, com 40.

O time pernambucano só tem mais três compromissos – Flamengo, Chapecoense e Athetico-PR -, e só pode alcançar os 42 pontos, caso ganhe os três jogos. O São Paulo, por sua vez, foi a 45 pontos e ganhou mais tranquilidade, além de manter o tabu de nunca ter perdido para o Sport no Morumbi.

O rebaixamento do Leão pode ser sacramentado matematicamente com a sequência dos jogos no meio de semana, antes mesmo do rubro-negro entrar em campo contra o Flamengo na sexta-feira (3) na Arena de Pernambuco.

MIKAEL PARA EM VOLPI

Após uma semana cheia para treinos, o técnico Gustavo Florentín escalou o que tem de melhor à disposição. Por opção, começou com Everton Felipe ao lado de Mikael e Gustavo no setor ofensivo. No meio de campo, o trio Zé Welison, Marcão e Hernanes.

O São Paulo começou forçando o jogo ofensivo e querendo fazer logo o resultado. Aos oito minutos, Rigoni arriscou de fora da área, mas a bola morreu nos braços de Mailson. Três minutos depois, Gabriel Sara fez boa jogada e bateu forte, porém, para fora.

O Sport respondeu com muito perigo aos 17 e aos 18, em duas jogadas de Everton Felipe e Mikael. No primeiro lance, o centroavante chutou e a bola raspou a trave de Volpi. Na sequência, o cruzamento do “juvenil” foi perfeito na cabeça do camisa 99, mas ele cabeceou em cima do goleiro são-paulino.

Apesar da tensão pela situação dos dois times no campeonato, o jogo era aberto e o São Paulo quase abriu o placar aos 26, mas Mailson defendeu a cabeçada de Igor Vinícius.

Mesmo com o maior volume de jogo do São Paulo, o Sport conseguiu ter seus bons momentos. Além da dupla Everton Felipe e Mikael, na parte ofensiva do time pernambucano também apareceu bem o lateral Ewerton, com boas chegadas pelo lado direito. Já Gustavo errou tudo o que tentou. Hernanes também deixou a desejar. No tricolor, o mais perigoso foi Gabriel Sara. Aos 43, ele desviou de cabeça falta cobrada por Reinaldo e obrigou Mailson a fazer grande intervenção. O primeiro tempo teve 10 finalizações dos paulistas e quatro dos pernambucanos.

Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo
São Paulo venceu Sport por 2×0 no Morumbi – Marcello Zambrana / Estadão Conteúdo
MAILSON TENTA, MAS NÃO EVITA GOLS

E foi do Sport a primeira grande chance do segundo tempo, logo no primeiro minuto. Everton Felipe outra vez achou Mikael de frente para o gol e ele arrematou forte, mas Volpi fez grande defesa. Entretanto, a resposta do São Paulo foi fatal. Aos quatro, Benítez, que entrara no lugar de Vitor Bueno, cobrou falta e Calleri completou antes de Mailson: 1×0.

Logo em seguida, Gustavo Florentín sacou Hernanes, que não fez uma boa partida, para a entrada de Paulinho Moccelin. Rogério Ceni, por sua vez, trocou Calleri pelo garoto Marquinhos. E quase o tricolor fez o segundo. Aos 23, Mailson fez milagre em cabeça à queima-roupa de Gabriel Sara.

Porém, aos 34, não deu para o goleiro rubro-negro. Marquinhos cruzou e Gabriel Sara desviou para o fundo da rede: 2×0. Com a vantagem ampliada, o São Paulo controlou a partida, uma vez que o Sport também arrefeceu o ânimo.

FICHA DO JOGO

São Paulo – Volpi; Igor Vinicius, Arboleda, Miranda e Reinaldo; Rodrigo Nestor (Gabriel), Igor Gomes, Gabriel Sara (Bruno Alves) e Vitor Bueno (Benítez); Rigoni (Juan) e Calleri (Marquinhos). Técnico: Rogério Ceni.

Sport – Maílson; Ewerthon, Rafael Thyere, Sabino e Sander; Marcão, Zé Welison e Hernanes (Paulinho Moccelin); Gustavo (Luciano Juba), Everton Felipe e Mikael. Técnico: Gustavo Florentín.

Local: Morumbi, em São Paulo.

Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC).

Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Victor Hugo Imazu dos Santos (PR).

Gols: Calleri aos quatro e Gabriel Sara aos 34 do 2º tempo.

Amarelo: Gustavo (Sport).

Público: 35.600.

