Alepe: Audiência pública discute defasagem salarial de analistas em gestão educacional

03/08/21

AscmAlepe

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Assembleia Legislativa de Pernambuco

A  defasagem salarial e do plano de carreira dos analistas de gestão educacional do Estado foi debatida em audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Alepe nesta terça. O segmento é formado por profissionais de nível superior em áreas como administração, biblioteconomia, direito, nutrição, psicologia e engenharia, dentre outras, que atuam nas escolas estaduais e na Secretaria de Educação.

O encontro foi solicitado pela deputada Teresa Leitão, do PT, que resumiu as demandas da categoria, com destaque para a correção da defasagem salarial, de forma emergencial, pelo nivelamento ao piso do magistério, e, de forma permanente, por meio da equiparação à média dos demais analistas do serviço público estadual.

O presidente da Associação dos Analistas de Gestão Educacional, Navarro Júnior, argumentou que a prática comum seria os analistas receberem de 20 a 50% acima dos servidores de nível médio. Ele ainda lamentou que analistas de outras secretarias do Estado recebam até seis vezes mais para exercer funções similares aos profissionais de carreiras semelhantes lotados na Educação.

Essa defasagem de analista saindo é porque quem vive só com esse um salario mínimo e meio realmente está sobrevivendo. Como alguns têm atividade por fora (…), esses conseguem usar esse salário como uma segunda renda. Mas para quem usa esse salário como primeira renda ou única, se torna ridículo. Isso é absurdo. (…) A gente entrou com ações contra o Governo do Estado porque, além de tudo, como é que o Estado alça quem, tendo nível superior mas sendo concursado de nível médio, inconstitucional, para receber mais do que nível superior? Não pode”.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado, o Sintepe, Ivete Caetano, lembrou que a instituição representa 75 mil servidores, dos quais 37 mil estão na ativa. Ela afirmou que os analistas, que somam cerca de 1200 profissionais, estão incluídos na pauta geral de reivindicações, que incluem definições de piso, aprimoramento das carreiras e formação profissional. Já os deputados Professor Paulo Dutra, do PSB, João Paulo, do PCdoB, e William Brígido, do Republicanos, manifestaram apoio à pauta dos analistas em gestão educacional.

Em nome do Governo, o secretário executivo de Administração e Finanças, Alamartine Carvalho, reconheceu a importância do tema e destacou que a Secretaria de Educação estabeleceu uma comissão técnico-jurídica para avaliar o plano de cargos, carreiras e vencimentos, com atenção à situação dos analistas.

O que é que a gente fez, entendendo a emergência de cada situação? Instituiu o prazo de 90 dias. Então, nesses 90 dias estará se encerrando no final de setembro, lembrando que a comissão foi publicada no dia 30 de junho. Em 90 dias, o objetivo é a gente ter esse relatório apresentando essa proposta e a gente conseguir dar encaminhamento, para que efetivamente possa ser colocado em prática após a discussão com a principal mesa junto à Secretaria de Administração e o Governo do Estado de forma ampla”.

Em resposta, Teresa Leitão observou que a formalização do colegiado que discute o tema indicou apenas membros do Governo do Estado, e cobrou a composição de uma mesa paritária de negociação. A deputada ainda defendeu que os analistas em gestão educacional devem ser considerados profissionais da educação e terem piso, salário e carreira definidos para que a categoria seja fortalecida.

Nós estamos diante de uma nova configuração da escola. A gestão técnica e gerencial ganhou um peso muito grande, por cima da gestão pedagógica. Então os analistas passaram a exercer essa função gerencial, mas o olhar tem que ser pedagógico e educacional. (…) O plano de cargo, para ser incluído, tem que ser considerado profissional da educação”.

Teresa ainda afirmou que há espaço fiscal para a valorização do segmento, o que, segundo ela, é reforçado pelo impacto mínimo nas contas do Estado em razão do pequeno número de analistas.