João Doria é o pré-candidato do PSDB à Presidência em 2022

28/11/21

Por Carolina Linhares, Danielle Brant e Fábio Pupo/Folhapress

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Governador de São Paulo, João Doria

governador de São Paulo, João Doria, venceu, neste sábado (27), as prévias presidenciais do PSDB por 53,99% a 44,66% contra o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O terceiro concorrente, Arthur Virgílio Neto, ex-prefeito de Manaus, obteve 1,35%.

O resultado põe fim a uma novela que começou no domingo (21), quando a votação foi impedida por uma pane no aplicativo (investiga-se um ataque hacker) e o resultado, postergado. O saldo foi de vexame e tensão no partido. A possibilidade de judicialização do resultado, que já era grande, só fez crescer.

Neste sábado, cerca de 36 mil filiados puderam votar por meio de uma nova ferramenta online. No total, 44,7 mil se cadastraram para votar nas prévias. Cerca de 3.000 votaram pelo app e o restante, tucanos com mandato, em urnas eletrônicas, no último domingo.

O presidente do PSDB, Bruno Araújo, citou mais cedo ter havido tentativas de ataque ao sistema de votação nas prévias da legenda neste sábado, mas disse que houve boa resistência do novo aplicativo contratado.

A semana agravou a divisão entre Doria e Leite, enquanto evidenciou o alinhamento de Virgílio ao governador de São Paulo.

O paulista levantou suspeitas de que as regras de votação foram feitas para beneficiar o gaúcho, além de lembrar a relação do rival com o deputado Aécio Neves (MG), falando na necessidade de depurar o partido.

Doria foi alvo ainda de acusação de compra de votos pela deputada Mara Rocha (AC), episódio que não teve desdobramentos —a não ser pelas referências de Leite. Contudo, o governador paulista foi colocando panos quentes nas polêmicas e preparando o terreno para a votação deste sábado.

“Entendemos que a dimensão do nosso partido, a dimensão daquilo que representa o único partido do Brasil que faz prévias, é mais importante do que qualquer outro sentimento que possa ter sido expressado de forma emocional, de forma instável ou de forma deliberada”, resumiu, na terça (23).

O fiasco da votação do último domingo já era previsto na equipe de Doria, que considerava o app original frágil. A ferramenta já havia sido alvo de contestação pelas campanhas de Doria e de Leite devido a vulnerabilidades, mas mesmo assim foi mantida.

Tucanos que acompanharam as prévias afirmam que, apesar de favorito por estar à frente de São Paulo, sede do tucanato, Doria viu seu adversário crescer, mas recuperou terreno na reta final. Virou o voto, por exemplo, de dois deputados federais.

Por isso, para Leite e seus aliados, o adiamento beneficiou o paulista. O entorno do gaúcho afirma que Doria conquistou novos votos com base em barganha e intimidação, sobretudo em São Paulo, o que a campanha paulista nega.

Doria, que costuma dizer ser “filho de prévias”, vence a sua terceira em seguida. Ele foi vitorioso nas indicações para concorrer à Prefeitura de São Paulo, em 2016, e ao governo do estado, em 2018, tendo conquistado os dois cargos.

Ao bater o rival gaúcho e obter a vaga de candidato à Presidência, Doria consolida seu projeto político iniciado em 2016 e abre caminho para ampliar sua influência na sigla, apesar da resistência de tucanos da ala histórica e de seu principal rival interno, Aécio.

Depois de um processo com críticas e acusações de parte a parte, Doria terá o desafio de unir a sigla em torno da sua campanha ao Planalto.

Doria já afirmou acreditar que as prévias fortalecem o PSDB e que, superada a votação, todos os membros do partido serão aliados e vencedores.

Nos dias que antecederam a primeira votação, Leite e Doria já procuravam baixar a temperatura publicamente: fizeram um último debate morno e ensaiaram um discurso de unidade durante uma reunião em Porto Alegre. Nos bastidores, a briga voto a voto seguiu até o final.

O gaúcho, que foi procurado por outras siglas neste ano, disse que não deixaria o partido se perdesse. Leite vinha afirmando ainda que, no caso da derrota, não concorreria a nenhum cargo em 2022 e terminaria seu mandato no Rio Grande do Sul.

Outra tarefa do agora presidenciável é estabelecer conversas e negociações com partidos da chamada terceira via, com o objetivo de evitar a fragmentação do campo político que pretende apresentar uma alternativa viável contra Jair Bolsonaro e Lula (PT), que estão à frente nas pesquisas.