 

Governo de Pernambuco investirá R$ 5 bilhões até o final de 2022 para gerar mais de 130 mil novos empregos

03/08/21

ImprensaPE

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Miniatura do anexo
 
Plano Retomada traz pacote de incentivos, como o pagamento, por seis meses, de metade de um salário mínimo a cada novo trabalhador contratado, a partir da aprovação do projeto de lei, desonerando empresários e gerando postos de trabalho
 
O Governo de Pernambuco lançou, nesta terça-feira (03.08), um pacote de incentivos para estimular a geração de empregos e, ao mesmo tempo, investir em projetos estruturadores no Estado. O Plano Retomada mira em quatro eixos: investimento público, investimento privado, ambiente de negócios e pessoas e crédito. Até o final de 2022, o Estado vai aplicar R$ R$ 5 bilhões na iniciativa. Uma das principais ações será o pagamento, durante seis meses, de metade de um salário mínimo para cada novo trabalhador contratado pelo setor privado. A expectativa é que 133 mil novos postos de trabalho sejam criados em Pernambuco. Os projetos de lei que instituem o plano foram assinados pelo governador Paulo Câmara, em solenidade no Palácio do Campo das Princesas, e remetidos à Assembleia Legislativa de Pernambuco para votação.
 
“Está sendo possível fazer isso agora porque soubemos enfrentar a crise econômica, a partir de 2015, e a emergência da Covid-19, que ainda estamos atravessando, com muita responsabilidade e trabalho. Recuperamos nosso status de captação de crédito no mercado e isso está possibilitando o maior investimento da história de Pernambuco. Somente em 2022, serão R$ 3,7 bilhões”, afirmou Paulo Câmara.
 
O acesso ao crédito também será facilitado e ampliado, por meio da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), em duas modalidades. No Giro AGE, o empresário pode ter acesso a até R$ 100 mil, com três meses de carência, 33 meses para pagar e juros de 0,99% ao mês. Já no Crédito Popular, o valor a ser liberado pode chegar a R$ 5 mil, com dois meses de carência, 14 meses para pagar e juros de 0,50% ao mês. O Plano Retomada também foca na desburocratização, tornando mais fácil abrir uma empresa e negociar dívidas já existentes.
 
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, o Estado dialogou com o setor produtivo e com especialistas em economia, infraestrutura e emprego, enriquecendo e melhorando alguns pontos. “O Governo tem um olhar privilegiado. Analisamos outros países do mundo, que também estão se estruturando com o avanço da vacina, para conseguir fazer a retomada. Sobretudo com o foco em resgatar empregos e gerar renda”, disse Geraldo Julio.
 
O presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Pernambuco, Eduardo Melo Catão, ressaltou que o novo Plano do Governo é uma mensagem de esperança. “Temos que trabalhar e ajudar a reverter essa situação da pandemia. Chegou a hora de a gente falar em outros assuntos que tragam resultados positivos para Pernambuco”, frisou.
 
A ação do governo, com a política de incentivos fiscais e a solidez do ambiente de negócios em Pernambuco, está incluída no Plano Retomada com um conjunto de empreendimentos já anunciados. São investimentos que, juntos, somam R$ 39 bilhões, como a planta de energia solar da multinacional Solatio e o conjunto de empresas que integra o fornecimento de peças e insumos da Jeep.
 
Entre os projetos que receberão o investimento de R$ 5 bilhões em recursos públicos estão a triplicação da BR-232, no acesso ao Recife, o Arco Metropolitano, outras rodovias incluídas no programa Caminhos de Pernambuco; obras nos aeródromos de Caruaru, Serra Talhada, Araripina e Garanhuns, além de investimentos em abastecimento de água, saneamento e educação.
 
Estiveram presentes à solenidade diversos secretários estaduais; o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Eriberto Medeiros; o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), desembargador Fernando Cerqueira; o presidente do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), Dirceu Rodolfo; o procurador-geral de Justiça, Paulo Augusto de Freitas; além de representantes do setor produtivo.