Durante a campanha, Doria se comprometeu a buscar as demais legendas e até sinalizou que poderia abrir mão da cabeça de chapa em nome de um projeto comum. Com cerca de 5% nas pesquisas e criticado por não alavancar seu nome a partir do trunfo da vacinação, o tucano está atrás de Sergio Moro (Podemos).

A maior rejeição de Doria nas pesquisas e a opinião de que sua candidatura é um projeto pessoal que isolaria o PSDB foram argumentos mobilizados por Leite, mas não bateram a ampla vitrine de programas e investimentos apresentada pelo governador paulista a seu favor.

O gaúcho procurou angariar votos em São Paulo com a ajuda do ex-governador Geraldo Alckmin, que só consideraria permanecer no PSDB caso Leite vencesse.

Na visão de parte dos tucanos, o estilo mais incisivo e pragmático de Doria poderia impor uma dificuldade a mais para a união da legenda.

Com Doria presidenciável, não haveria espaço para deputados bolsonaristas, em geral, ligados a Aécio e apoiadores de Leite na bancada federal e uma debandada seria provável. O deputado mineiro, porém, nega planos de deixar a sigla.

Já para aliados de Doria, uma vitória de Leite, que fortaleceria a ala de Aécio no partido, acabaria por transformar o PSDB em um partido do centrão.

Doria, que em 2018 fez campanha por Bolsonaro sob o slogan “BolsoDoria”, passou a ser um dos principais opositores do presidente.

Com uma campanha que teve como alvos também Bolsonaro e Lula, Doria percorreu 21 estados do país e obteve o apoio formal de cinco diretórios, incluindo o de maio peso, São Paulo, que sozinho representou 35% dos votantes.

Erros de Leite na reta final contribuíram com o resultado –o vaivém de declarações após a suspensão das prévias, o pedido feito por um aliado para adiar a votação devido a desconfianças no aplicativo e a revelação pela Folha de que o gaúcho atuou, a pedido do governo Bolsonaro, para adiar a vacinação.

A ironia é que a campanha de Leite teve início após um movimento político equivocado de Doria, que tentou tomar para si a presidência do PSDB em fevereiro e, como troco, viu surgir um rival apoiado pela bancada.

Durante a campanha, o governador paulista teve estrutura mais robusta e investiu em pesquisas, sustentado pela máquina do PSDB paulista, experiente em prévias, e até pela máquina do governo, com um orçamento previsto de R$ 50 bilhões para investimentos nas cidades.

A Folha revelou que, em 2021, Doria multiplicou o repasse de verba política, chegando a R$ 1 bilhão.

O marketing da campanha de Doria, coordenado pelo publicitário Daniel Braga, incorporou a rejeição a ele –o governador assumiu-se “chato” e “calça apertada” ao som de “O Homem Disparou”, hit da eleição de 2020.

Houve uma gafe no interior da Paraíba, quando Doria provocou risos da plateia tucana ao perguntar: “quem aqui já foi a Dubai?”.

Após dois coordenadores das prévias, o senador José Aníbal (SP) e o ex-deputado Marcus Pestana (MG) declararem apoio a Leite, a campanha de Doria afirmou que “a parcialidade antes velada se tornou explícita”.

“As raposas estavam dentro do galinheiro. É debochar na cara dos filiados do PSDB”, disse Wilson Pedroso, coordenador da campanha de Doria.

Os aliados de Leite também reclamam do rival, apontando que Doria agiu com pressão. O maior exemplo foi a demissão de um secretário da capital após ter declarado voto no gaúcho.

Eles acusaram ainda a tentativa de fraude por parte dos paulistas pela filiação extemporânea de 92 prefeitos e vices que, ao final, foram excluídos da votação.

Em eventos de campanha, Leite criticou Doria duramente, afirmando que “o sentimento do PSDB raiz é maior do que qualquer tipo de pressão” e condenou o voto em troca de vantagens indevidas.

Para estrategistas de Leite, táticas de intimidação podem ter feito a diferença no resultado, mas terão o efeito colateral de agravar a imagem de Doria no partido.

Agora convocado a fazer campanha para Doria e esquecer todos os ataques, Leite chegou a fazer um trocadilho, na sexta (19): “Não adianta depois chorarmos o leite derramado, porque vamos todos nos ver numa calça justa”.