Morreu na tarde de hoje o ex-prefeito do Recife e ex-governador de Pernambuco Joaquim Francisco

03/08/21
Por G1
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 Joaquim Francisco, 73 anso,  estava internado no Hospital Português, na área central da capital, onde passava por tratamento contra o câncer.

 


Joaquim Francisco foi governador de Pernambuco, ministro, prefeito do Recife e deputado federal — Foto: Reprodução/TV Globo
Joaquim Francisco foi governador de Pernambuco, ministro, prefeito do Recife e deputado federal — Foto: Reprodução/TV Globo

O governo aloprado de Bolsonaro: presidente nomeou 14 filiados a partidos do central para comandar ministérios em 2 anos e meio

03/08/21

Paulo Motoryn/ Brasil de Fato

Dos 23 ministérios, apenas sete ficaram preservados das nomeações ligadas a legendas do campo fisiológico do Congresso
O presidente Jair Bolsonaro mantém nove integrantes de partidos do centrão como chefes na Esplanada dos Ministérios – Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro já nomeou ministros de Estado 14 integrantes de partidos políticos ligados ao centrão desde o início de seu mandato. O número equivale a mais da metade das 23 pastas que existem em seu governo. Atualmente, são nove ministros filiados a siglas que compõem o grupo.

Os números fazem parte de levantamento feito pelo Brasil de Fato a partir de documentos públicos. Os dados apontam ainda que o governo chegou ao seu 52º ministro em pouco mais de dois ano e meio.

Dos 23 ministérios, apenas 7 ficaram preservados das nomeações ligadas a partidos do centrão (Educação, Relações Exteriores, Defesa, Economia, Controladoria-Geral da União, Advocacia-Geral da União e Infraestrutura). Todas as outras pastas já estiveram nas mãos das siglas.

::Bolsonaro, o centrão e o impeachment: como fica o jogo com Ciro Nogueira na Casa Civil::

O Ministério da Cidadania, por exemplo, já foi ocupada por três políticos com mandato de deputado federal: Osmar Terra (MDB-RS), Onyx Lorenzoni (DEM-RS) e João Roma (DEM-BA). O órgão é responsável por políticas sociais e pelo auxílio emergencial.

A pesquisa aponta ainda que até mesmo nomes teoricamente ligados à “ala ideológica” ou aos militares também são filiados a partidos do grupo, como a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves (que é do PP), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes (PSL), e o general Augusto Heleno (Patriota), que chefia o Gabinete de Segurança Institucional.

No campo de busca, existe a opção de digitar o nome dos ministros, partidos ou pastas. A data da posse de cada um dos chefes do ministérios foi checada no Diário Oficial da União. A filiação aos partidos foi verificada nos registros do Tribunal Superior Eleitoral.

A estatística contraria uma das principais promessas da campanha presidencial de Bolsonaro. Durante o pleito, o então candidato afirmava que nomearia um ministério “técnico” e que não ficaria refém do centrão, agrupamento de partidos fisiológicos no Congresso Nacional.

Cada vez mais, porém, o chefe do Executivo se distancia do discurso. Na última quinta-feira (22), Bolsonaro chegou até a afirmar que integra o Centrão, em entrevista a uma rádio, após ter sido questionado sobre o convite ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) para que o congressista assuma a Casa Civil.

::Com Ciro Nogueira, Centrão já comanda o coração do governo Bolsonaro::

Ciro Nogueira é presidente do PP, um dos partidos do Centrão. Atualmente sem partido, Bolsonaro já foi filiado ao PP.

“Eu sou do centrão. Eu fui do PP metade do meu tempo. Fui do PTB, fui do então PFL. No passado, integrei siglas que foram extintas, como PRB, PTB. O PP, lá atrás, foi extinto, depois renasceu novamente”, declarou o presidente.

A chegada do cacique do PP na Casa Civil é simbólica. Trata-se do primeiro civil a comandar a pasta na gestão Bolsonaro. Ele substitui o general Luiz Eduardo Ramos, que foi realocado para a Secretaria Geral da Presidência, onde antes estava Onyx Lorenzoni.

Por fim, Onyx ficará à frente do novo Ministério do Emprego e da Previdência Social, desmembramento do Ministério da Economia. Na cerimônia de oficialização, Bolsonaro disse: “Vimos que era necessário cada vez mais buscar o apoio do parlamento. Fomos nos moldando”.

Edição: Vinícius Segalla

TSE decide abrir inquérito para investigar ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral

03/08/21

Redação
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Tribunal vai apurar abusos do presidente em sua cruzada contra a democracia. Investigação pode resultar em inelegibilidade

 

Por unanimidade, TSE, presidido por Luís Roberto Barroso, abre inquérito para investigar ataques de Bolsonaro ao sistema eleitoral brasileiro- Nelson Jr./SCO/STF – Alan Santos/PR

São Paulo – O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por unanimidade, na noite desta segunda-feira (2), abrir duas medidas contra o presidente Jair Bolsonaro, em resposta à escalada do presidente contra o sistema eletrônico de votação. Primeiro, os ministros vão abrir inquérito administrativo por conta das sucessivas acusações de fraude no sistema eleitoral e das ameaças à realização das eleições de 2022. Além disso, o presidente será incluído no chamado “inquérito das fake news” que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Trata-se da mais contundente ação contra Bolsonaro desde que ele começou a ameaçar as eleições de 2022 e colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro e a urna eletrônica.

Os ministros da Corte votaram a favor da instauração da apuração de ofício, ou seja, sem solicitação da Procuradoria-Geral Eleitoral. A decisão ocorre após a Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral notificar Bolsonaro a apresentar provas das irregularidades nas eleições de 2018 e não ter resposta. O prazo de cinco dias dado ao presidente venceu hoje.

Com o inquérito, agora o TSE poderá “tomar as providências cabíveis para sanar ou evitar abusos e irregularidades e, ainda, requisitar a qualquer autoridade civil ou militar a colaboração necessária ao bom desempenho de sua missão”, conforme divulgação. A abertura do inquérito leva em consideração “relatos e declarações sem comprovação de fraudes no sistema eletrônico de votação com potenciais ataques à democracia”.

Abusos e mentiras

O inquérito administrativo vai apurar se, para espalhar seus ataques sem provas contra a Justiça Eleitoral e o sistema eletrônico de votações, Bolsonaro praticou “abuso do poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, condutas vedadas a agentes públicos e propaganda extemporânea”. Segundo técnicos do TSE, o inquérito pode acarretar em impugnação de registo da candidatura de Bolsonaro ou inelegibilidade do presidente.

Em live nas redes sociais transmitida na última quinta-feira de julho (29), Bolsonaro usou uma série de vídeos antigos e informações falsas contra as urnas eletrônicas para alegar que o sistema é fraudável. Durante a transmissão, o presidente admitiu não ter provas das fraudes. Mas, por mais de duas horas, mentiu e voltou a usar informações falsas e descontextualizadas contra a Justiça Eleitoral.

Horas antes da decisão pelas medidas contra Bolsonaro tomada hoje, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, respondeu aos recentes ataques do presidente. “A ameaça à realização de eleições é conduta antidemocrática. Suprimir direitos fundamentais, incluindo os de natureza ambiental é conduta antidemocrática. Conspurcar o debate público com desinformação, mentiras, ódios e teorias conspiratórias é conduta antidemocrática”, afirmou, em discurso pela reabertura do TSE, após o recesso eleitoral. O magistrado reafirmou que o voto impresso defendido por Bolsonaro facilitará a ocorrência de fraudes, e não o contrário, como o presidente costuma afirmar.