Vitória do “Verdão”: Palmeiras derrota Flamengo e se torna tricampeão da Libertadores

28/11/21

Por Ricardo Bezerra
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Encontro em  Montevidéu,  terminou em um emocionante 2×1, com direito a prorrogação
Elenco do Palmeiras na final da Libertadores 2021
Elenco do Palmeiras na final da Libertadores 2021 – Foto: Juan Mabromate/AFP

Na noite deste sábado (27), o futebol sul-americano conheceu o seu campeão de 2021. Em Montevidéu, o Palmeiras venceu o Flamengo na prorrogação e conquistou a taça da Copa Libertadores pela terceira vez em sua história. A final, que colocou frente a frente os dois últimos campeões da maior competição entre clubes do continente, terminou em um emocionante 2×1.

A partida aconteceu no histórico Estádio Centenário, o mesmo que recebeu a final da primeira edição da Copa do Mundo, em 1930. Para chegar até a cidade uruguaia, os Rubros-negros triunfaram sobre o Barcelona de Guayaquil nas partidas de semifinal, enquanto o Verdão deixou o Atlético-MG para trás e conquistou a vaga na decisão.

Com o título, o Palmeiras conquistou também a vaga no Mundial de Clubes da FIFA, que acontecerá nos Emirados Árabes, ainda sem data definida. Na competição os brasileiros poderão enfrentar o Chelsea, vencedor da Champions League durante a última temporada europeia. Além dos ingleses, estão classificados: Al-Ahly, Auckland City, Monterrey, Al-Hilal e  Al Jazira.

O jogo

Não demorou para a rede balançar na final. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Raphael Veiga recebeu um cruzamento rasteiro de Mayke e “chapou” a bola para dentro do gol do Urubu. O jogo não decepcionou após o gol. Em um constante duelo tático, o Palmeiras escolheu jogar compactado, parando os avanços do Flamengo na defesa e trabalhando com contra-ataques perigosos.

A melhor chance, e primeira finalização ao gol, do Time carioca veio aos 42 minutos, com uma movimentação do Gabigol na direita e cruzamento para Arrascaeta que tentou o voleio na pequena área, porém parou nas mãos de Weverton.

Segundo tempo

Assim como nos primeiros 45 minutos, a segunda etapa foi de pura emoção em Montevidéu. O Urubu começou pressionando com duas oportunidades de ouro perdidas por Gabigol, artilheiro do campeonato, e assumia uma marcação alta, que dificultava a armação do Palmeiras. Persistindo nesta configuração, cada vez mais empurrava o sistema defensivo alviverde para trás, criando espaços.

O esforço rubro-negro foi recompensado aos 71 minutos, quando o camisa nove do Flamengo deixou novamente sua marca em uma final de Libertadores ao marcar o gol de empate. O Palmeiras tentava reagir, mas não conseguia chegar com perigo a meta de Diego Alves. Ainda no tempo regulamentar, o Michael teve a chance de sacramentar a virada após um belo lançamento de Arrascaeta, que o deixou cara a cara com Weverton, mas desperdiçou.

Prorrogação

Na prorrogação, cada detalhe pode ser fatal. E foi este roteiro que seguiu o desenrolar da maior final de futebol da América do Sul. Um vacilo na saída de bola de Andreas Pereira, deixou Deyverson na cara do gol e colocou o Palmeiras a um palmo do tricampeonato continental.

Na prorrogação, Deyverson colocou o palmeiras na frenteDeyverson marca o gol do título do Palmeiras, na prorrogação. Foto: Eitan Abramovich/AFP

No segundo tempo o Flamengo tentou reverter a situação com as entradas de Vitinho, atleta com maior número de assistências da equipe, e Pedro, que quase empatou o jogo na reta final da segunda etapa. Se lançando para o ataque, o Urubu bombardeava a zaga alviverde, que se defendia com unhas e dentes até o final e levantou a taça continental.

Ficha técnica 

Palmeiras 2 

Weverton; Mayke, Gustavo Gómez, Luan e Piquerez; Danilo, Zé Rafael, Raphael Veiga e Gustavo Scarpa; Dudu e Rony. Técnico: Abel Ferreira.

Flamengo 1
Diego Alves, Isla, Rodrigo Caio, David Luiz e Filipe Luís; Willian Arão, Andreas Pereira, Everton Ribeiro e Arrascaeta; Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Técnico: Renato Portaluppi.

Local: Estadio Centenario, Montevidéu, Uruguai
Horário: 17 horas
Árbitro: Néstor Pitana (ARG)
Assistentes: Juan Belatti e Gabriel Chade
VAR: Julio Bascuñán (CHI)