O líder da Oposição na Câmara, deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), comentou a decisão do TSE de investigar ataques ao sistema eleitoral brasileiro. “O TSE acerta ao decidir investigar os ataques de Bolsonaro às urnas, à eleição e, portanto, à democracia. Bolsonaro já foi longe demais. Basta de impunidade. Agora vai ter que responder por seus atos e palavras.”


Leia também:

Após TSE abrir inquérito sobre ameaças às eleiçõe,Bolsonaro volta a fazer ataques ao ministro Barroso

03/08/21

<Por G1-Brasília

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Em conversa nesta terça-feira (3) com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer diversos ataques ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Nesta segunda (2), Barroso teve apoio unânime de todos os ministros da Corte.

Também na segunda, o TSE abriu, por unanimidade, um inquérito administrativo sobre ataques à legitimidade das eleições.

O plenário do TSE também aprovou, com votação unânime, um pedido ao STF para que Bolsonaro seja investigado no inquérito que apura a disseminação de fake news.

Em resposta à decisão sobre os inquéritos, o presidente Bolsonaro voltou a ameaçar a realização de eleições no ano que vem, caso a sua vontade não prevaleça e o processo de votação não mude. E disse que não aceitará o que chamou de intimidações.

“Não será admitido eleições…Não serão admitidas eleições duvidosas ano que vem. O Brasil vai ter eleição ano que vem. Eleições limpas, democráticas. Quem votar, vai assumir 23”, disse Bolsonaro.

“Dizer mais, encerrando. O Brasil mudou. Jurei dar minha vida pela pátria. Não aceitarei intimidações. Vou continuar exercendo meu direito de cidadão, de liberdade de expressão, de criticar, de ouvir e atender acima de tudo a vontade popular”, continuou o presidente.

 

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Bolsonaro terá 10 dias para se explicar por bloquear jornalistas no Twitter

03/08/21
Por: Lara Tôrres
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 (Foto: Evaristo Sá/AFP)
Presidente Jair Bolsonaro -Foto: Evaristo Sá/AFP
A ministra e atual vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, deu um prazo de 10 dias para que o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (sem partido), dê explicações sobre o bloqueio de jornalistas em sua conta -oficial e verificada- no Twitter. Um levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) aponta que de 2018 para cá, Bolsonaro bloqueou 65 jornalistas.
O despacho foi feito no último domingo (1º), no âmbito de uma ação movida pela Abraji, que solicita o desbloqueio de 65 profissionais da imprensa, além de pedir que o presidente se abstenha de impedir o acesso de outros jornalistas à sua conta.
Como justificativa na ação, a Abraji cita o “caráter público” da conta de Bolsonaro e das informações ali presentes. “Considerando que a conta do impetrado no Twitter é o principal canal de divulgação dos atos administrativos praticados pelo Presidente da República e que, ademais, a Administração Pública tem o dever constitucional de conceder pleno acesso às informações de caráter público – salvo quando este acesso colocar em risco a segurança da sociedade e do Estado, o que obviamente não é o caso – é flagrantemente ilegal o ato do impetrado de tolher de jornalistas o acesso a sua conta em rede social”, argumenta a associação.
O Twitter é tem sido utilizado pelo presidente desde sua eleição tanto para comunicar ações do governo, como construção de obras, processos de desburocratização, monitoramento da pandemia da Covid-19 e mudanças no quadro de ministros. Para a Abraji, esse fato reveste a conta de Bolsonaro de interesse público devendo, portanto, ser acessível à imprensa e ao público em geral, de forma irrestrita. Assim, a associação classifica o bloqueio de jornalistas como um gravíssimo atentado à liberdade de expressão e imprensa.
“Consta que os jornalistas foram bloqueados pelo impetrado em razão de críticas feitas aos atos por ele praticados no exercício de cargo público. Ou seja, o impetrado vedou o acesso de jornalistas a informações referentes a atos e compromissos do Chefe de Estado, unicamente porque eles eventualmente teriam se manifestado contra seu governo. Essa não é atitude democrática que se espera do titular do Governo Federal. Ao contrário, trata-se de ato discriminatório, que também viola o princípio da impessoalidade”, diz a Abraji.

 

 

Alepe retoma trabalhos com pandemia e desenvolvimento econômico na pauta

03/08/21

AscomAlepe

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A garantia da vacinação em grande escala e o retorno das atividades econômicas em Pernambuco estão entre as principais pautas da Assembleia Legislativa, neste segundo semestre. Os deputados se reuniram pela primeira vez após o recesso parlamentar, nesta segunda, em Reunião Plenária que contou com pronunciamentos de representantes das bancadas de Oposição e de Governo.

Em nome dos oposicionistas, a deputada Priscila Krause, do Democratas, elencou as prioridades do grupo para os próximos meses. Além do acompanhamento da imunização e da retomada das atividades, ela citou o combate ao desemprego e à desigualdade econômica e social como batalhas importantes. As áreas da educação e da saúde devem ser acompanhadas ainda mais de perto pelos parlamentares.

“Nós precisamos fazer uma reflexão do legado desta pandemia. Muito foi investido, do ponto de vista de recursos, porque precisava ser investido, e o quanto mais precisa ser investido será investido, mas com a fiscalização devida, de maneira correta, para que a gente não veja, em outras instâncias, acontecer o que nós vimos na Prefeitura do Recife: oito operações da Polícia Federal, a oitava na semana passada.”

Já o líder do Governo na Casa, deputado Isaltino Nascimento, do PSB, destacou, além da pandemia, a questão dos conflitos por terra em todo o Estado e a garantia da chegada da Transnordestina em Pernambuco como pautas fundamentais para o semestre. Ele citou, ainda, a relevância dos investimentos em esportes, ressaltando o protagonismo de atletas negros e nordestinos nas Olimpíadas. Debates sobre as questões climáticas e a Lei Orçamentária Anual para 2022 também vão estar na pauta, assim como a defesa da democracia e a garantia da vacinação para todos.

“80% das pessoas que estão nas UTIs do Estado de Pernambuco ainda, motivadas pela Covid-19, são pessoas que não tomaram vacina, não tomaram nem primeira e nem segunda dose, ou seja, significa que, de cada dez, oito estão na UTI porque não tomaram vacina. Então, é muito importante que se tome a primeira e a segunda dose, para certamente preservar a qualidade de vida das pessoas, tomar a vacina é algo necessário, não só para si próprio.”

Na mesma linha, o presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros, do PP, colocou o Poder Legislativo à disposição para contribuir com o retorno seguro das atividades econômicas e o combate à pandemia. “É chegada a hora, senhoras e senhores, de construirmos as condições necessárias para a retomada do crescimento econômico em nosso Estado de modo rápido, vigoroso e sustentável. Além disso, integração com os demais Poderes, com outras instituições de Estado e com a iniciativa privada, com certeza, será fundamental para elaborar uma agenda de desenvolvimento.”

A próxima Reunião Plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco foi convocada para quinta, às 10 da manhã, em formato virtual.

Covid-19 – Secretaria da Saúde divulga balanço atualizado

03/08/21

ImprensaPE

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta segunda-feira (02/08), 524  casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 69 (13%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 455 (87%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 591.952 casos confirmados da doença, sendo 52.169 graves e 539.783 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 518.743 pacientes recuperados da doença. Destes, 30.627 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 488.116 eram casos leves.
Também foram confirmados laboratorialmente 14 novos óbitos (6 femininos e 8 masculinos), ocorridos entre os dias 18/05/2021 e 30/07/2021. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Bom Conselho (1), Igarassu (1), Jaboatão dos Guararapes (6), Olinda (3), Ouricuri (1), São José do Egito (1) e Sirinhaém (1). Com isso, o Estado totaliza 18.822 mortes pela doença.

Os pacientes tinham idades entre 25 e 86 anos. As faixas etárias são: 20 a 29 (1), 30 a 39 (1), 40 a 49 (3), 50 a 59 (2), 60 a 69 (4), 70 a 79 (1), 80 ou mais (2). Do total, 9 tinham doenças preexistentes: doença cardiovascular (6), diabetes (3), hipertensão (1), doença respiratória (1), etilismo/histórico de etilismo (1) e histórico de tabagismo (1) – um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais seguem em investigação.

EXAME DA COVID-19 – O Centro de Testagem da Covid-19 sediado no Geraldão, no Recife, voltará a funcionar normalmente a partir desta terça-feira (03/08). O serviço foi paralisado na tarde do último domingo (01/08), após problemas estruturais provocados pelas fortes chuvas e ventos que acometeram a capital pernambucana no final de semana. De imediato, a equipe de manutenção da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi acionada e, juntamente com a empresa responsável, realizou os reparos necessários para retomada dos atendimentos.

O funcionamento do Centro de Testagem do Geraldão é a partir das 8h, de domingo a domingo. O público pode procurar o serviço de forma espontânea, ou seja, sem necessidade de marcação prévia. Nas últimas semanas, a média diária de atendimento no Geraldão tem sido de 115 pessoas.

Sob gestão estadual, há, ainda, outros três centros de testagem. No Centro de Convenções (Cecon-PE), o atendimento também é de domingo a domingo a partir das 8h, por demanda espontânea. Ainda é possível agendar no Cefospe e na Secretaria Estadual de Educação pelo Atende em Casa (app para celular Android ou pelo www.atendeemcasa.pe.gov.br). O Atende em Casa ainda agenda o exame na rede municipal de 148 cidades do Estado.

BALANÇO DA VACINAÇÃO – Pernambuco já aplicou 5.950.728 doses de vacinas contra a Covid-19 na sua população, desde o início da campanha de imunização no Estado. Desse total, 1.651.302 pernambucanos completaram seus esquemas vacinais, sendo 1.484.522 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 166.780 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

Em relação às primeiras doses, foram 4.299.426 aplicações. Ao todo, foram feitas a primeira dose em 318.567 trabalhadores de saúde; 26.147 povos indígenas aldeados; 44.219 em comunidades quilombolas; 7.700 idosos em Instituições de Longa Permanência; 677.602 idosos de 60 a 69 anos; 603.168 idosos de 70 e mais; 2.463 pessoas com deficiência institucionalizadas; 420.769 pessoas com comorbidades; 34.154 pessoas com deficiência permanente; 66.963 gestantes e puérperas; 400.466 trabalhadores de serviços essenciais; 1.935 pessoas em situação de rua; 30.946 pessoas privadas de liberdade, além de 1.664.327 pessoas de 18 a 59 anos.

Em relação às segundas doses, já foram beneficiados 251.541 trabalhadores de saúde; 25.974 povos indígenas aldeados; 35.773 em comunidades quilombolas; 5.943 idosos institucionalizados; 522.061 idosos de 60 a 69 anos; 516.031 idosos de 70 anos e mais; 1.191 pessoas com deficiência institucionalizadas; 86.034 pessoas com comorbidades; 3.412 pessoas com deficiência permanente; 8.441 trabalhadores de serviços essenciais; 28.121 pessoas privadas de liberdade, totalizando 1.484.522 pernambucanos.

Em relação à dose única, foram beneficiadas 2.093 idosos de 60 a 69 anos; 500 idosos de 70 anos e mais; 2.502 pessoas com comorbidades; 326 pessoas com deficiência permanente; 12.192 trabalhadores de serviços essenciais; 944 pessoas em situação de rua, além de 148.223 pessoas de 18 a 59 anos.

Ministro Barroso sai da defesa e vai ao ataque contra narrativas de Jair Bolsonaro

03/08/21
Por Alberto Bombig
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Presidente do TSE tenta virar o jogo ao insistir na vulnerabilidade do sistema impresso/manual, que, segundo ele, favorece a compra de votos, o “coronelismo” e as “milícias” (palavra amarga para os fãs do presidente)

 

ROBERTO JAYME/ASCOM/TSE
Ministro busca inverter lógica da empreitada bolsonarista, que atribui risco de fraude ao modelo eletrônico de votação – FOTO: ROBERTO JAYME/ASCOM/TSE 

discurso de Luís Roberto Barroso na abertura dos trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tocou em pontos considerados fundamentais por quem está atento na busca de uma maneira eficaz de combater as narrativas de Jair Bolsonaro. O ministro busca inverter a lógica da empreitada bolsonarista, que atribui risco de fraude ao atual modelo eletrônico de votação: Barroso tenta virar o jogo ao insistir na vulnerabilidade do sistema impresso/manual, que, segundo ele, favorece a compra de votos, o “coronelismo” e as “milícias” (palavra amarga para os fãs do presidente).

 

Papo…

Segundo um especialista em marketing político, a mensagem dos adversários do presidente e, portanto, dos defensores da urna eletrônica, deve ser algo direto, na linha: Jair Bolsonaro quer acabar com o voto secreto no País.

…reto

Mesmo sem citar nomes, foi mais ou menos o que Barroso fez, seja na nota assinada por vários ex-presidentes do TSE, seja em seu pronunciamento.

Virando a chave

Insistir em jogar na defensiva, repetindo a história de que o voto eletrônico é “auditável”, é continuar atuando no campo da suspeição levantada, sem qualquer prova, por Bolsonaro.

Prática

O discurso do presidente do TSE ficou muitos tons acima do proferido horas antes por Luiz Fux, no Supremo. Barroso também demonstrou mais coragem e determinação do que Fux com a abertura do inquérito para investigar as ameaças às eleições.

Dark…

Apesar de ter feito as mais esdrúxulas, imprecisas e vexaminosas previsões sobre a pandemia da covid-19, ainda no início de 2020, Osmar Terra (MDB-RS) segue ativo nas redes sociais, posando de “especialista” no assunto.

…side

Apelidado de “Osmar Trevas” após tanta bola fora e 550 mil mortes no País, o deputado embola dados, reinterpreta gráficos e continua desafiando o bom senso e a comunidade científica internacional.

De…

Bia Kicis (PSL-DF), presidente da CCJ, postou no fim de semana em suas redes sociais vídeo com mensagem do argentino Carlos Pampillón, acusado de ligação com grupos neonazistas na Argentina.

…novo

No mês passado, a deputada Bia Kicis se encontrou com a colega alemã Beatrix von Storch, do partido Alternativa para a Alemanha, sigla acusada de difundir ideias neonazistas.

Ficha

Pampillón é apontado como mentor e treinador de um grupo de skinheads que atacou nove pessoas em Mar Del Plata.

Debate urgente

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer debatem na próxima sexta-feira (6) com Miguel Relvas, ex-primeiro-ministro de Portugal, temas caros à atual conjuntura mundial, como democracia, instabilidade política e modelos de governança.

Lá e cá

Temer é um dos defensores da adoção do semipresidencialismo no Brasil, modelo adotado em Portugal. O evento é organizado pelo RenovaBR, em parceria com o Comunitas e o Insper.

Judiciário

Os ministros do Supremo Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes também participarão de uma das rodas de conversa. A transmissão será no YouTube, a partir das 14h.

PRONTO, FALEI!

Marcelo Ramos

Vice-presidente da Câmara dos Deputados (PL-AM)

“A fala desrespeitosa de Bolsonaro ironizando Bruno Covas, que lutou pela vida com a dignidade dos fortes, mostra que ele é um ser humano ruim.”

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